Confesso que só conheci este autor recentemente, lendo uma edição de "Dialética Erística" de Shoppenhauer, do qual ele faz os complementos críticos. Achei bastante coerente seu tratamento para com a questão filosófica da dialética.
Resolvi pesquisar a respeito deste autor na internet, e qual não foi minha surpresa a descobrir que Olavo tem uma aparente paranóia em relação ao socialismo e à esquerda, para ele parece haver alguma conspiração de nível internacional para a inplantação do socialismo, parece tratar esta questão política sob uma ótica maniqueísta.
Gostaria de saber se é isso mesmo, ele tem mesmo esta paranóia?
Não quero discutir, gostaria de saber a opinião de quem já o conhece, pois como disse, só o conheci recentemente.
E acho q o decurso da discussão, se fosse o caso, seria se a paranóia estaria condicionada a um maniqueísmo, ou se o maniqueísmo estaria condicionada à paranóia... mas enfim, como disse, não é minha intenção discutir, até pq nem me interesso muito por suas questões políticas, gostaria apenas de saber se a essa história de paranóia tem fundamento.
Sobre a suposta "paranóia" do Olavo, na verdade ele possui um forte senso de realidade e objetividade, o que pode soar como esquisito para quem o lê pela primeira vez.
Ademais, a "conspiração" esquerdista internacional não pode ser entendida ao pé da letra. Há, obviamente, claro envolvimento com grupos de diversos segmentos ideológicos à nível global - por exemplo, a aliança entre as esquerda e o "fundamentalismo islâmico, como denuncia David Horowitz no seu mais novo livro, que eu ainda não li - mas muita dessa conspiração é um processo corrente no subconscinente coletivo de parte da humanidade empenhada num guerra cultural. Que guerra cultural é esse? É um processo desencadeado por intelectuais de grande nome e que tem atacado veementemente a ordem tradicional, religiosa e cultural de várias sociedades do globo. Muitos de seus seguidores - incluindo muitos burocratas, políticos e ideólogos - estão empenhados no processos, mas muito outros o seguem sem o menor senso crítico.
Puxa, estes textos que vc postou só fez aumentar minha decepção em relação ao Olavo.
No primeiro, por exemplo, quando vai comentar a questão da miséria e basicamente se limita a dizer que o socialismo é mau, que o alargamento estatal leva à guerras e que só o libertário salva... Ou seja, não fez nenhuma análise mais profunda sobre o problema, limitou-se a fazer uma propaganda anti-socialista.
E, ainda pra finalizar, deu a entender que acredita que G. Bush é um verdadeiro idealista que só queria levar a paz ao oriente médio, e que as acusações de que interesses escusos movem seu interesse por aquela região é uma grande piada da imprensa "esquerdista" brasileira.
Acho que o OC tem se preocupado demais com o socialismo, deve ser algum medo que povoa seu subconsciente, após ler estes textos cheguei à conclusão de ele está preso emocionalmente à alguma forma de maniqueísmo, só isso explica a "demonização" do socialismo, como se este representasse algum perigo real nos dias de hoje.
Infelizmente trata-se de mais um gênio paradoxal, tivesse ele se dedicado unica e exclusivamente à filosofia, mas resolveu seguir o caminho de outros gênios que deixaram o caminho onde mais brilhavam de lado para se dedicar à assuntos que lhes trouxeram péssima fama (vide Newton, que resolveu se dedicar à alquimia e a outras ciências obscurantistas).
Continuarei admirando OC como pensador da dialética, mas fiquei muito decepcionado com a pessoa dele.
Isso foi um sofisma, o fato de eu não concordar com o que ele prega sobre a política não quer dizer necessariamente que eu seja esquerdista ou socialista.
Politicamente me defino como social-democrata, mas isso tbm não é uma posição firme, tenho uma forma de pensar relativista, para mim não existe nada 100% certo ou 100% errado, por isso isso tenho uma certa aversão ao maniqueísmo e à qualquer tipo de fundamentalismo.
Acho uma pena que existam pessoas que esteja aqui por conta apenas de uma postura ultra-conservadora do Olavo de Carvalho.
Um médico com 45 anos e apresentando muita dificuldade de interpretação de texto, ou no mínimo, com dificuldade de verificar as sutilezas da semântica. Quando citei paranóia, não estava me referindo especificamente à algum tipo de psicose, mas sim um adjetivo usado coloquialmente para definir alguém com mania de perseguição.
Além de tudo, ainda aparenta fazer uso de algum fisiologismo, como se o fato de eu usar cavanhaque estivesse associado à alguma postura de esquerda.
Quanto ao fato de o presidente não ter formação acadêmica estar de alguma forma atrapalhando o estudo da filosofia no país é um silogismo que quase beira o patético, se isso fosse verdadeiro teríamos tido um grande salto intelectual durante o governo FHC.
Aparentemente, com algumas excessões, a maioria das posições tomadas aqui baseia-se em preconceitos ou em mero faccionismo.
Médico, 45 anos, está apelando para o argumento da autoridade? Isso não o qualifica para falar de filosofia e/ou política.
Eu também achei muitas idéias de Olavo estranhas no começo, e achava que era ele que estava errado. Hoje, concordo com algumas e suspendo julgamento em relação às outras que não compreendo, pois já descobri que, frequentemente, em poucas páginas de artigo ele esta sintetizando anos de estudos. Portanto, antes de conseguir analisar todos os conteúdos sintetizados, não vale a pena concordar ou descordar.
Já que gostas de filosofia, meu conselho é: continue lendo os textos dele sobre filosofia; não se preocupe nem em concordar com tudo, nem em jogar tudo fora. Com o tempo, você vai se familiarizando com o pensamento dele. Recomendo as apostilas "Inteligência e verdade", "Poesia e filosofia", "Abandono dos Ideais" e a que fala sobre a teoria dos quatro discursos em Aristóteles.
Valeu, acho que o caminho seja mesmo este, seus estudo de dialética realmente valem a pena. Quanto aos temas políticos, farei como vc: suspenderei o juízo.
Olavão alertava que o PT não presta, que é composto de mafiosos, parceiros da narcoguerrilha
Não ver defender o PT, pois é um partido com graves problemas éticos, aliás como todos os partidos brasileiros.
Mas ocorre que aqui vc está usando o argumento conhecido como "ampliação indevida", quando vc diz que o partido é composto por mafiosos dá a entender que o partido todo é uma máfia, logo seus membros são todos criminosos. Vc acredita mesmo que todo petista é criminoso pelo fato de pertencer àquele partido? O PFL, por exemplo, formou uma verdadeira máfia enquanto governou o Paraná por dois mandatos, houve uma lavagem de dinheiro como se nunca viu na história (vide o caso Banestado), deixaram um legado de contratos lesivos ao Estado que são quase impossíveis de serem judicialmente desfeitos e que beneficiam apenas as empresas. Mas não é por isso que eu taxo todo PFLista de corrupto, tenho até um irmão filiado àquele partido. Como já disse, sou relativista.
Concordo, a situação ficou péssima para os intelectuais que defenderam o PT, é como se tivessem defendido uma mentira por anos. Ficaram taxados como ingênuos. A filosofia panfletária já mostrou que não vale a pena.
Desde o meu primeiro scrap aqui neste tópico, percebi a seriedade e honestidade intelectual do Gerson.
Acredito que ele deveria estudar e absorver o máximo possível a obra do Olavo de Carvalho (que é muito extensa viu Gerson, vou logo avisando!!!),mas fácil de ler e muitas vezes divertida.
Assim, ele poderá perceber que a lucidez é a loucura ou paranóia de uma época em que a mediocridade, a mentira e a ignorância triufam.
Apenas um detalhe sobre o que escrevi e as dicas: esse é a visão do Olavo sobre alguns temas de âmbito político e cultural numa perspectiva global, e os apontei devido à sua abrangência. Não apontei seus estudos filosóficos especificamente.
Quanto à paranóia, o Olavo é apenas objetivo. Com ele, não tem rodeios, e suas conclusões são tiradas depois de exaustivas pesquisas e fortes fundamentos. Os artigos que ele escreve são de um enorme esforço para condensar seu conhecimento em determinados assuntos.
(mulher sem nome): ainda bem que vc não gostou da dicas. Querer agradar à todos é suicídio. Obrigado pela minha sobrevivência.
O que me chamou mais a atenção nos textos do Olavo são o seu senso de verdade com relação à minha própria vida. Ele sempre aborda tema que nos envolvem, direta ou indiretamente, e que são confirmados pelo nosso senso de realidade.
Me identifiquei muito com esse material acima. É uma questão de reflexão, ou seja: de voltar-se para si. Todo o conhecimento que o Olavo nos passa tem esse objetivo. Quanto às críticas políticas e culturais que faz, depois que vc olhar para si, verá as coisas de uma maneira mais clara.
Abraços
p.s.: confesso que a filosiofia não é o meu forte.
Bom, o Caio conseguiu resumir bem o que eu queria dizer com 1/10 das minhas linhas, hehe.
Luis, foi o que eu pensava... nesse orkut a demografia não tem pé nem cabeça. Populações inteiras aparecem e desaparecem.
O IBGE ficaria louco da vida se tentasse compreender isso daqui!!!
Quando conheci o Olavo, me choquei com vários de seus posicionamentos, mas agora vejo que, pelo menos, a imensa maioria deles estao certos. Em todo caso, leia-o bastante, descubra-o. Uma dica para tal, a meu ver, melhor que a anterior, é esse texto dele:
A explicação para a questão inicial é bem simples. Todas as projeções que Olavo de Carvalho fez em relação ao esquerdismo, notadamente no Brasil, estão acontecendo uma após a outra. Creio que seja mais do que simples maniqueísmo ou paranóia.
(...) [que]"o PT não presta, que é composto de mafiosos"
Gerson, toda prefeitura que cai sob o domínio petista se torna balcão de negócios de máfia local (máfia do lixo, bingo e das empresas de ônibus) - no caso do interior de São Paulo, mais especificamente da máfia italiana, que atua no Brasil e cujo chefe é um ministro respeitado que tem o sobrenome (italiano)começando com a letra P.
todas as suas relações de Ribeirão Preto tem sobrenomes italianos e ele é sempre tratado como "mestre" ou "chefão".
ele janta com "empresários" angolanos do bingo e com o Comendador Arcanjo, chefe do crime organizado no Mato Grosso.
"máfia" aqui não é uma força de expressão - refiro-me de fato a um misto de quadrilha e sociedade secreta hierarquicamente organizado, e cujos membros têm um background étnico comum (no caso italiano).
isso se deve à ala sindical ter dominado o PT (ao invés da clerical ou da acadêmica) e há uma longa história das tentativas da máfia controlar os sindicatos. uma história de quase simbiose. isso sempre ocorre com os sindicatos, nos EUA também
"E mais: o papel desempenhado pelo capanga judeu no campo das extorsões, em especial patrocinado por Louis ("Lepke") Buchalter e Jacob ("Gurrah") Shapiro, está bem representado na literatura histórica, apesar de interpretações conflitantes sobre até que ponto os sindicatos apoiavam a prática de empregar gângsters para atingir seus objetivos. Embora Bell argumente que a extorsão servisse para "estabilizar" as relações entre os proprietários das fábricas e empregados, a definição da palavra pelo Senado americano como sendo "a obtenção de dinheiro ou propriedade de outra pessoa com seu consentimento, induzido pelo uso da força ou intimidação" enfatiza a violência inerente à atividade. Durante as décadas de 1930 e 1940, mais de mil assassinatos foram atribuídos ao chamado "Murder, Inc.". Segundo Block, o número de judeus no interior do sindicato do crime atingiu o ápice em 1935. De acordo com Turkus e Feder: "Nenhum método de assassinato era descartado. Usavam revólver, corda para estrangular e furador de gelo consideradas armas comuns em homicídios. Havia a perseguição de rotina, seguida do barulho de tiros ecoando numa rua deserta. E havia também o bizarro como as dezenas jogados em minas de cal, outros enterrados vivos, cremados ou amarrados de tal forma que estrangulavam a si mesmos ao tentarem se livrar das cordas." (...)
"Schultz era um gigante no contrabando de bebidas, um manda-chuva no ramo das apostas ilegais e, também, chefe de um dos sindicatos do crime, aquele que controlava os restaurantes de Manhattan." (...)
"Em 1932, Schultz ordenou a um de seus capangas, Julie Martin, que encampasse o Sindicato dos Garçons. Em seguida, foi a vez do Sindicato dos Trabalhadores de Cafeterias, onde Martin perguntou ao encarregado, um certo Irving Epstein, como ele se imaginava sem as orelhas..." (...)
"Para Rachel Rubin, no campo da literatura os gângsters judeus foram acima de tudo subversivos – no sentido de expor e colocar em discussão as contradições do capitalismo como o meio pelo qual tanto eles quanto marginais de outras etnias puderam chegar "com sucesso" à realização do almejado "sonho americano".
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no caso da máfia italiana, o mesmo fenômeno sociológico. a(s) máfia(s) é(são) de esquerda, por assim dizer.
da mesma forma, grupos guerrilheiros frequentemente se transformam em máfia. é o caso da máfia colombiana (ligada às FARC) e da máfia irlandesa hoje (IRA).
a máfia hoje no Brasil atuam em aliança quase simbiótica com os prefeituras petistas. o mesmo ocorre com bicheiros e bingueiros.
Sinceramente fico preocupado com algumas pessoas dessa comunidade que dizem pautar suas vidas nos 'ensinamentos e na filosofia' do Olavo de Carvalho, como que seguidores de um novo Messias!
A contradição dessa tua afirmação é sensacional!!!
Se o Olavo fosse visto como o Messias por aqui, seria a maior traição e deturpação possível dos pensamentos dele!! Ora bolas, ele não defende com ardor a fé cristã (e todas as outras fés verdadeiras)? A verdadeira fé diz respeito ao contato espiritual com a entidade suprema, no qual Cristo é Seu Messias. Portanto, tratar Olavo "como Messias" é inverter e assassinar TUDO o que ele diz.
(E se "Messias" foi apenas força de expressão, muito obrigado! Tu apenas me deste munição contra a bobagem que estás dizendo).
"Mas pelo amor de deus! O que é isso?
Acordem e contemplem a verdade: Olavo de Carvalho é uma farsa!"
Minha experiência de vida diz exatamente o contrário. A propósito, comecei a lê-lo exatamente porque a realidade que me cercava não podia desmenti-lo.
"É impressionante o relevo que tanta gente dá para as idéias flagrantemente reacionárias, antidemocráticas, destrutivas, soberbas e arrogantes desse sujeito!"
Todos esses termos estão submersos sob uma grossa capa ideológica, que orientam o grosso do pensamento da humanidade nos últimos 200 anos, independente do espectro no qual elas sejam usadas.
A propósito, elas são perfeitamente usadas para os propósitos do revisionismo esquerdista, que Revel tira de letra!
Além de não saberes o que diz, ainda por cima usa termos os quais, COM CERTEZA, tu não tens o monopólio do significado.
...e por favor, não me diga que o Olavo é fascista!!! Pelamordedeus!!!!!!
Neste período li vários textos do OdeC, cheguei as seguintes conclusões:
-Vou ficar apenas com os trabalhos voltados à filosofia, seus texto sobre política não me interessam;
-Sobre seus trabalhos sobre política estão comprometidos com qualquer coisa, menos com o livre-pensamento, uma vez que ele tem se mostrado extremamente fundamentalista ao defender seu ponto de vista e bastante intolerante com quem pensa de forma diferente;
-Sua defesa do liberalismo me parece um tanto ingênua, assim como é ingênua qualquer defesa do comunismo. Uma análise mais profunda mostra estes dois sistemas são sucetíveis aos vícios da faceta humana, ou seja, ambos funcionam perfeitamente apenas na teoria.
Certamente alguém vai me acusar de esquerdista, como aliás, já fizeram aqui, ou seja, usarão de algum ad hominem. Já vou adiantando dizendo que não sou esquerdista, muito menos direitista, não preciso me submeter a nenhuma polarização intelectual, o fato de criticar B não me faz adepto de A. Como já disse anteriomente, tenho verdadeira aversão à qualquer forma de fundamentalismo.
Fundamentalista: apesar deste termo ser usado basicamente para definir um fanatismo ortodoxo religioso, eu empreguei aqui para definilo politicamente. O fato de "demonisar" e rejeitar categoricamente qualquer outra forma de política que não a que ele defende, ao meu ver, o torna um fundamentalista político. E aparentemente escreve sobre isso de forma quase passional, por isso muitos consideram que ele "escreve com a alma".
Intolerante: ao usar adjetivos pejorativos, usando de ad hominem visando a desqualificação dos oponentes e defensores de paradigmas por ele rejeitados, para mim o torna um ser intolerante. Pude perceber que ele é mestre na desqualificação e execração de seus adversários, como se estes fosse de fato completos acéfalo.
Deste modo ele não está agindo diferente de Eloízas Helenas nem de Stediles, demônios que ele tanto critica.
Olavo não é um defensor ingênuo do liberalismo. Eu diria que ele, antes, acredita que o liberalismo é, dos males, o menor.
O problema é que a argumentação dele em um jornal tem que ser muito compactada.
Veja esse trecho do "Jardim das Aflições":
"A superioridade das propostas liberais sobre as socialistas no que diz respeito à economia não deve nos levar ao engano de ver no neoliberalismo algo mais do que ele é: uma ideologia, com todas as limitações do pensamento ideológico, inclusive a de superpor as expectativas aos fatos e, de olho nos fins políticos ambicionados, não enxergar o que se passa diante de todos os narizes humanos na atualidade deprimente da vida cotidiana."
Esse é um só exemplo entre vários dos que estão no livro. O "Jardim das Aflições" é, entre outras coisas, uma grande crítica às correntes ideológicas políticas vigentes; não poupando nem o liberalismo nem os Estados Unidos.
Digo isso apenas para lhe mostrar que Olavo é um estudioso profundo e que vale a pena ser lido. Obviamente, não se trata de sair concordando com tudo, mas de tentar entender o máximo e aproveitar o que há de bom.
Concordo que o liberalismo é melhor que o socialismo, mas discordo quanto a dizer que o liberalismo é o sistema ideal.
Quando falo da ingenuidade da defesa do liberalismo, digo que Olavo aparentemente não prevê a natural formação dos oligopólios. A competitividade no sistema liberal é apenas aparente, a concorrência verdadeira é quase sempre é esmagada pelo poder econômico das grandes corporações, que além de de tudo acumulam influência política.
Ainda há uma espécie de censura velada, causada pelo poder econômico de grandes grupo, este tem sido um fenômeno notório em grandes economias liberais como os EUA por exemplo. Tanto que uma associação internacional de jornalismo divulgou recentemente um ranking da liberdade de imprensa, os EUA apareciam na quadragésima quarta colocação (ver http://www.rsf.org/rubrique.php3?id_rubrique=554), e vem caindo a cada ano.
Por estas e outras, continuo ainda um social-democrata, o que aparentemente para o Olavo é pior ainda que o comunismo.
Sobre o nascimento dos oligopólios, Gerson, Olavo afirma existir os chamados metacapitalistas - capitalistas que se tornaram extremamente ricos e que, na perspectiva de que o marcado que lhe deu tamanho poder e riqueza também podem retirá-la, passa a tentar controlar o mercado através do controle do Estado. Esses, de modo geral, não seriam resultado "natural" do liberalismo, mas da fraqueza moral na qual agem os metacapitalistas.
Nesse texto, ao discorrer sobre a História ocidental, os metacapitalistas aparecem como uma parcela da nova classe aristocrática global empenhada em financiar os moduladores da Nova Ordem Mundial:
Pior que comunismo, não sei se para Olavo, ao menos para mim, seria encoxar a mãe no tanque.
Típica colocação fundamentalista.
É claro que essa visão que você tem do que é liberalismo é tambem bem ingenua.
É ingênua? Então expliqueo o pq, argumentação vazia aqui não serve.
Contudo, na questão relativa aos oligopólios, se sua crítica estiver correta, só posso concluir que, como social-democrata, você não vê mal algum nos olipólios em si, mas no fato deles estarem nas mãos de setores privados e não nas mãos do Estado.
Seu pré-silogismo não se fundamenta. Sou contra o olipólio, apesar deste formar-se naturalmente dentro de qualquer economia de mercado. Como social-democrata defendo a ação do Estado contra a formação de oligopólios que visem devorar a concorrência.
Ainda, do trecho que o Lucas citou d'O Jardim das Aflições não é possivel concluir que Olavo acredita ser op liberalismo um sistema ideal. Portanto, exatamente do quê você discorda?
Não só o Olavo, mais muitos pensadores que sejam cautelosos, e mesmo outras pessoas, como eu, pensam o liberalismo não como o sistema ideal a ser implantado, mas o menos pior.
sabe tive analizando tudo que foi dito até agora e cheguei a uma conclusão:
o problema não esta se olavo é paranoico ou não esta em vc estar fazendo um jogo com vc mesmo e tentando se entender, acreditou piamente em muitas coisas que ouviu e agora nega não para todos mais para vc mesmo, absorveu muito lixo como eu por exemplo!! e agora dói demais pra vc conseguir absorver a verdade,tem que jogar a culpa de tudo em alguem então quem te fala a verdade é quem vc quer se esqueivar,ou seja chamar de paranoico, porque é muito mais facil ter a ilusão de que vai aparecer um presidente do povo, pobrezinho que conquistou o poder, então, apareceu msmo o homem do povo pra tirar o rico do poder,não é esse o discurso? agora ta muito bom porque o pobrezinho tem poder o rico ta ficando pobre e o pobre miseravel. poi então vamos ter esperanças!!vamos acreditar e ver até quando o brasil vai usar verde amarelo azul e branco!!!!!
julga paranóico,quando a paranoia esta com vc mesmo.
tanto é que sempre que aguem lhe mostra onde esta a verdade vc se esquiva,portanto pare de querer saber se olavo é paranóico va atraz de informaçoes que te provem se essa politica suja que invade nosso país, é tão boa quanto vc pensa.
só estou te dizendo o que penso...
Tente não se irritar com as eventuais brutalidades. Sabe como é: em geral os críticos de Olavo tem a arrogância do tamanho da ignorância; o que tem deixado todo mundo meio irritado.
Mas, de onde você tirou fundamentalismo disso aqui? Até Freud ia achar graça!
"Pior que comunismo, não sei se para Olavo, ao menos para mim, seria encoxar a mãe no tanque."
Excelente sua explanação, realmente o Estado sempre é visto como o grande patriarca. O problema do liberalismo clássico é que este visa diminuir a atuação do Estado na economia, e, isso historicamente já demosntrou ser um erro. O próprio Adam Smith fez ressalvas quanto a ausência de influência do Estado sobre a economia, apesar de ser o principal defensor histórico do liberalismo. A curva de Laffer, demonstra que um Estado ínfimo tbm gera um crescimento ínfimo, o ideal é procurar um ponto mediano, pois o equilíbrio está no meio (velha máxima de Buda).
"Sou contra o olipólio, apesar deste formar-se naturalmente dentro de qualquer economia de mercado."E por economia de mercado, entendamos, livre iniciativa e concorrência, correto?
Correto. Não sei onde foi que vc viu alguma contradição com o que eu disse, se é que viu mesmo ou quer apenas manifestar sua presença neste debate. Caso vc não tenha lido, eu manifestei que sou a favor da social-democracia, vc por acaso sabe o que é isso? Aparentemente não, se não viria com estas questões estúpidas.
Como social-democrata defendo a ação do Estado contra a formação de oligopólios que visem devorar a concorrência.Então como social-democrata você defende a intervenção Estatal no status quo da concorrência para garantir a concorrência?
Esta sua questão é tão cínica e estúpida que nem mereceria resposta, mas vou responder com outra pergunta. Vc por acaso conhece algum país no mundo onde não haja nenhum mecanismo estatal de intervensão econômica? Volte com uma resposta, então continuaremos a debater.