Realmente um argumento lógico e sem preconceito como pediu o Rhyan...
A propósito, só manifesto minha posição ateísta em um debate quando alguém quer argumentar baseado na retótica teológica, ou quando querem que eu aceite um argumento que pressupõe a existência de deus.
A existência de um ser superior controlador/criador visa pura e simplesmente nos dar a impressão de que nossas vidas não são sem sentido e que tudo na nossa vida não acontece por acaso.
Isto, aliado à necessidade das pessoas em controlar as outras, acabou gerando um fenômeno em praticamente todas as culturas conhecidas: uma pessoa inventa o deus, se coloca na posição de intermediário entre o povo comum e o deus e passa a ditar regras a seu bel-prazer.
Além disto, praticamente todas as religiões tendem a ser antropocêntricas, ou seja, o homem é a causa e o fim de todo o universo. Nisto, a mais consistente das religiões em nada difere dos Ufólogos ou qualquer outro culto aborígene.
Custa crer que nós não receberemos nada pelas atitudes que praticamos durante a vida? Custa crer que, após a morte, não vaos para lugar nenhum? Custa crer que não existe alma?
Não nego a importância das religiões (que eu acho que vem ANTES dos deuses, pelo fato de que estes foram criados por aqueles) na manutenção da ordem na sociedade. A maioria dos valores que tornam possível a convivência humana adviram dos preceitos religiosos, que, na maior parte das vezes, considera os institos animais de cada pessoa genericamente como "mal" e a oposição destes como "bem".
Na minha modesta opinião, parece acunpultura: os resultados são visiveis, mas as explicações do fenômeno são absurdas.
As pessoas religiosas são mais felizes, pois tem uma importância sem igual: O TODO PODEROSO, criador dos céus e da Terra, cumpre expediente integral na observação e manutenção de sua maior obra: NÓS!
Como eu acho que isto é mentira, com certeza eu sou muito mais depressivo do que quem aceita isto como verdade.
Mas eu, sinceramente, prefiro ser mais triste sabendo a verdade do que alegre vivendo uma mentira.
Não exatamente "medo da morte", mas o vazio interior que a vida sem significado proporciona!
De qualquer maneira, uma das principais lacunas que as religiões procuram responder é "o que acontece depois que morremos".
De qualquer forma, as religiões proporcionam um conforto aos seus fiéis impossível de se ter sem a fé.
Agora, e quando a fé não existe? O que se faz? Quando tudo o que você vê e medita o leva a ver que as histórias que lhe contam são simples mitologia?
Eu ainda defino os nossos grandes dilemas como estes:
- Os homens não aceitam de forma alguma sua finitude. Tem que se imaginar, de alguma forma, eternos.
- Os homens não aceitam que a vida não é justa e necessitam de um agente controlador externo capaz de proporcionar esta justiça. Isto decorre que as coisas que acontecem no mundo são obras do acaso (ou seja, sem controle e sem propósito).
A difusão destes conceitos no mundo inteiro, mas diferenciando nas formas, demonstra que os conceitos e doutrinas religiosas são formas primitivas de conhecimento humano.
Até mesmo as tribos menos aculturadas possuem estes "conhecimentos", e cultuam animais, deuses fictícios e formas de energia.
Apesar de entender o que o autor do texto disse, ele só tentou derrubar este tipo de argumento, sem, no entanto, apresentar nada em substituição.
Então, na falta de qualquer outra explicação, mantenho minha posição, mesmo porque dizer que isto é simplista e não apresentar nada mais complexo, é pura desonestidade intelectual.
Simplista não é, de forma alguma, ofensa a minha opinião. Pelo contrário. Normalmente, entre uma explicação complexa e uma mais simples para um fenômeno, a simplista é a correta!
Bem, não considero que a religião seja um lapso de reflexão, ou o "adormecer da razão".
Está mais para a não aceitação de certos fatos e a consequente mistificação destes temas.
Não deixa de ser uma forma de raciocínio, tanto que foram quantificadas quanto ao seu mapeamento no cérebro.
Mas, se analisarmos a fé e as religiões de diferentes povos, poucas coisas são coincidentes. Os cultos, as divindades, os valores morais que moldam as sociedades, nada disto é absoluto.
Então, para podermos analisar o fenômeno, temos que encontrar as coincidências. E quais seriam elas?
Bem, eu já postei sobre o que eu acho. O que vocês acham?
Quais são os pontos em comum entre TODAS as religiões dos diversos povos? E porque isto acontece?
Não é pertinente avaliar o deísmo apenas através da ópitca judaico-cristã.
Não discordo de você quando você diz que a Bíblia é uma fonte riquíssima de sabedoria! Com certeza é sim.
Mas o problema é: Ela é uma fonte riquíssima de sabedoria porque nossa sociedade baseia seus valores morais nela ou nossa sociedade se baseia nela pelo fato dela ser uma fonte de sabedoria?
Apesar de parecer o dilema de Tostines, a ordem dos fatores é essencial no entendimento do problema!
É verdade. A hipótese do Big Bang pressupõe o dificílimo conceito de "nada" como condição de um salto pra o "tudo".
Taí. Eu adoraria ver o ponto-de-vista dos membros daqui sobre essa hipótese...
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Se vocês estudassem um pouco sobre a teoria do big bang para saber que ela jamais disse que "o nada gerou o tudo", seria bom, para evitar falar besteiras...
Os cristãos - os dessa comunidade em particular - advogam a separação entre Religião e Ciência, mas não perdem uma chance de discutir teorias científicas estabelecidas com os argumentos de correntes alternativas que se adequam melhor a sua crença religiosa. É isso que os ateus fazem aqui: como não têm crença (não venham falar de "fé cega na ciência" e outras coisas do tipo; são contradições em termos criados para confundir), defendem a Ciência.
Aí os cristãos dizem que não estamos respeitando sua crença, que estamos fazendo proselitismo ateu e tal. Ou seja: eles querem liberdade para defender teses científicas estapafúrdias escudados na "liberdade religiosa".
Alguém é capaz de refutar o argumento ontológico de Santo Anselmo???
Kant refutou... alguém conhece as limitações do argumento kantiano???
O Ateísmo nunca provou absolutamente nada. Nunca houve um filósofo para - em sua maturidade intelectual - provar a inexistência de Deus.
Há os que morreram ateus, porque sempre foram desde sua juventude.
O mal de ser ateu é que esta doutrina nunca inspirou nada de grandioso na humanidade: músicas eternas como a de Mozart, Bach e Haendel foram largamente inspiradas no imaginário religioso... só para ficar neste exemplo.
Alguém conhece uma bela composição musical inspirada pelo ateísmo???
Só para ficar neste brevíssimo exemplo.
Já o ateísmo militante é puro atestado de imaturidade intelectual.
Quanto ao que você postou sobre autores eruditos, posso lhe garantir que o fato de vários compositores terem dedicado diversas obras a Deus deve-se mais ao patrocinador de várias destas obras, a Igreja Católica, do que espiritualidade de seus autores.
Mozart, por exemplo, fez a maior de suas óperas dedicada aos maçons, e não ao catolicismo.
Bach era organista da Igreja, e, este sim, era um devoto. Destaca-se a "Paixão segundo São Mateus" como peça religiosa.
Mas o que dizer, por exemplo, de Beethoven, Wagner, Richard Strauss, etc?
Wagner tem como sua maior obra a tetralogia "o Anel dos Nibelungos", que trata de mitologia nórdica.
Strauss tem como sua mais conhecida obra o poema sinfônico "Assim falava (falou) Zaratustra", baseado no livro de Nietzsche.
Como voce pode ver, a inspiração para belas obras pode vir de qualquer fonte inspiradora, e o deísmo tem muito pouco a ver com isto.
Eu acho tudo o que eu falei procede. O Big Bang é uma hipótese no sentido comum da palavra - o cabível num debate no orkut - pressupõe o nada - a não existência nem de espaço e nem de tempo, pressupõe um salto para o tudo - a existência de espaço e de tempo numa escala tão grande que há dúvidas até sobre se ela seria, ou será, infinita. E a escala de tempo que você chama de "gradual" é meio forçação de barra. Por que você não para dois minutos de se preocupar tanto com a terminologia adequada e passa a simplesmente pensar sem tanta necessidade de demonstrar essa "erudição intimidatória"?
E você vai me desculpar, mas - a não ser que você seja a exceção que confirma a regra - é bastante difícil pra um ser humano normal absorver o conceito de ausência de espaço e de ausência de tempo.
Mas o papel da religiosidade como inspiradora de obras de extrema elevação espiritual permanece - ainda que apenas como criadora de um cenário propício para que a elevação espiritual indispensável exista. Um completo ateu pode - e certamente o faz, querendo ou não - sofrer a influência daquilo que o cerca. A religião, mesmo nos casos em que influenciou indiretamente, teve papel fundamental na mera existência de condições intelectuais e morais adequadas para que tais obras surgissem.
É claro que há muitas obras inspiradas na religião. A religião é poética, se presta a isso. O ateísmo não. Isso não constitui exatamente um indício da existência de Deus, constitui? Coisas que não existem costumam ser mais inspiradoras do que as que existem...
Sim, Pedro, claro! Mas justamente como nem você e nem ninguém sabe o que é exatamente uma singularidade de Schwarzschild - a não ser, é claro, o fato de que todo mundo concorda que ninguém sabe nada sobre as leis que "mandam" nessa... singularidade - sem tempo, sem espaço, sem leis naturais conhecidas - é que "nada" me parece uma boa palavra. Pelo menos, é melhor do que "alguma coisa", no caso - concorda?
Quanto à sequência de acontecimentos - tipo a radiação, a formação de partículas, a transmissão da força fraca, etc - até a formação dos primeiros núcleos - tudo isso aconteceu em cerca de 100 segundos, e parece inclusive a parte mais importante, ou fascinante... A rigor, estamos "bigbandeando" até hoje, já que a expansão continua. Eu sei disso - mas o próprio nome Big Bang denota a idéia do "detonamento" de um processo: e, nesse caso, o verdadeiro Big Bang é mesmo anterior ao fenômeno físico do Big Bang, não? Lá no não-tempo...
(Impressionante como os ditos "mitos bíblicos" são pelo menos interessantes, já que o verbo - ou a "intenção", pra continuar a ser coloquial - antecede o fato e é mesmo obrigatória).
Enfim. É isso.
No mais, um amistoso empate: você me acha arrogante, e eu acho você pedante - e nenhum dos dois concorda (pelo menos não exatamente) com o outro... So what? Senão também não tem graça!
E o salto é pra ser compreendido não como o processo em si - o tal que a rigor dura até hoje - mas sim como o que fez com que o ESTADO representado pela singularidade passasse a ser OUTRA COISA que não uma singularidade. Passasse, em última análise, a "ser". Daí que, defendendo a minha linguagem junto com as minhas idéias, eu ache que a palavra foi bem empregada.
Cada vez mais astrônomos vêm defendendo que o universo é auto-existente e cíclico, e o Big Bang teria sido o início do atual ciclo. Mas enfim, quanto a isso só podemos especular.
Qualquer um pode se dizer ateu livremente.
Tudo bem.
Mas, sendo bem sincero, não acredito que exista um ateu plenamente convicto. Não estou querendo jogar tomates em ninguém, por favor. É que, para mim, todo esse anseio de refutar a existência de Deus não passa de uma preocupação metafísica, que pode ser considerada nada menos que religiosa.
O ateísmo militante, nesse sentido acaba por confirmar, para mim, uma verdade bíblica (do Eclesiastes): Deus pôs a eternidade no coração do homem.
Quanto à Nietzsche: sua obra influenciou o surgimento de outra magnânima belezura: o nazismo.
Pra fechar, aí vai uma listinha de célebres nomes da ciência que NÃO eram ateus (extraída de um artigo de Gene Calahan):
Aristóteles, Francis Bacon, Galileu, Descartes, Pascal, Newton, Robert Boyle, Michael Faraday, James Clerk Maxwell, Gregor Mendel, Louis Pasteur, Max Plank, Albert Einstein.
Olavo de Carvalho sempre fala que dissociar ciência e fé é uma burrice kantiana sem mais tamanho. A história do conhecimento parece estar ao lado dele.
Quando digo que podemos citar inúmeras obras na Arquitetura, música, pintura... dedicadas a Deus e nenhuma grande obra artística universal e imortal dedicada ao ateísmo, eu me refiro obviamente a miséria deste doutrina.
Quem fala que não é possível realizar uma prova lógica e filosófica da existência de Deus mente.
O que não se consegue realizar é uma prova lógica e filosófica da inexistência de Deus.
Nietzsche deixa bem claro na sua obra que o super-homem pode surgir em qualquer parte do mundo, independente de sua raça, se Hitler se influenciou por isso foi de maneira equivocada.
Ademais, mostre-me onde Nietzsche defendeu o anti-semitismo ou mesmo mostrou-se anti-semita.
Vcs insistem em dizer que o ateísmo é a crença na não existência de deus, sendo que não é nada disso, isso é fruto de uma mente presa a conceitos e dogmatismos religiosos.
Falam como se todo ateu fosse militante do ateísmo. Eu sou ateu, não sigo nenhum deus, isso não quer dizer que cultue a não-existência de deus, isso é um simplismo analítico.
E não existe nenhuma prova nem científica e nem filosófica de sua existência, o que existe são apenas suposiões e especulações, nada que seja irrefutável.
Nossa, vcs entendem bem a teoria do Big-Bang, hein!
Ateísmo é descrença em deuses, e não a afirmação da inexistência dos mesmos.
Falar que ateísmo é fé é besteira. É ausência de fé!
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Gerson:
Cada vez mais astrônomos vêm defendendo que o universo é auto-existente e cíclico, e o Big Bang teria sido o início do atual ciclo. Mas enfim, quanto a isso só podemos especular.
Vc misturou 2 teorias. A mais aceita atualemente pelas evidências, é o Big-Bang.
Apenas posso te mostrar as passagens do Zaratustra em que o Super-Homem é apontado como o "sentido da terra". Que terra será esta??? A Alemanha e seu povo são uma boa conclusão.
Eu interpreto isso de forma diferente, quando Nietzsche diz que o super-homem é o "sentido da terra" está querendo dizer na verdade que a humanidade culminará na vinda do super-homem, que este é o sentido da terra (mundo) e de tudo, não estava se referindo à nenhuma região (terra) especificamente.
Isto que falei sobre o universo cíclico e o Big Bang eui vi em um livro do Stephen Hawking (Uma Breve História do Tempo), está relacionada à cálculos de colapso gravitacional (formação de buracos negros) e vem servindo de base para outras teorias.
'todo esse anseio de refutar a existência de Deus não passa de uma preocupação metafísica, que pode ser considerada nada menos que religiosa'
Nao entendo porque. Os ateus militantes tentam convencer os outros que aquilo em que acreditam eh verdade. Nao hah nada de necessariamente religioso nisso. Se eu, digamos, acredito que o homem foi aa lua, tento rebater com argumentos a opiniao de quem pensa que o homem nao foi aa lua. Cade a religiao aih? Se eu acho que Deus nao existe, tento convencer os outros de que Deus nao existe, ainda mais se eu sou, como boa parte dos ateus, um cientista, ou seja, tenho com objetivo profissional descobrir o que eh verdade e o q nao eh.