Ele era maçom e eu sou católico. Leia mais sobre a nossa história e veja o quanto Dom Pedro II fez pelo Brasil. Em termos filosóficos, leia o Regime do Príncipe de Santo Tomás de Aquino, e práticos, Interpretação da Realidade Brasileira de João Camilo de Oliveira Torres. Os monarquistas defendem o Princípio da Subsidiariedade. Leia O Mercado Livre em uma Sociedade Cristã de Adolpho Lindemberg. As ordens sempre se vc tiver dúvidas.
O monarquista é patriota, nacionalismo pode ser uma palavra difícil. O Republicanismo funda-se no sentimento individual. O Monarquismo, ao contrário, aceita as coisas como as coisas são; pela simples razão de que o homem não tem poder para transformá las, considera as sociedades como se formaram pela natureza e pela história.
Sou portanto contrário ao iluminismo e à maçonaria. Mas acredito no livre mercado. Entenda que a hereditariedade é estabelecida para a conservação do patrimonio do país, que fica mais garantida por um administrador perpétuo do que por um temporário.
Quem disse que não existe liberdade nas monarquias constitucionais. Os Estados de bem estar social, os Welfare State deram certo nas monarquis consitucionais européias. A obrigação do Chefe de Estado é zelar pelo bem estar do seu povo.
"Acho que são mínimas as chances dos monarquistas no Brasil, a ironia é que eles ainda ficam brigando pela legitimidade a um trono improvável, sendo já sexagenários. Esperam eles viver 200 anos?"
Caro João, "le roi est mort, vive le roi". Ao invés do personalismo republicano, que necessita do "carisma" como requisito (vide o Lula), quem não consegue ter transição amena é a republica. A cada eleição 3 ou 4 toupeiras, que nâo encarnam o sentimento nacional, se degladiam para ver quem é mais baixaria. Não tem conserto sempre dá nessa jaca. É Lula, é Garotinho,é Ciro Gomes, é Mangabeira. Chefia de Estado tem que ser dissociada da Chefia de Governo. O Governo é partidário, a Chefia de Estado é supra partidaria.
Para a sucessão do Lula nós temos a Dilma, a Marta, o Tarso... Eta cambada!
Para a sucessão de D. Luis nós temos D. Bertrand, D .ANtonio, D. Pedro Luis , D. Rafael... Todos descendentes por linha varonil de São Luis 9º.
Vcs vão rir, mas não pensei q alg se interessasse muito por este tópico. Ou poucos, muito, muito poucos. Mas vcs vieram aqui e isso me fez feliz. Na verdade nosso Império sempre primou pelo respeito a liberdade de expressão religiosa. Mas e os protestantes?
Alguns exemplos :
O Duque de Gloucester converteu-se ao catolicismo e a rainha o fez renunciar a eventuais direitos ao trono.
A Duquesa de Kent converteu-se ao catolicismo e não tem mais assento na capela de Windsor.
Ambos primos de Elizabeth II.
A Princesa Irene, irmã da Rainha da Holanda, converteu-se ao catolicismo para se casar com o Príncipe Hugo de Bourbon Parma, católico. Foi forçada a renunciar a seus eventuais direitos ao Trono da Holanda.
O Conde Henri de Montpezat casou-se com a Rainha da Dinamarca. Apostatou da Fé católica, por exigência lá, assim como o Príncipe Philip, Duque de Edimburgo, que ortodoxo se fez católico por exigência da monarquia inglesa.SEJA!
Uma renúncia é um ato unilateral da vontade. E foi assim q um homem de 34 anos de idade, neto da Princesa Isabel, renunciou a eventuais direitos ao trono do Brasil. A Princesa Isabel, então, comunicou a decisão do filho aos diretórios monárquicos do Brasil todo e às chancelarias das monarquias européias. O fato foi por todos aceito e foi publicado no Almanaque Ghota para conhecimento de todas as gentes. No Brasil todos os monarquistas sabem que D Luizde Orléans e Bragança é o Chefe da Casa Imperial desde 1981 quando do falecimento do seu pai. Havendo aqui alguma dúvida, terei o maior prazer em responder.
Que tipo de liberdade as revoluções que derrubaram tronos trouxeram?
O terror do Robespierre na França? A ditadura do proletariado do Lenin na Rússia? O regime comunista e a dominação Talibã no Afeganistão devastado depois do golpe que derrubou o rei Zahir?
Os monarquistas não devem levar em conta os protestante e os protestantes não devem se meter nessa discussão. Algum protestante acharia muito ruim em viver em um regime Monarquista Católico em vez de uma República atéia? Democracia também não entra nessa questão, pois as democracias são anti-cristãs. Um quadro difícil de ser revertido. Não adianta mirarem os EUA, que é uma democracia cristã. Lá é exceção, onde os princípios cristãos se sobrepõem a política e ao Estado, pelo menos até aqui. Países com regimes monárquicos tendem as serem mais conservadores, isso por si só já é uma vantagem. Tenho minhas simpatias por D Pedro II, mas ele era republicano e nem fez esforço em manter a Casa Real. Os regimes monarquicos foram caindo em efeito dominó em nome da liberdade e da representação popular (via voto), uma tentativa de deixar a sociedade dona de si mesma, virou escrava do Estado, isso sim.
Diderot foi um homem sórdido, no princípio se fazendo passar por cristão e depois se dizendo deista e finalmente ateista. Determinista, sua obra reflete o materialismo científico que caqracteriza a Encyclopédie da qual foi editor-chefe. Tinha o coração cheio de fel e o ódio que exalava respingava em si próprio. No final nem Voltaire queria saber dele. Vc me parece muito jovem, Fênix, não carregue ódio no seu coração. Vc não é obrigado a ser monarquista, mas apresentamos uma proposta séria e lhe convidamos a pensar seriamente no que temos a dizer.
D. Luiz de Orléans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil desde 05/07/1981, quando do falecimento do seu pai, D. Pedro Henrique, tem repetidas vzs falado sobre isso mas parece que convém citar-lhe uma vez mais. "(...) no caso concreto atual, dadas as circunstâncias do Brasil, seria impensável essa união. ( da Igreja e do Estado). Inclusive por uma razão: é que o Estado está em crise, mas a Igreja está, infelizmmente, numa crise ainda muito pior, e unir a Igreja ao Estado, hoje em dia, seria fazer com que se multiplicassem as duas crises, seria quase um suicídio."
De forma que na situação atual esse problema nem se põe.
Escravos não fazem, nem jamais fizeram reverência. E a estória que vc contou em nada revela o temperamento educado e galante do pai de nossa pátria, mas enfim, vc parece detestar o Brasil. E será q vc afinal decide se a frase é de Diderot ou de Voltaire? Vc deu a frase como sendo de um e depois do outro, numa confusão que mesmo na sua precocidade não encontra guarida. Cuidado para não ser clone de seu xará Phoenix, o River, que também ele não sabia mais quem dissera o que, como ,quando e onde e que acabou morto de overdose. Ame sua pátria e seus maiores, Fênix, e procure aqui fazer amigos e não dizer bobagens. Um forte e fraternal abraço,
Mais de M. L.:
"[No Império] o juiz era honesto, se não por injunções da própria consciência, pela presença da Honestidade no trono. O político visava o bem publico, se não por determinismo de virtudes pessoais, pela influencia catalítica da virtude imperial. As minorias espiravam, a oposição possibilitava-se: o chefe permanente das oposições estava no trono. A justiça era um fato: havia no trono um juiz supremo e incorruptível. O peculatário, defraudador, o político negocista, o juiz venal, o soldado covarde, o funcionário relapso, o mal cidadão enfim, e mau por força de pendores congeniais, passava, muitas vezes, a vida inteira sem incidir num só deslize. A natureza o propelia ao crime, ao abuso, à extorsão, à violência, à iniqüidade – mas sofreava as rédeas aos maus instintos a simples presença da Equidade e da Justiça no trono.
Ignorávamos isso na monarquia.
Foi preciso que viesse a republica, e que alijasse do trono a Força Catalítica para patentear-se bem claro o curioso fenômeno.
A mesma gente, o mesmo juiz, o mesmo político, o mesmo soldado, o mesmo funcionário até 15 de novembro honesto, bem intencionado, bravo e cumpridor dos deveres, percebendo, na ausência do imperial freio, ordem de soltura, desaçamaram a alcatéia dos maus instintos mantidos em quarentena. Daí, o contraste dia a dia mais frisante entre a vida nacional sob Pedro II e a vida nacional sob qualquer das boas intenções quadrienais que se revezam na curul republicana.
Pedro II era a luz do baile.
Muita harmonia, respeito às damas, polidez de maneiras, jóias d’arte sobre os consolos, dando o conjunto uma impressão genérica de apuradíssima cultura social.
Extingue-se a luz. As senhoras sentem-se logo apalpadas, trocam-se tabefes, ouvem-se palavreados de tarimba, desaparecem as jóias...
A seriedade nos negócios deixou de ser uma virtude, passando a ser considerada uma coisa do passado. O civismo desaparecera por completo. Os bons costumes haviam sido esquecidos. Alguma força misteriosa havia transformado um povo sério numa turba de pândegos? É claro que não. Só havia uma diferença: havíamos perdido o Imperador."
A monarquia constitucional era vista por grande parte dos liberais do século XIX como o modelo político mais adequado para garantir as conquistas políticas de até então. Interessante estudar as teorias de Benjamin Constant, um liberal radical, criador do conceito de poder conservador ou moderador, o quarto poder. Para ele, o rei desempenhava o papel de guardião das liberdades políticas e individuais garantidas pela constituição. Sempre deveria interfirir quando estas estivessem em risco.
Creio eu, que no Brasil a monarquia na seja mais viável. Ele precisa de condições pré-estabelecidas, que, de certa maneira, existiam no Brasil do século XIX.
José Bonifácio, Dom Pedro I e Dom Pedro II sãos os personagens da nossa história que mais me dá orgulho de ter nascido nessas terras. Realmente era outro Brasil...
Foi criada pelo Dr. Guilhotin, de quem leva o nome. Foi usada pela primeira vez em 1792, e foi responsável, durante o período do terror, na França, pela morte de mais de 1400 pessoas, de que se tem registro, entre homens, mulheres e crianças cujo único erro foi terem nascido em berço nobre e serem católicas e monarquistas. Umas 20 pessoas da minha família morreram guilhotinadas incluindo 4 padres canonizados pelo Papa João Paulo II. Uma curiosidade, o inventor do maligno instrumento, foi também guilhotinado, mostrando que o instrumento não deixava de ter certa utilidade. Em anos subsequentes, foi usada em casos de pena de morte para crimes hediondos. En 1981, com o fim da pena de morte em França, foi finalmente aposentada.
Quem os teve, e em grande número, foi Thomas Jefferson, terceiro presidente norte-americano, e um dos autores da Declaração de Independência dos EUA, e da Bill of Rights, que integra a Constituição dos EUA. Não só teve escravos, mas teve deles, melhor dizendo delas, descendência, mesmo sempre se declarando contrário à escreavidão.
Mesmo membro da Convenção Constitucional, ali teve pequeno papel; destacou-se muito mais em França, aonde como Embaixador, negociou com o rei Luiz XVI o apoio da França aos nascentes EUA.
Conquanto eu questione isso, de fato, há um livro de Henri Benjamin Constant de Rebecque, 1767-1830, traduzido para o português com o título de Princípios Políticos Constitucionais ( Princípios Políticos Aplicáveis a todos os Governos Representativos e particularmente à Constituição Atual da França(1814), em que o autor esboça idéias que sugerem o Poder Moderador que aparece tão brilhantemente definido na Constituição Imperial de 1824, outorgada por nosso primeiro Imperador. Essa tradução para o português data de 1989 e foi publicada pela Editora Liber Juris, aqui do Rio. Convém lembrar que era a intenção de BC limitar o Poder Real, e de D Pedro I assegurar a governabilidade.
Trata-se de folhetim atribuído a Raul Pompéia, republicano, e autor do conhecido romance homossexual o Ateneu. Tinha por cenário um roubo de jóias que realmente ocorrera no Paço Imperial. Tais jóias foram posteriormente recuperadas. O autor tenta sugerir que D Pedro II, diabético e sexagenário, tratando-se na Europa dos múltiplos males que lhe afligiam, algo teria a ver com isso, e que tudo esconderia seus amores ilícitos. Além da evidente calúnia, o autor escolhe o título de forma perniciosa; na época jóias da coroa era também uma referência a testículos, essenciais à produção de herdeiros para o trono.
Implicaria a monarquia num sistema centralizador?
Bem, temos 2 exemplos de federação em duas monarquias católicas européias, a saber, Espanha e Bélgica. No caso espanhol, o País Basco, desde 1977, a Catalunha e a Galícia são regiões autônomas, numa federação de fato. Na Bélgica, mesmo em se tratando de um pequeno país, o federalismo data de 1993, cada uma das 3 regiões ( Flandres, Valônia e Bruxelas), dotada de parlamento próprio responsável por decisões locais. Também no Reino Unido- os reinos da Inglaterra e Escócia têm parlamento próprio, assim como o principado de Gales e a Irlanda do Norte. Canadá e Austrália são também monarquias federativas, assim como a Malásia e os Emirados Árabes Unidos. No Brasil foi o Embaixador Joaquim Nabuco, monarquista e abolicionista, o maior defensor da monarquia federativa. Em suma, carece de lógica o defender a tese da incompatibilidade entre a forma de governo monárquico e o sistema federativo. Convém lembrar que o sistema federativo é cláusula pétrea no Brasil.
Inegável a importante contribuição do Fênix, que com admirável lucidez e precisão gramatical, só inferior a sua inexaurível loquacidade e conhecimento ímpar, vem mantendo nosso tópico no topo, para gáudio inenarrável dos monarquistas desta comunidade. Seguem-se então duas perguntas a nosso notável interlocutor:
1) Como o centralismo abortou o socialismo?
2) Como foi o Japão contaminado pelas idéias socialistas de Hitler?
Confesso que aguardo entusiasmado que macomune suas elocubrações sobre tão excitantes tópicos.
D. Pedro I era um admirador da obra de Constant. Um de seus biógrafos (perdão, mas , no momento,não me lembro qual deles) diz que a admiração pelo francês não era apenas pela suas idéias políticas, mas também por uma identificação com seu modo de vida. Constant era boêmio.
No fundo, todos eram admiradores da monarquia constitucional inglesa, mas o seu modelo era uma referência complicada, pois havia se constituindo ao longo de um grande período de tempo, através de pequenas e constantes reformas.
A esquematização de um modelo, que conseguisse se adequar a realidade francesa, foi o obejtivo de Constant. Modelo que serviu como referência para os constitucionalistas brasileiros
Acredito que possa ter sido, mas certeza não tenho, na biografia escrita por Tarquínio de Souza, em 3 vols, sobre D. Pedro I, publicada pela Biblioteca do Exército. Infelizmente não a tenho agora em mãos. Para começar pelo ângulo boêmio, tão a gosto de nós brasileiros, BC foi amante de Madame de Staël, que mantinha um salon em França, mulher altamente intelectualizada, autora do delicioso Tratado da Influência das Paixões na Felicidade dos Indivíduos e das Nações (1796) e que foi também autora de alguns romances feministas, entre eles Delphine (1802) e Corinne(1807). Seria mais de 30 anos mais velha do q D. Pedro I regulando de idade com BC.
Ele é autor do romance romântico Adolphe que não creio q alguém tenha hj estõmago para ler.
Recomendo aqui, a todos, a leitura de O Brasil e a Revolução Francesa, do escritor monarquista e membro da Academia Brasileira de Letras, João de Scantimburgo, publicado em 1989, pela Livraria Pioneira Editora, e dedicado a Meira Penna, Galvão de Souza, Pio Corrêa e Ayres Filho o q dá uma idéias das afinidade intelectuais do autor.
Mas voltando. Em seu belo prefácio a Constitucionalismo de D. PedroI no Brasil e Portugal, edição de 1972, do Arquivo Nacional, Afonso Arinos de Melo Franco cita Antônio Carlos de A. e S., irmão de José Bonifácio, constitucionalista de então, a propósito do direito do Imperador de equilibrar a ação do Legislativo.
" Procurei a origem desta influência e encontrei-a na necessidade de um poder vigilantee moderador nos governos representativos. Mostrei que este poder que, como atalaia e da liberdade e direitos dos povos inspeciona e contrabalança todos os demais poderes para que se contenham nos limites marcados por sua mesma natureza, e não se tornem danosos à nação, não fora desconhecido dos mais sábios legisladores da antiguidade. Que, nas repúblicas, ele deveria estar separado do Chefe da Nação, mas, nas monarquias constitucionais, era dele inseparável, para o conservar na alta preeminência em que esta forma de governo necessariamente o coloca." E
acrescenta http://a.a.de/ M.F. " Era, sem tirar nem por, toda a teoria de B.C., que se caracterizou na Carta Imperial de 1824."
A obra de A de T, mencionada alhures, foi publicada depois da morte de D. Pedro I. Tratava da tirania da maioria e nada teve a ver com a Carta Imperial de D Pedro I.