Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Católicos reclusos

Iniciado por rafael_13 em 30/11/2008 · 76 mensagens · página 1 de 2

rafael_13#1
Às 6 horas da manhã, uma sirene toca na chácara que abriga a Comunidade Luz da Vida, nos arredores de Goiânia. Os 37 moradores deixam suas casas e caminham para a capela. Nas duas horas seguintes, eles assistem à missa e rezam as 220 orações do rosário. A seguir, começa uma pesada maratona de missões assistenciais e de evangelização. Um grupo trata de dependentes químicos que buscam fugir do vício trabalhando no campo. Outra equipe se dedica a acompanhar mães que foram dissuadidas de abortar seus filhos. A principal tarefa levada a cabo na chácara é a produção de programas de rádio e TV com conteúdo católico. O Futebol Show, na Luz da Vida FM, combina a narração de jogos com mensagens religiosas. As atividades só terminam às 10 e meia da noite, quando todos se recolhem. Na Comunidade Luz da Vida vivem homens e mulheres que decidiram abandonar o burburinho da cidade para se dedicar integralmente à oração, ao trabalho missionário e à vida comunitária de acordo com a doutrina católica. Na chácara eles se pautam pelos princípios monásticos da pobreza, obediência, castidade e vida fraterna. Não recebem salário. Vivem do que chamam de "providência divina" – ou, em linguagem laica, doações. Até mesmo as roupas que vestem são doadas.
rafael_13#2
A Luz da Vida é uma das 450 comunidades de católicos criadas em vários estados nos últimos dez anos. Chamadas de Novas Comunidades, elas normalmente nascem de grupos de oração da Renovação Carismática Católica, o movimento que reúne elementos culturais modernos à tradição religiosa para atrair fiéis, principalmente os jovens. Estima-se que haja 12 milhões de católicos carismáticos no Brasil, que se encontram regularmente em 23 000 grupos de oração e celebram missas festivas embaladas por ritmos pop. Calcula-se que 10 000 católicos carismáticos morem nas Novas Comunidades. A pioneira delas é a Canção Nova, em Cachoeira Paulista, a 195 quilômetros de São Paulo, fundada em 1978, que reúne 1 200 fiéis. Há um mês, o papa Bento XVI concedeu o reconhecimento oficial à Canção Nova. Uma delegação da comunidade foi recebida pelo pontífice no Vaticano. No ano passado, a Comunidade Shalom, de Fortaleza, obteve a mesma distinção.
rafael_13#3
Uma vida dedicada à religião pode ter uma aura de romantismo, mas não é nada fácil. Na Comunidade Luz da Vida, apenas um de cada dez internos permanece por mais de cinco anos. As regras internas incluem submeter todas as decisões pessoais à avaliação coletiva. Um exemplo dessa interferência está nos relacionamentos amorosos. As regras variam entre as comunidades, mas, em geral, nos três primeiros anos é proibido namorar. Após esse período, dois internos que desejem iniciar um relacionamento amoroso precisam submeter sua intenção à apreciação do conselho da comunidade, formado por membros graduados. Caso seja autorizado, o namoro será casto, já que vale a orientação da Igreja Católica de que o sexo só deve ocorrer após o casamento. Rafael Leal e Lílian de Castro, diretor de jornalismo e apresentadora da TV Canção Nova, esperaram quatro meses entre o pedido formal, feito por carta, e a aprovação pelo conselho. Mas, logo após a autorização para o namoro, Rafael foi transferido para atividade missionária em Israel, onde passou um ano e meio. Só depois desse período o casal pôde, enfim, ficar junto. Eles dizem não guardar mágoa pela separação imposta. "Aqui somos consagrados a Deus. Tudo o que fazemos, todo o tempo, é para Ele", diz Lílian.
rafael_13#4
Quem busca as comunidades católicas costuma se declarar farto daquilo que vê como valores efêmeros – os mais citados são a valorização da aparência e o consumismo. Antes de entrar para a Canção Nova e se tornar superintendente de eventos da entidade, Róbson Alves, de 32 anos, era líder de torcida organizada no Rio de Janeiro e usava drogas. "Procurava me preencher nas drogas, no sexo, nas baladas e na bebida. Meu time era o meu deus. Mas, quando colocava a cabeça no travesseiro, só sentia um grande vazio", ele diz. O maranhense Luciano Parga Lobo, de 28 anos, dono de uma rede de lojas e distribuidoras de material de construção e de uma fábrica de tintas, também viveu uma crise de valores. "Lá fora eu tinha apartamento à beira-mar, casa de praia, lancha, jet ski e um carro de 200 000 reais", conta. Hoje, Lobo vive na Canção Nova e se alterna com os outros moradores em tarefas como limpeza, poda da grama, plantio da horta e manutenção do chiqueiro e do galinheiro. "Eu tinha tudo e não tinha nada. A cada dia, naquela vida, sentia que ia perdendo os meus valores numa existência desregrada", ele diz.
rafael_13#5
As normas para ingressar nas comunidades católicas são rígidas e exigem renúncias. Em primeiro lugar, é preciso interromper os estudos, o trabalho e os namoros. A partir do segundo ano, o contato com a família é restrito. Nessa fase de adaptação, os chamados noviços só deixam a comunidade em alguns dias da semana, para ir à missa e ao grupo de oração. Apenas nessas ocasiões eles se encontram com os familiares. O recebimento de telefonemas é limitado a um a cada quinze dias. É permitido telefonar uma vez por mês. A opção por esse tipo de vida, que simula a dos monges reclusos, nem sempre é aceita pela família e pelos amigos dos que ingressam nas comunidades. Em 1998, aos 18 anos, a goiana Wanessa Lôbo decidiu abandonar o curso de administração de empresas e mudar para a Luz da Vida. "Minha mãe foi falar até com o bispo para que me tirassem daqui", diz ela. Para o padre Luiz Augusto Ferreira, co-fundador da Luz da Vida, o espanto com que muitas famílias vêem a opção pela vida nas comunidades católicas reflete os valores da sociedade atual. "Vivemos num tempo em que, se é para tentar a vida ilegalmente nos Estados Unidos, os pais arrumam a passagem. Se o filho quer ir para Deus, eles se escandalizam", ele pondera.
rafael_13#6
Pode parecer estranho que as Novas Comunidades floresçam no Brasil depois de duas décadas de queda acelerada no número de fiéis católicos. A explicação para isso parece estar num fenômeno maior: a atual corrente de busca pela espiritualidade. Num mundo cada vez mais complexo e repleto de desafios, e no qual a família tradicional se acha em crise, mais e mais gente encontra conforto no âmbito do transcendental. Os livros e palestras de auto-ajuda espiritual se multiplicam em velocidade espantosa. Não por acaso, Paulo Coelho se tornou o escritor mais lido do mundo com sua sabedoria de porta de igreja. "No caso das comunidades católicas, a sensação de falta de vínculos e de apoio afetivo é preenchida por essa proposta de vida fraterna", diz a socióloga Cecília Mariz, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
rafael_13#7
O crescimento das comunidades é também resultado da reação da Igreja Católica diante da perda acelerada de fiéis para as igrejas evangélicas. Os sinais visíveis dessa reação estão nas missas campais para multidões, nos megatemplos católicos construídos nas últimas décadas e até nos adesivos com a frase "Sou feliz porque sou católico". A Renovação Carismática, que lidera esse movimento, recuperou também elementos do catolicismo tradicional, como a reza do rosário. Também passou a disputar fiéis com os evangélicos ao enfatizar as curas espirituais e falar com mais liberdade em milagres, algo que caíra em desuso desde o Concílio Vaticano II, nos anos 60. Outras práticas populares, como a bênção da água, de velas e até de objetos pessoais – as chaves da casa e do carro, por exemplo –, foram resgatadas. Tudo isso reveste a Igreja de uma nova imagem, distante daquela que vigorou entre os anos 60 e 80, impregnada do ideário esquerdista. Diz a socióloga Brenda Carranza, da PUC de Campinas, especialista em religiões: "Nos anos 80, participar da Igreja era estar engajado em obras sociais. Hoje, é ir com mais freqüência à missa, participar de vigílias e grupos de oração. Naquela época, o padre era visto como agente de transformação social. Agora, ele é um agente de transformação pessoal e espiritual". É essa transformação que move o rebanho das novas comunidades católicas.
Fonte: http://veja.abril.com.br/031208/p_110.shtml
constantor#8
...

...

.
Tinha acabado de ler essa matéria da VEJA. O que me chamou a atenção, no entanto, não foram as comunidades da RCC, e sim este trecho:

.
Diz a socióloga Brenda Carranza, da PUC de Campinas, especialista em religiões: "Nos anos 80, participar da Igreja era estar engajado em obras sociais. Hoje, é ir com mais freqüência à missa, participar de vigílias e grupos de oração. Naquela época, o padre era visto como agente de transformação social. Agora, ele é um agente de transformação pessoal e espiritual". É essa transformação que move o rebanho das novas comunidades católicas.

.
Enfim, a socióloga aponta um enfraquecimento da TL.
constantor#9
Lembrei também desse tópico, "Olavo e a Igreja":
.
[Olavo e a Igreja]
constantor#10
.

Muito interessantes os esclarecimentos do Gabriel e outros especificamente sobre o que ocorre na CNBB e o papel dela dentro do clero brasileiro. Trechos:

.
Por isso, a CNBB é apenas uma forma de organizar a Igreja, mas não é uma representante da Igreja Católica.

Em segundo, vários bispos não fazem parte da CNBB, e muitos são contrários as decissões dessa entidade.
.

(...)
.
1 - A CNBB não é um bloco unido com opinião única. E os bispos que discordam das "palavras de ordem" não ficam calados. Há muitas brigas internas. Elas só não aparecem para os que estão de fora.

(...)

O que sai da CNBB, o que aparece para o público, são "textos finais". Quem lê esses textos, pensa que a CNBB possui uma unidade, que todos os bispos estão de pleno acordo, e que ali dentro paira a mais absoluta harmonia! Como estão iludidos os que assim pensam....


.
Pedro disse: (...)existem grandes religiosos no nosso país; D. Rafael Cifuentes. Mons. Antonio Keller, D. Eugenio, D. Eusebio, Pe. Ricardo, D. José Sobrinho, D. Fernando Rifan, D. Alano Maria Pena etc, etc etc. Isso sem contar seminários como o de Recife, Niteroi, Rio de Janeiro, São Paulo, Natal, Mater Ecclesiae, ASSJMV etc.

.
Pois é.

.
_________
uriel#11
É do interesse da imprensa só mostrar a CNBB pró-MST, dando a falsa impressão de que TODOS os Bispos são socialistas; e é do interesse da imprensa só mostrar o Henry Sobel, dando a falsa impressão de que toda a comunidade judaica é esquerdista - e é do interesse da imprensa só mostrar os terroristas salafistas e wahabistas "fundamentalistas" muçulmanos, dando a impressão de que todo muçulmano é pró-terrorista.
Bispos conservadores não têm voz na imprensa nacional e nem rabinos conservadores (que odeiam o Sobel) e nem líderes muçulmanos que são contra o terrorismo.
E nem cientistas que duvidam do aquecimento global [causado pelo homem], a propósito.
leandro_13#12
O mesmo acontece com os pastores, sendo os "queridinhos" Caio Fábio (hoje nem tanto) e Ricardo Gondim...
albertoleopoldo#13
O fato é: os "rad-trads" são cismáticos.

Os carismáticos, não.

Pelo contrário, conforme eu disse no outro tópico: nada há em seus estatutos de heterodoxo, e Roma mesmo lhes reconhece a autenticidade.

Há abusos cometidos nas comunidades? Até há, mas a quem esteja atento, as comunidades carismáticas prezam pela formação e pela obediência à Santa Sé, e são em geral católicos fiéis e honestos (particularmente zelosos pela pureza dos costumes, empenhados na defesa da vida, da castidade, na luta contra o aborto, contra os experimentos em células-tronco embrionárias, contra o homossexualismo, contra a infiltração comunista da Igreja etc.). De modo que, bem orientados, certamente apararão suas arestas. Basta que se veja que dois grandes defensores da ortodoxia católica no Brasil como o Pe. Paulo Ricardo e o Prof. Felipe Aquino são ligados à RCC.

Como eu disse: pode-se não gostar de seu caminho espiritual e buscar-se outro dentro da Igreja, e isso não significará em absoluto separação ou sequer desarmonia. Não é de hoje que os caminhos espirituais na Igreja são múltiplos.

Quem insiste em "rasgar a túnica inconsútil de Cristo" são os cismáticos e hereges das várias denominações.

Propor um caminho espiritual próprio, mas legítimo e reconhecido pela Sé Apostólica, não afeta em absoluto a unidade da Igreja. Mas pregar abertamente a desobediência ao Papa, a divisão radical da Igreja em "pré-conciliar" e genuína, e "pós-conciliar" e espúria, certamente o faz.
albertoleopoldo#14
"Aonde estão esses bispos e rabinos 'conservadores'? Será que são muito velhos que não sabem usar a internet? O máximo que já ví foi o padre Paulo Ricardo (meu conterrâneo) e o pessoal maluco e radical da Montfort. Se existe esse catolicismo ou judaísmo tradicional eles não estão fazendo o papel deles."

Eles podem não ter espaço na grande mídia, caro João. Mas quem é do meio certamente os reconhecerá.
albertoleopoldo#15
Basta que se olhe, por exemplo, para a Opus Dei, Legionários de Cristo, Arautos de Evangelho.

A Fraternidade Toca de Assis também é um exemplo muito interessante de movimento católico ativo e zeloso pela ortodoxia.
albertoleopoldo#16
Além disso:

"Pedro disse: (...)existem grandes religiosos no nosso país; D. Rafael Cifuentes. Mons. Antonio Keller, D. Eugenio, D. Eusebio, Pe. Ricardo, D. José Sobrinho, D. Fernando Rifan, D. Alano Maria Pena etc, etc etc. Isso sem contar seminários como o de Recife, Niteroi, Rio de Janeiro, São Paulo, Natal, Mater Ecclesiae, ASSJMV etc."
albertoleopoldo#17
Lembrando que Mons. Antonio Keller é hoje Dom Antonio Keller.
albertoleopoldo#18
"Não entendo estas comunidades da RCC. embora representem um enfraquecimento da TL, o que conheço pouco de algumas, tem uma extrutura um tanto comunista, inclusive condenando a propriedade privada e o direito do indivíduo viver do seu trabalho."

Ninguém condena o direito de viver do seu trabalho.

A repartição voluntária de todos os bens tem clara fundamentação cristã, como mostrou Hilton. Está amplamente amparada nas virtudes do desapego e da caridade.
albertoleopoldo#19
Aliás, sempre foi prática comum nos mosteiros.
albertoleopoldo#20
albertoleopoldo#21
Obs.: conservadores católicos brasileiros
massasofrida#22
agente do KGB
massasofrida#23
desta lista
albertoleopoldo#24
Não sei por que deveria tirar.
massasofrida#25
capela, permanencia
albertoleopoldo#26
Site cismático não entra.

Minha lista é de sites de católicos em plena comunhão com a Santa Sé.
getlio#27
Tira a Opus Dei, pois é judaizante
marcioneijr#28
Se começarem com esse '' Tira Opus Dei'', '' Tira Felipe Aquino'' , ''Tira isso'', ''Tira aquilo'' , No fim não sobra nada.
Huashuashusahusah
albertoleopoldo#29
Jenna,

Você nem sabe o que é ecumenismo (e deve ignorar igualmente que a sua prática pela Igreja antecede de muito o Vaticano II).

E pelo visto, nem sabe o que é um herege tampouco. Quero que você me mostre uma única heresia do Prof. Felipe Aquino ou de algum dos sites apontados, juntamente com a razão pela qual você a considera como tal.

Depois, você vem "condenar" o modernismo da "Igreja pós-conciliar" para abraçar o liberalismo iluminista (e nem sequer alegadamente católico) de um Adam Smith ou um John Locke.

Não venha, portanto, com essa afetação pseudo-tradicionalista indignada, que ninguém com o mínimo de bom senso a levará a sério.
jlio_2#30
Põe a Montfort
uriel#31
.
Curioso é que a Jenna era a protestante filo-judaica. E agora se apresenta como católica tradicionalista sedevacantista (e pró-americana)!
.
Continuo achando que a Jenna é bogus do Prof. Olavo ou de alguém ligado a ele.
uriel#32
"Não entendo estas comunidades da RCC. embora representem um enfraquecimento da TL, o que conheço pouco de algumas, tem uma extrutura um tanto comunista, inclusive condenando a propriedade privada e o direito do indivíduo viver do seu trabalho."

"Ninguém condena o direito de viver do seu trabalho.

A repartição voluntária de todos os bens tem clara fundamentação cristã, como mostrou Hilton. Está amplamente amparada nas virtudes do desapego e da caridade.
"
.
.
Tem muita olavete que acha que repartição voluntária de bens é cousa de comunista. E tem muita olavete que acha que consciência social é cousa de comunista.
uriel#33
.
.
"Aonde estão esses bispos e rabinos "conservadores"? Será que são muito velhos que não sabem usar a internet? O máximo que já ví foi o padre Paulo Ricardo (meu conterrâneo) e o pessoal maluco e radical da Montfort. Se existe esse catolicismo ou judaísmo tradicional eles não estão fazendo o papel deles."

.
.
É o velho argumentum ignorantum ("se nunca ouvi falar, então não existe"). Há uma variante aqui: "Se o Olavo nunca escreveu sobre isso ou nunca falou sobre isso no TrueOutspeak, então não existe".
.
.
Da mesma forma em outro tópico afirmavam que "não existe esse tal de conservadorismo ibérico" (dando a entender que só o existe o conservadorismo anglo-saxão Liberal protestante).
constantor#34
...

Esses sim são "bogus-católicos".

Os critérios que definem quem é ou não católico-romano passam longe de sua autoridade, cara Jenna.
albertoleopoldo#35
Jenna só sabe espernear, indignar-se e aplicar, aqui e ali, um xingamento bíblico (se o decoro e a piedade me permitem usar a expressão).
Sinceramente, Jenna, talvez um pouco de humildade não lhe fizesse mal.
Experimente ler os argumentos, entendê-los, interpretá-los com a maior boa vontade que a caridade lhe concede (de modo a evitar o juízo temerário) e, caso ainda assim você os considere indigestos e mal-fundados, corrigi-los com paciência e serenidade.
Afinal de contas, se você julga que estamos no erro, e que isso poderia vir a ser prejudicial a nossas almas, sua intenção deveria ser libertar-nos pela Verdade.
Ou, caso você (e mesmo seu parente sacerdote da FSSPX) estiver errada, libertar-se você mesma (e a ele, conforme o caso).
De qualquer modo, a raiva e a afetação que você demonstra não ajudarão a melhorar a situação nem a fazer prevalecer o seu ponto de vista.
constantor#36
...

Pois é, Jenna, logo vamos nos eximir disso e deixar para quem tem esta autoridade de direito, a Santa Sé etc. (parece que quem não está em comunhão com ela, é cismático segundo os critérios do catolicismo-romano.)

O que podemos fazer quanto a este tópico é reparar que, gostando ou não da situação da Igreja Romana no Brasil, ela não é sinônimo de "esquerda", "comunismo" etc. E a TL, além de não ser dominane, é decadente.
albertoleopoldo#37
"aqueles que admitem todo tipo de aberração litúrgica ou ecumência desde que que venha encoberta sob o manto de uma pseudo-obediência"

Essa sua insistência chega a ser doentia.

Aqui se aplica perfeitamente o que escrevi no outro tópico:

Jenna também pensa que, se não julgarmos que a Santa Igreja de Cristo (contra a qual Ele assegurou que as portas do inferno não prevaleceriam) está inteiramente destruída e arruinada pelas forças do mal, estaremos ipso facto comprometidos com essas mesmas forças malignas.

Caso você se dê o trabalho de observar, cara Jenna, ninguém está negando ou amenizando o fato de que HÁ elementos perniciosos, particularmente aqueles ligados ao comunismo, infiltrados nos quadros da Igreja, abusando da fé dos cristãos e promovendo a anarquia litúrgica. Ninguém está, tampouco, justificando-os, declarando-os fiéis a Roma, pregando a obediência do povo cristão a sacerdotes hereges.

Estamos tão-somente asseverando que, não obstante a existência de tais forças, isso não é e nunca será suficiente para destruir a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Além do que, HÁ inúmeros sacerdotes, bispos, comunidades religiosas que são fiéis à doutrina e à tradição da Igreja (e obedientes ao Papa, não cismáticos!), e que verdadeiramente zelam pela salvação de seus rebanhos, o que o seu catastrofismo a impede de reconhecer.
albertoleopoldo#38
Ostentação de soberba detected.
albertoleopoldo#39
O fato é:

Não importa o quanto argumentemos, tragamos provas documentais, demonstremos a incoerência de posições contrárias.

Enquanto não nos dobrarmos às opiniões infalíveis da Srta. Jenna, seremos hereges desprezíveis e "inimigos do povo".
albertoleopoldo#40
Então a fonte dos juízes infalíveis é o "sacerdote que é cunhado da irmã de Jenna".

O Espírito Santo certamente não "desce" sobre o indivíduo ou faz aparecer à sua cabeça uma língua de fogo, mas a decisão do Colégio Cardinalício conta com a Sua infalível assistência.

E uma tal infalibilidade é corroborada pelo fato de que, conquanto alguns papas possam ter sido pecadores terríveis, nem sequer um deles foi um herege. Nem sequer um deles jamais proclamou, ex cathedra Petri uma verdade de fé ou moral que tenha sido derrogada.

Os pecados de um Papa são imputáveis ao Papa e não, evidentemente, ao Espírito Santo.

Lembremos que também Saul (para não falar de muitos de seus sucessores em Judá e em Israel) foi ungido por Deus rei de seu povo, e isso não o impediu sequer de cair na idolatria.

Acha que Deus se enganou, Jenna?
albertoleopoldo#41
Acontece que aquilo que EU tenho defendido como certo nada mais é do que o que a Igreja tem declarado como tal.
Para mim, é critério "bom o suficiente".
albertoleopoldo#42
Aliás, se alguém me convencer de que eu estou errado e que contrario realmente a doutrina da Igreja, eu não vejo problema algum em me retificar.

Pelo contrário. Tenho consciência de que devo fazê-lo.

E ainda me corrigir publicamente, por ter sido responsável por distilar nas almas dos meus irmãos veneno sob a aparência de remédio.
albertoleopoldo#43
O sentido da palavra "conclave" (assim como do equivalente "conchavo" em sua acepção original) nada envolve de "negociação escusa" ou do pejorativo "por baixo dos panos" no linguajar popular, como pode ocorrer à nossa sensibilidade lingüística. Somente aponta para o caráter restrito da reunião.

Prefere-se, aliás, o termo latino justamente para evitar a possibilidade de anfibolia, de que a digníssima Jenna abusa em seu comentário.

Escrevo isso para esclarecer os "transeuntes", pois não tenho a mínima intenção de entabular um "bate-boca" virtual.
douglas_5#44
----Conversando com o sacerdote que é cunhado da minha irmã, ele certa vez me explicou o seguinte: Espírito Santo não escolhe Papa na Igreja, quem escolhe é o Colégio Cardinalício.----

Vacantista, herege...simples
albertoleopoldo#45
Jenna mostra agora sua absoluta incapacidade de compreensão do dogma referido, que não é em absoluto afetado pelo ecumenismo ou pela presença de "elementos de salvação" em comunidades eclesiais separadas e mesmo em outras tradições religiosas.

É evidente que, mesmo separadas da comunhão com a única e verdadeira Igreja de Cristo, as confissões protestantes conservam elementos que, sem necessidade de grandes malabarismos intelectuais, podem facilmente ser reconhecidos como cristãos. E justamente tais elementos são de importância fundamental para a reaproximação dos nossos irmãos separados à única Barca da salvação.

Da mesma forma, outras tradições religiosas, propiciando ao homem uma "abertura ao absoluto e ao transcendente" além do sentido do sagrado e do revestimento de significado à vida moral, são elementos que abrem ao homem a possibilidade de aproximar-se à Verdade que liberta em Cristo.
albertoleopoldo#46
Tais elementos, todos somados, evidentemente não conduzem à salvação, que precisa passar pelo sacrifício de Jesus Cristo e pela comunhão com a Igreja por Ele fundada, pois somente nela subsistem todos juntos os elementos necessários para a salvação do homem. Acontece que eles aproximam em alguma medida aqueles que estão separados da Igreja de Cristo da possibilidade de verdadeira conversão e redenção na Igreja. Isto nem é uma doutrina nova, mas somente um "desdobramento analítico" de conceitos componentes do depósito da Fé. Acontece somente que essa ênfase acentua o caráter frutuoso do ecumenismo e do diálogo inter-religioso como caminho rumo à concreção escatológica do "um só rebanho sob um só pastor".
Além do mais, a Igreja nunca declarou de um único indivíduo que tenha sido condenado ao Inferno. Isso porque a salvação do homem está aberta à intervenção da infinita misericórdia de Deus, que pode perfeitamente usar-se de meios extraordinários para a salvação de um ser humano, mesmo não batizado. Deus, afinal, deseja que todos os homens se salvem. Jenna pensa diferente.
albertoleopoldo#47
Oxe...

Eu cito seu nome porque comento seus posts. Que muitas vezes veiculam tais absurdos sobre a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo que simplesmente não podem ser deixados sem resposta em nome de qualquer respeito humano.

E comento posts não dirigidos a mim porque isto aqui é um fórum de debates, e não uma panelinha de amigos.
albertoleopoldo#48
"dizendo que não se usa mais o termo 'é' a Igreja de Cristo mas 'subsiste' nela"

Por favor, aponte o trecho onde se diz que a Igreja Católica não é mais a Igreja de Cristo.
albertoleopoldo#49
Primeiro, porque "cismático" não é um juízo moral. É um enunciado de fato. Cismático é o cristão que abdicou da comunhão com a Sé romana e da obediência devida ao Papa.

Segundo: não cabe a nenhum ser humano tomar o lugar de Cristo-Juiz e determinar a salvação ou perdição de quem quer que seja.

Ou seja: eu não posso dizer de Fulano que, por ser ele protestante, hindu, ateu ou mesmo satanista, será condenado ao fogo eterno.

Não estou, portanto, emitindo qualquer espécie de juízo moral, mas simplesmente apontando a inconsistência da defesa do cisma com a doutrina perene da Santa Igreja, que é um estado de coisas objetivo e inequivocamente identificável.
albertoleopoldo#50
E aliás, um juízo moral eu poderia perfeitamente (e objetivamente) emitir. Por exemplo: dizer que fazer isso ou falar aquilo é moralmente errado, se estiver em contradição explícita com a lei de Deus.

O que não posso fazer é declarar que isso vai inapelavelmente condenar tal indivíduo ao inferno.

‹ Voltar para a lista de tópicos