Ok, uma opinião bem dada, aliás. Devo dizer que estou te respondendo pq me citou. E, por isso, gostaria de dizer que fiquei contente com a sua resposta, mesmo não tendo concordado comigo.
E concordo contigo que a adoção faz parte tb da agenda "gayzista", obviamente. No entanto, mesmo sendo contra a agenda "gayzista", neste ponto da adoção e união civil concordo com a opinião do Reinaldo Azevedo.
Assim como Reinaldo, acho tb que um casal hetero (estruturado e aprovado psicologicamente) deva ter preferência na fila em relação a um casal homossexual (pelo mesmo motivo de Reinaldo: a criança encontrará menos problemas em relação às perguntas que terá que responder). Mas a adoção por um casal homossexual é muito preferível qdo a outra opção é manter a criança em instituições. Muito mesmo! Ainda mais qdo temos instituições na mão de pessoas como o (padre?) Julio Lancelotti!
se casais gays podem adotar crianças, que diferença há, na prática, entre uma união civil gay e o casamento tradicional? Se os casais gays podem fazer tudo o que os casais convencionais fazem, então, na prática, há pouquíssima, ou nenhuma, diferença entre as duas situações.
Admitir a adoção gay é admitir o casamento gay de facto.
Adoção de crianças por casais gays é experimento sociológico de botequim.
A orfandade é um problema? É. Orfanatos são problemáticos? São. Ali órfãos sofrem abusos? Sofrem.
Qual a solução? Adoção por casais gays!? 😮
O que é que isso? Ao invés de resolver um problema, agora vamos brincar de social engineering? Vamos apostar numa solução que nunca foi testada, em tempo ou momento algum, pela humanidade inteira? Acho a proposta de uma irresponsabilidade grosseira.
Típico daquele amor de novidades: o novo!, o novo!, por favor!😄
Mas a adoção por um casal homossexual é muito preferível qdo a outra opção é manter a criança em instituições. Muito mesmo! Ainda mais qdo temos instituições na mão de pessoas como o (padre?) Julio Lancelotti!
Aí já é forçar a discussão pró adoção de orfãos por "casais" homossexuais. Se uma criança está abandonada, com risco de passar ou morrer de fome, morrer de frio, ser abusada etc. Até o Pe. Lancelotti serve. O que é preciso entender é que um conservador faz o possível, nem tenta fazer mais do que isso, porém não vejo a situação tão grave a ponto de jogar os abandonados em lares com pais adotivos homossexuais. O que ocorre é uma distorção ou superdimensão da NECESSIDADE de tal medida, que no fim das contas favorece a "agenda gay" com todos os seus malefícios possíveis para as familias e a sociedade. R A deve estar se fazendo de bobo e os bocós o acompanham. Quanto a um casal de parceiros homossexuais poderem criarem um adotado decentemente eu não vou duvidar, mas a prudência recomenda um casal de heteros, salvo se todas as outras possibilidades estiverem esgotadas, esse é o ponto. Vou mais longe, até um mendigo de rua poderá servir para criar/cuidar de um abandonado, não é o ideal claro, mas vai que a situação exija. Os homossexuais deveriam é criar vergonha na cara e virarem heteros para terem seus próprios filhos.
Só pra ver se eu entendi direito, vou fazer uma pergunta/
o pessoal é contra a fertilização in vitro ou é contra o filho estar com a mãe biológica? alguem aqui é a favor de tirar a criança que veio da mulher, para que pais heteros possam adotar?
Se vivessemos em um mundo menos piorado não haveria a necessidade de estabelecimentos do Estado para amontoar orfãos abandonados, no máximo essa tarefa deveria ser transferida para instituições religiosas, depois de um lar "normal" seria a melhor solução. Bons tempos da Roda dos Enjeitados.
Rodas medievais eram cilindros de madeira instalados em paredes de conventos ou igrejas. O bebê era colocado no cilindro pela parte de fora e este era girado para dentro, onde freiras cuidavam da criança e tentavam encontrar novos pais para ela.
Realmente, tinha razão Dr. Plínio Corrêa de Oliveira quando dizia que os semi-contra-revolucionários em muitos aspectos eram piores que os próprios revolucionários. Uma figura como esta só tem algum destaque pelo motivo de que, de certa forma, faz um serviço à Revolução. Sinto a mesma coisa quando penso em Allan Bloom, D. Mainardi, e alguns outros.
Eu acho que está havendo uma reação descabida contra o posicionamento do Reinaldo.
Ensaiei postar aqui várias vezes mas achei melhor adiar, várias vezes, para repensar, especialmente porque não tenho uma posição firmemente definida sobre o assunto como a maioria parece ter.
Têm sido levantados motivos de ordem prática para que se seja contra a adoção por casais homossexuais: proteger o desenvolvimento da criança e não colaborar com a revolução e a agenda gayzista.
Eu sou contra a adoção de crianças por homossexuais. Mas não sei se sou a favor da proibição.
Sou contra a adoção por acreditar no valor da família (tradicional, frise-se...) e que essa estrutura (pais adotivos homossexuais) é, sem dúvida prejudicial ao desenvolvimento psicológico da criança.
Mas um ponto se torna importante aqui: A origem ou "causa" da homossexualidade. Se ser gay é uma escolha, então é simples, quem escolhe ser gay abre mão de casar e de ter filhos. A proibição deveria existir. Agora, se o desejo sexual do sujeito não é determinado por sua vontade, seu comportamento definitivamente é. Então, a natureza do desejo sexual não pode ser objeto da proibição, mas pessoas de comportamento promíscuo, sem um padrão de vida globalmente equilibrado, aí sim definitivamente podem e devem ser impedidas de adotarem crianças.
Eu acho isso complicado e não sei se fui claro na tentativa de ser conciso. Mas ainda resta um ponto: Nessa surra coletiva ao RA, existe um tanto de intolerância, inclusive por simplificar a questão ao ponto de luta contra/colabora com a revolução. Acho que de jeito nenhum cabe dizer que essa posição do Reinaldo o transforma num "socialista róseo" como já foi dito. Essa categorização, sim, é pensamento de artilha. Acho que em alguns momentos as questões de princípio foram deixadas de lado em prol de posicionamento no espectro ideológico mais raso.
Não escrevi pra defender o Reinaldo. Ele faz isso sozinho. Escrevi para defender a ponderação no julgamento da questão
"Quem sabe se a adoção de crianças por casais homossexuais não causa, pela inevitável rebedia do ser humano, uma explosão do heterossexualismo no mundo?"
"o único verdadeiro pensador conservador brasileiro com alguma influência e ainda vivo é o Olavo."
Nem isso, o Olavo tem o catolicismo meio estranho e gosta de parte do liberalismo, mas o que mais é estranho no Olavo é que ele é/já foi astrólogo/comunista/perenialista/mago/alquimista/...
E ele é o primeiro perenialista a ser islâmico e protestante ao mesmo tempo!!
Eu sei, eu sei, ele é a liderança intelectual conservadora do Brasil hoje, mas o Olavo é sui generis e ele trouxe muita gente para a igreja e/ou perenialismo, mas depois que você estuda um desses grupos meio que não tem escolha, tem de abandonar o Olavo, eu sei que o cara é bom, mas a filosofia dele é muito ... herética!
Discordo da opinião do Reinaldo de Azevedo nesse ponto, mas nem por isso acho correto dizer que ele não é conservador, não é de direita, etc. É uma pessoa conservadora que, nesse ponto e creio em alguns outros também, está equivocado.
Criticar pesadamente o Reinaldo se torna um tipo de patrulha direitista que cobra para alguém ser reconhecido de direita adesão a 100% das teses mais conservadoras. Acho que não é por aí. Reinaldo não chega aos 100% de conservadorismo, mas seu conservadorismo é bastante alto, principalmente se pensarmos em relação ao nosso contexto brasileiro.
Criticar o Reinaldo sim, eu mesmo critico, mas acho que ele continua merecendo grande respeito, não é por pisar na bola num ponto em particular que já perde todo seu valor...
Criticar o Reinaldo sim, eu mesmo critico, mas acho que ele continua merecendo grande respeito, não é por pisar na bola num ponto em particular que já perde todo seu valor...
Luís: O Olavo é católico.
Getúlio: o Olavo tem o catolicismo meio estranho
Vai negar Filidis?
Matheus: Getúlio, mas é fato que ele é conservador, ou não?
Ele é um líder conservador, mas nenhuma das formas que o conservadorismo tomou aceita ele, nem a do Liberalismo Clássico, nem a “Católica”, nem “Ortodoxa”, etc...
O Olavo é realmente muito diferente e o conservadorismo dele provavelmente não vai se sustentar depois que ele se for.
se casais gays podem adotar crianças, que diferença há, na prática, entre uma união civil gay e o casamento tradicional? Se os casais gays podem fazer tudo o que os casais convencionais fazem, então, na prática, há pouquíssima, ou nenhuma, diferença entre as duas situações.
Admitir a adoção gay é admitir o casamento gay de facto.
Concordo, Fernando. Pode-se até ser, ingenuamente, a favor da posição defendida pelo Reinaldo, sem ser pró-causa gay. Mas o simples fato de que isso se consolide já será um ponto a favor deles. É como ser a favor da distribuição de camisinhas nas escolas e ser contra a banalização do sexo.
Para mim você está misturando alhos com bugalhos. Para mim não tem nada a ver com a origem da orientação sexual, da escolha ou falta de escolha da mesma, ou até mesmo da promiscuidade ou não-promiscuidade dos parceiros envolvidos. Claro, este último item deve contar para a avaliação da viabilidade da tutela da criança. Mas o problema, moralmente falando, não se resume a isso. TRata-se simplesmente de um comportamento anormal, anti-natural, que será vivenciado como se fosse normal, familiar, aos moldes de uma família convencional, como se fosse um detalhe muito superficial, muito irrisório, como se se tratasse de esposo e esposa de diferentes etnias.
Imaginem a criança que crescer num ambiente como esse. Imaginem a confusão mental que ela estará submetida. Imaginem a inversão dos valores que ela gerará, talvez até com facilidade (confusão não quer dizer dificuldade em assimilar conceitos). Por um princípio lógico, não posso ser ao mesmo tempo a favor dos valores familiares tradicionais, e a favor da legalização de uma situação que, impreterivelmente, bloqueará uma criança de compreender tais valores.
A questão que você levantou, no entanto, é pertinente. Ser contra o ato mas não ser contra a proibição do mesmo. É mais ou menos o velho dilema a respeito da liberdade religiosa, criticada no Concílio Vaticano II. Moralmente falando, o católico é contra a adesão de outro a uma religião distinta do catolicismo, simplesmente por saber não se tratar da verdadeira religião. No entanto, não deve ser a favor da coação civil em congregar da fé católica. Mas nesse caso trata-se de uma tolerância a um mal em potencial em detromento de um valor maior que o simples pertencer à Igreja: o livre-arbítrio.
E no caso em dabate? Há algum valor maior que a formação de caráter de uma criança? O desejo do homossexual de ter filhos? Ora, a realização de um desejo, seja qual for, por definição, não pode ser tido como um valor colocado acima de uma situação a qual a pessoa não é capaz de decidir por si mesma. No caso, a criança não pode, por si mesma, discernir a Lei Natural e identificar no comportamento dos "pais" algo imoral. De certo modo, tolhe-se exatamente o que se preza no caso anterior: o livre-arbítrio.
Moralmente falando, não há desculpas. Isso se você for condizente com a moral católica, que não sei ser o seu caso.
Civilmente, é complicado pois não se trata, a rigor, de um "direito gay", pois um homem solteiro pode reivindicar a guarda de uma criança. Se ele é "juntado" com um gay, o próprio fato do casamento gay ainda não ser reconhecido como tal é no fundo um facilitador para que ele possa reivindicar o mesmo direito. Nesse caso, a situação que eu descreveria é "mãos atadas": não apoio, nem sequer tolero, mas não há o que fazer, e o jeito é se conformar e lutar apenas dentro da esfera moral.
Criticar o Reinaldo sim, eu mesmo critico, mas acho que ele continua merecendo grande respeito, não é por pisar na bola num ponto em particular que já perde todo seu valor...
Correto. [1]
Em 100% dos pontos é difícil de concordar com qualquer pessoa. Hoje, por exemplo, achei bom o texto dele ¨E POR FALAR EM SEXO...¨ no qual ele aborda o assunto da camisinha.
André: Pq o catolicismo do Olavo é meio estranho, como vc diz?
Resumo dos que acho os pontos principais: O Olavo aprendeu com Guenon a acreditar que exista nas tradições religiosas legítimas (Catolicismo, Islam, Ortodoxia, Hinduísmo, Budismo, Religião Asteca, Maia e outras) uma unidade metafísica, ele tirou certa conclusão lógica: Que em todas essas religiões (que pertençam à unidade metafísica) é a mesma voz que fala (Deus).
O Olavo não acredita que A Igreja seja A Igreja, mas que Deus agiu como providência na criação do protestantismo, assim o senhor não teria feito uma igreja.
O Olavo não acha que fé valha muita coisa.
O Olavo vai numa missa protestante pelo que ele diz(até aí tudo bem), mas não me recordo de ele ter dito ir em uma missa católica, ou ter confessado e comungado.
Parece-me que o Fedeli está certo e o Olavo é gnóstico. Dum tipo de gnose que tradicionalmente não se tem muito em conta esses escritores da Igreja. O Fedeli diria que é a união metafísica do luciferianismo, mas o Fedeli tem essa teoria que é toda dele.
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"Maomé é o analfabeto que, no silêncio da noite, recebe em ditado angélico o mais belo livro da língua árabe, livro que transcende as propriedades do idioma ao ponto de sua recitação em voz alta afetar os animais, que se detêm para ouvi-la.
É também à noite que a Virgem, fecundada pelo Espírito, dá à luz a mais nobre das criaturas humanas, indistinguível do Criador mesmo.
A analogia entre esses dois sublimes paradoxos é evidente. E, enquanto os teólogos disputam nas trevas, cotejando Cristo a Maomé, a narrativa, em si, é "luz sobre luz": Maomé não corresponde a Cristo, mas a Maria, o portador humano do Verbo divino; Cristo não é Maomé, é o Verbo divino, o Logos, Kalimat’ullah." (...)
"As religiões, simplesmente, não falam da mesma coisa. É preciso ter compreendido isto para atinar que é a mesma Voz que fala por meio de todas elas."
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Lembrete de Natal
Se o que o Getúlio diz é verdade, de fato o Olavo não tem cara de ser um católico autêntico. Mas ele conhece a estrutura da Igreja, os dogmas, a infalibilidade, o que constitui uma heresia. Na primeira vídeo-aula daquela coleção comercializada pela É Realizações, ele diz que alterar um mínimo detalhe na doutrina é criar uma heresia. Logo, ele seria um herege formal, mas que não acreditaria estar contraditando a doutrina católica. Talvez por isso ele não comungue (estou supondo que não o faça).
Agora, posso estar totalmente errado e descobrir que a doutrina da Igreja, embora a reconheça como A verdade, A revelação de Deus, não isente as demais religiões de serem igualmente inspiradas por Deus. Até onde eu sei, não há nenhum concílio ou documento que afirme formalmente que elas não o são. Afirmam, sim, que não contêm a totalidade da verdade (até aí tudo bem); os papas e santos que afirmam coisas do tipo "todas as outras religiões são demoníacas, concumbinas de Satanás", até onde eu saiba, não falam ex cathedra.
Ademais, aceitar as demais religiões como inspiradas, mesmo em percela, por Deus parece bastante heterodoxo, e até paradoxal, pois algumas como o budismo destoam tão por demais da espiritualidade -- não digo doutrina ou dogmas, mas espiritualidade mesmo, prioridades morais, vocacionais e transcendentais do homem -- que é difícil acreditar que possa haver uma unidade entre todas elas AO MESMO TEMPO em que se assume uma delas -- no caso o Catolicismo -- como a detentora da verdade plena. O máximo que posso hipotetizar é que todas formariam uma unidade, desde que nenhuma fosse detentora plena da verdade, o que não é admitido a um católico.
Eu não concordo que eu esteja misturando alhos com bugalhos. A questão da origem da homossexualidade é pertinente para efeitos da discussão da proibição da adoção, não do princípio. Na questão moral, da minha moral que você questionou, eu não tenho a menor dúvida, sou contra a adoção por homossexuais e fim. Mas a moral católica implica que sejamos a favor da proibição?? Mesmo levando-se em conta a tolerância e o respeito à individualidade?
É na verdade muito simples: Se o homossexualismo é uma escolha, então que cada um arque com suas opções. Se não é, então fica, inclusive, mais difícil reduzir o indivíduo à sua condição sexual: não é "o desejo do homossexual de adotar uma criança", é o direito de um indivíduo e a proibição passa a tolher o livre-arbítrio. Sou contra isso.
Acho que o "mau modelo" (e uma "família homossexual" o é) basta para ser contra a adoção em questão, mas o aspecto comportamental, de novo, vem à baila nas considerações civis/legislativas e não morais da discussão (moralmente, a questão está fechada). Acho perfeitamente cabível que se proíba homossexuais de comportamento promíscuo, vida desestruturada sejam barrados da adoção, pois de fato não têm condições de adotarem uma criança e garantirem um desenvolvimento psicológico saudável para ela.
E foi justamente por esse aspecto multifacetado da questão que eu comecei criticando a ferocidade das críticas contra o RA, esse exagero de declará-lo um liberal, um colaborador enrustido do comunismo, um socialista róseo.
Bem, em primeiro lugar, não estou preocupado com o Reinaldo nessa história. Quem o quiser o julgue. A questão se tornou objetiva para mim. Só para esclarecer.
Em segundo, entendo o que queira dizer com tolerar as escolhas do próximo, mas onde fica o livre-arbítrio da criança nesse caso? Será criada num ambiente efetivamente atípico, antinatural em seu contexto como família, disfarçada sob um manto de normalidade. É evidente que as consequências serão graves e acontecerão. Não se trata de casuística.
E em terceiro, se você considera a promiscuidade do casal um fator suficiente para barrar a adoção da criança, o que diferencia um aspecto do outro? Muitos poderiam argumentar que isso também é o livre-arbítrio do "casal" e a criança não será prejudicada nas suas necessidades mais básicas (alimentação, educação...). Isso é a "ética" atual, que não está mais pautada em valores morais sólidos e evidentes. Ora, para mim é tão evidente que, promíscuo ou não, o casal influenciará negativamente a formação da criança. Achar que apenas alguns casos o farão e outros não me soa politicamente correto demais. É curvar-se sobre uma lei que se baseia em princípios mais fracos sobre os mais fortes (como expus acima, aliás).
Enfim, para mim a questão está claríssima, mas não nego a possibilidade de estar errado ou não estar enxergando algum aspecto da sua visão, então demos prosseguimento ao sadio debate.
A Doutrina da Igreja é de que não há Salvação fora da Igreja. mas por outro lado, nesse artigo (e em outros), o Olavo realmente não fala em salvação [no Islam].
Não escrevi pra defender o Reinaldo. Ele faz isso sozinho. Escrevi para defender a ponderação no julgamento da questão
Eu também não escrevi para ACUSAR Reinaldo Azevedo, escrevi dizendo algo que percebo a tempos, e não depois dessa "defesa" do articulista da adoção de abandonados por parceiros gays, disse inclusive que o R A tem o direito de ser "progressista", nesse bem como em outros assuntos. Eu alinho R A aos liberais, gente insuportável. Quanto ao "socialista róseo" disse como exemplo, não o acusei de ser socialista, mas ele parece ser pior ainda, é um idiota em certos assuntos muito caros aos conservadores ou para as pessoas que tem algum senso de decência.
Não posso te responder com a devida consideração agora, mas vou dar alguns pitacos. Acho que temos vários pontos de concordância. Sempre ressaltando que eu tenho muitas dúvidas nesse assunto (e em quase todos os outros).
A questão do comportamento eu não considero que fere o livre-arbítrio: o comportamento, definitivamente, é matéria de escolha. E cai na minha mesma argumentação de se o homossexualismo fosse comprovadamente uma opção, onde eu seria tranquilamente a favor da proibição.
Não me parece que existam pontos da minha visão que estejam te escapando, mas acho que estou dando um peso maior à distinção entre ser contra o ato e ser a favor de sua proibição.
Eu vejo aí um conflito de princípios, de princípios conservadores inclusive. O respeito à liberdade individual, a tolerância com a divergência... são essas duas coisas que me impedem de ser convicto pela proibição.
Também defendi a adoção de abandonados por gays em casos excepcionalíssimos, não apenas como um direito a mais para os homossexuais, sem levar em conta os "bons costumes" inerentes à sociedade.
Vou contar um fato: A muitos anos uma velha conhecida minha ficou viúva, tinha 5 ou seis filhos e deu o mais jovem para morar com um pai de santo amigo dela e, me parece, seu "conselheiro espiritual", ele sempre tinha garotos em casa, passou uns tempos e ele teve que sumir da cidade, pois se descobriu que ele abusava de um garoto. "Vocês preferem acreditar no que eu digo ou nos que seus olhos vêm?" (G Marx)
Eu fui ver esse site e os comentários. Para alguém que se diz católico e conservador e tem um público de direita, parece que não é bem assim. Vi várias pessoas concordando e achando o máximo que uma criança seja criada por dois homens. Se isso são conservadores eu cada vez mais me convenço e fico arrasada com isso de que o mundo cristão ocidental não existe mais e o que resta é um vazio no mundo.
"Felipe
1) criticar a proposta por que alguns psiquiatratantes ainda consideram homossexualidade uma patologia (30 anos após a comunidade não mais o fazer)
é no mínimo preguiça mental.
E você sabe como isto foi decidido na A.P.A. em 1973?"
não sei, nem me interessa, meu argumento está na parte que você NÃO citou. Eu não acredito no que a APA diz, disse ou dirá que é ou não patologia. Meu argumento é: se você criticar a adoção de quem tem certa patologia que é ou foi ou será descrita por um segmento que se diz especializado no assunto, você vai ter que criticar quase que a totalidade das adoções.
Não acredito que a questão sobre a adoção gay - que é, no fundo, uma discussão sobre a constituição da família - seja um mero ponto particular, um reles acessório, coisa de somenos importância. Se o RA não consegue ser conservador aqui, justamente nessa questão central que é a questão da família, se é justo aqui que o "conservadorismo reinalidiano" se permite transigir, bem, então, eu não sei mais o que o "conservadorismo" pretende "conservar".
Repito: o RA é muito bom em política partidária, economia e outros temas; mas, do meu ponto de vista, essas são justamente as questões acessórias onde, aí sim, vc poderia transigir e negociar sem maiores problemas. O problema, como disse, é o que o RA gosta de acenar para a revolução justo nos temas centrais, básicos mesmos, que são aqueles de natureza cultural, comportamentais: células-tronco, adoção gay, Igreja (não me esqueço de que ele criticou D. José Cardoso Sobrinho pelo "seu modo de atuação") etc.
Em suma: o RA é bom no acessório e ruim no principal. No entanto, isso não desabona o caráter dele, óbvio: boa pessoa, honesto, íntegro. Ruim com ele, pior sem ele.