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Reinaldo Azevedo - aborto e adopção homossexual

Iniciado por yuri_6 em 17/03/2009 · 124 mensagens · página 3 de 3

orkut_7#101
Duas mães não é até aceitável pela sociedade?

É, temos que admitir, além disso as mulheres mesmo as homossexuais costumam ter vida mais regrada, além de que mulher costuma ter relacionamentos mais estáveis, menos promíscuos e ter conduta mais reta que os homossexuais homens, e convenhamos, criar filho (como mãe) não é tarefa de homem, somos incompetentes nisso. A decisão da parceira de Cassia Eller ter o direito de poder criar o filho orfão da artista falecida me pareceu acertada, mesmo que ela venha ter (ou já tenha) uma nova parceira. Pode parecer machismo de minha parte ser tolerável ao homossexualismo feminino na questão adoção, mas em verdade estou sendo realista e não espero que todos concordem comigo.
orkut_7#102
Em todo caso isso vai ser sempre uma exceção e tem que ser estudado caso a caso. Parto do princípio que homem não pode gerar e mulher sim, se ela tem um filho e uma parceira e morrer? fazer o que?

Se um homem casado tem filhos e ficar viúvo e arrumar um companheiro homem, também é difícil tirar o pátrio poder dele. Moralidade também tem limites e vejam vocês que seus filhos serão seus filhos mesmo e a tendência dele é protegê-los. Se é adotado a coisa muda de figura.

Adoção pura e simples de "casais" homossexuais, tanto de um sexo como de outro, sou contr também.
orkut_7#103
Na ânsia de quere proteger a familia tradicional podemos cair em erro de querer tirar o filho de um pai arbitraria e injustificadamente. É preciso analisar com cuidado isso.
marcioneijr#104
[OFF]Sobre um post...

''bem, se em vários países a igreja aceita padres casados porque não no brasil? e porque a igreja latina não fal algo parecido com as outras?''

Se você se referiu às Igrejas Católicas de RITO ORIENTAL(Melquitas, Maronitas, Ucranianos e cia...) é notório seu ''analfabetismo'' em termos de catolicismo.

Pra quem não sabe, as Igrejas Orientais como por exemplo a Igreja Greco-Melquita Católica(de rito bizantino) libera a ordenação de homens casados. Ou seja, são homens casados que se ordenam, e não padres que se casam. Além disso, existem uma série de regras que devem serem seguidas pelo casal, como exemplo a abstinência sexual dois ou três dias antes de uma liturgia e etc...
Isso só acontece porquê essas ''igrejas Católicas''(não encontrei palavra melhor para denominar uma Igreja anexada ao catolicismo) possuem seus próprios cânons que também são chamadas de ''Sui Juris''.

No ocidente, isso não acontece mais, por causa de vários motivos que levaram o papa Gregório a excluir o celibato opcional dos canons.

E pelo que sei, o maior motivo para a Igreja Romana não liberar o celibato opcional é a liturgia, onde o padre está em ''Persona Christi''.
[OFF]
priscila#105
Sim, na verdade não se trata de mais nada além DA CRIANÇA. Também torci para o filho da Cássia Eller ficar com a companheira dela.

E justamente por considerar que o interesse deve ser da criança, vejo esta permissão para que pares de homossexuais adotem crianças altamente DANOSA. Esses casos em que a criança fica MELHOR com um homossexual são EXCEÇÕES. Ninguém pode criar uma prática em cima de uma excepcionalidade. Também não acho que excepcionalidades não existem, nem quero desconsiderá-las: mas como tal é que devem ser vistas.

Não acredito que quem conhece homossexuais ignore o que realmente significa a PRÁTICA do homossexualismo. Expor uma criança frágil, vulnerável e indefesa a tudo aquilo que está contido neste SIGNIFICADO me parece um absurdo!

Quanto aos picikiatras e suas nomenklaturas, quero saber o seguinte: qual é o OPOSTO, o contrário, de "patológico"? É "saudável"? Ou é O QUÊ? Quero só ver a comunidade picikiátrika aparecer unida em público pra declarar que a prática do homossexualismo é saudável. Duvido que venham. Um indivíduo homossexual é uma coisa: a PRÁTICA homossexual é OUTRA coisa, completamente diferente! E enquanto ficar nesse besteirol, não respeito essa gente, acho todos uns idiotas que ficam dizendo imbecilidade por aí e todo mundo ouvindo com cara de bobo sem contestar.

Outro dia vi na televisão que a Síndrome de Dawn não é mais considerada "uma patologia". Se eu disser que É, SIM, vão me chamar de "preconceituosa", pelo que entendi... Ora, façam-me o favor! Em quê alguém estaria AJUDANDO na compreensão das coisas simplesmente fingindo que elas são o contrário daquilo que são? É uma idiotice sem tamanho, isso!
rafael_10#106
É interessante, mas a questão trazida, apesar de, na minha opinião, acrescentar pouco, deu origem a novas colocações interessantes.

Lá em cima o bender se colocou fortemente a favor da proibição e agora recomendou cautela tendo em vista a questão do pátrio poder (atenção, isso não é uma crítica, estou assinalando um fato). Isso só ilustra o que eu falei de como a questão tem ramificações complexas, não abarcadas pelo debate "proibir ou não". O tempo todo estivemos falando puramente da "adoção por casais homossexuais". Mas isso nem é o mais importante que eu quero dizer agora. Não o disse antes porque havia considerado esse topico encerrado.

Bateram muito na tecla de quem quem não apóia a proibição é um "falso" ou "meio" conservador. Em primeiro lugar, acho que tem sido dado muito peso a essa palavra e à rotulação ideológica, principalmente em função de um catálogo de opiniões. Isso é perigoso. Eu mencionei anteriormente que a tolerância com a divergência e o respeito à individualidade - a serem aplicados tanto no posicionamento como na crítica ao posicionamento alheio - estavam sendo deixados de lado. E ainda há o seguinte: Não me parece que muitos aqui favoreçam a idéia de inchar o poder estatal, de modular, "engenheirar" a sociedade por meio das leis e do direito. E é exatamente isso que se faz ao transpor o debate do moral para o jurídico. Nem toda a moral precisa e nem deve ser implementada no código penal.

(continua)
priscila#107
Concordo. O código das leis deve ser simples, objetivo - deve apenas naturalmente se fundamentar no código moral. Não querer "substituí-lo". Isso seria uma impossibilidade e uma bobagem sem tamanho.
rafael_10#108
A não-transposição da moral - muito menos uma moral específica, qual seja a cristã - para o jurídico não deve acontecer também como seguimento a um princípio: Ao declarar a soberania da consciência individual por sobre as demandas e consensos coletivos, essa soberania deve ser defendida para cada um e não a defesa da MINHA (ou seja, de cada um a partir da sua) consciência. Não sei se me faço entender...

Um outro ponto é que as leis não têm como objetivo tornar os crimes impossíveis, mas sim puni-los.

Por tudo isso, repito: sou contra a doção de crianças por casais homossexuais. Desdobramentos e particularidades, casos especiais são isso: casos especiais e devem ser avaliados individualmente, pondo em primeiro lugar o interesse e o desenvolvimento da criança. Mas sou contra a proibição.
priscila#109
Mas a transposição, Rafael, é precisamente parte de um plano maior - que visa atingir, e atingir DE MORTE - o código moral. A idéia é EXATAMENTE ESTA: que não exista mais possibilidade de escolha moral, arbítrio moral, nada disso. A LEI é que permite ou deixa de permitir. E isto, como todos sabemos, é um perigo monstruoso.

A lei, o conjunto de leis, se propõe a SUBSTITUIR a lei moral natural. Não haverá mais BEM e MAL: haverá o LEGAL e o ILEGAL. Eu acho devatador o plano. E também acho que está funcionando, e que muito pouca gente percebe isso.
rafael_10#110
Sim, eu concordo com você. Eu só diria que menos do que um plano, é um realidade operante.

O inchaço do estado, a invasão estatal na vida privada, íntima na vida das pessoas por meio das leis, exatamente para abolir a necessidade E a possibilidade de escolhas morais por parte de cada um é um fato consumado.

Aí o sujeito cresce um eterno adolescente, moralmente atrofiado e vem o estado responsabilizar-se por ele em virtude dessa incapacidade induzida por esse mesmo estado e suas leis.
priscila#111
Entendo seu ponto: mas não se trata de proibição. Até onde eu sei NÃO EXISTE proibição legal nenhuma - o que existe é OUTRA COISA, é a idéia, o pressuposto, de que o juiz somente entregue a criança A UM ADOTANTE MORALMENTE IDÔNEO, capaz de integralmente se responsabilizar por todo o complexo que a criação desta criança significa. Não a QUALQUER PESSOA, e sobretudo não a quem FIRA este pressuposto da idoneidade MORAL.

E a prática do homossexualismo - não o "ser homossexual", mas o ser PRATICANTE DO HOMOSSEXUALISMO, veja bem, pois é diferente! - QUEBRA, BLOQUEIA, o pressuposto da idoneidade moral. Ou não, como querem que seja.

Não existe na lei brasileira um artigo que declare que um par de homossexuais esteja impedido de adotar uma criança: existe o consenso MORAL de que praticantes do homossexualismo não devem educar uma criança. É por este motivo que crianças não são entregues a casais homossexuais em adoção, por um pressuposto MORAL.

Consenso este que é o que está sendo posto em julgamento.

Se eu estiver errada, os inúmeros advogados da comunidade me corrijam, por favor! 🙂!
priscila#112
Sim, é lamentável ver esta anulação do arbítrio se consumar.
Eu acho que até já mencionei isto aqui na comunidade.

O Estado-monstro, descrito no "Admirável Mundo Novo". O Big Brother. O grande Controlador.

Um pesadelo, isso tudo.
rafael_10#113
Ah, sim... eu sei que não há tal proibição legal. Inclusive eu no post anterior estava falando mais era de modo genérico mesmo e nao sobre esse caso em particular.

Confesso que não sabia como funcionava o que você explicou agora e tenho que dizer que estamos de pleno acordo:

1)Na sua distinção entre ser homossexual e praticar o homossexualismo;

2)Na existência do consenso moral contra a adoção por homossexuais;

De fato, nada tenho a acrescentar ao que você disse.

Boa noite Priscila, e um abraço

Rafael
orkut_7#114
Um outro ponto é que as leis não têm como objetivo tornar os crimes impossíveis, mas sim puni-los.

Era nisso que eu estava pensando, no caso hiptético de um casal de homossexuais homens vierem a ter sob sua guarda um filho (legítimo de um e de outro não), tirar o pátrio-poder do pai sem um motivo justifícavel e concreto de prejuízo à formação da criança é uma punição injusta e muito acima do "crime" que ele cometeu ou estaria cometendo. No caso concreto da Cassia Eller levei em conta o animus das parceiras em criarem um filho juntas e a tolerância da sociedade com aquela familia homossexual. Será que a falecida concordaria em entregar seu filho à sua familia ou prefereria que a parceira sobrevivente o criasse? Pelo animus de quando viva me parece que não.
orkut_7#115
Quanto a intromissão do Estado nos assuntos concernentes a sociedade ou as familias concordo plenamente com o Rafael, por isso temos que criar senso crítico e denunciar a maior criminoso na maioria dos casos, que é quem nos governa.
carlos#116
Tenho uma amiga solteira que adotou uma criança.

Essa criança é negra e era filho de uma moça débil mental que foi estuprada. Ou seja que futuro ela teria?

Minha amiga é profª universitária e LOIRA. Ela ama seu filho que hj tem 10 anos de idade.

A criança a ama demais. Sabe que foi adotada e sua mãe-adotiva para ela é tudo!

Se essa minha amiga fosse homossexual, acho que ela cuidaria bem do seu filho.

Mais uma vez, peço perdão pelo meu machismo, homossexuais homens não deveriam adotar. Acho uma afronta dois caras criando uma criança e brincando de papai-mamãe.

Mas mulheres... acho que elas tem uma vocação tão natural para criar crianças que ...fico na dúvida.

Acho que, sendo boa cidadã, qualquer mulher pode adotar.
fernando_22#117
"Por tudo isso, repito: sou contra a doção de crianças por casais homossexuais. Desdobramentos e particularidades, casos especiais são isso: casos especiais e devem ser avaliados individualmente, pondo em primeiro lugar o interesse e o desenvolvimento da criança. Mas sou contra a proibição"

Rafael, Priscila e outros

Algumas observações:

Concordo, Rafael, com as suas colocações a respeito da consciência individual e o respeito que se deve ter por ela; de ver a moralidade como algo que deve ser conquistado pelo indíviduo, e não imposto desde fora por uma autoridade estatal qualquer na forma de um código (penso no código penal, p. ex.).
Pondero, no entanto, que, infelizmente, alguma moral deve ser codificada pelo legislador e imposta à força sobre todos os membros da sociedade (não digo que essa codificação seja jurídica porque, compartilhando da tese do Michel Villey, acredito que o direito não nada que ver com a moral - vejo o código penal como um código moral mesmo, e não jurídico).
O ideal, a situação ótima, seria que todos os dilemas do comportanemto fossem resolvidos pelo indívduo consciente, dotado de humanidade (E. Voegelin), a partir da percepção da realidade; ou, num contexto religioso - e aqui falo como católico -, essas questões do comportamento deveriam ser resolvidas no confessionário (mas aqui também nós não teremos um instância exterior e superior impondo regras à consciência individual?).
O fato, triste é verdade, é que há um elemento inumano em nós, e, além disso, esse elemento é dominante em grande parte das pessoas. Para essas, não há solução: o governo tem que aplicar o código de conduta vigente, sob pena da vida em sociedade tornar-se insuportável.
orkut_7#118
No caso das lésbicas é bom que se diga que o filho era biológico da C Eller. Se um bebê pudesse decidir se preferiria ser criado por dois pais ou duas mães, a resposta seria óbvia...(:
fernando_22#119
Em suma: há, como diz o OdeC, um tensão aqui entre o indivíduo (que, por força de sua consciência, percebe certas coisas que a sociedade não pode perceber) e a autoridade social. Tal vez por questão de temperamento, eu tendo, quase sempre, a apoiar os direitos da sociedade contra o indivíduo: na minha opinião, os direitos da vida social pacífica e harmoniosa, sem grandes escândalos, valem mais, em regra, do que os do indivíduo.

No mais, eu acredito que vcs estão subestimando a gravidade da questão. Volto a insistir no ponto: discutir a adoção gay é discutir a família, a constituição da família. Essa é justamente uma daquelas questões onde, acredito, não pode haver dissenso, ou onde a consciência individual, salvo raríssimas exceções, não possui direito algum. Estamos tratando justamente da família, da base da sociedade, algo que, pela sua própria natureza, coloca em risco a própria existência dessa última.
Aqui, no meu ponto de vista, a imposição de um código de conduta mínimo, ainda que por um autoridade estatal, apresenta-se como um mal necessário ou como o menor dos males.
orkut_7#120
Mais uma vez, peço perdão pelo meu machismo, homossexuais homens não deveriam adotar. Acho uma afronta dois caras criando uma criança e brincando de papai-mamãe.

O que você pensa muitos conservadores pensam o mesmo, o problema continua o mesmo que você explicou tendo OdeC como referência, somos reféns da consciência alheia ou coletiva, o próprio conservadorismo pode se tornar ideológico se mal interpretado ou radicalizado. Muito boas as intervenções do Rafael.
orkut_7#121
Essa sua passagem era a mais apropriada a meu post:

"Mas mulheres... acho que elas tem uma vocação tão natural para criar crianças que ...fico na dúvida."

Some-se a isso minhas justificativas lá atrás, não justifica abrir exceção para adoção de crianças por mulheres lésbicas, mas temos que levar em conta e admitir que não é mesma coisa que um bebê ser adotado por dois homens homossexuais. Não é machismo é uma leitura correta da realidade do "mundo" gay e as diferenças entre sexo masculino e feminino, mesmo nesse universo.
carlos#122
uma mulher solteira apresenta-se à autoridade judicial e pede para adotar uma criança.

Normalmente o juíz concede.

Se ela for lésbica, será dificil a identificação.

Diferente se um cara se apresenta para adotar. O juíz será muito mais severo para identificar se o figura é homossexual.

Caso eu esteja equivocado, por favor corrijam.
priscila#123
Obrigada, Orquidea. 🙂.
andrea#124
Acredito que hajam homossexuais com boa intençao em adotar crianças ,mas existem outras coisas co-relacionadas ,por ex. o filho de um casal gay acho que nao poderia ser batizado porq tem que haver a mae e o pai e sem o batismo tambem nao haveriam outros sacramentos comunhao,crisma,casamento etc. o que seria negar a criança uma vida cristã com grandes consequencias para a sua alma.A criança precisa da figura do pai e da mae ,isso nao é invençao isso é a natureza.A relaçao sexual se da dentro do matrimonio (esta explicitamente no Evangelho), as pessoas com tendencias homossexuais sao chamadas ao celibato assim como os nao casados ,mas nao é uma imposiçao e sim uma escolha,cada um respondendo perante Deus a vida que levou.O Aborto nada mais é que uma execuçao sem julgamento,baseada em motivos sociais ou puramente egoistas.

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