ROMA - O papa Bento XVI divulgou nesta terça-feira, 7, sua terceira encíclica - o documento religioso mais importante escrito por um pontífice - no qual afirma que a economia não elimina o papel do Estado. De forte conteúdo social, o texto "Caritas in veritate (Caridade na verdade)" argumenta que a economia precisa de ética e que o mercado "não é o lugar de atropelo do forte sobre o fraco".
"As finanças, após seu mau uso, que prejudicou a economia real", retornem a ser um instrumento orientado ao desenvolvimento", diz o papa.
Bento XVI defendeu ainda pede uma urgente reforma da ONU. "Urge a presença de uma verdadeira autoridade política mundial que se atenha de maneira coerente aos princípios de subsídio e de solidariedade", escreveu.
O pontífice também trata o tema do meio ambiente e afirma que as sociedades tecnologicamente avançadas "podem e devem diminuir" suas próprias necessidades energéticas e devem avançar na pesquisa sobre energias alternativas.
O novo documento do papa retoma os temas sociais contidos nas encíclicas "Populorum progressio" (1967), escrita por Paulo VI, e "Sollicitudo rei socialis" (1988), sobre a mesma temática, escrita por João Paulo II.
A encíclica - carta solene dirigida pelo papa aos bispos e fiéis católicos do mundo - foi assinada pelo Pontífice em 29 de junho, festividade de São Pedro e São Paulo, é dividida em seis partes e consta de 136 páginas.
As seis partes do texto são "A mensagem da Populorum progressio", "Desenvolvimento humano em nosso tempo", "Fraternidade, desenvolvimento econômico e sociedade civil", "Desenvolvimento dos povos, direitos, deveres e ambiente", "A colaboração da família humana" e "Desenvolvimento dos povos e da técnica".
A encíclica foi apresentada pelos cardeais Renato Raffaele Martino, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, e Paul Josef Cordes, presidente do Conselho Pontifício "Cor Unum" - encarregado de distribuir a caridade do papa -, pelo arcebispo Giampaolo Crepaldi, secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz, e pelo economista Stefano Zamagni, da Universidade de Bolonha.
Parece qu não há menção à Teologia da Libertação. Não sei se foi mencionada nas encíclicas anteriores. Peço aos amigos que conhecem do assunto qu comentem sobre essa nova encíclica.
Não entendo do assunto, mas sei ler um texto, e posso dizer que fico aliviado em saber que o Papa não "pediu uma nova autoridade mundial", mas exigiu a REFORMA da ONU, que ele chama de "autoridade mundial". Não se trata, portanto, de requisitar mais poder para a NOM, e sim de, reconhecendo o poder que a ONU já possui, pedir que ela se modifique para usar melhor esse poder.
A proteção ao meio-ambiente não é um mau valor, a não ser quando usada para embasar discursos corruptos. O meio-ambiente é importante e o homem deve saber lidar com ele de modo equilibrado. Só não podemos valorizá-lo mais que a nós mesmos; mas não é isso o que o Papa está pedindo.
No mais, eu só gostaria que nosso Sumo Pontífice se voltasse para questões mais importantes, porque esses clamores, embora justos, desviam dos problemas maiores do momento.
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Se o Olavo fala que os brasileiros são todos burros, inertes e subjugados ao comunismo comandado pela KGB. Por que diabos o PAPA não fala "uma linha" sobre o comunismo???? Tem muita coisa pra falar não é???
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Acho que o Olavo deveria prestar consultoria pro PAPA, não é???
67. Perante o crescimento incessante da interdependência mundial, sente-se imenso — mesmo no meio de uma recessão igualmente mundial — a urgência de uma reforma quer da Organização das Nações Unidas quer da arquitectura económica e financeira internacional, para que seja possível uma real concretização do conceito de família de nações. De igual modo sente-se a urgência de encontrar formas inovadoras para actuar o princípio da responsabilidade de proteger [146] e para atribuir também às nações mais pobres uma voz eficaz nas decisões comuns. Isto revela-se necessário precisamente no âmbito de um ordenamento político, jurídico e económico que incremente e guie a colaboração internacional para o desenvolvimento solidário de todos os povos.
Para o governo da economia mundial, para sanar as economias atingidas pela crise de modo a prevenir o agravamento da mesma e em consequência maiores desequilíbrios, para realizar um oportuno e integral desarmamento, a segurança alimentar e a paz, para garantir a salvaguarda do ambiente e para regulamentar os fluxos migratórios urge a presença de uma verdadeira Autoridade política mundial, delineada já pelo meu predecessor, o Beato João XXIII.
A referida Autoridade deverá regular-se pelo direito, ater-se coerentemente aos princípios de subsidiariedade e solidariedade, estar orientada para a consecução do bem comum[147], comprometer-se na realização de um autêntico desenvolvimento humano integral inspirado nos valores da caridade na verdade. Além disso, uma tal Autoridade deverá ser reconhecida por todos, gozar de poder efectivo para garantir a cada um a segurança, a observância da justiça, o respeito dos direitos[148].
... do tempo em que a autoridade mundial era Cristo...
E de que os princípios não eram solidariedade de nada, direito de nada, mas Cristo, Jesus Cristo, a lei de Cristo...Nosso Senhor, divino mestre, Jesus Cristo.
Isso parece o Leonardo Boff falando.. não um pontífice..quanto mais o sumo pontífice...
Concordo com Miguel.
Esta linguagem é q não está me cheirando nada bem.
Uma pena...
Desenhando: Fala-se por aí muito em "amor"...há vários tipos de amor! Pescaram?
Esta linguagem é q não está me cheirando nada bem.
Ao que me parece a Igreja esta empenhada em se conseguir uma unidade, acontece que a unidade desejada pela Igreja não é possivel se atingir através da aceitação da verdade, assim escrevem seus textos em linguagem dupla de forma a agradar a gregos e troianos. E assim a Igreja mantem uma falsa unidade, não mais baseada na fé em cristo e na verdade, mas sim baseada em vistas grossas e linguagem dubia .
Pq primeiro eles precisariam entender o que o Papa esta falando... Ninguém até agora relacionou a introdução da Enciclica com as partes que se julga "esquerdista" ou "com apelo a NOM".
Some in the media are calling it just a statement about "economic justice." But Pope Benedict XVI's "Charity in Truth" statement, also known as an encyclical, is a radical document that puts the Roman Catholic Church firmly on the side of an emerging world government.
In explicit and direct language, the Pope calls for a "true world political authority" to manage the affairs of the world. At the same time, however, the Pope also warns that such an international order could "produce a dangerous universal power of a tyrannical nature" and must be guarded against somehow.
The New York Times got it right this time, noting the Pope's call for a world political authority amounted to endorsement of a New World Economic Order, a long-time goal of the old Soviet-sponsored international communist movement. http://bloomberg.com/ highlighted the Pope's call for a new world order with "teeth."
"O Olavo é um sujeito tão honesto, mas tão honesto, que se limita a acatar humildemente as decisões do Papa, pena que seus ouvintes não conseguem aprender nada com ele."
O Olavo ja disse várias vezes que o Papa é um homem que está sujeito a erros e nesse caso tenho certeza que o Olavo vai recriminar essa encíclica que por mais que não queiram enxergar, é uma encíclica que promove a Nova Ordem Mundial.
"Perante o crescimento incessante da interdependência mundial, sente-se imenso — mesmo no meio de uma recessão igualmente mundial — a urgência de uma reforma quer da Organização das Nações Unidas quer da arquitectura económica e financeira internacional, para que seja possível uma real concretização do conceito de família de nações. De igual modo sente-se a urgência de encontrar formas inovadoras para actuar o princípio da responsabilidade de proteger[146] e para atribuir também às nações mais pobres uma voz eficaz nas decisões comuns. Isto revela-se necessário precisamente no âmbito de um ordenamento político, jurídico e económico que incremente e guie a colaboração internacional para o desenvolvimento solidário de todos os povos. Para o governo da economia mundial, para sanar as economias atingidas pela crise de modo a prevenir o agravamento da mesma e em consequência maiores desequilíbrios, para realizar um oportuno e integral desarmamento, a segurança alimentar e a paz, para garantir a salva guarda do ambiente e para regulamentar os fluxos migratórios urge a presença de uma verdadeira Autoridade política mundial, delineada já pelo meu predecessor, o Beato João XXIII. A referida Autoridade deverá regular-se pelo direito, ater-se coerentemente aos princípios de subsidiariedade e solidariedade, estar orientada para a consecução do bem comum[147], comprometer-se na realização de um autêntico desenvolvimento humano integral inspirado nos valores da caridade na verdade. Além disso, uma tal Autoridade deverá ser reconhecida por todos, gozar de poder efectivo para garantir a cada um a segurança, a observância da justiça, o respeito dos direitos[148]. Obviamente, deve gozar da faculdade de fazer com que as partes respeitem as próprias decisões, bem como as medidas coordenadas e adoptadas nos diversos fóruns internacionais. É que, se isso faltasse, o direito internacional, não obstante os grandes progressos[...]"
"[...][147], comprometer-se na realização de um autêntico desenvolvimento humano integral inspirado nos valores da caridade na verdade. Além disso, uma tal Autoridade deverá ser reconhecida por todos, gozar de poder efectivo para garantir a cada um a segurança, a observância da justiça, o respeito dos direitos[148]. Obviamente, deve gozar da faculdade de fazer com que as partes respeitem as próprias decisões, bem como as medidas coordenadas e adoptadas nos diversos fóruns internacionais[...]"
Infelizmente concordo com o artigo de Nivaldo Cordeiro sobre essa encíclica, o qual foi publicado no Mídia sem Máscara. O Papa está engajando a Igreja no projeto do governo mundial. Ele deve imaginar que a Igreja será respeitada, terá seu espaço de poder nesse governo mundial, sem perceber ou mais provavelmente percebendo pouco os riscos autoritários e anti-cristãos desse governo mundial. É duro mas acho muito forçado tentar interpretar as palavras do Papa como não sendo de apoio à Nova Ordem Mundial.
Sei que é um tema delicado para os católicos, é difícil ser católico e discordar do Papa, mas o próprio Nivaldo que é um católico fervoroso se viu obrigado a reconhecer com tristeza o caminho ruim e perigoso que o Papa está seguindo.
Isso é muito lamentável, é como se a Igreja Católica apoiasse um governo comunista acreditando que esse governo terá gratidão pelo seu apoio e vai respeitá-la depois de chegar ao poder...
Vide artigo do Nivaldo: http://www.midiasemmascara.org/index.php?option=com_…ao&Itemid=36
O texto é PRECISO, não há muito como pensar "bem, não é a tal ou qual coisa que o Papa se refere, e sim a outra..." - por exemplo:
"O desenvolvimento integral dos povos e a colaboração internacional exigem que seja instituído um grau superior de ordenamento internacional de tipo subsidiário para o governo da globalização [149] e que se dê finalmente actuação a uma ordem social conforme à ordem moral e àquela ligação entre esfera moral e social, entre política e esfera económica e civil que aparece já perspectivada no Estatuto das Nações Unidas."
Já aparece perspectivada no Estatuto das Nações Unidas?
Well, mas que raio de referência é essa?
Referência tem que ser os Dez Mandamentos, na minha opinião - não o "estatuto das nações unidas"!
Bom, sei lá. Vou ler cuidadosamente os argumentos de vocês.
Eu também concordo com o que o Nivaldo disse, gostaria de estar enganado. Mesmo não sendo católico e tendo várias discordâncias e críticas ao Catolicismo reconheço grandes benefícios para a Civilização trazidos pelo Catolicismo e acredito que ele poderia ajudar a barrar o avanço da esquerda comunista e do governo mundial, mas infelizmente, depois dessa encíclica papal, acho que não vou mais poder contar com isso.
não vi nada de mais na encíclica. Lendo na íntegra, é possível fazer interpretações diferentes.
A planificação a qual ele se refere é explicada no resto da encíclica: trata-se de planificar o desenvolvimento, ou seja, fazer com que todos os países, por meio da caridade, possam desenvolver-se sem as diferenças que vemos hoje.
A tese humanista, pelo que entendi, trata-se de colocar o bem do ser humano em foco, priorizar o bem comum, valorizar mais a vida humana.
A referência a uma autoridade política mundial realmente soou meio estranha, mas lendo mais adiante é possível interpretar que ele refere-se a algo que impeça que o mundo fique submetido apenas ao domínio de algumas nações mais poderosas.
Claro, posso estar totalmente enganada. Seria muito interessante e esclarecedor ouvir o Olavo comentar a encíclica.
Mas realmente confio no Papa Bento. Não creio que ele seja nem um pouco esquerdista.
Afinal, ele menciona diversas vezes durante a encíclica a importância da Rerum Novarum, de Leão XIII, que é justamente a encíclica que contém a base da Doutrina Social da Igreja, na qual o Socialismo é definitivamente condenado.
Além disso, Bento XVI já andou cutucando a esquerdinha quando disse que camisinha não é o melhor modo de previnir a AIDS (e sim a castidade) e quando reafirmou a posição da Igreja de que o homossexualismo é um mal a ser combatido.
Editorial: A nova encíclica do Papa fala contra, e não a favor de, um Governo Mundial e uma Nova Ordem Mundial(do LifeSiteNews)
Jornais, blogs, programas de rádio e de televisão estão repletos de discussões sobre o suposto convite do Papa Bento XVI para uma “Nova Ordem Mundial” ou um “Governo Mundial”. Estas idéias, no entanto, não estão baseadas nem na realidade nem numa leitura clara da última encíclica do Papa, Caritas in Veritate, cuja publicação ontem acendeu a discussão inflamada.
O Papa, na verdade, fala diretamente contra um Governo Mundial e, como deveria ser esperado por aqueles que leram os seus escritos anteriores, convida a uma massiva reforma das Nações Unidas. A confusão parece ter surgido do parágrafo 67 da encíclica, que teve algumas citações escolhidas para apimentar as páginas dos jornais mundo afora, do New York Times àqueles bloggers de teorias da conspiração que vêem o Papa como o Anticristo.
(...)
Entretanto, no parágrafo 41, o Santo Padre diferencia especificamente o seu conceito de uma autoridade política mundial daquele de um Governo Mundial. “Nós devemos”, ele diz, “promover uma autoridade política dispersa”. Ele explica que “a economia integrada do presente não faz com que o papel dos Estados seja redundante; mas, ao invés disso, faz com que os governos precisem de uma maior colaboração mútua. Ambas, sabedoria e prudência, sugerem que não sejamos tão precipitados em declarar o fim do Estado”. (...)
Mais adiante na encíclica (57), ele fala no conceito oposto de um Governo Mundial - subsidiariedade (o princípio da Doutrina Social da Igreja que estabelece que as questões devem ser resolvidas pela menor, mas baixa e menos centralizada autoridade competente) - como sendo essencial. “A fim de não produzir um perigoso poder universal de natureza tirânica, o governo da globalização deve ser marcado pela subsidiariedade”, diz o Papa.
Sim, graças a Deus vejo que não estou só no meu desconforto pessoal: a Encíclica parece ter sido composta pelos caras da SODEPAX e da WCC. E eu definitivamente não gosto da atuação da Pontifícia Comissão para a Justiça e a Paz, a tal PCJP.
Lamento - desta vez lamento por mim inclusive, já que me tornei católica romana - mas leiam:
"É essencial que os países avançados forneçam ajuda - real e prolongada - aos países mais atrasados, para seu desenvolvimento cultural e econômico. De outra forma será impossível conseguir uma coexistência pacífica entre as várias nações e povos dentro de um sistema econômico único, que é tão essencial para o triunfo final do socialismo!"
JOSEPH STALIN, "Marxism and the National Colonial Question"
Como disse antes, não vou me furtar a ler e reler trocentas vezes tudo, todo o texto da Encíclica, para ficar bem certa de que entendi direito.
Quando eu li da primeira vez, e devo dizer que ANTES de saber o que qualquer outra pessoa pensava a respeito, eu não gostei. Não fui influenciada, portanto, por nenhuma opinião.
Me lembrei imediatamente do tal WCC, que é um Concílio Mundial de Igrejas, e que foi um instrumento da URSS desde a década de 60 - e do filhote gerado por ele, a tal SODEPAX, que promove uma "mega-religião" ou um "mega-religiosismo" globalista em paralelo com a NWO.
Entendo o que diz o Olavo - e de novo confesso: a principal tentação - pra mim, com certeza, é essa - é justamente pensar "não quero ter NADA a ver com isso".
A opção que o Olavo sugere como a única aceitável é evidentemente a mais difícil - mas ninguém nunca disse que seria FÁCIL.
Tá certo, Olavo de Carvalho. Mais uma vez, você está certo. Eu concordo.
Eu vou lutar pra vencer a tentação que confessei humildemente que existe.
Essa encíclica ainda vai causar mais e mais reflexões e debates, por mais que notamos a parte que diz:
“promover uma autoridade política dispersa”
Outras partes ainda causarão uma certa “urticária”, nos incomodando ao extremo, quando lemos partes como:
“[...][147], comprometer-se na realização de um autêntico desenvolvimento humano integral inspirado nos valores da caridade na verdade. Além disso, uma tal Autoridade deverá ser reconhecida por todos, gozar de poder efectivo para garantir a cada um a segurança, a observância da justiça, o respeito dos direitos[148]. Obviamente, deve gozar da faculdade de fazer com que as partes respeitem as próprias decisões, bem como as medidas coordenadas e adoptadas nos diversos fóruns internacionais[...]”
O artigo do Olavo é muito bom, no sentido de que não pode virar lutinha de católicos. As premissas do Papa são todas verdadeiras e validíssimas e, se elas levam à conclusão contrária do que diz sua decorrência na encíclica (coisa de que ainda não estou certo), é claro que é nosso dever, como o Olavo disse com feliz oportunismo no fim de seu artigo: "[a] rejeição categórica do diagnóstico econômico e das soluções propostas pelo Papa Bento XVI deve, portanto, vir junto com o apoio mais decidido aos valores gerais que ele proclama."
E o Olavo continua: "a melhor maneira de fazer isto é mostrar que esses valores vão no sentido precisamente oposto ao dos remédios que ele propõe.".
Alguém está fazendo isso aqui? Não. Estão todos de mimimi: "o Papa é a favor do globalismo", "o Papa quer a nova ordem mundial". Pra fazer o que o Olavo pede, e eu acho que é a única coisa sensata a se fazer, é preciso esforço intelectual. É preciso:
1) Ler a encíclica do Papa com atenção (quem já a leu inteira?)
2) Entender a encíclica.
3) Entender as premissas do Papa, e por que elas são verdadeiras.
4) Entender as conclusões do Papa, e como opera o seu argumento.
5) Provar que as conclusões do Papa são erradas.
6) Encontrar o erro do argumento papal, e de onde ele surge.
7) Provar que as conclusões do Papa acirram o problema indicado.
Quem estiver fazendo isso, ganha o meu respeito. Quem não fizer, e continuar enchendo o saco, é um reclamão.
Antes de tudo devemos nos concentrar nas duas primeiras premissas do colega:
1) Ler a encíclica do Papa com atenção (quem já a leu inteira?)
2) Entender a encíclica.
Quanto ao resto, estou com Olavo...
Talvez a melhor resposta venha com o tempo, pois com o "barulho" da mídia, algum pronunciamento deve ser feito pelo Vaticano a respeito do assunto... pelo menos espero....
Não quero demonstrar que tirei uma conclusão com os recortes, mas que estes recortes dizem algo...
A conclusão não tenho, o que tenho é somente a dúvida que todos têm...
Se você está com o Olavo, siga o conselho dele. Prove que as conclusões do Papa contradizem suas premissas. Eu só dei um roadmap de como fazer isso.
Tenha certeza de saber o que é subsidiariedade antes, de repente até dar um pulo no site do Acton Institute ou do CIEEP (acabei de ver que na home page do Acton há um artigo sobre a encíclia. Lê-lo-ei) e de saber pelo menos do que tratam as encíclicas "Rerum Novarum" e "Populorum Progressio".
Segundo o Pe. Sirico, a encíclica não traz uma agenda política mas moral, e reflete um pouco do pensamento econômico de Hayek: http://online.wsj.com/article/SB124718187188120189.html
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Samuel Gregg explica como não dá para ler a encíclica sem entender que o princípio de subsidiariedade sempre terá de agir. Aliás aponta para o fato que o Papa ataca aquele lixo lationamericano chamado "Teoria da dependência": http://blog.acton.org/archives/11152-caritas-in-veri…yclical.html
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Em outro artigo, o mesmo Samuel Gregg aponta para os riscos de a polêmica sobre os pontos econômicos da encíclica ofusquem o seus pontos morais, que são a maior parte dela, e que são urgentes para a sociedade atual: http://blog.acton.org/archives/11145-doing-justice-%…99s-way.html
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