Eu já confessei que virei radical – e depois que encontrei três confirmações muito importantes para uma das minhas idéias, ando folgada, desaforada e audaciosa, ainda por cima. Por exemplo:
No mundo em geral, e sobretudo no Brasiu, siu, siu, a degradação intelectual é TAMANHA, tão SURREAL, que cheguei à conclusão de que não pode ser explicada apenas como o efeito da propaganda, ou da estratégia nos moldes gramscianos. Não é possível que seja só isso. Não me convence. Tem que ter mais alguma coisa.
E me ocorreu que eu JÁ TINHA a resposta: a destruição do paradigma moral, a anulação da consciência – pelo próprio princípio que diz que a inteligência é a integração de dois modelos, um dos quais é a consciência – traz consigo o OBRIGATÓRIO emburrecimento do infeliz que escolheu essa anulação, já que sem uma “perna” a integração não pode se processar. Se a anulação for total, e nem um único lampejo de consciência restar para cintilar de vez em quando, como uma lâmpada em curto, o sujeito se transforma, de fato, numa besta quadrada, ou numa “porta de burro”, como diziam meus tios e tias.
A estupidez é TAMANHA, que chega a provocar uma sensação de irrealidade – um “não é possível que isto esteja acontecendo”, frase que expressa a dificuldade em ajustar a percepção atual da realidade com a percepção da realidade antes habitualmente experimentada (e que por isso originou uma “idéia” a respeito dela), e que está sendo virada de cabeça para baixo – o que permite outra frase, extensão da anterior: “Eu não tinha IDÉIA de que as pessoas eram tão imbecis”. Na verdade não “eram”- mas FICARAM. A frase certa então seria “eu não tinha idéia de que as pessoas podiam se tornar tão imbecis”. A frase é rigorosamente certa – realmente não era possível TER esta idéia de que havia uma imbecilidade MACIÇA – simplesmente porque NÃO HAVIA, mesmo. E, se não há a percepção, não pode haver “uma idéia”.
E as pessoas se tornaram imbecis porque se tornaram imorais, perderam o mapa interior da consciência – revertendo o caminho iniciado há milênios. Eu não sei QUANDO chegará o “fim do homem”, e essa não é nem mesmo uma área do meu interesse: mas subitamente eu penso ter entendido QUAL É o processo que levará a esse fim, em QUÊ exatamente ele consiste. A estupidez é um sintoma, a imoralidade é um fator de transmissão, e o fim da consciência é a causa!
Trata-se portanto de um diagnóstico – um diagnóstico é a identificação de um processo – que traz um espanto dentro dele: Então é ASSIM que o homem vai se extinguir!
Pra falar apenas dos sintomas - como é que PODE, francamente, que praticamente NINGUÉM, até hoje, consiga ENTENDER a ação articulada do FSP! Eu já não falo de há dez anos atrás, ou mesmo cinco, quando não era tão evidente - mas HOJE, meu Deus, é absolutamente ÓBVIO, cristalino, até OFUSCANTEMENTE CLARO!
E no entanto eu menciono essa articulação e recebo um "naaahhh... isso é besteira", como resposta - em 99% das vezes!
O que era considerado antes "evidência", mesmo o que era considerado "prova"- deixou de existir: substituído por... não sei, substituído por coisa nenhuma. Sumiu o conceito, simplesmente. Não tem mais isso - não tem mais evidência e não tem mais prova. Naturalmente, concomitantemente somem os conceitos de "ciência"e de "lei" - que, embora diversos, se fundamentam ambos na idéia de "evidência" e de "prova".
Aquilo que liquidou com a ciência - sim, ela está LIQUIDADA, simplesmente liquidada. Os camaradas daquele video ótimo que foi postado aqui são os paladinos de uma causa perdida, não tenho dúvida nenhuma disso, como NÓS também somos, da mesma - é parte da mesma teia que liquidou com o senso moral, com o sentido de honra e decencia: centrada na anulação da consciência, originada nela, causada por ela.
O processo é RÁPIDO - eu diria que é fulminante - porque imediatamente depois (concomitantemente, na verdade) da anulação da consciência o processo de inteligir fica bloqueado. A pessoa vai "se lembrar"daquilo que "já aprendeu", que vai constar como "sabido"- mas está incapacitada de "entender mais", e inexoravelmente, como o entendimento não vai mais ser realimentado, ela ESQUECERÁ mesmo isso num determinado espaço de tempo. O "sabido"vai sumindo aos poucos. Inexoravelmente, eu afirmo.
Concordo contigo, mas com ressalvas nos "meios" e não nos "fins".
O saber é um valor moral, porque não se aprende sem dedicação, abnegação, disciplina, dentre outras, que são relacionados à parte afetiva da pessoa.
Como é a parte afetiva que conduz à cognição, a falta de valores morais realmente inibe o desempenho escolar.
E, pior ainda, temos um verdadeiro culto ao diploma, e não ao conhecimento.
Então, juntada com a premissa anterior, temos alunos que não gostam, não querem e não estudam, em escolas cuja maioria dos professores não quer ensinar e não liga para que o aluno não aprenda, e que, para poder obter o diploma, valem-se de meios antiéticos, como colas, pagamento de terceiros para trabalhos acadêmicos, etc.
As cosmologias existentes vão ser sufocadas pelo que eu classifico como um bloqueio de interesse, um buraco: o universo começa pronto, e a vida começa pronta. Como não pode haver explicações convincentes que EXCLUAM a Transcendência, deixarão de existir perguntas ou questionamentos a respeito disso. Só haverá perguntas para respostas prontas: a resposta vem ANTES, e é mais importante do que a pergunta.
Na verdade, a necessidade de perguntar está extinta - assim como a fome não é JAMAIS experimentada por uma galinha que foi entulhada brutalmente de ração para propiciar sua utilitarização rápida. A galinha NUNCA "sentiu fome", na granja. Ela foi impedida disso. Ela "não precisou", porque o processo exige isso, que ela "não precise". O mesmo idêntico modelo fará com que os humanos desconscientizados "não precisem" perguntar: porque eles serão entulhados de respostas, tão adequadas quanto a ração cheia de tralha é para as galinhas cujo destino é ser utilitarizadas, da mesma forma que o rebanho humano.
Os pitagóricos ensinavam há 25 séculos que as virtudes do homem têm uma graduação e uma hierarquia, e que não se pode atingir um patamar superior sem passar antes pelos estágios mais básicos. O que é mais alto se apóia nos estratos inferiores.
A divisão das virtudes era em três partes: as morais, as intelectuais e as espirituais, cada uma correspondendo a uma função da inteligência: presidir as ações (inteligência prática), formar conceitos e interpretar a realidade (inteligência teórica ou especulativa), e finalmente, compreender os princípios metafísicos (e aí estamos no ápice do intelecto, naquilo que Aristóteles chamava de nous). O mais extraordinário é que esta divisão serve de modelo para estudar as civilizações, seguindo a velha tradição grega de ver na civilização a natureza humana estendida. Temos os princípios religiosos de uma civilização, sua cultura e finalmente sua organização social, descendo na hierarquia.
Esse trololó todo serve para comentar o diagnóstico da Priscila. O Ocidente está despencando furiosamente pela simples razão de ter divorciado os três elementos cnstituintes de sua integridade. Primeiro o espírito foi recusado, no fim da Idade Média; mais tarde, a "classe intelectual" começa a se perder de suas tradições religiosas e vira uma salada de ocultistas e cortesãos metidos a besta, no Barroco; entrando pelo século XVIII e XIX, começam a aparecer moralistas, dispostos a substituir a ordem sagrada por um estéril imperativo humano. Foi exatamente esta ênfase doentia na moralidade, separada de suas raízes, que criou a bagunça em que estamos.
Não é possível sustentar a moralidade sem encará-la como uma introdução à vida espiritual (e, por acréscimo, também uma introdução à vida intelectual). É claro que quem tentar fazer isso (e, alas, nós ocidentais tentamos) vai terminar desmoralizado e... imbecil.
Posso estar engando, mas o emburrecimento generalizado, e por consequência a loucura generalizada do mundo, tem a genealogia que eu mostrei nesse post.
O rendimento escolar, amigo, é apenas um pedacinho de um processo de cognição. Não está sendo impedido porque o aluno é preguiçoso, apenas - está sendo alterado para virar uma "outra coisa". O que é ensinado se alterou. Não faz nem diferença se o aluno aprende ou não, antes não aprenda! Eu acho que ninguém tinha que pisar em escola nenhuma, atualmente, palavra de honra. É IMPOSSÍVEL aprender lá: aquilo NÃO É MAIS "aprender", não no sentido que já foi, não no sentido que eu dou ao termo.
"Aprender", "ensinar"- não é MAIS FEITO PELO SISTEMA! O que eu estou abordando é ISSO, não tem absolutamente nada a ver com o rendimento escolar de ninguém. O aluno com rendimento máximo não aprendeu NADA, aprendeu tudo errado, ou, num entendimento quantitativo puro, aprendeu a mesma coisa que o com rendimento mínimo!
Tem que aprender em outros lugares, com os mestres que ainda restam - para quem tiver a felicidade de conhecer algum! Senão é sozinho, mesmo, completamente SÓ!
Vocês já devem ter reparado que, no mundo cristão, JAMAIS houve a imposição de uma ordem social única, como acontece entre os muçulmanos, hindus, budistas e... bem, entre TODAS as outras grandes religiões. Por que será?
Tenho uma proposta para responder a isso, segundo o que aprendi com o Olavo, seu filho Luiz Gonzaga e os autores jesuítas que ando lendo. Me parece que é pelo fato de o cristianismo se destinar a integrar as ordens sociais que já existem (e mais do que isso, as culturas que já existem) numa escala espiritual superior. Não é estranho que padres jesuítas se dedicassem com tamanha devoção a traduzir a poesia chinesa no séc. XVII? Não é estranho que a conversão dos povos eslavos mantivesse porções tão grandes da cultura deles? E, principalmente: não é esquisita a simpatia dos Padres da Igreja pelo Império Romano?
O que assistimos é uma inversão disso, por parte dos globalistas, maçons e vagabundos do tipo: eles desejam CONFUNDIR as tradições e culturas para derretê-las, e tirar vantagem disso, submetendo todas a uma ordem social brutalmente artificial, inventada por intelectuais de quinta categoria e cheios de furúnculos.
Evidentemente, É DO INTERESSE DELES estupidificar todo mundo. Assim suas vítimas reclamam menos.
Eu entendo o que você diz, Pedro, e quero que você entenda a minha abordagem como apenas mais elementar, mais "pra trás"- ou mais "física", sendo que por "física" eu não quero dizer corpórea, mas sim uma representação deste corpóreo - uma representação que corresponde a uma percepção corpórea, e que certamente se baseia numa.
TODO o mecanismo neural, ou cerebral, do homem não está atuando sozinho, e sua capacidade é restrita, limitada, inerentemente limitada. Trata-se precisamente de um super-computador, ou de um conjunto que atua nos moldes de um super-computador, armazena dados e efetua processos - mas há ALGO, outra coisa, de natureza DIVERSA, que COMANDA o computador. Que ESTÁ LÁ - mas que pode ser ANULADO, ou - sei lá - mandado ficar quieto num canto, sem ação.
O computador funcionando sozinho não é capaz de "inteligir"- não é capaz - e eu afirmo que não é - de executar, por exemplo, a ação chamada TER A IDÉIA DE VER! O computador não realmente VÊ o que está no monitor justamente porque ele não é dotado da "idéia de ver", que é um pré-requisito. Ele não "destrincha"a imagem que está no monitor e não compõe através dela alguma idéia COERENTE, que inclua outras coisas além do que está no monitor. Ele pode usar o "face value" da imagem no monitor até altíssimos limites - mas não mais do que esse face-value.
Ele não é capaz de TER IDÉIAS, mesmo erradas, é o que eu quero dizer - sendo que "idéia" deve ser entendido como uma representação imaginária que corresponde a uma percepção, e que não é APENAS a percepção, é MAIS. Trata-se de uma capacidade NÃO INERENTE ao computador, qualquer que seja seu tamanho, ou seja - inexistente mesmo que se trate de um computador cuja capacidade tenda a ser infinita.
Caramba, mas como eu explico MAL o que entendo BEM! 😄!
Isso é fruto unicamente da manipulação do poder ou também de um ‘obscurecimento das consciências’, utilizando uma expressão de Bento XVI?
"Mons. Michel Schooyans:
Bento XVI tem motivos dos mais sólidos para insistir no papel e na nobreza da razão. Tudo o que acabamos de discutir são problemas de antropologia e de moral natural. Note-se que a defesa do ser humano não é um privilégio da Igreja; faz parte do patrimônio das grandes tradições morais da humanidade. A necessidade de defender o homem, de reconhecer a dignidade do homem é uma coisa à qual a gente tem acesso através do uso correto da razão. Infelizmente estamos assistindo a uma espécie de perversão da própria razão. A razão é utilizada para ser levada a certas armadilhas dela mesma. O homem é capaz de ser manipulado; é capaz de ser dominado. Em português há uma expressão muito bonita, ao que parece usada no candomblé, para dizer isso: a gente pode ‘fazer a cabeça’ de alguém. É exatamente isso. A razão de um indivíduo ou de um povo pode ser desconectada. E você pode encher a cabeça de alguém com idéias completamente malucas. É o caso do aborto e da eutanásia."
Então, Pedro, o que eu digo não contradiz o que você explicou - ao coontrário, fundamenta - de um outro ângulo, digamos.
Uma mesma percepção (corpórea, que a gente tem normalmente) pode gerar não apenas UMA, mas várias idéias - e cada uma delas pode ter também uma ou mais de uma representações. Mas o que é importante dizer é que o FIO que une cada representação com cada idéia e com cada percepção tem que EXISTIR, ser verdadeiro - e, se eventualmente NÃO FOR verdadeiro, isso também tem que ser entendido. O conjunto de representações, de idéias e de percepções, portanto, tem que ser COERENTE.
É desejável que seja amplo - mas NÃO desobedecendo à premissa anterior, de que exista um elo de coerência ligando cada uma dessas "entidades". Não pode ser "amplo"e falso, ou incoerente. É melhor que eu perceba um ovo como um treco com um determinado formato com uma gosma meio transparente e uma bolota amarela dentro e estamos conversados do que eu perceber o mesmo ovo como alguma coisa que ele não é, "além disso" - quero dizer que é melhor uma percepção pequenininha que gere uma idéia simplesinha do que uma estendida num sentido falso. O que não significa que não seja desejável estender percepções em uma série de idéias e cada uma delas numa série de representações, é claro - mas apenas que é obrigatório que sejam verdadeiras ou coerentes.
A ciência se perdeu por isso, por quebrar a obrigatoriedade dessa coerência.
A questão é cabeluda e pode ser vista, como tudo na realidade, pelos mais diversos ângulos.
A Priscila trata de um fenômeno mais recente, lidando com os sintomas já tardios de um histórico "descolamento" hierárquico que o Pedro bem explicita.
O problema pode ser explicado não só pela gênese social e cultural, mas também pela gênese eidética, vamos assim dizer, e incluirei aqui algumas breves observações sobre este assunto.
Fundamentalmente, o homem moderno padece de uma profunda pneumopatologia, ou doença do espírito, no sentido voegeliano. Que doença é esta? A racionalização. O mundo deixou de ser para o homem moderno uma absoluta massa de coisas distintas no meio de um infinito de coisas indistintas e misteriosas. O mundo repartiu-se primeiro em dois, o racional e o "irracional", e depois foi tolhido de toda a sua propriedade essencial, de toda a matéria bruta contida no intuitivo, no evidente, no "irracional", n'uma clara inversão gnoseológica que fez a razão preceder aquilo do qual ela mesma sempre se serviu.
O que a decadência espiritual traz ao homem nada mais é do que a razão como obstáculo à passagem de luz entre a inteligência e o absoluto, a esseidade, a existência per se. Isso faz com que o homem necessite carregar uma pedra muito mais pesada para chegar à transcendência, para atingir o seu fim como ser moral e volitivo.
E pior; corre o risco desta pedra o levar morro abaixo, para cada vez mais longe, cada vez mais fundo (alguns vão tão fundo ao ponto de nada mais enxergar lá no topo - são os niilistas).
A razão não pode jamais negar a intuição. Ora, a primeira intuição que temos é a de que "há algo", por exemplo. A razão é uma faculdade operativa, logo precisa ela de matéria bruta para trabalhar, e de onde tiramos esse substrato senão da intuição?
Penso, desta forma, que o problema também tem este aspecto puramente pneumopatológico. Qual será o aspecto precedente a todos os outros? Estudemos.
Quando um imbecil propõe o evolucionismo como uma "idéia científica" vinda de determinadas percepções, e estende isso tudo num sentido que não tem ligação de coerência estabelecida com a percepção inicial, ele esculhamba evidentemente TUDO, inclusive e sobretudo o entendimento de que essa obrigatoriedade TEM QUE EXISTIR.
E se ele ainda por cima OBRIGA a que se aceite o conjunto de idéias e representações como "verdadeiro"sem respeitar o elo de coerência, ele está IMPONDO a anulação de um paradigma cognitivo correto, para botar em seu lugar um OUTRO paradigma, no qual não "precisa"haver essa relação de coerência.
Da mesma maneira aconteceu em relação à moral - ao entendimento de Bem e Mal - no qual o estabelecimento de idéias e representações, mesmo que múltiplas, TÊM obrigatoriamente que ter um ELO de ligação com a percepção inicial de Bem e de Mal! Como eu disse, UMA percepção pode gerar DIVERSAS idéias e CADA idéia pode gerar diversas representações: mas TODAS têm que ter uma ligação de coerência, uma ligação VERDADEIRA, com a percepção inicial.
O que acontece é que as coisas estão sendo impostas de trás para a frente, invertidas : a REPRESENTAÇÃO é que manda, e a partir dela se constrói uma idéia e se a tudo isso corresponder uma percepção FALSA, dane-se a percepção: ela será IMPOSTA como verdadeira, e o emburrecido ACEITA!!!! 😄! Mesmo que "não case"com o que obviamente ele TERIA que perceber, o AMAZING é que ele VAI calar a consciência, e VAI aceitar a tralha BURRA, e vai, portanto, se IMBECILIZAR! Ele PRECISA calar a consciência, porque se ele NÃO calar a consciência ele tem que dizer que aquilo tudo está errado e é falso.
Eu vejo esse humano genérico HESITANDO um split second - e depois escolhendo entre anular a consciência, como quem apaga uma luz - ou deixá-la acesa e seguir em frente. O split second, a hesitação - metáfora da escolha - pode ser fatal, ou resgatador.
Não, Laharl, os macacos não são religiosos porque não tem noção de religiosidade. Eles não fazem idéia alguma de onde vem esse tal "insight" a que você se refere. Ele simplesmente vem e pronto.
Assim como o homem "racionalista" moderno não tem noção de onde vêm os princípios sobre os quais ele baseia o seu maravilhoso e divino "poder da razão".
Interessante você levantar a questão dos macacos.
Nunca foi tão feliz a Priscila ao criar o cognome "orango".
A Bíblia declara:-"O TEMOR do Senhor é o princípio da sabedoria".O Senhor Jesus declara:"Sem MIM nada podeis fazer".
A meu ver, todas as questões apresentadas aqui pela Priscila só podem ser entendidas e explicadas espiritualmente,de modo algum as entenderemos por quisquer outros meios.Vejamos;Nós vivemos numa sociedade que perdeu quase por completo o temor a Deus(Resultado=falta-lhes sabedoria e virtude)
Entendemos pela própria palavra de Deus que por conta dessa rejeição conciente do homem para com o Criador(humanismo,comunismo,ateismo,liberalismo religioso etc)em resposta a tudo isso ele permitiria que o inimigo maior do homem,satanás,o idiotizasse.Creio que as respostas para esse fenômeno só podemos encontrar na Bíblia.
2Co 4:4 - Nos quais o deus deste século(SATANÁS) cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus
E, como ELES NÃO SE IMPORTARAM de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;
Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;
Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães.Rom 1:28,29,30.
Talvez alguém tenha notado que a quebra do elo de coerência entre representação, idéia e percepção é, senão a mesma, uma coisa muito parecida com o que o Olavo chama de "paralaxe cognitiva".
Por caminhos talvez diferentes, uma percepção gêmea se formou, com a sua idéia e a correspondente representação: ou seja, a meu ver trata-se do MESMO fenômeno, como percebido por duas pessoas.
Renan, mas é precisamente o que você chama de "doença da racionalização" que é o exato resultado da anulação do "outro elemento", ou da consciência, como eu batizei.
Como o ënte que opera o computador"SAIU, foi mandado embora, o computador está funcionando SOZINHO,e o computador entra aqui como representação do paradigma racional, que usado em conjunto com o outro produz um treco chamado "inteligência"- mas que sozinho só é capaz de um tipo de atuação, que é exatamente a RACIONALIZAÇÃO!
Ou seja, também aqui trata-se de uma mesma coisa, percebida por duas pessoas, com as idéias e representações correspondentes.
Sim, Tiago - eis onde entra a certeza de que "o ente que opera o computador", a "segunda metade atuante no conjunto intelectual humano", ou a CONSCIÊNCIA HUMANA - É a ligação do homem com seu Criador Transcendente, É o que a expressão "FILHOS DE DEUS" significa, É o que a expressão "imagem e semelhança" também significa, É a Aliança entre Deus e os homens, É o que Jesus QUIS EXPLICAR por cada ato ou palavra Sua, e É o que esta vinda do Transcendente para viver entre nós representa - tudo isto com uma clareza tão evidente, e TÃO LUMINOSA, que eu me pego às vezes boquiaberta de como pode não ser entendida.
Como eu falei: a visão de vocês é extremamente simplista.
o Axioma "Toda a sabedoria provém do Criador" podia ser moda na Idade Média, mas hoje em dia chega a ser insulto aos benefícios provenientes da ciência.
Mesmo você não acredita nisto, pois, se as pressuposições de vocês fossem aceitas por vocês mesmos, vocês não frequentariam universidades, bastando a vivência nas Igrejas.
Como eu falei, a percepção do problema de vocês é sensata.
As soluções não.
O problema está na visão hedonista da sociedade moderna.
Saber é cansativo, dá trabalho, e nem sempre provê conforto de qualquer forma.
Então, os valores morais realmente podem ajudar de maneira significativa na cognição.
E o fato de eu ter citado macacos enjaulados só se deveu ao fato de que era conveniente colocar pequenas descobertas "científicas" elaboradas por animais necessariamente não religiosos, para mostrar que a cognição não está associada à espiritualidade.
😄 - Pois é, esse termo - que depois eu mesma banalizei, enfim, brinco com ele (e talvez não devesse) - na verdade é séria, como você que me conhece sabe, Renan.
Foi o mesmo trajeto, eu sentia um "desconforto", um "puzzlement" com relação a determinadas pessoas, e a percepção era só isso mesmo, uma percepção sem nome ainda, sem idéia correspondente. Até que num dado momento, no meio de uma frase, a idéia apareceu: eu estou falando com uma pessoa que não tem consciência, eu estou vendo na minha frente uma pessoa sem alma (uma palavra que também é usada para falar desta consciência), cuja alma está presa em algum "outro"lugar. Não é, de modo algum, a mesma coisa que estar falando com uma pessoa MÁ.
É diferente, e é ATERRADOR - não a pessoa, mas a IDÉIA que a percepção da pessoa - DAQUELA PESSOA - gerou.
Vocês podem não acreditar, mas a palavra "ORANGO" apareceu JUNTO com a idéia, no mesmo segundo, ao mesmo tempo. Como se alguém me entregasse um símbolo, um símbolo PRONTO, que eu não precisei procurar e nem mesmo inventar. Então não sei se fui exatamente eu que inventei essa palavra, sinceramente. Acho que não, acho que ela já existia ANTES.
Laharl, macacos são dotados de razão, precisamente: não apenas macacos, mas muitos outros bichos. Talvez até todos, em graus minúsculos, imperceptíveis para nós. Mas não são dotados do SEGUNDO ELEMENTO, que eu resolvi chamar de consciência porque não achei nenhuma palavra melhor, e preferi não inventar uma nova por uma questão até de senso estético (ou "gosto pessoal", se você preferir) - 😄!
Os cientistas, os que eu conheço e que falam disso, usam "elemento", mesmo. Na verdade não faz tanta diferença, desde que se compreenda do que exatamente eles estão falando, que é DISSO: de que não se trata apenas da razão, a razão sozinha não EXPLICA o pensamento humano. O fato de existirem animais dotados de racionalidade não DESMENTE o que está sendoo dito: ao contrário, CONFIRMA!
Não tente adivinhar, meu caro: ou eu vou aconselhar a tradicional tendinha na esquina de Alfândega com Miguel Couto, movimentadíssima, para que você ganhe um troco usando seus talentos divinatórios para descobrir coisas a respeito dos passantes. Not here. Plis.
A principal diferença entre nós e os macacos é o fato de que os homens desenvolveram a capacidade de linguagem e escrita.
Imagine o que seria da gente se não tivéssemos esta capacidade: Iríamos ter, a cada geração, de redescobrir tudo desde o início.
É fácil de notar que praticamente TODO o conhecimento humano provém de escritos de gerações passadas.
Vocês mesmos passam citando Santo Agostinho e São Tomás de Aquino o tempo todo.
Até mesmo os ensinamentos de Cristo só foram perpetuados por casua da escrita.
Se o homem fosse incapaz de registrar de forma duradoura seus pequenos insights do dia a dia, seríamos iguais aos macacos, que, para abrir a jaula, precisa experimentar todas as ferramentas disponíveis para achar a solução.
Então, minha cara, a característica principal que nos diferencia não é a Consciência, mas a capacidade de comunicação.
Se a consciência é uma forma de comunicação, entre um ser qualquer e o indivíduo, sem haver a capacidade de comunicação, não existiria consciência.
Aliás, reparem que praticamente todos os raciocínios que vocês fazem são obtidos a partir de uma sub-vocalização mental.
Agora, vocês acreditam em que? Que as pessoas, de uma hora para outra (ou assim que foram criadas à imagem e semelhança divina) já se comunicavam perfeitamente?
Ou que a linguística vem sofrendo evoluções no decorrer do tempo?
Se a primeira hipótese é que for aceita, então caímos novamente na questão de "todo o saber vem de Deus", pois qualquer filosofia baseada na premissa de que alguém, em algum lugar, pode tudo, resume-se a justificar qualquer coisa por esta premissa.
Se achar que há evolução na capacidade de transmissão e armazenamento de dados, então a gente pode entender porque o conhecimento, em nível coletivo, vem CRESCENDO, apesar de que, em muitos indivíduos, e notadamente no Brasil, vem diminuindo.
Eu sei que "consciência", Laharl, é usada neste sentido que você diz - mas eu suponho que deixei claro que escolhi o nome para me referir ao segundo "elemento", justamente por razões óbvias - porque é este "elemento"que FACULTA, que GERA, a possibilidade - que o seu macaco, por mais racional, NÃO TEM e nem pode ter - de compreender o que é Bem e o que é Mal. Esta possibilidade É inata, sim senhor. Está embutida em cada um e vem de fábrica.
Você não pode "ensiná-la"a quem não tem a tal da consciência - assim como você não pode ensinar uma cobra a sapatear, porque ela NÃO TEM PÉS - 😄 - eu quis escolher um exemplo de uma "impossibilidade"por razões de ordem INERENTE ao ser, impossibilidades que estão na natureza do ser. Eu tento não usar nunca palavras como "ontológica", não porque não goste delas, mas porque não tenho certeza de que os outros as conhecem - e como demonstração de que não precisam, a rigor, conhecê-las.
Não seja tapado, meu caro! DESDE QUANDO os filósofos gregos fizeram o que fizeram por causa de "informações"? 😄- Então você acha que, se entulhar um computador de dados, ele vai te aparecer com a Filosofia de Aristóteles, ó camarada?
Tá me lembrando aquela boutade que diz que, dados um bilhão de macacos com um bilhão de máquinas de escrever e uma quantidade indeterminada de tempo, acabará saindo dali o conjunto completo das obras de Shakespeare! !
Assim eu vou começar a te usar como exemplo, amigo.
O que você não entende (evito chamá-la de tapada pois considero apenas ofensivo), é que seria necessário ter um Aristóteles a CADA geração se não existisse a perpetuação do conhecimento através da escrita.
"porque é este "elemento"que FACULTA, que GERA, a possibilidade - que o seu macaco, por mais racional, NÃO TEM e nem pode ter - de compreender o que é Bem e o que é Mal."
Acho que não preciso te dizer que várias descobertas da medicina se deram em decorrência de alemães usarem judeus como cobaia na 2ª GM, né?
Então, cognição não necessariamente está relacionada com BEM e MAL, já que duvido que alguém aqui considere ser um "BEM" torturar judeus em experiências...
"Esta possibilidade É inata, sim senhor. Está embutida em cada um e vem de fábrica."
Bem... o que posso dizer é que, se noções de bem e mal são inatos, a melhor forma de se educar alguém seria NÃO EDUCANDO, já que ela já estaria apta desde o nascimento.
Quem pensava assim era Rousseau, e eu tenho plena convicção de que ele estava errado.
Aliás, se Rousseaus estiver certo, e o bem é inato, podem jogar fora todos os livros do Olavo, pois ele é visceralmente contra todo o pensamento da esquerda, que se baseia exatamente nesta premissa.
Ó, só pra brincar de pingue-pongue: se fosse certo que o processamento de daos é "o"processo, duas mentes com aproximadamente o mesmo "quantum"(quantidade, no caso) racional "produziriam SEMPRE, inevitavelmente, uma mesma representação de uma idéia baseada numa percepção. Porque a percepção corpórea é aproximadamente a MESMA, veja você - e a idéia gerada pela percepção VARIA. Eu posso VER a mesma bola que você está VENDO - mas a IDÉIA de bola que eu gero pode não ser a mesma que a sua. EM NÃO SENDO, a REPRESENTAÇÃO da idéia de bola que eu terei é diversa da sua, obviamente - e, embora eu possa ensiná-la a você, isso NÃO SIGNIFICA que, se eu pessoalmente nunca tivesse existido, aquilo que eu ensinei a você existiria SEM MIM.
Uma concepção como a de um filósofo (grego ou qualquer um) - uma Filosofia - é um conjunto complexo que dependeu portanto da EXISTÊNCIA daquele específico Fulano, e não simplesmente das percepções corpóreas - já que elas estavam, como estão, disponíveis para outros. Essas percepções "disponíveis" geram idéias (que geram representações- a Filosofia em si) num caminho perfeitamente característico de quem o filósofo é - e quanto mais COMPLEXA a geração de idéias e de representações, mais tende a um número MENOR a possibilidade de "multiplicação" delas - porque cada vez MAIS o sujeito desta equação - o "filósofo", no caso"- está usando uma integração de paradigmas ÚNICA.
O que você diz é tão ilógico - tão naturalmente contra-intuitivo - quanto supor que, quanto "mais pessoas" tiverem acesso a "mais cores" (ou mais pincéis, ou mais tintas, ou mais telas em branco) maior será a possibilidade de duas (ou vinte, ou duzentas) pessoas pintarem "Aristóteles contemplando o Busto de Homero", e de que de repente "surjam", no mundo, espontaneamente, uma porção de "identidades rembrandticas"! 😄!
It's not like that, meu caro.
Eu JUSTAMENTE estou dizendo que it's not like that.
Não é "o Bem"que é inato, meu caro: é a CAPACIDADE de entender que o Bem existe como ABSOLUTO que é inata. Se você entende o Bem como absoluto, o Mal será o que "não é o Bem", ou o Mal será "a ausência do Bem", ou o Mal será "o contrário do Bem" - veja, de cara são três idéias diferentes, mas que partem de uma MESMA percepção, que é a de que "o Bem existe". ESSA é, exatamente, a capacidade a qual você NASCE TENDO - ao contrário do macaco, que NASCE NÃO TENDO!
E como PRECISAMENTE ela não pode ser adquirida, você pode ensinar ao macaco a fazer um monte de coisas - mas NENHUMA que dependa da capacidade que ele já nasceu não tendo, assim como você pode ensinar uma porção de coisas à cobra que eu mencionei, MENOS as que dependam de "ter pés", porque a coitada já nasceu não os tendo - fazer o quê, cacilda! 😄!
Rousseau, coitado, ouviu cantar alguma coisa que ele achou que era um galo, embora não tivesse lá muita certeza, num lugar que ele também não sabia bem onde era. 😄.
Deixa eu ver se eu me redimo explicando melhor o seguinte: você obviamente confunde percepção com idéia, e idéia com representação. Vou ficar nos meus termos iniciais, pra não fazer mais confusão nessa "navegação".
Uma percepção depende de uma CAPACIDADE de perceber - eu, você, qualquer um, só podemos perceber, evidentemente, aquilo que temos a CAPACIDADE de perceber. Digamos que a maioria das pessoas pode perceber "UMA BOLA". Mas a percepção da bola GERA a idéia de "BOLA"- que não é a mesma coisa que "uma bola", "aquela bola". É uma idéia, que corresponde a uma percepção. A MESMA percepção é capaz de gerar - combinada ou não com outras percepções - OUTRAS idéias - todas ancoradas na MESMA percepção inicial, embora a partir de um certo ponto não seja mais necessário ficar olhando para a bola, ali o tempo todo, é claro. 😄 A idéia já tá bom, é suficiente para gerar outras idéias - sempre ancoradas, etc. Aí é necessário que para cada idéia exista uma "representação"- que é uma maneira de expressar cada uma das ditas cujas idéias que a percepção lá atrás gerou. A mera palavra "BOLA", essa que você está vendo aqui escrita, é isso: é uma representação da idéia de bola. A mais simplinha. Mas eu poderia ter OUTRAS - uma série de equações matemáticas, por exemplo. Eu estaria simplesmente usando uma outra forma de representar "uma idéia fundamentada numa percepção".
Funciona assim! É na verdade muito SIMPLES!
A encrenca advem do fato de que você DEVE SABER que a percepção que tem não é nunca, jamais, "infinita"- dentro do princípio de que só Deus é infinito, e mais nada. Então eu posso legitimamente dizer, porque a minha percepção me permite dizer (pela capacidade que eu nasci tendo), que Deus percebe a bola de uma maneira infinita, enquanto eu percebo a bola de uma maneira finita ou incompleta - outro corolário: só o infinito, portanto só Deus, é COMPLETO. Infinito significa COMPLETO. Finito significa INCOMPLETO.
"Não é "o Bem"que é inato, meu caro: é a CAPACIDADE de entender que o Bem existe como ABSOLUTO que é inata. Se você entende o Bem como absoluto, o Mal será o que "não é o Bem", ou o Mal será "a ausência do Bem", ou o Mal será "o contrário do Bem" - veja, de cara são três idéias diferentes, mas que partem de uma MESMA percepção, que é a de que "o Bem existe". ESSA é, exatamente, a capacidade a qual você NASCE TENDO - ao contrário do macaco, que NASCE NÃO TENDO!"
Suposição sem nenhuma evidência.
Se crianças forem jogadas no mato e sobreviverem sem nenhum contato com outros humanos, agirão de maneira bastante semelhante a macacos.
"A encrenca advem do fato de que você DEVE SABER que a percepção que tem não é nunca, jamais, "infinita"- dentro do princípio de que só Deus é infinito, e mais nada."
Pronto... rodeios e mais rodeios para voltar à mesma premissa que eu citei logo no início: "todo o conhecimento provém de Deus".
Não há como contra-argumentar de forma lógica para derrubar um dogma.
Esta sua pressuposição a fez desenvolver todo um universo, mas que, infelizmente, não é o que nós residimos.
Se todo o conhecimento vem de Deus, e a Igreja é a Instituição que serve de principal canal entre Deus e os Homens, porque foram exatamente os que a contestaram que acabaram com mitos como a Terra Plana e a terra como centro do Universo?
Como poderia Deus enganar o Papa, e iluminar Galileo, Kepler e Copérnico?