Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Libertários (LIBER): Estatuto publicado no DOU

Iniciado por luciana_2 em 20/01/2010 · 118 mensagens · página 2 de 3

luciana_2#51
Vi o texto; continuo dizendo que o erro é confundir liberalismo com libertarianismo ético.

"Não iniciarás a agressão."

Esse é o princípio.
eric_2#52
A melhor resposta para os liber é parar de responder e deixar este topico morrer!!!
luciana_2#53
quem determina é a própria liberdade/propriedade, que é a do outro.

mas nem precisamos ficar rodando nisso.

se o que era necessário é um princípio, a não iniciação da agressão engloba tudo muito bem.
luciana_2#54
Estou aqui aprendendo com o Fernando e outros.

Se você quer que o tópico morra, para que então posta?
felipe_15#55
o termo peca por ser extremamente largo, diluido, sujeito a inúmeras interpretações. Nesse sentido é um perigo. Mas a propriedade não é absoluta, jamais foi e nunca será.

Um exemplo justo de limitação à propriedade: respeitar o zoneamento urbano. Em tese, com a propriedade em caráter absoluto, não se impediria, por exemplo, a instalação de uma indústria química em uma zona residencial. Ora, mesmo o mais libertário há que concordar com isso.
eric_2#56
Seu "partido" só serve como engenheiro social enquanto o marxismo molda culturalmente a nova sociedade que virá.
Vcs simplesmente servem apenas para desestruturar valores e senso comum.

Seus colegas parecem que nunca sequer ouviram falar de Clube Bildenberg e Antonio Gramsci.
Pois vc e seus colegas é o que posso chamar de Idiotas úteis.
Estão tambem a serviço da revolução.
Vcs importaram para o Brasil o que há de mais terrível em Toda a Europa.
À mim não importa discutir suas políticas de mudança de senso comum e sim retirar o véu que vcs tentam colocar sobre as pessoas que leem sobre vcs.
O proprio nome que vcs adotaram para caracterizar o partido é orwelliano pq Dizem ser Libertários + na prática é anarquimo puro, seja la o que vcs tem na cabeça irão demorar uns 100 anos pra mudar muitas coisas e nunca conseguirão mudar o senso comum sobre sentimento de posse!
felipe_15#57
Ou então a obrigação de deixar uma fração do terreno sem construção, para que favoreça o escoamento das águas pluviais.
fernando_22#58
Luciana

Não sei se entendi bem. Não-agressão pressupõe violência; ou seja, o que vc quer dizer é que é proibida a agressão contra a liberdade/propriedade alheia, certo?

Mas esse não é ponto. O ponto é: o que define a minha liberdade/propriedade? Qual o critério que vai estabelecer o limite da minha propriedade/liberdade (já que vc leu o texto do Olavo, vc já percebeu que propriedade/liberdade não podem fundar ordem social nenhuma pq, levadas às últimas consequências, elas se negam a si mesmas)?

A não-agressão não resolve isso; não estou falando de ataques violentos à propriedade alheia, ao satus quo; estou falando de fixar os limites da propriedade/liberdade de cada um. E, como o Olavo mostra, nem propriedade nem liberdade podem fazer isso.
luciana_2#59
Eric, não entendi nada! Qual senso comum sobre sentimento de posse?

- E sobre a propriedade, mais uma vez!!!

"Em tese, com a propriedade em caráter absoluto, não se impediria, por exemplo, a instalação de uma indústria química em uma zona residencial. Ora, mesmo o mais libertário há que concordar com isso."

Vocês estão confundindo libertarianismo com outra coisa, ou leram um pessoal muito ruim de serviço. Se a indústria química adentra na comunidade e suas atividades causam dano à propriedade dos moradores, é claro que existe uma agressão. Existe propriedade dos moradores e existe propriedade da indústria. Se uma causa decréscimo na outra, há dano, e gera obrigação de ressarcimento...
felipe_15#60
Portanto, a propriedade não é absoluta. Já é assim no nosso sistema jurídico. Ou era, pelo menos.
eric_2#61
O libertarianismo é o que sempre foi, um soldado fiel do socialismo/comunismo.
Vc não vai conseguir colocar um véu sobre nossos olhos sobre este tema.
Estudamos o socialismo em todas suas formas.

O Papel do libertarianismo enquanto política é ser um agente da mudança do senso comum.

E vcs estão muito mas muito atrasados pq O PV e o PSDB já praticam suas intenções a olho nu!
Como o Filosofo fala: "mais do mesmo"
luciana_2#62
A critica que o Olavo fez é que liberdade e propriedade não seriam princípios, mas regras de conduta. Okay. Vou assumir isso como certo.

O bom é que não não preciso falar nem em liberdade nem em propriedade para "defender" o libertarianismo ético.

Ele se resume no princípio não iniciação da agressão.
luciana_2#63
Não entendo isso como relativização. É da essência da propriedade.

Relativizar para mim é chegar o Estado na comunidade e dizer: "Essa empresa agora é de B e não de A, pois ele inventou um método não poluente e passará a operá-la para a felicidade de todos."
eduardo_11#64
Me falou que não entendeu o que eu disse.

Repito: Como vc quer tocar esse debate focando somente no direito de propriedade o caso da liberação das drogas?

Não se limita a isso pois o direito de propriedade não é a SUPRA norma que vc pensa.
thiago_7#65
a questão da função social da propriedade é clausula pétea, consta nop artigo quinto, entretanto sobre o que é função social em propriedade rual é uma questão complicada saber se é ou não clausula pétrea.
luciana_2#66
Eduardo e Marco: O libertarianismo não coloca propriedade acima de vida. A vida deve existir para existir propriedade, não? A autopropriedade existe porque existe vida. A norma supra é o respeito a essa vida em sua plenitude, ou seja: a não iniciação da agressão.

Thiago: função social não é cláusula pétrea apenas porque consta no 5, pois ela não é garantista individual. E mesmo se fosse, o fato de estar na Constituição não significa que seja ético.

Michel: Sim, é verdade, há muitas interpretações. Quando dizemos que a propriedade é absoluta, estamos dizendo o seguinte: A tem propriedade e B tem propriedade. A propriedade é um direito absoluto, isso é, não se deve iniciar a agressão a uma propriedade. Se a conduta de A causa dano a propriedade de B, houve violação da propriedade de B, o que enseja sim uma reparação. Eu tenho propriedade de um trecho do rio. Um fulano mais acima tem propriedade de outro trecho. A propriedade é absoluta no sentido de que ele não pode iniciar uma agressão contra minha propriedade, nem eu à dele, em nenhuma hipótese. A iniciação é conduta antijurídica, e, se isso ocorre, dá-se a obrigação de fulano de parar a conduta agressiva e de me ressarcir do dano causado. O fulano então deliberadamente joga dejetos em sua parte do rio. Ele pode fazer isso? Poder até pode. Mas, inevitavelmente, em se tratando de um rio, o ato causará um dano ao meu direito. Ele iniciou uma agressão. E vai ter que parar, e ressarcir. Tudo isso, em teoria geral do direito, é considerado como "relativização" da propriedade. Acontece que não entendemos isso como relativização, mas sim algo intrínseco à propriedade. É da essência do conceito de propriedade a não iniciação da agressão, do contrário, não temos um direito no sentido do termo. A relativização, para nós, é alguém iniciar a agressão, sem que isso seja considerado uma conduta antijurídica, como acontece nos casos .
marcel#67
Congratulações, Luciana!
marcos_14#68
Olhem o que o reponsável pelo Twitter do Partido (,volta e meia em,sejaliber) acha de Olavo de Carvalho
http://www.formspring.me/Libertarios/q/139590687

Risível!!!
douglas_5#69
Gostei dos dois primeiros parágrafos e um pouco do final do último, o resto é ,volta e meia em,%#$.
douglas_5#70
E parabens Luciana, lendo muito Michael Badnarik?
mafiusus#71
Estes Libertários são todos analfas são meras groupies do pior nível. Só prestam pra divertirem a gente.
mafiusus#72
O que o Partido acha do OLAVO DE CARVALHO? by eusouseulider

O partido não tem nenhuma posição institucional.
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Pessoalmente tenho quase certeza que ele é um agente comunista infiltrado na "direita".

A missão dele deve consistir em:

01. Fazer pessoas lutarem contra instituições que ninguém sabe se realmente existem (nos moldes em que ele prega) como o Foro de São Paulo, e assim sair do real foco, que é a luta pela liberdade.

02. Fazer grupos (Gays, por exemplo) aderirem aos movimentos socialistas "por afastamento". Ele faz esses grupos odiarem a direita; e depois a "esquerda" diz que qualquer grupo liberal é da "direita olavista", logo, esses grupos também se afastam do liberalismo.

03. Ser uma caricatura direitista (falar palavrões e dizer ser cristão, por exemplo) para ser motivo de chacota entre os esquerdistas e para o uso das falácias argumentativas(como desqualificar um argumento liberal porque o argumentador, por ser liberal, é da turma do Olavo de Carvalho.)
wellington_4#73
.
Quem é essa cavalgadura? (by Bruno Tolentino)
pedro_9#74
Trecho retirado do link acima:

"01. Fazer pessoas lutarem contra instituições que ninguém sabe se realmente existem (nos moldes em que ele prega) como o Foro de São Paulo, e assim sair do real foco, que é a luta pela liberdade."

Essa pode não ser a alfinetada mais cruel, ou mais imbecil, que alguém inventou contra o Olavo. Mas é tão adolescente, tão "eu sou fodão e você é um merdinha", que chega a doer. Dá vontade de perguntar ao infeliz: como diabos você não percebe que, ao acusar Olavo de Carvalho de lutar contra uma entidade difusa e indefinida, opõe a isso outra luta, dessa vez por uma entidade PORRILHÕES de vezes mais difusa?

O que esse sujeito entende por "liberdade", senão um totem mágico, hermético e inefável? Aliás, o mesmo totem prometido por todos os tiranos, por todos aqueles que guardam no bolsos suas próprias ditaduras. Quem quiser consultar a História, vai verificar que essa conversa só serve para preparar a Revolução. A idéia de que Robespierre chegou ao poder anunciando o Terror e o despotismo, ou que os bolcheviques cativaram o povo oferecendo stalinismo e repressão, é simplesmente um efeito da ignorância histórica. Eles sempre começam libertários, para depois se libertarem.
vicente_3#75
esse sujeito acabou de assumir a condição de força auxiliar do processo revolucionário que cabe aos libertários

chega a dar pena dessa gente, desconhecem até mesmo os inimigos que juram combater
fernando_22#76
Realmente, o libertarianismo é um movimento revolucionário: o que eles fazem senão propor um "mundo melhor é possível"? Só que, ao invés da futura sociedade socialista, eles propõe a futura "sociedade libertária".

E vejam que eles pretendem fazer isso através do Poder: para que constituir um partido político se, ao fim e ao cabo, vc não pretende disputar cargos, ganhá-los e, por fim, acumular poder?

Em suma: a regra do agir deles não é o passado, mas o futuro hipotético a ser alcançado através da ação no presente.

Qual a diferença para o comunismo? Nenhuma, na medida em que, na mentalidade revolucionária, as propostas concretas são irrelevantes e mudam com o passar do tempo.

Até porque, venhamos e convenhamos, a proposta libertária não faz o menor sentido: como o Olavo já mostrou, liberdade/propriedade não são princípios, não pode ser aplicados até as últimas consequências sem gerar um brutal autocontradição. E a tal "não-agressão" também não resolve nada: como é que a não-agressão vai definir os limites da minha liberdade/propriedade? Não tem pé nem cabeça.
gabriel_7#77
O problema é que defendem a vida de um lado, gritando sobre não-interferência e não-agressão, mas, por outro lado, defendem o aborto como "decisão individual". É conversa para boi dormir.

Aliás, lamentável o que a anta twitteira escreveu. Puta que pariu...
gabriel_7#78
Acho muito cômico o fato dos Libertários serem apenas uns moleques que leram alguns livros sobre economia (ou algo da satanista Ayn Rand) e crêem que, já que a relação humana no prisma econômico funciona de forma melhor com pouca regulação, todos os outros âmbitos da coexistência humana devem ser pautados por este caminho.
Não acredito que os membros aqui sejam contrários ao livre-comércio, mas, aplicar idéias econômicas sobre o resto da sociedade usando como desculpa a "defesa da liberdade individual" é piada.

O M. Friedman, que até alguns de vocês libertários criticam por ser mais estatizante do que deveria (acho que o Mises chegou a criticá-lo), apesar de defender uma diminuição radical da interferência do governo na vida geral, usava sempre como argumento o fato de conseguir-se com isso resultados mais positivos (mesmo quando defendia coisas que me parecem absurdas, como a legalização das drogas).

É mais sensato apresentar o argumento de vocês desta forma, desnudando o rei, mostrando que vocês ligam apenas para resultados economicamente positivos.
gabriel_7#79
E, lembrem-se libertários, se é que a legenda consegue se levantar e chegar, quiçá em uma dezena de anos, até o legislativo : Não conseguirão diminuir 0,01% de impostos, mas votarão juntamente com o PSOL, PCdoB, PT e cambada toda indo de encontro com a religiosidade nacional, contra a segurança pública (sendo favoráveis aos lideres do tráfico) e pela degradação da normalidade de conduta. Serão apenas peões na destruição revolucionária.
marcos_14#80
No programa True Outspeak do dia 13.04.2009, Olavo de Carvalho dá uma verdadeira aula de Filosofia Política e aproveita para executar um belíssimo "puxão de orelha" nos "Libertarians".

http://blogtalk.vo.llnwd.net/o23/shows/show_493230.mp3

Se eu fosse do Partido Libertários e escutasse isso, desistia dessas idéias no ato, por legítima coerência e uso da razão.
doutor#81
Se é absurdo vai fazer sucesso
leonardo_15#82
Foi de uma boçalidade abissal a sentença do nosso "libertarian" a respeito do Foro, não apenas pela abstração arbitrária e idealista apontada pelo Pedro, mas pela estrutura mesma na qual o rapaz a constituiu.

"Ora porra!" (all rights reserved), como o protoparlamentar conseguiu sugerir uma relação de exclusão absoluta (ou, ou) entre o combate ao Foro e a luta pela liberdade?Concedamos o seu ponto e esqueçamos, por um momento, o quão aberta se encontra hoje a presença material dessa estrutura autodenominada Foro de S. Paulo. O que isso significaria?

Ora, significaria "tão só" que inexiste uma coordenação efetiva, uma cooperação planejada e um compartilhamento de recursos e "know-how" entre os vários movimentos político-ideológicos de extrema esquerda no continente. Se tal não se dá, continuam a existir os movimentos em si (cuja similitudine de meios e fins seria mera obra do acaso e da simpatia sincera, cuja ascenção em um mesmo período e forma seria apenas o espírito do tempo a se manifestar, e cujos recursos de origem ilegal e internacional se materializariam por mágica com incômoda frequência, mas vá lá!).

Se os movimentos existem e são objetivamente opostos ao que, presume-se, o libertário entende por manifestações do "princípio de liberdade", em especial da liberdade política, combatê-los É lutar pela liberdade, e para tanto indifere combatê-los como frutos de uma orquestração unitária ("O Foro") ou os combater isoladamente (sempre seguindo a premissa do libertário, embora contra os fatos).
luciana_2#83
- Primeiro, ao Fernando: já te disse em um post láaaa atrás, e vc não me respondeu. Nosso princípio não precisa ser liberdade nem propriedade. É a não iniciação da agressão. Segundo a regra de OdeC (que coloca o não matarás naquele texto), trata-se de um princípio, pois "pode ser levado às últimas consequências". Então, o princípio é "não iniciação da agressão.".

- Segundo, ao que falou da Rand. Pouca gente no partido é objetivista. Até porque objetivismo é um tanto quanto autoritário, ditando um código moral egoísta. Você também falou dos libertários economicistas. Bem, esse é apenas um lado. Existem os libertários éticos e os libertários utilitaristas. Só os últimos se baseiam em economia e bem estar. Os primeiros se baseiam no princípio da não iniciação da agressão.

- Terceiro, ao que falou do Aborto. O partido não é pró aborto. O presidente nacional e grande parte da executiva, por exemplo, é contra. Aliás, se considerarmos o feto uma vida, um libertário não poderia defender aborto sem violar o estatuto.

- Quarto, ainda, ao Fernando: se você estivesse em um regime comunista, seria um revolucionário? Lutaria por um mundo melhor possível?

- Quinto, relativo ao formspring. Tem coisas ali que discordo, tem coisas que concordo. Para mim, particularmente, o Olavo foi fundamental. Mas hoje eu o vejo com ressalvas; primeiro porque ao longo de 10 anos, notei uma mudança de postura e discurso. Especialmente nessa questão dos liberais/libertários/etc. E não consigo compreender o porquê. O Olavo conhece bem o Rothbard e ainda assim insiste em não dizer a verdade sobre esse outro rumo libertário que é tomado por ele e outros. Fica apontando os economicistas como se não existissem os éticos. Como se os éticos nunca tivessem denunciado a perversão de certos poderes econômicos, apoiadores de movimentos maquiavélicos. Enfim, é isso.
dorian#84
Esses libertários não passam de moleques sem nehum conhecimento jurídico, dentre outros, e que mal sabem redigir um texto estatutário.
A mim mais parece o Samba do Crioulo Doido.
Nem perco o meu tempo em refutar o malsinado estatuto.
luciana_2#85
fernando: uma hora vc rejeita propriedade e liberdade. Outra hora vc quer que a não iniciação da agressão limite sua propriedade e liberdade... Mas esse seu ultimo argumento é falacioso. A não iniciação da agressão mostra o justo limite de propriedade e liberdade. Não se pode iniciar uma agressão à vida, liberdade e propriedade de outrem.

Qual seria o seu critério, então?

Dorian: com base em que vc diz que somos moleques sem conhecimento jurídico?
dorian#86
"Dorian: com base em que vc diz que somos moleques sem conhecimento jurídico? "

Não vou dar "luz a cego"e nem ajudar gente preguiçosa que não gosta de estudar e sai escrvendo o que lhe vem na cabeça"

A base para chamá-los de analfabetos jurídicos, além de outros adjetivos menos educados, encontra-se no próprio conteúdo do estatuto.
Eu teria vergonha de assinar um palavratório tão primário e ainda de publicá-lo.
Porque?
Leia o estauto e para cada diretriz alí exposta, consulte livros, dicionários... Bom, deveriam ter feito isso antes de publicar essa M.
dorian#87
O Estatuto reflete a BELÍSSIMA formação educacional de seus autores.
marcos_14#88
Essa Luciana ainda não notou o quanto é arrogante e o quanto estudo falta ainda pra ela entender certos "porquês".

Vai aprender a ser humilde, molequinha! Pára de achar que só porque leu meia dúzia de livros pensa que sabe o suficiente! Desiste dessa idéia idiota desse partido! Ele é um erro em ESSÊNCIA.
luciana_2#89
De nova, entretanto, só tenho a cara.

E se sou arrogante? Se você considera arrogância o fato de vir até aqui publicar algo, receber patadas e pouco argumento racional (com algumas exceções), e querer explicar alguns pontos que considero equivocados sobre a teoria libertária, então, sim, sou super arrogante.

Tão arrogante sou que estou a chamar meus opositores todos nesse debate de molequinhos imbecis que leram meia dúzia de livros.
bruno_15#90
O libertarianismo é perfeito no que compete à economia, mas tem seus defeitos quando remodela os direitos civis. O buraco social é mais profundo.

E também não gosto das tendências anarquistas.
eric_2#91
anarquismo puro essa coisa ai
pedro_9#92
O anarcocapitalismo, mesmo desconsiderados os incentivos que oferece ao movimento revolucionário, tem um defeito gravíssimo na sua própria estrutura e nas suas premissas. É um problema existencial muito singelo: a economia libertária, ou um regime anarquista, só daria certo entre anjos. Stuart Mill, um dos parentes do libertarianismo, é bastante enfático ao insistir que sua idéia de democracia pressupõe a maturidade de qualquer homem para dirigir sua própria vida perfeitamente. Isso é lindo, é impressionante, é empolgante -- e é falso. Os ímpetos de desordem, as paixões destrutivas, as sedições e as multidões enlouquecidas SEMPRE tiveram presença importante, e SEMPRE terão de ser contidas. A questão a resolver é quanto à justiça na aplicação de punições por parte de um poder que subordine os indivíduos, e não quanto à necessidade desse poder.
luciana_2#93
Libertarianismo não é para anjos. Quem acredita em anjo é o estatista. O estatista acredita que o governo vai ser assumido por anjos isentos de todo o mal, que conterão as paixões dos humanos.

Não entendo é como ocorreria essa mutação. Como é que o homem pode ser uma besta na sociedade e um santo quando comanda o estado?
marcos_8#94
Sou obrigado a dizer que, para variar, concordo em tudo que o Pedro escreveu (as usual).
Mas sou obrigado a dizer, também, que a moça é bem-educada, articulada e muito bonita.
E escreve bem, também, dei uma olhada no blog. Parabéns.
fernando_22#95
Luciana

- Primeiro, ao Fernando: já te disse em um post láaaa atrás, e vc não me respondeu. Nosso princípio não precisa ser liberdade nem propriedade. É a não iniciação da agressão. Segundo a regra de OdeC (que coloca o não matarás naquele texto), trata-se de um princípio, pois "pode ser levado às últimas consequências". Então, o princípio é "não iniciação da agressão."

Mas, Luciana, vc consegue perceber que a ”não iniciação da agressão” não define o limite de coisa alguma? Como é que nós vamos falar de agressão, ou não-agressão, se nem sequer conseguimos estabelecer o critério que, antes de tudo, vai fixar os limites da liberdade/propriedade de cada um? Em suma: liberdade não serve, propriedade não serve, e, data venia, “não iniciação da agressão” também não serve.

Quarto, ainda, ao Fernando: se você estivesse em um regime comunista, seria um revolucionário? Lutaria por um mundo melhor possível?

Lutar contra o comunismo – ou, também, contra o libertarianismo – não significa que eu tenha uma proposta de sociedade para colocar no lugar deixado vazio. Eu não tenho nenhuma. Eu quero que o comunismo acabe, que o libertarianismo acabe, que o progressismo acabe; e, no lugar deles, eu deixo as pessoas viverem suas vidas em paz. Eu não tenho nenhum modelo de sociedade ideal. Aliás, recomendo vivamente a vc a leitura da República, de Platão. Ali vc vai perceber que todo modelo de sociedade, por mais perfeito que seja, por mais racionalmente correto que seja, vai degenerar, vai decair, vai se auto-destruir e, ao fim e ao cabo, se transformar no seu oposto: o regime ideal da República acabava transformando-se, depois de queda após queda, na pior das tiranias.
fernando_22#96
fernando: uma hora vc rejeita propriedade e liberdade. Outra hora vc quer que a não iniciação da agressão limite sua propriedade e liberdade... Mas esse seu ultimo argumento é falacioso. A não iniciação da agressão mostra o justo limite de propriedade e liberdade. Não se pode iniciar uma agressão à vida, liberdade e propriedade de outrem.
Qual seria o seu critério, então?


Não se pode iniciar uma agressão à vida, liberdade e propriedade de outrem. Certo. Mas voltamos ao ponto: qual o limite da minha vida, da minha liberdade e da minha propriedade? Como vou poder saber se uma interferência, p. ex., na minha liberdade, é uma interferência legítima ou uma agressão? Entende o que eu estou querendo dizer? A Não-agressão não responde isso, ela não diz quais são as fronteiras entres os direitos dos membros da sociedade.
Meu critério? Vc já respondeu sem saber: vc fala do JUSTO limite da propriedade e liberdade. Taí: o único critério, penso, é a Justiça, dar a cada um o que é seu, suum cuique tribuere.
fernando_22#97
aos demais colegas:

a moça está debatendo de forma educada. vamos manter o nível e evitar as ofensas.
eric_2#98
Libertarianismo é o idiota útil a serviço do movimento revolucionário.
Desestabilizará a sociedade e ao mesmo tempo desmontará todos os costumes e moral.
Ele é a materialização dos livros do cárcere.
priscila#99
Luciana,

A questão que você propõe é o EXATO ponto do debate: e pelo visto, há um consenso entre os debatedores, quanto a isso! 😄! A população - que não é composta de anjos - não pode produzir um governo estatal composto de anjos.

Não há divergências quanto a isto, não? Entrega-se então o estabelecimento de uma ordem geral a exatamente qual dos dois "conjuntos" : ao conjunto GRANDE (não composto de anjos) ou ao conjunto PEQUENO (não composto de anjos)? Eu quero dizer que falo de um conjunto pequeno COMO representativo do conjunto grande - não estou falando de tirania, estou falando em governo, apenas.

Eu gostaria de ouvir seus argumentos a favor de que fique tudo entregue ao conjunto grande, assim como os dos que acham que deve haver um conjunto menor. Mas fica desde já entendido que AMBOS OS CONJUNTOS pecam pelo realíssimo fato de que, infelizmente, nenhum dos dois é composto de anjos - se fossem, a questão não existiria, é claro. Seria simplesmente indiferente.
priscila#100
E, depois de debater nesse âmbito tão amplo aí de cima, eu gostaria que fechássemos o foco e fizéssemos o exato oposto, que seria analisar um ítem só, e nos termos mais práticos possíveis. Por exemplo, as drogas. Voê propõe a sua legalização, com o argumento de que seu uso seria um direito individual, desde que o referido uso não ferisse, etc. A legalização,obviamente, IMPLICA em diversas coisas - não haveria motivo nenhum para que as mesmas normas que se aplicam a outras coisas não fossem aplicadas à produção e ao comércio delas. Não seria coerente, por exemplo, impedir a propaganda em relação a seu uso - nos mesmos moldes em que a mesma propaganda é feita com relação a carros, ou geladeiras. Ou a bebidas, for that matter.

Eu vejo, imediatamente, uma hierarquia - uma pedra de craque, fumada uma única vez, tem um potencial viciante quase FULMINANTE (eu acho ótimo estar conversando sobre isso com outra mulher - acho que uma característica da mente feminina é perceber com facilidade uma realidade imediata: digamos que é um talento nosso). Uma dose de bebida alcoólica não tem esta mesma capacidade, não se discute.

Então, embora o alcoolismo seja um monumental problema, não é possível, logicamente, deixar de considerar este IMEDIATO EFEITO que uma outra substância tem e que o álcool não tem. Porque significaria, é claro, "perder o pé" na realidade. Você tem que CONSIDERAR isso, ao PERMITIR/NÃO a legalização de qualquer coisa. Se o efeito é tão DRÁSTICO que o consumo da referida coisa IMEDIATAMENTE configure um "destino", a legalização da sua produção, venda e consumo evidentemente tem que levar isto em conta.

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