Leonardo Boff é cristão? Os albigenses eram cristãos?
'Founding Fathers' sobre o cristianismo
Prezar por um Estado laico não faz o cidadão ser não-cristão e eu não afirmei que Thomas Paine era cristão, aliás, esse eu digo com certeza que não gostava da doutrina cristã, principalmente a anglicana.
E ser não-cristão não é recíproco de anticristão.
marxista, posto que insinua a existência de uma guerra de classes na dinâmica das relações sociais.
Eles pregam uma ideologia que visa semear a discórdia entre os estratos sociais, como forma de desestabilizar essas sociedades e provocar sua ruína, que possibilite a emergência de um tal de novo mundo possível.
Iso para mim é obviamente uma forma de satanismo. Ele não é cristão. Se fosse um homem de Deus estaria tão somente preocupado com a salvação da alma de seus semelhantes.
Eles pregam uma ideologia que visa semear a discórdia entre os estratos sociais, como forma de desestabilizar essas sociedades e provocar sua ruína, que possibilite a emergência de um tal de novo mundo possível.
Iso para mim é obviamente uma forma de satanismo. Ele não é cristão. Se fosse um homem de Deus estaria tão somente preocupado com a salvação da alma de seus semelhantes.
Desculpem desvirtuar o tópico. Estava a trocar impressões com o membro Dorian. Podem prosseguir.
Olavo soube por alto que está havendo essa discussão e recomenda vivamente o livro "The Christian Life and Character - of the Civil Institutions of the United States (American Vision, 2008). São mil páginas de documentos que não deixam margem à dúvida. Ele diz que discutir se cada um dos founding fathers tinha verdadeira fé ou não é tão inócuo quanto discutir se cada um dos cardeais signatários das decisões dos sucessivos concílios eram católicos sinceros ou não. Sabemos que muitos não o foram, mas uma decisão coletiva vale pelo seu conteúdo final e não pelas intenções iniciais de cada um dos signatários.
Benjamin F. Morris
Olá. Não li o livro, mas um amigo leu e disse que o livro realmente prova que as instituições americanas foram moldadas pelo cristianismo (ou pela moral cristã).
Mas a comparação com os concílios é meio defeituosa. Na maioria dos concílios, os líderes eram justamente os mais autênticos representantes do cristianismo (ou seja, os santos). Concordo que não faria diferença se cada cardeal ou padre tinha fé sincera. Mas no caso dos 'founding fathers', há antireligiosos entre os principais deles. E não se trata de questionar a sinceridade da fé de Jefferson (ou Paine, ou Franklin), mas sim que ele simplesmente não era cristão, e ainda era anticristão.
Mas a comparação com os concílios é meio defeituosa. Na maioria dos concílios, os líderes eram justamente os mais autênticos representantes do cristianismo (ou seja, os santos). Concordo que não faria diferença se cada cardeal ou padre tinha fé sincera. Mas no caso dos 'founding fathers', há antireligiosos entre os principais deles. E não se trata de questionar a sinceridade da fé de Jefferson (ou Paine, ou Franklin), mas sim que ele simplesmente não era cristão, e ainda era anticristão.
Como um deísta pode ser antirreligioso, oh céus? É como ser parlamentar e não gostar de política.
Fico feliz com a constatação de que o tópico está sendo uma proveitosa fonte de entendimento. 🙂.
É, na verdade, o objetivo de qualquer debate honesto - que dele venha alguma luz, algum aumento na compreensão do assunto.
Baixemos o livro, amigos - e muito obrigada ao William, que gentilmente disponibilizou o link. Eu nunca consigo achar essas maravilhas na Internet, dependo inteiramente da boa-vontade de pessoas como você, William! Muito obrigada mesmo.
É, na verdade, o objetivo de qualquer debate honesto - que dele venha alguma luz, algum aumento na compreensão do assunto.
Baixemos o livro, amigos - e muito obrigada ao William, que gentilmente disponibilizou o link. Eu nunca consigo achar essas maravilhas na Internet, dependo inteiramente da boa-vontade de pessoas como você, William! Muito obrigada mesmo.
... eu me permitirei fazer um pequenino paralelo com o assunto em questão, já que se trata de um ponto sobre o qual eu já debati INCONTÁVEIS vezes. E que REALMENTE me parece fundamental. Me diga - na sua opinião a obra transcende o autor ou o autor transcende a obra?
Seu argumento, o que fundamenta este tópico, se baseia no fato de que os fundadores de um país não seriam full-proof, coisa que é rebatida com suficiente competência para que você finalmente reconheça que na verdade "não seriam todos", esses não "full-proof" - mas apenas "alguns".
Eu não sou exatamente imbecil, e evidentemente considero lógico que exista um fio de coerência entre o que alguém pensa e o que este alguém inventa, ou "cria", ou funda. Mas a coisa tem, possui, um SENTIDO - um sentido "matemático", um sentido "físico", "vetorial" - a ser observado.
Ou seja, fazendo um paralelinho míseramente lógico: é de se esperar que Raul Castro não seja capaz de, sendo quem é, produzir porra nenhuma que possa ser considerado uma "idéia boa" - mas isto é somehow DIFERENTE de, em encontrando uma IDÉIA BOA e descobrindo que ela veio de Raul Castro - aquele mico dotado de instintos assassinos exacerbados - eu deva por causa disto passar a considerá-la MÁ!
É evidente que com este arrazoado eu me coloco do lado dos que pensam que a IDÉIA é MAIOR do que seu autor ou autores, e que portanto não é relevante para mim como talvez seja para outros a análise "do autor da idéia" - e sim a análise DA IDÉIA.
A não ser como curiosidade, peut-être.
Mas não creio que, MESMO que TODOS os Founding Fathers tivessem sido, de fato, anti-cristãos - esta descoberta teria o condão de MODIFICAR a verdade sobre a referida nação por eles fundada - nação esta que se constitui numa realidade analisável[/bv], esta coisa trambolhuda e concretíssima que não admite muito lero-lero e nem muita conversa-mole. Os EUA simplesmente SÃO O QUE SÃO.
Seu argumento, o que fundamenta este tópico, se baseia no fato de que os fundadores de um país não seriam full-proof, coisa que é rebatida com suficiente competência para que você finalmente reconheça que na verdade "não seriam todos", esses não "full-proof" - mas apenas "alguns".
Eu não sou exatamente imbecil, e evidentemente considero lógico que exista um fio de coerência entre o que alguém pensa e o que este alguém inventa, ou "cria", ou funda. Mas a coisa tem, possui, um SENTIDO - um sentido "matemático", um sentido "físico", "vetorial" - a ser observado.
Ou seja, fazendo um paralelinho míseramente lógico: é de se esperar que Raul Castro não seja capaz de, sendo quem é, produzir porra nenhuma que possa ser considerado uma "idéia boa" - mas isto é somehow DIFERENTE de, em encontrando uma IDÉIA BOA e descobrindo que ela veio de Raul Castro - aquele mico dotado de instintos assassinos exacerbados - eu deva por causa disto passar a considerá-la MÁ!
É evidente que com este arrazoado eu me coloco do lado dos que pensam que a IDÉIA é MAIOR do que seu autor ou autores, e que portanto não é relevante para mim como talvez seja para outros a análise "do autor da idéia" - e sim a análise DA IDÉIA.
A não ser como curiosidade, peut-être.
Mas não creio que, MESMO que TODOS os Founding Fathers tivessem sido, de fato, anti-cristãos - esta descoberta teria o condão de MODIFICAR a verdade sobre a referida nação por eles fundada - nação esta que se constitui numa realidade analisável[/bv], esta coisa trambolhuda e concretíssima que não admite muito lero-lero e nem muita conversa-mole. Os EUA simplesmente SÃO O QUE SÃO.
Uma vez CONSIDERADO o que SÃO e o que DEIXAM de ser, pode-se partir para ver se descobrimos os "porquês" - mas, erremos ou acertemos na análise destes PORQUÊS, isto não vai alterar o que o país É!
Eu não estou desqualificando, by any means, o debate: apenas sou naturalmente avessa a caminhos tortuosos. E talvez você esteja querendo "justificar uma desaprovação" ao comportamento de mais de duzentos milhões de pessoas - a sua, claro - através de uma específica argumentação que recai sobre um Fulano.
For the sake da clareza, atributo indispensável a qualquer debate, me diga uma coisa, então: o que você gostaria de debater é um eventual não-cristianismo dos Founding Fathers ou são os EUA como nação, em última análise? Uma vez respondida esta pergunta, fica zilhões de vezes mais simples debater. Mas a resposta é indispensável, já que eu dependo dela pra saber se esta discussão interessa a mim, pessoalmente. Nada a ver com a comunidade, é claro.
Eu não estou desqualificando, by any means, o debate: apenas sou naturalmente avessa a caminhos tortuosos. E talvez você esteja querendo "justificar uma desaprovação" ao comportamento de mais de duzentos milhões de pessoas - a sua, claro - através de uma específica argumentação que recai sobre um Fulano.
For the sake da clareza, atributo indispensável a qualquer debate, me diga uma coisa, então: o que você gostaria de debater é um eventual não-cristianismo dos Founding Fathers ou são os EUA como nação, em última análise? Uma vez respondida esta pergunta, fica zilhões de vezes mais simples debater. Mas a resposta é indispensável, já que eu dependo dela pra saber se esta discussão interessa a mim, pessoalmente. Nada a ver com a comunidade, é claro.
A curiosidade acadêmica, talvez, penso eu. Mas também segue quem quiser.