Eu modero uma porção de comunidades - algumas simples, outras mais intelectualizadas - e não posso deixar de notar uma coisa: não há menção, aqui, ao julgamento dos monstruosos Nardonis.
Seria compreensível se a comunidade se mantivesse no nível de debates filosóficos elevados: mas o tal do BBB me parece ASSUNTO, já que a cada cinco minutos alguém aparece pra comentar alguma coisa que acontece naquela merda.
E NADA a respeito do referido julgamento?!
WHY? Cês tão fazendo cerimonia, gênero, estilo - ou acham que o BBB é mesmo mais importante?
Eu nao assisto TV a muito tempo, por falta de tempo, falta de vontade e falta de paciencia. Para mim, o julgamento destas duas pessoas, é como o de qualquer outro, a diferenca é que a miRdia está em cima. A questao que nao se coloca, é que a pobre criança foi fruto de uma relacao extra-conjugal. Se ela fosse fruto do casamento entre duas pessoas, creio que seria muito difícil isto ter acontecido com a criança. A miRdia acaba com a família, e depois enche de pedra os que os segue e levam uma vida sem respeito e honra.
De resto, que todo mundo vá FUNDO - se eu achar que foi ruim, eu aviso e até peço por favor que a pessoa mude - a nào ser em casos extremos, nos quais a essência (os dez mandamentos, claro) foi violada. Eu não expulsarei ninguém por algo que não fira os benditos dez mandamentos, caraca: já estou achando até extenso demais usá-los pra isto - bom, enfim, também POR QUE NÃO?
Se o português for decente, eu agradeço: mas também não vou expulsar quem escrever tudo errado. Eu só quero que o nível seja bom, até por causa dos membros, mesmo. Como esforço, disciplina, senso estético.
O perfil da comunidade já a define convenientemente. Palavra de honra, não faça cerimonia. Eu confio na comunidade, realmente. Em cada um de vocês. Sou horrível pra listas... 🙂.
O DIES IRAE do rito tridentino, e eliminado pelo Concílio Vaticano II.
Bom, talvez não exatamente "eliminado", dirão: mas "atenuado" até o ponto da desfiguração.
Eu sou pela legitimação da IRA SAGRADA. Quem ama o Bem obrigatoriamente abomina o Mal.
Mas debatam o ponto, plis. Como fonte de inspiração, fica aqui a versão gregoriana, medieval.
Eu a prefiro à de Mozart, vejo-a como mais INEXORÁVEL.
não é via de regra a decisão de condenar os nardoni.
é um duplipensar sob meu ponto de vista.
Eles não representam a via de regra da justiça brasileira.
são uma exceção!
E cá entre nós? o cara vai ficar no maximo 8 anos preso e a mulher 6
ridiculo
Pois bem,nosso sistema penal é falho per si e em aplicabilidade.Mas,sou leigo,e,mais ainda,😄 acredito que a pena capital seria interessante em alguns casos,grande parte dos brasileiros é a favor da pena capital.
Quando existe um crime muito hediondo,as pessoas de vários locais,se as autoridades deixarem,se mobilizam para matar o agressor.E um dia isto vai fugir do controle.
Depois que eu achei que o cara que tinha "tirado um terço do ânus numa performance" tinha tirado a terça parte do ânus - e ainda fiquei imaginando COMO tal coisa seria POSSÍVEL, eu não posso falar de ninguém! 😄! Você tá melhor que eu, com certeza!
O problema ocorre quando a ira, antes santa, hipertrofia-se e alimenta a barbárie, tornando o que era positivo em um negativo, somando-se, às consequências, também de caráter negativo.
Todos vão tremer no dia do Juízo ante a ira divina, mas tal ira não legitima barbáries. Só Deus é senhor da vida, só ele pode tirá-la, como também pode concebê-la.
Os posts acima são tristes. Realmente fico com Dostoievsky(que fala com conhecimento de causa pois esteve a ponto de ser fuzilado, mas teve a pena abrandada nos últimos minutos antes de assumir a próxima fileira de executandos):
"(...)Foi dito: 'não matarás!' Mas porque ele matou eu também vou matar?(...)Matar quem matou é um castigo incomparavelmente maior que o próprio crime.O assassinato em virtude de uma sentença é mais espantoso que o assassinato cometido por um criminoso. Aquele a quem os bandidos assassinam, a quem degolam de noite numa mata ou em alguma outra paragem, espera salvar-se até o derradeiro momento.(...)Mas isto, esta última esperança, que torna a morte dez vezes mais leve, tiram-na com a certeza de morrer; ali se trata de uma sentença, e nisso de não poder você seguramente fugir dela cifra-se um tormento espantoso, e mais horrível que esse tormento não há no mundo.(...)Desse tormento e desse horror também falou o Cristo.Não, não é possível tratar o homem desse modo". Liev Nikoláievitch Míchkin- O Idiota.
Só Deus é senhor da vida, só ele pode tirá-la, como também pode concebê-la.
A pena de morte é um direto natural do Estado.
Esta indisposição contra a pena de morte,é filha do Romantismo,mas a aplicação de pena capital,pode estar em plena sintonia com os designos de Deus,principalmente quando é justa.
Sem falar que a pena capital pode ser um fator de redenção ao criminoso,isto mesmo.Ele paga com sua própria existência o crime que cometeu.
Quando Deus disse:Não matarás,isso se limitava a inocentes e morte gratuita,sem motivo.Ora,o mesmo Moisés que recebeu as tábuas,e leu bem o Não Matarás,foi o mesmo que favoreceu a pena capital.
Lembra daquele diálogo entre Jesus e Pilatos?
S. João XIX, 10-11: "Então disse-lhe Pilatos: Não me falas? Não sabes que tenho poder para te crucificar, e que tenho poder para te soltar? Respondeu Jesus: Tu não terias poder algum sobre mim se te não fosse dado do alto...".
Pilatos,por ser uma autoridade estatal,podia retirar a vida,com autorguia do Alto.
São Paulo também,era favorável a pena capital:
"Os quais, tendo conhecido a justiça de Deus, não compreenderam que os que fazem tais coisas são dignos de morte; e não somente quem as faz, mas também quem aprova aqueles que as fazem" (Rom I, 32).
Pois bem,estude o pensameno tomista quanto a isto e saiba:
A pena de morte pode ser lícita,e em plena concordância com as leis de Deus.
Entendo os argumentos da monfort e o argumento tomista, mas não é possível aplicá-los hoje pela própria natureza infernal do Estado. Um estado dirigido por principados e potestades das trevas não det~em a expressão de divindade para matar e mais, o estado não pode conceder vida.
Um hábil membro da TL pode utilizar essas epístolas para justificar os fuzilamentos na China, Coréia do Norte etc para criminosos que nem de perto chegam a hediondez pelo exame do ato criminoso cometido-tal como um furto ou um vazamento de informações provocado.
Outra coisa, quanto a infalibilidade da justiça, tal só ocorre com Deus, nunca com o estado, não posso concordar com o adágio dominus novit sunt e brincar de moedinha com a vida alheia me utilizando do gládio do Leviatã. Dostoiévsky está mais do que certo: não há como fugir seguramente de uma sentença de execução.
No mais é desproposital desqualificá-lo por seus defeitos pessoais. Quem aqui no mundo é sem pecado? Só o Lula, conforme as convicções dele...
a pena de morte é lei humana.
ninguem pode tirar a vida de ninguem a não ser DEUS!
Está no evangelho do Cristo e está nos 10 mandamentos de moisés que é a ordem moral de toda a terra!
A minha ira, querida Priscila, é contra esse circo midiático armado em cima de um caso que já era, por si só, escabroso. Também contra uma merda de legislação e de Justiça que temos no Brasil.
O casal já havia sido condenado de antemão pelo delegado de polícia e pela mídia, a dois anos atrás. Podiam ter economizado tempo e dinheiro, uma vez que todo mundo já sabia do resultado _ a minha única surpresa foi dar a pena máxima para um crime que não foi premeditado ( é claro que eu sei que a lei é branda demais como s criminosos etc, etc).
A minha ira foi transaformada em "não quero nem saber desse julgamento" e é proporcional ao tamanho da minha indignação com todos esses absurdos:
1- e SE eles fossem inocentes?
2 - já que levaram a pena máxima, teria sido mais inteligente para os Nardoni se eles matassem todos os policiais, peritos, promotor e delegados também; com requintes de crueldade (tortura etc) e premeditadamente (uma vez que apena seria a mesma).
3 - termos um povo imbecil que vota em ex-terroristas que apoiam terroristas e ditadores sanguinários mas só se revoltaram ,nesse caso, por casa da exposição midiática do caso.
4- tentaram linchar um pastor e o advogado de defesa.
Entendo os argumentos da monfort e o argumento tomista, mas não é possível aplicá-los hoje pela própria natureza infernal do Estado.
Também concordo,mas você não pode desconsiderar em tese,pelo menos.
Um estado dirigido por principados e potestades das trevas não detem a expressão de divindade para matar e mais, o estado não pode conceder vida.
Mesmo assim,é um direito natural do estado aplicar a pena de morte,não digo que aplica certo,mas ele pode aplicar.
Um hábil membro da TL pode utilizar essas epístolas para justificar os fuzilamentos na China, Coréia do Norte etc para criminosos que nem de perto chegam a hediondez pelo exame do ato criminoso cometido-tal como um furto ou um vazamento de informações provocado.
Pois é,a moral cristã ajudaria neste ponto.
Outra coisa, quanto a infalibilidade da justiça, tal só ocorre com Deus, nunca com o estado, não posso concordar com o adágio dominus novit sunt e brincar de moedinha com a vida alheia me utilizando do gládio do Leviatã.
Mas o erro ao aplicar algo,neste caso,não desconsidera este http://algo.se/ não,nosso sistema penal não existiria,nem nehum,pois os tribunais SEMPRE SÃO PASSIVEIS DE ERRO,logo,qualquer pena é injusta.Isto é um absurdo.
Dostoiévsky está mais do que certo: não há como fugir seguramente de uma sentença de execução.
Isto não refuta minha alegação.
No mais é desproposital desqualificá-lo por seus defeitos pessoais. Quem aqui no mundo é sem pecado?
Só foi um detalhe que eu exaltei,mas,ótimo,podemos acusá-lo de vested interest por ir contra a pena capital.
Eu não desconsiderei a tese da monfort... mas eu simplesmente abomino pena de morte, se alguém conseguir definir pra mim, aqui o que é morte em todos os aspectos, aí eu posso concordar com a tese...do contrário, never...partimos de premissas diferentes.
Quanto ao erro judiciário, é claro que ele é inexorável, até o direito canônico reconheçe a existência do injusto necessário partindo do postulado humanum errare est, mas há certos injustos que são socialmente, filosóficamente e eticamente intoleráveis e, por serem intoleráveis, são isolados em uma esfera apartada do direito, pois tornam o próprio executor da medida sancionatória um criminoso, um bárbaro, e o estado perde legitimidade com isso também; e creio que a supressão da existência física do indivíduo deva estar dentro dessa esfera.
Enfim, ficamos com as nossas convicções...eu não procuro debater muito esse assunto pois sei que as premissas maiores ou fundantes são inconciliáveis, e não haverá conclusão.
Apenas expressei a minha opinião...afinal a Priscila ma pediu...
Eu não desconsiderei a tese da monfort... mas eu simplesmente abomino pena de morte, se alguém conseguir definir pra mim, aqui o que é morte em todos os aspectos, aí eu posso concordar com a tese...do contrário, never...partimos de premissas diferentes.
O que é morte?Isto é um problema filosófico,abstrato de mais para valer contra a pena de morte num Estado.Não cabe ao Estado saber o que é morte filosoficamente falando,pois não é este o ideal da pena capital,o ideal básico é a proteção da sociedade,não a educação de bandidos ou resolver “problemas filosóficos”.Esta questão é um pouco mais objetiva.
Mas,de certa forma,a pena de morte já existe no Brasil,e Isabela Nardoni foi vítima de uma “pena capital” por conveniência,ninguém pensa nela,mas correm para proteger os bandidos.E é assim com milhares e milhares...
Quanto ao erro judiciário, é claro que ele é inexorável, até o direito canônico reconheçe a existência do injusto necessário partindo do postulado humanum errare est, mas há certos injustos que são socialmente, filosoficamente e eticamente intoleráveis e, por serem intoleráveis, são isolados em uma esfera apartada do direito, pois tornam o próprio executor da medida sancionatória um criminoso, um bárbaro, e o estado perde legitimidade com isso também; e creio que a supressão da existência física do indivíduo deva estar dentro dessa esfera.
Não,ele é só um executor de funções,e deve ter ciência disto e não se martirizar.Mas quem deveria se sentir assim é abortista,que comete um crime terrivelmente mais grave do que o crime do carrasco que puxa a alavanca da cadeira da morte de um,pedófilo,por exemplo.Abstrair a existência de um criminoso hediondo,se devidamente comprovado criminoso hediondo,não é crime,e o executor tem que saber lidar com isto.E ele não será penado de Inferno por causa disto,talvez o juíz injusto sim,mas o executor não.
Enfim, ficamos com as nossas convicções...eu não procuro debater muito esse assunto pois sei que as premissas maiores ou fundantes são inconciliáveis, e não haverá conclusão.
Pois é.Será um tanto debalde bater a testa na parede.
"O que é morte?Isto é um problema filosófico,abstrato de mais para valer contra a pena de morte num Estado.Não cabe ao Estado saber o que é morte filosoficamente falando,pois não é este o ideal da pena capital,o ideal básico é a proteção da sociedade,não a educação de bandidos ou resolver 'problemas filosóficos'.''
Primeiro, não há sociedade sem indivíduo, a proteção ao indivíduo acarreta em proteção à sociedade, e a recíproca não é verdadeira-vide os regimes coletivistas.
Segundo, para se aplicar determinada sanção a um indivíduo ou a vários indivíduos o direito, a razão do mando Estatal exige que se saiba o conteúdo dessa mesma sanção-exceto em Estados despóticos onde impera o arbítrio do soberano-, logo, pelo axioma nulla poena sine lex certa, é necessário que se saiba a que alguém será condenado, nem que seja por intuição, e, em contra partida, o próprio apenado e demais cidadãos precisam saber, também, em que consiste o objeto da sanção, sob pena de se viver em um estado tirânico, despótico. O "Estado"( abstração composta por pessoas, idéias e relações entre esses elementos além de outros) compreende tanto aqueles que governam quanto aqueles que são governados, e a transparência do agir governante é que legitima o próprio Estado, seja politicamente, seja jurídicamente perante o indivíduo, logo, perante a sociedade. Sem transparência, sem claridade da lei e da sanção correspondente não há nem lei nem sanção.Sabe-se e intui-se o que venha a ser prisão; sabe-se e intui-se o que venha a ser uma multa, sabe-se e intui-se o que venha a ser uma prestação compulsória de serviços à comunidade, sabe-se e intui-se o que venha a ser uma chibatada; mas nada disso pode ser intuido ou sabido, exceto por constatações fenomênicas externas precárias, no que concerne a morte.
"Mas,de certa forma,a pena de morte já existe no Brasil,e Isabela Nardoni foi vítima de uma 'pena capital' por conveniência,ninguém pensa nela,mas correm para proteger os bandidos.E é assim com milhares e milhares..."
Nem por tropismo é correto afirmar que bandido aplica pena, bandido não aplica pena, ele comete crime, pois age contrariamente ao direito.O próprio Estado, se apena alguém contra o direito, não apena, mas comete crime e deve ressarcir a vítima, seja monetariamente, seja por compensação, dependendo do que foi afetado negativamente por determinada sanção.
O bandido quando mata age à margem do Estado, melhor, à margem da legalidade, daí a impropriedade das aspas.bandido não apena, bandido delinque. O como restaurar a ordem deve se dar conforme o Direito, e como já expus, o direito, se não for bárbaro, deve seguir +- o que postei acima.
"Não,ele é só um executor de funções,e deve ter ciência disto e não se martirizar.Mas quem deveria se sentir assim é abortista,que comete um crime terrivelmente mais grave do que o crime do carrasco que puxa a alavanca da cadeira da morte de um,pedófilo,por exemplo.Abstrair a existência de um criminoso hediondo,se devidamente comprovado criminoso hediondo,não é crime,e o executor tem que saber lidar com isto.E ele não será penado de Inferno por causa disto,talvez o juíz injusto sim,mas o executor não."
Não me referi ao carrasco, referi-me ao juíz, que, nas palavras de Pontes de Miranda, é presentante do Estado, ou seja, o juiz é o Estado quando prolata a sentença.O carrasco é(seria) apenas extenção do juízo, assim como é o oficial de justiça que entrega uma intimação na sua casa. E, como disse acima, se o juízo é contrário ao direito, o Estado cai em descrédito e barbárie e todos os participantes também figuram como pessoas moralmente responsáveis, sendo o juíz e o Estado que presenta os responsáveis legais imediatos pela injustiça cometida. Se o carrasco será ou não penalisado, dentro da esfera do direito depende do encadeamento fático.
[...]Sem transparência, sem claridade da lei e da sanção correspondente não há nem lei nem sanção.Sabe-se e intui-se o que venha a ser prisão; sabe-se e intui-se o que venha a ser uma multa, sabe-se e intui-se o que venha a ser uma prestação compulsória de serviços à comunidade, sabe-se e intui-se o que venha a ser uma chibatada; mas nada disso pode ser intuído ou sabido, exceto por constatações fenomênicas externas precárias, no que concerne a morte.
Na verdade é bem simples:
Quando você falha com a sociedade,você fica em divida com ela.E a sanção sofrida tem que ser equivalente ao erro que promovestes,se você retira a vida,você tem uma divida vital.Mas ai,tem-se que observar bem os motivos que levaram o criminoso a matar.Mas,dificilmente, isto [pena capital] será observada como regra geral em assassinatos,e,creio,nunca foi observado.
Já outros crimes de caráter hediondo,que acarretam em morte,ou não,podem ser passiveis de morte,pois do mesmo jeito que o Estado não pode falhar com o individuo,o individuo não pode falhar com a sociedade,ou seja,por mais que ele seja livre,ele não se “pertence completamente”,fazendo uma paráfrase a Sto. Thomás,e deve pagar pelo seus atos.E este pagar pode ser com a vida,se for justo.Mas tudo depende da natureza do crime.
Os aplicadores da lei devem estar norteados com a moral cristã,para não promoverem sanções gratuitas e parciais.O que eu digo é que,a possibilidade desta parcialidade,não desconsidera a pena capital,pois se considerarmos em sua totalidade esta disposição,seremos contra qualquer tipo de sanção,pois todo o tribunal humano é passível de erro e de corrupção,mas isto não retira a importância secular e de ordem da jurisprudência e da aplicação de sanções ante os crimes contra a sociedade.
Nem por tropismo é correto afirmar que bandido aplica pena, bandido não aplica pena, ele comete crime, pois age contrariamente ao direito.O próprio Estado, se apena alguém contra o direito, não apena, mas comete crime e deve ressarcir a vítima, seja monetariamente, seja por compensação, dependendo do que foi afetado negativamente por determinada sanção.
Por isto eu escrevi entre aspas.O estado na pode manter a ordem por pena capital,mas a vida das pessoas podem ser ceifadas ante o arbítrio de bandidos?Para mim isto é proteção de bandido e favorecimento de crime.A preocupação com a vítima e com a sociedade devem ser consideradas a priori.
O bandido quando mata age à margem do Estado, melhor, à margem da legalidade, daí a impropriedade das aspas.bandido não apena, bandido delinque. O como restaurar a ordem deve se dar conforme o Direito, e como já expus, o direito, se não for bárbaro, deve seguir +- o que postei acima.
Não sei onde pode existir uma ligação razoável entre estado bárbaro e estado que aplica pena capital,que pode ser muito justa.
Não me referi ao carrasco, referi-me ao juíz, que, nas palavras de Pontes de Miranda, é representante do Estado, ou seja, o juiz é o Estado quando prolata a sentença.O carrasco é(seria) apenas extensão do juízo, assim como é o oficial de justiça que entrega uma intimação na sua casa. E, como disse acima, se o juízo é contrário ao direito, o Estado cai em descrédito e barbárie e todos os participantes também figuram como pessoas moralmente responsáveis, sendo o juíz e o Estado que presenta os responsáveis legais imediatos pela injustiça cometida. Se o carrasco será ou não penalisado, dentro da esfera do direito depende do encadeamento fático.
Não quando a pena capital é justa,ai não existe injustiça cometida.E,ainda defendo pena capital para crimes hediondos contra crianças,principalmente.Mas,claro,o juiz deve ter esta consciência de sua função e velar por sua integridade moral.Não o vejo como um criminoso por promover a pena capital justamente,segundo parâmetros morais rígidos,para não se perder na barbárie gratuita.
Mas eu não estou defendendo que TODA a ira é sagrada; igualmente não penso que NENHUMA seja.
Eu por mim preferi MIL VEZES assistir à indignação do que à indiferença, da qual tenho verdadeiro HORROR. A coisa mais legítima, mais satisfatória, daquele julgamento foi ver a indignação. Deus me livre de não haver ninguém ali para soltar aqueles fogos diante do veredito.
Que aliás não se deveu a evidências periciais coisíssima nenhuma, se bem que elas foram uma importante confirmação (quanto mais confirmações, é claro que MELHOR É), mas não foram determinantes. determinante foi a LÓGICA HUMANA, ali: a demonstração de que NÃO PODERIA TER ACONTECIDO DE OUTRO MODO.
E o fato de AINDA ter valido este paradigma, amigo: dentro em pouco, eu temo que deixará de valer, e que mesmo no caso - fazendo uma reductio ad absurdum - de que duas pessoas sejam completamente isoladas num aposento hermeticamente inviolável, no qual ninguém possa entrar e do qual ninguém possa sair, e uma delas seja encontrada morta por estrangulamento, isto NÃO SERÁ considerado prova da culpa da outra. Pelo andar da carruagem, estamos perto deste ponto, o ponto do DESVÍNCULO completo.
A lei está se transformando num conjunto de artifícios dissociados da realidade: aliás, o fim do homem pressupõe, mesmo, a afastamento da realidade.
E desta vez isto não aconteceu, por mais que o advogado de defesa se escabufasse. Eu achei ótimo, é claro!
Quanto a outros casos, eu não sei de mais nenhum além dos que são noticiados, é óbvio: e me indigno contra TODOS, igualmente! Se mais pais andam atirando as filhinhas pelas janelas por aí depois de as esganarem, nunca me disseram! Eu me indignaria IGUALMENTE! E não posso usar como "desculpa" para julgar um caso qualquer o fato de eu desconhecer outros. Seria absurdo, não? Estapafúrdio, pra ser sincera! Por esta tese, "como não se pode fazer justiça TOTAL, então que não se faça justiça NENHUMA" - eu, hein!!!!!
Este é um TÍPICO CASO no qual valeria a pena de morte. Não ficou nem uma única dúvida da culpa, o crime é hediondo, e eu acho o cúmulo manter aqueles dois orangos vivos. Por mim, estariam condenados à morte sem que eu sentisse NADA além de alívio. E olha que eu TENTO seguir o único argumento contra a pena de morte que jamais me sensibilizou, que é aquele que o Olavo menciona, da gente não saber o que é a morte. Mesmo assim, eu ainda não consegui fazer com que esta afirmação tão lógica consiga VENCER a minha vontade de ver aquele par MORTO, mortíssimo. Pode ser que algum dia eu consiga, mas ainda não cheguei lá, não.
E quanto à imparcialidade, Douglas, eu não faço idéia de sobre O QUÊ você está falando. Diante de um FATO CONSUMADO, comprovado, arqui-demonstrado, o termo "imparcialidade" é SUPÉRFLUO, INDEVIDO, seu uso não faz sentido! Eu não preciso ser "imparcial" para saber que o fogo queima e a água molha, caramba: são FATOS! Não tenho que ter uma "opinião" a este respeito, e seria absurdamente ilógico, beirando a maluquice, que alguém cobrasse "imparcialidade" para validar essas coisas.
O casal orango, independentemente de mídia ou o cacete, MATOU a meninazinha: pois não poderia ter sido de nenhum outro modo. Pronto, finito, caput, assunto encerrado! Se eu sozinha pensar isto ou ZILHÕES também pensarem, claro que PREFIRO se zilhões também pensarem, né não? Não vai fazer nenhuma diferença para o que eu penso, mas vou ficar feliz de ver que ainda há quem se indigne, e que não se deixe enganar por manobras leguleias!
Lamento, Douglas, mas o que a defesa tentou fazer foi EXATAMENTE o que eu mencionei na minha reductio ad absurdum, ou seja:invalidar uma sequência lógica inexorável com uma idéia desvinculada da realidade - aliás, para ser precisa, substituir a sequência lógica por NADA! O advogado de defesa sabia perfeitamente que não era materialmente POSSÍVEL que as coisas tivessem ocorrido de outra forma; o cara não é maluco, tanto que nem sequer apresentou alguma hipótese, muito espertamente! Tinha O QUÊ pra dizer - que extraterrestres tinham abduzido o casal de orangos por um nano-segundo, e perpetrado tudo aquilo durante este lapso de tempo????? O sujeito teve que se ater a desqualificar perícias, caraca: mas não pode desqualificar a LÓGICA, as evidências LÓGICAS, temporais! E as perícias, repito, não eram determinantes: a LÓGICA, sim!
Como até muito bem disse aquela senhora que escreve novelas e que também teve a filha brutalmente assassinada, coitada, "só faltou dizerem que a pobrezinha inocente e indefesa criança se suicidou"! Uma coisa PAVOROSA, isso! Ainda bem que não funcionou!
Amigo, o TRINITARISMO é um ABSOLUTO dentro do pensamento cristão: Jesus, completamente DEUS, não INVALIDA o DEUS JULGADOR, ao contrário, faz parte DELE, É ELE!
Este me parece um certo absurdo que eu detecto como FREQUENTE entre os meus irmãos cristãos: a idéia de ANULAR a TRINDADE, de desconsiderá-la, de afirmar somente o Filho, o Salvador. Mas o Salvador é O MESMO Deus ÚNICO, não "um outro", muito menos um "diferente".
Então o paradigma cristão não DEIXOU DE SER o do Julgamento: ele CONTINUA SENDO o do Julgamento, e enfatiza a importância do perdão, a oferta nova deste entendimento, desta Nova Aliança. Mas Cristo NUNCA ANULOU a Revelação Mosaica, nunca deixou de manter o JULGAMENTO E A CONDENAÇÃO como parte do destino do homem, no plano divino!
Por favor, não pense que Ele "acabou com isso", porque é absolutamente ERRADO pensar tal coisa.
Eu não conheço esses Montfort, mas já por diversas vezes me deparei com umas posições muito estranhas deles. Que história é essa de que Jesus teria acabado com o Julgamento? Eu, hein! Bem faz o Olavo de não simpatizar com eles. Já estou vendo que eu também bateria de frente.
Eles são católicos ultra-conservadores.Cristãos,sim.
Mais uma nota:O CETICISMO NÃO É UM ATRIBUTO DA NÃO RELIGIOSIDADE,e o fato de eles serem pró pena capital,não os deprecia como cristãos de forma alguma.Considere os argumentos deles,não promova ad hominem,por causa da condição ultra-conservadora da Montfort.
Eu não conheço esses Montfort, mas já por diversas vezes me deparei com umas posições muito estranhas deles. Que história é essa de que Jesus teria acabado com o Julgamento? Eu, hein!
Leia os link's que eu postei antes de tomar este tipo de conclusão,que não existe por lá.
Deus,em sua condição humana,veio nos oferecer a Redenção,por isto ele,Deus,Jesus Cristo,não condenou a morte.
“Quem matar à espada importa que seja morto à espada” (Apoc. XIII, 10).
Cristo não condenou ninguém diretamente à morte, porque Ele não veio como juiz, mas como Redentor.
Mas Pedro fez morrer Ananias e Safira (Atos dosApóstolos,V).
Nenhum homem pode tirar a vida de outro homem. Mas o chefe de Estado, o príncipe de um povo pode porque todo o poder vem de Deus. Por isso São Paulo escreveu:
“Teme ao príncipe, porque não é em vão que ele porta a espada” (Rom, XIII, 4).
E Moisés fez matar todos os que adoraram o bezerro de ouro (Ex. XXXII, 27).
E logo depois de dar o decálogo a Moisés, Deus diz que crimes deviam ser punidos com a morte (Ex. XXI, 12-17).
Nenhum homem, sendo parte da sociedade, pode matar outro homem. Por isso o mandamento diz “Tu” não matarás. Mas a autoridade que representa toda a sociedade, esta pode matar porque o poder do governo vem de Deus.
Foi por isso que quando Pilatos disse a Cristo que tinha poder de condená-lo à morte ou de perdoá-Lo, Nosso Senhor lhe respondeu:
“Tu não terias poder algum, se não te fosse dado do Alto” (Jo. XIX, 11).
E Deus não está preso ao tempo. Se uma pessoa é condenada à morte, Deus lhe dá antes de morrer a graça necessária para a conversão. Nós que vivemos no tempo não tiramos o poder de Deus de salvar alguém que Ele queria salvar por meio de uma graça futura. O futuro nao existe para Deus.
E Cristo disse a Pedro para guardar a espada, pois quem ferisse com o ferro com o ferro seria ferido. Cristo não mandou jogar fora a espada mas lhe disse:
“Pedro, põe a espada na bainha, porque todos os que matarem à espada. Morrerão com a espada” (Mt. XXVI, 50).
pessoal da montfort não é cristão ou catolico ao meu ver!
Sobre a pena de talião a qual vc se refere ele apenas fez uma observação.
Ele nao condenou ninguem, ao contrario, falou pra pedro guardar sua faca pq pela faca ele morreria.
e assegurou e advertiu a todos que a violencia só gera mais violencia!
Volto a dizer que as leis humanas decorrem do seu instinto e natureza apenas.
Jesus Cristo é o proprio perdão e amor.
É a missão dele.
Jamais viria pedir a cabeça de ninguem, ao contrario, ele deu sua propria vida para a redenção de muitos!!!
Isto dai é o que o Cristo disse e está nos 4 evangelhos.
Se vieram outros depois dele e interpretaram errado ai é problema deles.
E a inquisição ja foi pro saco, pelo menos de nome ela mudou ne?
agora é outra coisa, se bem que seria bom se ela voltasse pra cortar a cabeça desses comunistas desgrçaados!
Jesus É DEUS - este entendimento, esta compreensão, vem a ser FUNDAMENTAL: é a TRINDADE que torna o Cristianismo perfeito, e ela é um MISTÉRIO, com certeza. Não peço para que a ENTENDAM, porque ninguém entende um Mistério: mas não é possível "desmembrá-la". É ÓBVIO que o sacrifício do próprio Deus Criador é o que pode existir de mais Transcendente e luminoso - e que este sacrifício representa a ABSOLUTA possibilidade da Salvação de cada um de nós. Mas isto NÃO - repito: NÃO - significa que todo mundo está automaticamente SALVO. E se todo mundo não está automaticamente salvo, então há os CONDENADOS, e entre uns e outros há o JULGAMENTO!
E muito menos Cristo,que é Deus,poderia ser contra algo que ele mesmo ensinou no A.T.
Mas,quando o lógos se encarnou,ele veio como Redentor,não como aplicador de penas capitais,mas isto não demonstra que Cristo era contra a pena capital.
É só ler a Bíblia e comprovar isto.
E ler os link's que eu postei aqui com mais atenção.
Jesus É DEUS - este entendimento, esta compreensão, vem a ser FUNDAMENTAL: é a TRINDADE que torna o Cristianismo perfeito, e ela é um MISTÉRIO, com certeza. Não peço para que a ENTENDAM, porque ninguém entende um Mistério: mas não é possível "desmembrá-la". É ÓBVIO que o sacrifício do próprio Deus Criador é o que pode existir de mais Transcendente e luminoso - e que este sacrifício representa a ABSOLUTA possibilidade da Salvação de cada um de nós. Mas isto NÃO - repito: NÃO - significa que todo mundo está automaticamente SALVO. E se todo mundo não está automaticamente salvo, então há os CONDENADOS, e entre uns e outros há o JULGAMENTO!
Isto não demonstra que Jesus aplicou penas capitas diretamente,a condenação que digo,é a condenação secular,não a celestial.
E a condenação secular,não tem nada a ver com privação da salvação.
Já escrevi aqui,a pena de morte pode ser um fator de redenção ao criminoso,isto não significa que o condenado a morte irá para o Inferno.
E,por favor,chega de ensinar o padre nosso ao vigário,sei bem do que falas.
😄