Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Olavo e o Concílio Vaticano II: O que pensam?

Iniciado por fabiano_2 em 02/02/2007 · 115 mensagens · página 2 de 3

uriel#51
4. Quanto a convergencias entre cristianismo e maconaria: a maconaria e’ o “cristianismo esoterico”, por assim dizer – o problema e’ que o cristianismo e’ uma religiao que nao suporta esoterismos (diferentemente do islamismo com seus sufis, do judaismo e de quase todas as outras religioes), justamente porque o cristianismo e’ o proprio “rasgar o veu” (re-velacao); e’ alias e’ justamente essa a razao porque o cristianismo foi e e’ tao odiado pelos iniciados nos Misterios, pelos fariseus, pela elite romana, por Nietzsche; porque, em suma, o cristianismo “democratiza” a iniciacao e a Salvacao, tornando-a disponivel abertamente e em publico a qualquer ze-ninguem. O cristianismo rasga o veu. Dai sua incompatibilidade com esoterismos complementares

5. Ha marcado anti-catolicismo e empolgacao pro’-ca’tara em circulos maconicos. Pode-se ve-lo na propria comunidade Maconaria aqui no Orkut.
uriel#52
6. voces sabem que Hugo Chavez quer acumular o titulo de sumo-sacerdote e arcebispo da Venezuela. Mas Chavez nao propoem um cisma (como a Igreja da Inglaterra, a “anglicana” ou Episcopal); Chavez nao esta’ criando a Igreja Catolica da Venezuela. Ele vai ser reconhecido como Arcebispo e lider espiritual por uma associacao de igrejas evangelicas. Por que isso num pais catolico tradicional, sendo que ja’ existe a Teologia da Libertacao? E porque o comunista Chavez tem como modelo o grande Liberal Bolivar? Qual a convergencia nessa “samba do crioulo doido” de liberalismo, protestantismo e comunismo?

7. Os iluministas nao declararam Guerra ao cristianismo nos EUA apenas porque os EUA e’ predominantemente protestante e nao catolico. Curiosamente, estar livre do jugo catolicoja’ foi suficiente para aplacar os iluministas

8. Quando Abraham Lincoln foi assassinado, o unico chefe de Estado que nao enviou condolencias foi o Papa. Os revolucionarios da unificacao italiana eram celebrados pelos protestantes americanos como herois, por estarem libertando os italianos da tirania de Roma (do Papa)

9. (…) – acho que falei demais..
fabiano_2#53
Se não me engano, essa frase com o raciocínio"defenderei até a morte o direito de alguém defender o seu ponto de vista, mesmo que eu discorde dele" era de Voltaire. Mas talvez alguns maçons admirem o iluminista francês. Sobre Voltaire, eu sei que é admirado por Hugo Estenssoro e Reinaldo Azevedo e criticado pelo Olavo de Carvalho. Eu não sei se essa frase realmente é do iluminista, mas dizem que é.
uriel#54
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Sr. Glenwood,
so' dizer que errei sem apontar o erro nao me ajuda em nada.

Ilumine-me e diga onde errei - se quiser e puder.

entendo que sobre certos assuntos e' melhor nao falar.

se foi quanto a referencia `a infiltracao Illuminati na Maconaria, imagino que deve saber que isso e' um fato histo'rico bem documentado apesar de todo o folclore fantasioso que existe em torno dessa ordem da Bavaria cuja ramificacao mais famosa e' a Skull and Bones de Yale (do mesmo Russel fundador da seita chamada "Testemunhas de Jeova" ou Watchtower Society e membro de outra Irmandade da caveira e ossos - me refiro `a pirataria e trafico de opio)

frequentemente a maconaria e' acusada por conspiracy theorists e anti-macons e "leva a culpa" por cousa cometida por Ordens "para maconicas" nao regulares e clandestinas ou por cousa que e' fruto de infiltracao dentro da maconaria (e' o caso dos Illuminati antes da Rev. Francesa).

por exemplo, ha' anti-macons que juram que a Maconaria se alinha de forma favoravel ao Movimento Comunista Internacional, quando na verdade macons foram perseguidos e Lojas proibidas em varios paises socialistas. eu tenho links de reportagens da imprensa britanica, do Observer se nao me engano, sobre documentos da KGB descobertos que orientavam a infiltracao de comunistas nas lojas maconicas. Nesse ponto aparentemente a maconaria foi victima (de infiltracao) tanto quanto a igreja catolica.
uriel#55
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e os que acusam a Maconaria de estar alinhada com o movimento comunista internacional e por tras do Concilio Vaticano II sao geralmente os mesmos que acusam a comunidade judaica internacional de estar por tras do comunismo. Mas ironicamente tanto judeus quanto macons foram victimas de perseguicoes nos paises socialistas.
uriel#56
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caro Glenwood,
non sequitur

(o termo "goteira", nao sei se sabe, tambem e' usado na TFP para alertar sobre "profanos" ("tem goteira"). Sou narigudo mas nao sou enxerido, Glenwood. e o Sr. sabe que nem todo iniciado e' macom. uma boa parte do conteudo esoterico maconico e' compartilhado por rosa-cruzes, gnosticos e ate' teosofistas, entre varios outros grupos, pois trata-se de um apanhado de Gnose, neo-platonismo, filosofia grega, pitagorica e egipcia. Pois, pelo que entendo, tais Ordens - entre as quais a Maconaria - sao receptaculos de uma tradicao bem mais antiga da qual nao detem "direitos autorais", por assim dizer)

nao ha necessidade de me testar, Glenwood, pois nao - nao sou macom, como o Sr. bem sabe. Mas nem por isso sou proibido de falar sobre o assunto dum ponto de vista externo.

por exemplo, Glenwood, o Sr. conhece bem a estrutura interna de um Partido Comunista?
sabe qual e' o papel de um Secretario-Geral e qual e' a dinamica das reunioes, conselhos ou como funciona na pratica a hierarquia ou o centralismo democratico e as deliberacoes? sabe como delibera a Mesa do Foro de SP ou a Executiva do PT? suponho que nao. E eu tambem nao.

mas isso nao me impede de observar o comunismo por fora. Eu sei algumas coisas sobra o lado de fora do bicho e sua atuacao na sociedade, embora eu nao o conheca por dentro (pois nao sou um insider - nao me infiltrei, Glenwood. e nao sou "goteira") E embora nao conheca os seus "ritos" e o linguajar marxista - pois nao sou comunista. Em outras palavras, se eu me tentasse passar por comunista em circulos comunistas, provavelmente nao teria sucesso.

da mesma forma, (entendeu que estou fazendo uma analogia) nao e' necessario que um sujeito seja macom para que ele possa observar a atuacao da maconaria na sociedade - pois afinal a Maconaria nao e' uma sociedade secreta.
uriel#57
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(continuacao)

o tema do topico e' o Concilio Vaticano II. o que se discute e' se a infiltracao de certos grupos teria influenciado no outcome desse Concilio. Geralmente os supostos "culpados" mais acusados sao comunistas, judaizantes e macons.

mais de um membro da comunidade afirmou aqui que o Conc. Vat. II foi mesmo uma conspiracao "judaico-maconica".

eu me limitei a fazer algumas observacoes embasadas no pouco que eu sei e em conhecimento advindo exclusivamente de leituras.

E o que eu observei e' que a Igreja nao e' a unica organizacao suscetivel a sofrer infiltracoes de grupos organizados com "agendas" politicas. As Forcas Armadas tambem o sao. e a maconaria tambem deve ser.

ha' mais de uma reportagem em jornais como Observer e Guardian sobre documentos da KGB descobertos por historiadores que falam sobre planos de infiltracao comunista em lojas maconicas.

na Romenia o proprio grao-mestre era delator da policia secreta comunista e o O. de C. escreve sobre isso em artigo no Globo:

"Recentemente, na Romênia, o ex-ministro das Relações Exteriores, o filósofo e meu querido amigo Andrei Pleshu, descobriu um fato que o atirou ao fundo da maior depressão: o mais respeitado líder democrático do país e ex-grão-mestre da Maçonaria, o senador Dan Lazarescu, tinha sido, em segredo, colaborador da polícia secreta comunista; seus relatórios haviam enviado à prisão não somente vários de seus companheiros maçons (a Maçonaria romena era inimiga declarada do regime), mas também diversos membros de outras facções dissidentes.

Cortando na própria carne — pois Lazarescu era pessoa de sua estima e admiração — Pleshu divulgou a descoberta. Lazarescu foi expulso do Senado e da Maçonaria, aos oitenta e tantos anos.
"

http://www.olavodecarvalho.org/semana/bjustica.htm Em busca da justiça

ora, nao me consta que o O. de C. seja macom, embora obviamente deve saber bastante sobre ela. E foi embasando-me nos escritos de estudiosos como o O. de C. que abordei aqu
uriel#58
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"Recentemente, na Romênia, o ex-ministro das Relações Exteriores, o filósofo e meu querido amigo Andrei Pleshu, descobriu um fato que o atirou ao fundo da maior depressão: o mais respeitado líder democrático do país e ex-grão-mestre da Maçonaria, o senador Dan Lazarescu, tinha sido, em segredo, colaborador da polícia secreta comunista; seus relatórios haviam enviado à prisão não somente vários de seus companheiros maçons (a Maçonaria romena era inimiga declarada do regime), mas também diversos membros de outras facções dissidentes.

Cortando na própria carne — pois Lazarescu era pessoa de sua estima e admiração — Pleshu divulgou a descoberta. Lazarescu foi expulso do Senado e da Maçonaria, aos oitenta e tantos anos.
"

http://www.olavodecarvalho.org/semana/bjustica.htm
Em busca da justiça
Olavo de Carvalho
O Globo, 11 de agosto de 2001

ora, nao me consta que o O. de C. seja macom, embora obviamente ele saiba bastante sobre esse assunto. E foi embasando-me nos escritos de estudiosos como o O. de C. que abordei aqui o tema de infiltracao comunista na propria maconaria, em contrapartida a supostas infiltracoes maconicas na Igreja para enfraquece-la;

o meu "palpite" e': se ha' macons infiltrados na Igreja com o objetivo de enfraquece-la, nao e' provavel que na verdade eles sejam antes de macons comunistas infiltrados na maconaria?

Entao nao se trataria de a maconaria infiltrando-se na Igreja e sim de comunistas se infiltrando na maconaria para por meio dela se infiltrar na igreja..

tenho uma certa bibliografia sobre isso, que posso procurar e citar aqui depois (estou falando de memoria e mais `a guisa de pergunta) ou em outro topico

mas nao ha necessidade de me advertir ou de argumentar ad hominem contra mim ("voce nao e' macom, entao cale-se"). Ora, va' dizer isso pro Olavo de Carvalho tambem.

uriel#59
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"Bem...infelizmente, o caso da Romenia foi um desastre Maçonico...como foi a LOJA P-2 DA ITALIA que tinha envolvimento com o Banco Ambrosiano e o Banco do Vaticano ( vc sabe do caso, com certeza...do ex Veneravel Licio Guelli, da bomba na estação de Milano...).Os Illuminati da Baviera , tbém é um tipico caso onde uma LOJA MAÇONICA , antes REGULAR, ou seja da MAÇONARIA REGULAR, acaba sendo IRREGULAR pois feriu postulados EXOTERICOS E ESOTERICOS DA ORDEM.
Esses TRES casos seriam uma amostragem da MAÇONARIA REGULAR???
Sabe quantas lojas existem no Brasil?
entendeu no que quero chegar??? Os desvios da Ordem , não podem ser os parametros por onde voces julgam a Ordem...
"

Concordo totalmente e me soa bastante sensato. E alias faco minhas as suas palavras. Inclusive eu escrevi praticamente o mesmo, mas aparente o Sr. nao me leu:

"frequentemente a maconaria e' acusada por conspiracy theorists e anti-macons e "leva a culpa" por cousa cometida por Ordens "para maconicas" nao regulares e clandestinas ou por cousa que e' fruto de infiltracao dentro da maconaria"
Uriel
Feb 8(23 hours ago
Olavo e o Conc�lio Vaticano II: O que pensam?

viu so'?

pois e', talvez (talvez!..) o Concilio Vaticano II tenha sido mais um outro desses "desvios" ou "desastres"

eu nao estou "julgando a Ordem" por isso, assim como nao estou julgando a Igreja Catolica (que respeito) quando falo sobre Teologia da Libertacao e Concilio Vaticano II..

desastres acontecem nas melhores familias..

eu respeito a Ordem e tenho familiares que a ela pertenceram.

entao nao preciso levar "puxao de orelha"..



um abraco fraterno,
U.

(seria pra mim uma honra conversar sobre temas -exotericos- tao interessante como Albert Pike, loja P2, Banco Ambrosiano etc com um macom "bode velho" estudioso como o Sr. Eu so' teria muito informacao para aprender)
uriel#60
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O que mantém Fidel Castro no poder?

— Não posso dizer isso com certeza, mas dois fatores não devem ser esquecidos. Primeiro, na avaliação da KGB, Cuba é o mais perfeito Estado policial do mundo, com um polícia secreta para cada 28 habitantes. Derrubar isso não é fácil. Em segundo lugar, um amigo meu, importante dignitário da Maçonaria européia, me contou que Fidel Castro teve a prudência de não perseguir os maçons, ao contrário do que o regime comunista fez no Leste europeu. Tendo em vista a força que a Maçonaria tem nos EUA, é normal que isso tenha desestimulado consideravelmente qualquer iniciativa anticastrista das elites norte-americanas.
http://www.olavodecarvalho.org/textos/cmilitar.htm
Entrevista de Olavo de Carvalho
à Revista do Clube Militar

Revista do Clube Militar (Rio de Janeiro), Ano LXXIV, No. 386, ago.-set. 2001

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http://www.justrage.com/article.php?story=20060921131223285I shook hands with Hugo Chavez (nao sei se e' verdade)

http://www.aciprensa.com/noticia.php?n=5306

Masones se disponen a dar su apoyo a píldora abortiva en Chile

SANTIAGO, 26 Jul. 04 / 09:14 pm (ACI).- La Gran Logia Masónica de Chile ha anunciado una próxima conferencia a través de la cual pretende darle su apoyo a la controvertida “píldora del día después”, recientemente declarada inconstitucional por la justicia chilena.

La conferencia convocada para el miércoles 4 de agosto en el Gran Templo de la Casa Masónica, estará a cargo de Horacio Croxatto Avoni, del Instituto Chileno de Medicina Reproductiva y uno de los responsables de una controvertida investigación sobre la “píldora del día siguiente” que discrepa con los hallazgos más recientes de la Administración de Alimentos y Medicinas (FDA) de los Estados Unidos.

Croxatto defenderá su hipótesis que niega el tercer efecto anti-implantatorio de la droga –admitida incluso por sus fabricantes- conocida como Levonorgestrel y comercializada en Chile bajo el nombre de “Postinor 2”.

El Gran Mae
uriel#61
.

Masones se disponen a dar su apoyo a píldora abortiva en Chile

SANTIAGO, 26 Jul. 04 / 09:14 pm (ACI).- La Gran Logia Masónica de Chile ha anunciado una próxima conferencia a través de la cual pretende darle su apoyo a la controvertida “píldora del día después”, recientemente declarada inconstitucional por la justicia chilena.

La conferencia convocada para el miércoles 4 de agosto en el Gran Templo de la Casa Masónica, estará a cargo de Horacio Croxatto Avoni, del Instituto Chileno de Medicina Reproductiva y uno de los responsables de una controvertida investigación sobre la “píldora del día siguiente” que discrepa con los hallazgos más recientes de la Administración de Alimentos y Medicinas (FDA) de los Estados Unidos.

Croxatto defenderá su hipótesis que niega el tercer efecto anti-implantatorio de la droga –admitida incluso por sus fabricantes- conocida como Levonorgestrel y comercializada en Chile bajo el nombre de “Postinor 2”.

El Gran Maestro masónico, Jorge Carvajal Muñoz, anunció que “parlamentarias y dirigentes de diversas instituciones” asistirán al acto propagandístico; que ha sido presentado bajo el cartel de “un encuentro de divulgación científica, para difundir información responsable y valedera en favor de la libertad de conciencia y pensamiento, la autonomía moral y la capacidad de las personas de adoptar y asumir sus decisiones”.
inocncio#62
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5557&language=pt

Terminei o primeiro artigo desta série pelo breve histórico do Acampamento da Encruzilhada Natalino, considerado o berço do MST, e a participação de entidades ligadas à Teologia da Libertação na gestação do movimento. É o próprio Stédile quem diz: “Sempre tivemos vinculações com a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e com outros setores progressistas das chamadas igrejas cristãs históricas. A CPT teve um papel importante na fundação do movimento e foi ela que fez o primeiro trabalho de conscientização dos camponeses. De certa forma, o MST é filhote da CPT”. Pode-se notar, na continuação, que a CPT estava muito mais interessada no trabalho político de doutrinação socialista e de ocupação de terras do que propriamente no trabalho pastoral; dificilmente os camponeses teriam adquirido consciência se a CPT não tivesse feito aquele trabalho. A CPT, lá nos primórdios de 1975 a 1984, ia para o interior fazer o trabalho de base e dizia assim: "Deus só ajuda a quem se organiza, não pensem que Deus vai ajudar vocês se ficarem só rezando..” [1]. Bem pouco Cristão, non é vero?
gabriel_12#63
Estou lendo sobre o assunto desde o ano passado. Li os textos indicados e outros mais. Até agora, não vejo nada de mais no concílio, e por enquanto, creio que o Olavo está bem equivocado sobre o assunto.

Só um exemplo. Não é verdade que o concílio queria discutir todos os problemas da Igreja e do mundo e se silenciou sobre o comunismo.

O assunto do concílio seria decidido por mais de 2000 entidades católicas. O Vaticano enviou uma carta para tais entidades (universidades, mosteiros, institutos, etc.) perguntando quais os assuntos que elas queriam que fossem debatidos no concílio.

1998 entidades responderam. O "comunismo" não apareceu nas respostas. Ou seja, ninguém queria discutir esse assunto. Qual o problema?

Outras tantas críticas que tenho lido sobre o concílio, por enquanto, não me convenceram nem um pouco.

Mas ainda vou continuar lendo e estudando. Alguma nova referência para estudos será bem vinda.
marcos_8#64
Gabriel, eu estou com o mesmo problema nas mãos. Só que não estudo, provavelmente, com o mesmo afinco.

Mas me parece muito estranho que diversos problemas anteriores ao Concílio sejam postos na conta dele. Por enquanto, foi isso que eu percebi. Com problemas ou não, o Concílio virou o espantalho - infiltração comunista? - a culpa é do Vaticano II! relativismo? - Vaticano II!
Mas eu também tenho muito o que ler antes de falar.
priscila#65
Já debati muito sobre isso... [url]/CommMsgs.aspx?cmm=775794&tid=2568680355448762561&kw=Vaticano+II&na=3&nst=21&nid=775794-2568680355448762561-2568887018537627841[/url]
inocncio#66
Dom Luiz de Orleans e Bragança (primeiro na linha de sucessão real) em entrevista concedida ao jornal "A Tribuna" de Santos, fala sobre diversos assuntos e diz que o maior problema do Brasil é a crise moral pela qual passa grande parte do povo e do clero:

(...) "De que modo, paralelamente, se conseguiria resgatar a credibilidade das instituições que, como o sr. diz, estão se corrompendo?"

"(Pausa) Uma restauração monárquica, digamos, que fosse no ano que vem, não conseguiria resgatar completamente isso. Por uma razão muito simples: o problema é moral e, em última análise, religioso. Toda a moral está ligada à religião. A crise maior, no Brasil, é uma crise religiosa. A Teologia da Libertação fez com que, infelizmente, a maior parte do nosso clero não ensinasse mais a moral católica, mas, começasse a fazer agitação social. Então, aumentam os grupos do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), aumentam partidos de esquerda... E, em vez de procurar ensinar a religião, ensina a revolta, agitação etc. O resultado: nós vemos as seitas protestantes proliferarem enormemente. É o que o povo quer: tem sede de religião."
inocncio#67
É o orgulho. E a gente sabe perfeitamente bem o destino do orgulhoso.
inocncio#68
Pois é. Será que D Luiz "olavou" agora? Ou será que ele sabe do que está falando porque é um profundo conhecedor da igreja e das instituições brasileiras?
inocncio#69
Ou foi o Olavo quem "Domluizou"? Quem veio antes: o ovo ou a galinha?
gabriel_12#70
1 - No trecho citado, Dom Luiz não fala do Vaticano II;

2 - O chamado "rito novo" não foi definido no Concílio Vaticano II.
inocncio#71
Você tem razão. Dom Luiz fala da teologia da libertação, o que não tem absolutamente nada a ver com o Concílio Vaticano II. Obrigado por nos esclarecer a dúvida.
gabriel_12#72
Eu estou me referindo apenas ao Concílio Vaticano II. Aos documentos do mesmo Concílio. Lá não há nem uma palavra sobre teologia da libertação e rito novo.

Mas parecem que vocês estão dizendo que a teologia da libertação e o rito novo são frutos do Concílio. Assim, eu pergunto:

Quais são as proposições do Vaticano II que, por dedução, levaram ao surgimento da teologia da libertação e ao rito novo?

Nem tudo o que acontece depois de um evento é resultado do mesmo evento. Outras variantes devem ser levadas em conta.

Além disso eu não tenho nada contra o rito novo.

E por favor, manerem na ironia. Eu não sou inimigo de ninguém e nem estou aqui com a pressunção de saber mais que vocês ou menosprezá-los. Estou, de fato, aberto para o diálogo. Como disse, estou estudando o assunto. Mas até agora não estou encontrando nada de errado com o Vaticano II.
inocncio#73
Somente fazendo um comentário, "en passant": eu não fui irônico na minha postagem. Acredito que você esclareceu bem a questão. Como uma pessoa que conhece mais o assunto do que eu, curvo-me sob o seu conhecimento do assunto. Acredito que você esteja realmente buscando a verdade e não tentando ganhar um debate público. Você provou que o Concílio Vaticano II não tem nada a ver com a Teologia da Libertação e aceito o seu argumento.
Estou confiando totalmente na sua honestidade intelectual. Para mim o assunto encerrou-se aqui e pesso-lhe desculpas humildemente se dei alguma conotação diferente.
gabriel_12#74
Os abusos na celebração da Missa sempre ocorreram na históri da Igreja. Procurei o livro que possuo sobre este assunto mas não o encontrei. Quando o encontrar eu coloco aqui alguns exemplos.

Mas se não me engano a Igreja teve que combater abussos na celebração nos séculos XI, XIV, XV, XVII, XIX.

Quando encontrar o livro, cito as datas de forma mais específica.

Sobre a teologia da libertação, não vejo como ela pode ser fruto do Concílio. Li uma entrevista do Ratzinger em que ele diz que tal teologia nasceu na europa e que a américa latina estava sendo usada como laboratório. Se quiser eu passo o nome do livro e o número da página.

Esse tipo de teologia possui raízes ainda no século XIX. Mas creio, não tenho certeza, que suas sementes mais antigas se encontram em algumas heresias que ocorreram no final da Idade Média.
gabriel_12#75
Está tudo bem.

Sobre a teologia da libertação, o Cardeal Ratzinger, numa entrevista em 1986, se não me engano, afirmou que essa teologia surgiu na europa e estava sendo experimentada, de forma irresponsável, na América Latina.

Ele colocou as raízes de tal teologia ainda no século XIX.

Mas conversei sobre esse assunto com um colega e ele me dise que o filósofo Isaiah Berlin remonta estes movimentos comunistas do século XIX à heresias da Idade Média. Ele me indicou o livro "Limites da utopia: capítulos da história das idéias". Mais eu não li o livro, não posso dizer se a informação procede.
inocncio#76
Prof Orlando Fedeli, diz no site da associação Montfort, que a Teologia da Libertação é decorrente do CV II:

http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&su…508&lang=bra

A Teologia da Libertação é comunismo para "católicos" modernistas, tais como eles se desenvolveram depois do Concílio Vaticano II.

Michael Löwy assim resume a doutrina e fins da Teologia da Libertação:

"1- Um implacável requisitório moral e social contra o capitalismo dependente, seja como sistema injusto, iníquo, seja como forma de pecado estrutural".

"2- A utilização do instrumental marxista para compreender as causas da pobreza, as contradições do capitalismo e as formas da luta de classes".

"3 - Uma opção preferencial em favor dos pobres e da solidariedade com a sua luta pela auto libertação".

"4 - O desenvolvimento de comunidades cristãs de base entre os pobres, como uma nova forma da Igreja e como alternativa ao modo de vida individualista imposto pelo sistema capitalista".

"5 - Uma nova leitura da Bíblia, voltada principalmente para as passagens como o Êxodo -- paradigma da luta de libertação de um povo escravizado".

(...)
inocncio#77
"6 - A luta contra a idolatria (e não o ateísmo) como inimigo principal da religião -- isto é, contra os ídolos da morte, adorados pelos novos faraós, os novos Césares e os novos Herodes: Mamon, a Riqueza, o Poder, a Segurança Nacional, o Estado, a Força Militar, a "Civilização Ocidental".

"7 -- A libertação humana histórica como antecipação da salvação final em Cristo, como Reino de Deus".

* 8 -- Uma crítica da teologia dualista tradicional como produto da filosofia platônica grega e não da tradição bíblica -- nas quais as histórias humana e divina são distintas mas inseparáveis" (Michael Löwy, Marxismo e Teologia da Libertação, Cortez ed. São Paulo, 1991, pp. 27-28. Itálicos são do original).

A Teologia da Libertação foi feita para justificar a Ost Politik do Vaticano, no tempo de Paulo VI, e para ajudar a expansão comunista nas Américas.

É sabido que, em 1952, às vésperas do Concílio Vaticano II, João XXIII queria o comparecimento de observadores da Igreja Cismática Russa, no Concílio. O ecumenismo exigia uma aproximação também com a Igreja Cismática Russa controlada então pelo Partido Comunista soviético. Até mesmo os mais altos dignatários dessa Igreja eram, então, membros da KGB, a polícia secreta do Bolchevismo.

O Governo Soviético, inicialmente, não queria permitir a presença de membros da Igreja Cismática no Concílio Vaticano II, mas, depois, aproveitou dos desejos ecumênicos do Vaticano e de João XXIII, para exigir, em troca da presença desses observadores, que no Concílio jamais fosse citada a palavra comunismo, nem a palavra marxismo e nem se condenasse a URSS e a sua política expansionista. João XXIII capitulou diante dessas condições, e foi assinado, em Metz, ainda em 1962, um pacto entre a Santa Sé e a URSS comunista. Pelo pacto de Metz, a Igreja se comprometia a que, no Concílio, o Comunismo não fosse nem condenado, nem citado. Em troca, a URSS permitiria que alguns de seus espiões, vestidos de Bispos e Popes, viessem "observar" o que se passaria no Vaticano II.
inocncio#78
(...)O Pacto de Metz foi assinado, em nome do Papa, pelo cardeal Tisserand, e em nome da Rússia pelo Arcebispo e Coronel da KGB, Nikodim, o mesmo que terá morte misteriosa diante de João Paulo I.

Pacto assinado, pacto cumprido. No Vaticano II nem se tratou do maior inimigo que a Igreja jamais teve: o comunismo.

A capitulação da política vaticana chegou a tal ponto que nem se discutiu, nem citou na aula conciliar do pedido de mais de 700 Bispos de Consagrar a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, como Nossa Senhora o havia pedido em Fátima.

O Vaticano II quis ser pastoral, para não ter que anatematizar o marxismo e o comunismo.

Em conseqüência do humanismo do Vaticano II, desenvolveu-se, então, a chamada Teologia da Libertação que, nada tendo de Teologia, pretendia libertar os países latino americanos, especialmente, das garras do capitalismo internacional. Na verdade essa era uma fórmula propagandística que significava acabar com o capitalismo e a democracia liberal -- que nada tem de santo -- para instaurar em seu lugar a tirania comunista.

Evidentemente, Cuba e Fidel passaram a ser o núcleo da propaganda marxista vestida com a batina da Teologia.

No tempo de Paulo VI, a Assembléia dos Bispos da América Latina em Medellin, deu um grande impulso à Teologia da Libertação e à ação concreta de padres modernistas a favor da guerrilha comunista.
inocncio#79
Aqui no Brasil, a Ação Católica eivada de princípios modernistas, se aliou aos partidos marxista, surgindo a POlop (Política Operária). Na década de 60, os católicos de esquerda apoiaram a guerrilha comunista de Carlos Marighella. Frei Betto esteve envolvido nessa guerrilha como muitos outros padres e frades do Convento dominicano das Perdizes, em São Paulo.

A Teologia da Libertação, no Brasil, teve o apoio total do Cardeal de São Paulo, Dom Arns, assim como da ala esquerdista que dominava a CNBB, liderada então por Dom Arns, e pelo Cardeal Aloísio Lorscheider, por Dom Ivo Lorscheider, por Dom Mauro Morelli, Dom Casaldálga, Dom Luciano Mendes de Almeida, entre outros.
priscila#80
Eu, como disse, debati muitíssimo este assunto. A argumentação que usaram era a de que o mal acontecido - o inegável mal acontecido - não era decorrente do Concílio em si, mas sim de uma má interpretação das palavras deste Concílio. Eu achei o argumento muito fracote, porque, como eu disse, mesmo que tenha sido assim, a tal "interpretação" partiu de dentro da própria Igreja Católica - caso contrário, se tivesse sido a interpretação feita pelos muçulmanos, pelos judeus, pelos ateus, ou mesmo por outras vertentes do Cristianismo, não teria tido EFEITO como teve! Então deu no mesmo, na prática.

O fato é que eu gosto de Bento XVI, simpatizo com ele, rezo por ele, e tenho muita fé em que ele veio para fazer uma profunda diferença. Porque o mundo vai mal, vai de mal a pior. Com essa aliança entre o comunismo e o Islã de um lado, e o tal Governo Mundial do outro, só um homem sábio e santo pra se contrapor a tudo isso. Penso que a Igreja Católica precisa de muito apoio verdadeiro, e que as víboras malévolas que infelizmente ainda a infestam têm que ser expulsas, expurgadas - para que não possam enfraquecê-la de nenhum modo, sugando seu sangue e distorcendo seu fundamento.

Já botei, à moda medieval que faz tanto o meu estilo, o meu "pendão e caldeira" alinhados com as hostes da Igreja Católica, Apostólica, Romana. De coração sincero, e para o que der e vier.
gabriel_12#81
O Governo Soviético, inicialmente, não queria permitir a presença de membros da Igreja Cismática no Concílio Vaticano II, mas, depois, aproveitou dos desejos ecumênicos do Vaticano e de João XXIII, para exigir, em troca da presença desses observadores, que no Concílio jamais fosse citada a palavra comunismo, nem a palavra marxismo e nem se condenasse a URSS e a sua política expansionista. João XXIII capitulou diante dessas condições, e foi assinado, em Metz, ainda em 1962, um pacto entre a Santa Sé e a URSS comunista. Pelo pacto de Metz, a Igreja se comprometia a que, no Concílio, o Comunismo não fosse nem condenado, nem citado. Em troca, a URSS permitiria que alguns de seus espiões, vestidos de Bispos e Popes, viessem "observar" o que se passaria no Vaticano II.

Eu já conhecia essa história. Mas como já falei, e agora vou citar números mais precisos, 2.593 instituições católicas foram abordadas com a seguinte consulta: Quais os problemas que o futuro Concílio deve tratar. 1.998 responderam. O material foi organizado.

Os problemas citados pelas instituições foram estes:
1 - As fontes da Revelação;
2 - O depósito da Fé;
3 - A ordem moral;
4 - Liturgia;
5 - Família;
6 - Comunicação Social;
7 - Unidade da Igreja.

Ninguém falaria sobre o comunismo, com ou sem o pacto de Metz. Assinaram um pacto sem valor, se ele não existisse não faria a menor diferença. Diferente seria se as instituições católicas votassem por falar sobre o assunto e esse fosse proibido.

E vejam bem, o Concílio terminou em 1965. A esquerda católica já estava em atividade no Brasil. Então, como o Concílio pode ter criado um movimento anterior a ele?

E só para não criar confusão, a reforma liturgica não foi formulada pelo Concílio.

Alberigo, Giuseppe. História dos Concílios Ecumênicos. Paulus. Pp.391 - 440.

Principalmente a p. 396.
gabriel_12#82
En estos últimos años, ha aumentado el número de publicaciones conservadoras que intenta excusar el caos y la confusión de la iglesia moderna mediante el equivocado argumento de que no hay nada teológicamente defectuoso en los decretos del Concilio Vaticano II; y que, supuestamente, la causa de los problemas son las malas interpretaciones de los sacerdotes, los religiosos y los laicos liberales. Estas publicaciones llegan hasta enumerar los abusos cometidos en la iglesia conciliar; mas insisten en la inocencia del Concilio. Los decretos del Vaticano II, reiteran ellos, deben ser interpretados a la luz de la tradición. Examinemos brevemente algunas de las muchas enseñanzas modernas emanadas del Vaticano II y veamos si pueden ser interpretadas a la luz de la tradición.

Esse é o problema, Maria. Eu não vejo a impossibilidade de conciliar o Vaticano II com a Tradição. Os argumentos que eu li que apontam essa incompatibilidade, até agora, são sem muito valor. E o meu estudo, por enquanto, está apenas nesse nível.

E eu não defendo que os males atuais da Igreja surgiram de uma má interpretação do Concílio. Eles já estavam surgindo bem antes do Concílio. E continuaram a crescer, apesar do Concílio.
gabriel_12#83
A argumentação que usaram era a de que o mal acontecido - o inegável mal acontecido - não era decorrente do Concílio em si, mas sim de uma má interpretação das palavras deste Concílio.

Você tem toda razão ao achar esse argumento fracote. O que ocorreu de ruim, e contínua ocorrendo, dentro da Igreja, começou a surgir antes do Concílio.

Existe alguma diretriz conciliar que aponte para a teologia da libertação, para o relativismo, para a displiscência na Celebração Eucarística? Não. E por que que muitos padres seguem essas "tendências"? Porque querem.

Não existe hoje, por parte de muitos, uma obediência ao Papa e ao Vaticano. Um padre rescem falecido, importantíssimo teólogo da Igreja, homem muito adimirado e prestigiado aqui no Brasil, me disse com todas as letras: "o Vaticano não manda em nada. Nós temos completa autonomia".

A Igreja já condenou o comunismo, o relativismo, o sacrilégio. E daí? Muitos bispos e padres não obedecem. E isso é culpa do Concílio? Ou de uma falsa interpretação desse? Claro que não! Não obedecem porque não querem obedecer.
denise#84
Não vejo nada de errado no Concilio VII.

Nao tenho duvida que as mudanças eram necessárias .

Aconteceram alguns erros ,sempre há ....quando o humano recebe
uma ordem divina , nunca a interpreta tao bem ....
mas nao vi
Deus mandar fogo dos Céus por este motivo a ninguém ....

Quanto a missa de hoje e a missa em latim ... algum de vocês
acredita mesmo que Deus precisa de uma terminada "língua" para
manifestar sua ação entre nós?Leiam a vida dos santos , quando alguns
nao podiam ir a missa os anjos levam a comunhão ....ou seja eus é
para ser Obedecido e nao para ser constedado .

Ou alguém aqui pensa que o fato de vc ficar e participando de uma missa
em latim com cantos gregorianos , vc esta com um selo de santidade ?

Que o Espírito Santo ficaria preso ha palavras ditas por um padre
para a missa seja valida ?

Dizer que após o CVII a Igreja piorou ? E negar toda ação da Nova Era.
E toda esta conspiração "Encardida". Não foi o CVII.

Houve erros sim , Mas quem pode colocar na balança e dizer
que o Concilio VII produziu mais joio do que trigo ?
Esta na bíblia , com a mesma medida que julgas serás
julgados ....Esta será a medida do grande Juiz ....

Falaram ( fofocas) do Papa joão Paulo II , e Ele foi fiel a Igreja e
a seus valores evangélicos .Queriam o que ? que ele queimasse na
fogueira todos os da RCC?

As comunidades que nasceram Pós CVII fazem muito pelo Reino de
Deus e estão tirando muitos das seitas da Nova Era, so isso era para
TODOS Glorificar o Pai do Céus!

Quando Jesus esteve aqui , também o condenaram pq ele fazia milagres aos
sábados ....

Cuidado ! vocês que rezam em latim nao atualizem em suas vidas aquela oração do fariseu , que rezava dizendo suas boas qualidades : jejuo ,rezo em latim , cumpro a lei e olhando para a Igreja do lado
critica no coração o publicano pecador ....
denise#85
Teologia da Libertação ?
aconteceu pelo pecado pessoal de alguns padres e por ignorância
de outros tantos inocentes uteis , que nao viram , que era algo
disfarçado mas era comunismo puro

Onde tem hoje , padres da teologia ?

Claro a CNBB, ainda esta aliada ao comunismo .
Rezamos por eles.
priscila#86
Num debate em outro lugar, foi postado pelo Daher que Stalin ofereceu ao Papa Pio XI a oportunidade de deixar que o Catolicismo Romano entrasse na Rússia comunista, e lá fundasse igrejas e seminários. Moscou, em tese, não faria oposição aos prelados católicos. A idéia por trás disso seria a "neutralização" da Igreja Ortodoxa Russa. No entanto, a idéia acabou sendo abandonada, porque os comunistas acabaram chegando à conclusão de que a Igreja Ortodoxa Russa já estava suficientemente neutralizada, e o Vaticano seria uma encrenca desnecessária. Somente em 1930 o Vaticano teria admitido uma derrota política, e somente a partir de 37 teriam começado as críticas ao comuniismo.

Eu botei tudo no condicional, porque não posso confirmar nada disto.
Mas o Daher é sério, e talvez aí resida a explicação para a semente do que veio a ser, mais tarde, a catástrofe da invasão comunista na Igreja Católica.

Eu acho que uma igreja não é um partido político, evidentemente. Também acho que é importante para qualquer Igreja poder se estabelecer no máximo de territórios possíveis. E acho ainda que o fim não justifica os meios. Some-se tudo isso, e a conclusão é que só com muita pesquisa e muita perguntação a gente de confiança seria possível entender o que de fato aconteceu.

De qualquer maneira, old sins have long shadows - antigos pecados projetam longas sombras.
priscila#87
Esqueci de dizer que, como o Daher também comenta, isso explicaria o porquê da Mensagem de Fátima ter ficado engavetada por tanto tempo.

Faz sentido.
geraldo_2#88
O CVII foi um ataque bem sucedido dos inimigos da Igreja Católica e a maior catástrofe que poderia ter acontecido. O estado atual da CNBB e os exemplos de abusos inomináveis que vemos todos os dias também são frutos dele. Dizer que a teologia da libertação, por ser anterior ao CVII, não é fruto dela, soa para mim como se me dissessem que Stalin, o Trotsky, o Beria ou mesmo o Lênin não foram produtos da Revolução Soviética porque existiam e militavam antes do fatídico 1917.

O fato é que a guerra de infiltração começou muito antes, mas a estrutura bem montada por séculos de tradição da Igreja impedia (ou dificultava enormemente) a decomposição do tecido da Igreja. O Concílio veio abrir as portas para que o mal que já se instalara nas hierarquias eclesiásticas se materializasse nas paróquias como vemos abertamente em quase todas que conhecemos.

Sabemos que todos os poderes totalitários de cunho revolucionário sempre tiveram a Igreja como inimigo e sempre a perseguiram. A diferença é que na Espanha se matavam religiosos e proibiam culto ao passo que agora eles a combatem desde dentro, com muito mais sucesso. Seria uma ingenuidade tola supor que essas forças demoníacas teriam desistido dos seus intentos.
geraldo_2#89
Um dos grandes golpes, foi a reforma da missa, quando o rito sacrifical foi aproximado dos cultos protestantes e transformado a missa numa espécie de banquete festivo. A utilização da língua vernácula, abre caminho para a modificação do que restou do sentido do rito, na medida que as palavras podem ter seu significado alterado. Hoje, por exemplo, amor significa entre outras coisas coito, um indivíduo excepcional significa retardado, afetividade pode ser atração homossexual e por aí vai. A Igreja é uma instituição milenar, feita para durar até o fim dos tempos, desprender-se do seu legado, é deixá-se ao sabor dos ventos... em cem anos pode estar em outros oceanos...

Quanto a afirmar que o pacto de Metz não tem valor é o mesmo que dizer que um pacto com o diabo não teve valor porque no final ninguém sangrou o bode, mesmo porque ninguém tinha lembrado de trazer o bicho.
gabriel_12#90
Somente em 1930 o Vaticano teria admitido uma derrota política, e somente a partir de 37 teriam começado as críticas ao comuniismo.

A informação não procede.

Na encíclica Qui pluribus, de 7 de fevereiro de 1878 escreve Pio IX:

"Enfim, conheceis bem, Veneráveis Irmãos, os outros monstruosos e fraudulentos erros com os quais aqueles que se ocupam só de coisas mundanas tentam obstinadamente atacar a divina autoridade da Igreja e as suas leis e tratam de calcar com os pés tanto os direitos do poder sagrado quanto do civil.

[...]

...a isto visa aquela doutrina funesta e sobejamente contrária ao direito natural que é o comunismo, como é chamado, uma vez admitida a qual, se derrubariam completamente os direitos, os patrimônios, as propriedades e até a sociedade humana."

É a pimeira vez que a palavra comunismo é citada num documento pontifício.

O comunismo é um erro "monstruoso", uma doutrina "fraudulenta" e "funesta".
gabriel_12#91
Eu sei que você está deixando aqui sua posição, não pretendo dizer que você está errado. Eu ainda estou estudando o assunto e posso estar enganado. Estou te questionando para colher novos argumentos, um novo ponto de vista, ou algum detalhe que me passou despercebido.

O Concílio veio abrir as portas para que o mal que já se instalara nas hierarquias eclesiásticas se materializasse nas paróquias como vemos abertamente em quase todas que conhecemos.O estado atual da CNBB e os exemplos de abusos inomináveis que vemos todos os dias também são frutos dele.

Quais são as passagens do Concílio que demonstrem essas teses. As teses são:

a) O Concílio possibilitou o estado atual da CNBB;
b) O Concílio possibilitou abusos inomináveis;
c) O Concílio possibilitou a materialização do mal nas paróquias.

Cite pelo menos uma passagem para cada tese.

Dizer que a teologia da libertação, por ser anterior ao CVII, não é fruto dela, soa para mim como se me dissessem que Stalin, o Trotsky, o Beria ou mesmo o Lênin não foram produtos da Revolução Soviética porque existiam e militavam antes do fatídico 1917.

E realmente eles não foram produtos da Revolução Soviética, mas agentes dela. Vc está querendo dizer que os teólogos da libertação são agentes do CVII?

Quanto a afirmar que o pacto de Metz não tem valor é o mesmo que dizer que um pacto com o diabo não teve valor porque no final ninguém sangrou o bode, mesmo porque ninguém tinha lembrado de trazer o bicho.

Analogias são sempre perigosas. O que eu demonstrei em passagem anterior é que o CVII não tinha obrigação de condenar o comunismo.
gabriel_12#92
Ela é pós-conciliar. E reformas liturgicas sempre existiram.
inocncio#93
O que você pensa sobre o silêncio da igreja na questão do comunismo durante o CVII, mesmo tendo sido um assunto pré-acordado em consulta realizada previamente?
gabriel_12#94
A Igreja condenou o comunismo no século XIX, no século XX, antes do concílio e no século XX, depois do concílio. E o condenou em documentos oficiais destribuídos para todos o clero e a disposição de todo Católico, cristão, ateu, etc. Isto não basta? Será que agora, em todo documento semexcessão deverá vir escrito: “ah! E a propósito, condenamos o comunismo!”

Um concílio ecumenico é uma reunião de bispos de todo o mundo que possui como objetivo discutir assuntos pertinentes ao momento atual da Igreja, assuntos que envolve questões pastorais, questões de doutrina, fé, moral e costumes.

No caso do CVII, discutiu-se questões pastorais, as questões que os próprios católicos julgaram pertinentes. Pra que condenar o comunismo nesse concílio? Não bastam as demais condenações

Creio que a questão seria bem diferente se o comunismo nunca tivesse sido condenado. Mas veja só, repare que até o Paulo VI condenou o comunismo.
gabriel_12#95
Com o nome de socialismo é condenado e declarado como sendo contrário aos princípios cristãos:

Pio IX

08/12/1864, encíclica "Quanta Cura";

Pronunciamentos que preparam a condenação do socialismo no Sílabo:

09/12/1846, encíclica "Qui Pluribus";
17/03/1856, encíclica "Singulari quidem";
15/12/1856, Alocução "Numquam fore";
09/06/1862, Alocução "Maxima quidem";
21/12/1863, Carta "Tuas libenter" ao Arcebispo de München-Freising.

08/12/1864, Sílabo de Pio IX, ou seja, coleção de erros proscritos (e lá está o socialismo).

Leão XIII

15/05/1891, encíclica “Rerum novarum”; não há uma condenação explicita, mas a explicitação da doutrina social da Igreja, que é anticomunista.

Pio XI

15/05/1931, encíclica "Quadragésimo anno", que diz "...socialismo religioso, socialismo cristão são termos incompatíveis; ninguém pode ser simultaneamente católico convicto e verdadeiro socialista..."

João XXIII

15/05/1961, encíclica "Mater et Magistra": "Nem pode os católicos de modo algum aderir às teorias dos socialistas que parecem representar uma posição mais moderada..."
gabriel_12#96
Com o nome de Comunismo:

PioIX

09/11/1846, encíclica “Qui pluribus”: O comunismo é um erro "monstruoso", uma doutrina "fraudulenta" e "funesta".

Pio XI

19/03/1937, encíclica “Divini Redemptoris”.

Pio XII

28/06/1949, Decreto do S. Ofício contra o comunismo.

João XXIII

25/03/1959, Decreto do S. Ofício contra o comunismo: Pergunta: É permitido aos cidadãos católicos, ao elegerem os representantes do povo, darem seu voto a partidos ou candidatos que, mesmo se não proclamam princípios contrários à doutrina católica e até reivindicam o nome de cristão, apesar disto se unem de fato aos comunistas e os apóiam por sua ação? Resposta: Não; segundo a diretiva anterior (de 1949): o comunismo é de fato materialista e anticristão; embora declarem às vezes em palavras que não atacam a religião, os comunistas demonstram de fato, quer pela doutrina, quer pelas ações, que são hostis a Deus, à verdadeira religião e à Igreja de Cristo.

15/05/1961, encíclica "Mater et Magistra": "... as teorias dos chamados comunistas e dos cristãos se contradizem radicalmente...".

Paulo VI

14/05/71, Carta Apóstolica "Octogesima adveniens": "O marxismo é recusado de maneira estrita, quanto a sua doutrina e método; o socialismo e o liberalismo são objeto de juízes mais matizados, mas são igualmente rechachados em sua forma radical.”
gabriel_12#97
João Paulo II

06/08/84, Instrução da Congregação da Doutrina da Fé “Libertatis nuntius”: crítica ao marxismo e à teologia da libertação.

06/08/84, Instrução da Congregação da Doutrina da Fé “Libertatis nuntius”: crítica ao marxismo, à teologia da libertação e ao neomarxismo (“...na medida, porém, em que se mantém verdadeiramente marxianas, estas opiniões continuam vinculadas a algumas teses fundamentais que não são compatíveis com a concepção cristã do homem e da sociedade.”).

22/03/1986, Instrução da Congregação da Doutrina da Fé “Libertatis conscientia”: crítica ao marxismo, à teologia da libertação, ao neomarxismo e à luta de classes.

01/05/1991, encíclica “Centesimus annus”.
geraldo_2#98
Quais são as passagens do Concílio que demonstrem essas teses. As teses são:

a) O Concílio possibilitou o estado atual da CNBB;
b) O Concílio possibilitou abusos inomináveis;
c) O Concílio possibilitou a materialização do mal nas paróquias.

Cite pelo menos uma passagem para cada tese.


Não vou citar as passagens, pois isto já fizeram homens muito mais qualificados, de modo que recomendo o link abaixo onde poderá encontrar o que pede, devidamente comentado.

http://www.capela.org.br/Crise/Vaticano2/pasqualucci.htm

Mas poderei relatar de forma sucinta o encadeamento lógico que me permitiu chegar aqui:

Em primeiro lugar, a introdução do ecumenismo como feito, reconhecendo “verdades exteriores à Igreja católica” sem definir especificamente quais sejam, dando às Igrejas cismáticas a condição de vias de salvação, abre um precedente poderoso para a confusão e desagregação das verdades católicas.

Em segundo lugar, a atribuição da suprema potestas juridictiones antes direito divino único do Papa ao colégio dos bispos, enfraqueceu o Papa ao passo que fortaleceu enormemente o coletivo dos bispos, comprometendo a verticalidade legislativa e dando condições para que coisas como a CNBB tomassem corpo.

Em terceiro lugar, a nova definição de “povo de Deus” no lugar de “corpo místico de Cristo”, põe a Igreja de cabeça para baixo invertendo a ordem das coisas. Agora a Igreja passa a ser o resultado da conjunção das diversas partes, das comunidades de fieis presididas por padres, sendo pretensamente constituída de baixo para cima, de modo que se as comunidades mudam, a Igreja transforma passivamente por conseqüência.

Em Quarto lugar: A exaltação do homem na sua “altíssima vocação” facilita a independência necessária para catalisar os processos iniciados pelas inovações anteriormente citadas.

O resto é só trabalho dos Élderes, Casaldaglias, Bettos, Boffes e, por fim, ... Pintos.
geraldo_2#99
E realmente eles não foram produtos da Revolução Soviética, mas agentes dela. Vc está querendo dizer que os teólogos da libertação são agentes do CVII?

Não os teólogos, mas as idéias que os inspiraram por meio dos infiltrados que participaram do CVII. Por outro lado, as figuras que conhecemos e que fizeram a desgraça da Rússia foram sim produto da revolução, que se não tivesse logrado êxito, não passariam de sociopatas semi-desconhecidos que pululam na História. O Marx, por exemplo, não se encaixaria nesta definição.

Analogias são sempre perigosas. O que eu demonstrei em passagem anterior é que o CVII não tinha obrigação de condenar o comunismo.

O que disse foi que o pacto de Metz não teve valor, coisa que eu discordei ilustrando com a perigosa analogia.

Quanto à obrigação: Do ponto de vista burocrático, talvez até não tenha tido mesmo, mesmo porque isso já tinha sido feito, e muito bem feito, no passado. Mas no contexto do mundo à época, do ponto de vista moral, de suas responsabilidades e da necessidade, acho que tinha sim, e muito!

E sobre a reforma liturgica...
Ela é pós-conciliar. E reformas liturgicas sempre existiram.


Pelo que sei, a única reforma foi feita pelo Papa Pio V em 1570. Esta reforma foi uma fixação do rito, baseado em estudo de documentos da época e antigos onde se pretendeu, com muito cuidado, eliminar os desvios (que não tinham sido originados de reformas e sim de costumes) por meio de um missal condensado e definitivo, a exceção “... por uma instituição aprovada desde a origem pela Sé Apostólica, ou então em virtude de um costume, a celebração destas Missas nessas mesmas Igrejas tenha um uso ininterrupto superior a 200 anos”

Vide “Bula QUO PRIMUM TEMPORE” http://www.veritatis.com.br/article/1360
inocncio#100
Eu não falava sobre os documentos da igreja que condenam o comunismo, que como você mesmo demonstrou, são vários. O que eu quis dizer (talvez não tenha colocado a pergunta da melhor forma) é que o silêncio do Concílio sobre o assunto é um fato grave justamente por esta infiltração ser anterior ao Concílio (como você mesmo escreveu) e pelo fato da igreja não ter tomado nenhuma providência a respeito, pelo menos não uma que tenha sido digna de nota.
O que choca para quem está de longe é esse contraste, se é que posso chamar assim. O contraste existente entre a clara condenação da igreja ao comunismo e a atitude passiva desta perante a postura de seus membros (porque nunca foram excomungados já que as normas da igreja são claras a respeito?). Seria isso cinismo tanto da igreja como de seus membros? Ou seja: a igreja "finge" que não vê a postura errada e condenável e os padres e bispos fingem ao mesmo tempo que seguem a doutrina cristã.

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