Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Olavo e o Concílio Vaticano II: O que pensam?

Iniciado por fabiano_2 em 02/02/2007 · 115 mensagens · página 3 de 3

priscila#101
Eu estou fazendo uma força danada para confiar no futuro, sabem.
Por isso nem vou mais falar nesse assunto. Decidi isso.
Vamos rezar para que o Catolicismo se fortaleça, porque só a Igreja Católica Apostólica Romana tem a estrutura, a força mesmo, para se opor às alianças do Mal que estão pipocando em toda a parte.

De vez em quando eu dou uma rodada pelo mundo orkutiano, assim como de vez em quando eu dou uma rodada pelo mundo, mesmo. Esse ano ainda não viajei, o que farei daqui a pouco, mas andei perambulando pelo orkut.
E cada vez que faço isso, volto de coração apertado, acreditem.
Vai tudo muito mal, essa é que é a verdade.

Seria tão bom que o Cristianismo inteiro se unisse em torno de Cristo, o Redentor, e de Nossa Senhora, a grande intercessora junto a Deus, para pedir força, proteção e auxílio!
Acho que estamos precisando, e pressinto que vamos precisar ainda mais.
denise#102
"Seria tão bom que o Cristianismo inteiro se unisse em torno de Cristo, o Redentor, e de Nossa Senhora, a grande intercessora junto a Deus, para pedir força, proteção e auxílio!
Acho que estamos precisando, e pressinto que vamos precisar ainda mais." [2]
gabriel_12#103
O que choca para quem está de longe é esse contraste, (...) existente entre a clara condenação da igreja ao comunismo e a atitude passiva desta perante a postura de seus membros (...). Seria isso cinismo tanto da igreja como de seus membros? Ou seja: a igreja "finge" que não vê a postura errada e condenável e os padres e bispos fingem ao mesmo tempo que seguem a doutrina cristã.

Em relação ao CVII, não vejo a necessidade dele se pronunciar a respeito do comunismo pelos motivos já expostos. O comunismo já foi e ainda é condenado.

Mas creio que entendo o que vc quer dizer. Parece que o comunismo é condenado apenas nos documentos e não na prática.

Mas a Igreja já tomou algumas providencias. A luta de vários bispos, com apoio do Vaticano, contra o comunismo no leste europeu; a condenação da teologia da libertação; a reforma que João Paulo II promoveu, nomeando uma série de bispos e cardeais conservadores.

Os resultados já podem ser vistos até na América Latina. É só comparar os documentos de Medellín e de Puebla com os documentos de Santo Domingo e de Aparecida. A tendencia "libertacionista" está bem enfraquecida nos documentos das duas últimas conferências, em relação às duas primeiras. Pode parecer pouco mas já é alguma coisa.

O que eu não compreendo é a apatia que parece reinar na Igreja. Ou o receio de comprar briga, não sei.

O judeus execraram o nazismo de tal forma, que hoje "nazista" é palavrão, ofensa grave, crime. Fizeram isso através de documentários, livros, revistas, filmes, palestras, uma infinidade de pesquisas e depoimentos, uma organização imensa de documentos, etc.

Por que a Igreja não faz a mesma coisa? Por que fica apenas no campo da discussão teórica com algumas poucas medidas restritivas ao invés de partir para a apresentação das atrocidades comunistas, infinitamente superiores às nazistas?
gabriel_12#104
Como o Olavo diz, não é para discutir como se os comunistas fossem pessoas decentes. É para desmascará-los, desmoralizá-los, mostrar a real face do monstro, para provocar repulsa, nojo, rejeição completa.

Por que isso não é feito?

Sei que existe uma preocupação do Vaticano com os católicos que vivem em países comunistas e que podem, como forma de retaliação, sofrer persequições, torturas, etc. Muito mais do que já vem acontecendo.

Sei que há acordos para que isso não aconteça e medo de que venha a acontecer.

Não sei o que pensar sobre o assunto. Como tomar uma decissão numa situação dessas?

Mas aqui na Brasil, por exemplo, não há necessidade nenhuma de ter esse tipo de medo. Pode-se fazer campanha anticomunista a vontade.

Mas também, convenhamos, isso é obrigação de todo Católico. É muito comodo colocar tudo nas costas do Vaticano. Por que os judeus, que não possuem a organização da Igreja, conseguem e os católicos não?

Essa luta, no campo da cultura, não é tarefa para um Concílio. É tarefa para toda a Igreja.

Por isso repito, o CVII não tinha nenhuma obrigação de condenar o comunismo. Mas a Igreja, que já condenou o comunismo de forma mais do que adequada e suficiente, deve começar a mostrar o que é essa coisa, como os judeus fizeram com o nazismo.

E quando digo Igreja, não me refiro só ao Vaticano.

De certa forma, foi o que o conde fez em seu blog:

http://cavaleiroconde.blogspot.com/2007/12/realismo-…-prprio.html

É pouco, mas já é alguma coisa. Que outros católicos façam algo do tipo. Amparo legal e doutrinário da Igreja, é o que não falta.
leonardo_23#105
Sim Amanda a Igreja é infalível quando o assunto é em a fé e a moral, não em relação a assuntos pastorais. Hora se o Concílio não desejou definir nenhum outro dogma não há motivo para a preocupação em relação a infabilidade do Papa e do Colégio Apostólico unido a sua cabeça. Agora se a implantação de um novo ritual é assunto definitório, isto já é outra coisa. Nenhum católico aqui está criticando um dogma da Igreja, muito menos a infabilidade do Papa e sim atitudes pastorais que foram tomadas após o concílio, que eu passo a considerar trágicas.
Não é o que está escrito nos documentos do concílio que me preocupa e sim sua interpretação equivocada (que os próprios documentos suscitam).
Veja! O Bispo que foi excomungado te hoje uma revindicação aceita após quarenta anos, o rito de Pio V está sendo incentivado pelo Papa, um rito que na verdade não voltou pois nem saiu.
leonardo_23#106
Cont.
Não tenho nada contra o atual rito, uma vez que ele seja celebrado com a serenidade como a que encontramos no mosteiro de S. Bento no Rio de Janeiro, com a entoação do canto Gregoriano e toda a força dos símbolos. Bem diferente do que vemos em certas paróquias.
Outra coisa que quero frisar: Nem mesmo D. Estêvão Bettencourt soube me falar claramente sobre o Pacto de Metz. Este de que a Igreja não condenou o comunismo porque este já tinha sido condenado em outros documentos, não dá pra engolir. O comunismo estava causando muito mais mal naquela época a toda a Igreja do que em época precedentes, era necessário condenar. O comunismo passou a ter vez dentro da Igreja foi sim a partir do concílio. Alias, foi o próprio Paulo VI que disse que quando se abriu demais as portas da Igreja parece que a fumaça do diabo também entrou.
Mas não pense que ao ver as coisas deste jeito que não sou católico. Se você quer saber João Paulo II foi uns dos mais maravilhosos homens deste século. Tinha marcado em sua vida os males do nazismo e do comunismo, por isso foi um incansável combatente contra estas forças do mal. Talvez se não fosse a presença de Joseph Ratzinger ele ficaria sozinho neste bom combate.
gabriel_12#107
CARDEAL NOÈ EXPLICA A "FUMAÇA DE SATANÁS NA IGREJA"

Por Bruno Volpe

Tradução: Daniel Pinheiro

Fonte: Agência Petrus

Continua inesquecível a denúncia de Paulo VI sobre a fumaça de Satanás na Igreja. Ainda hoje, aquele discurso parece de uma atualidade incrível. Mas, com exatidão, o que queria dizer o Papa?

Vocês da “Petrus” fizeram uma boa pergunta aqui, pois estou em condições de revelar, pela primeira vez, o que Paulo VI desejava denunciar com aquela afirmação. Aqui está: o Papa Montini, por Satanás, queria indicar todos aqueles padres ou bispos e cardeais que não rendem culto ao Senhor, celebrando mal a Santa Missa por causa de uma errônea interpretação e aplicação do Concílio Vaticano II. Ele falou da fumaça de Satanás porque sustentava que aqueles prelados que faziam da Santa Missa uma palha seca em nome da criatividade, na verdade estavam possuídos da vanglória e do orgulho do Maligno. Portanto, o fumo de Satanás não era outra coisa além da mentalidade que queria distorcer os cânones tradicionais e litúrgicos da cerimônia Eucarística.

http://www.veritatis.com.br/article/5197
tiago_6#108
Depois do Concílio Vaticano II não se condenou o comunismo. Basta comparar o método de um Syllabus e os documentos que foram citados para provar que se condena o comunismo. Os papas do pós-concílio tiveram envolvimento inegável com os comunistas .

Basta ver essa foto: http://traditioninaction.org/RevolutionPhotos/A006rc…volution.htm

Nesta mesma página há várias outras fotos escandalosas sobre o comunismo.

Esses papas ecreveram com a mão e apagaram com o cotovelo. Estes possivelmente serão condenados no futuro.

Aqui há uma Sinopse dos Erros do Concílio Vaticano II:
http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2005-2.htm

IMPUGNAÇÃO JÁ!
cristiano_9#109
"Se a Igreja nao fosse uma instituicao divina, este Concilio(Concilio Vaticano II) teria a enterrado."
Cardeal Giuseppe Siri
cristiano_9#110
A evidência está nos fatos

Padres em exercício:
1965 - 58.000
2002 - 45.000

Ordenações:
1965 - 1.575
2002 - 450

Paróquias sem padre:
1965 - 549 (cerca de 1%)
2002 - 2.928 (cerca de 15%)

Seminaristas:
1965 - 49.000
2002 - 4.700

Freiras:
1965 - 180.000
2002 - 75.000

Frades:
1965 - 12.000
2002 - 5.700

Jesuítas:
1965 - 5.277
2002 - 3.172

Franciscanos:
1965 - 2.534
2002 - 1.492

Christian Brothers:
1965 - 2.434
2002 - 959

Redentoristas:
1965 - 1.148
2002 - 349

Colégios Católicos:
1965 - 1.566
2002 - 786

Estudantes de Colégios Católicos:
1965 - 700.000
2002 - 386.000

Escolas Paroquiais:
1965 - 10.504
2002 - 6.623

Estudantes de Escolas Paroquiais:
1965 - 4,5 million
2002 - 1,9 million

Batismo de Crianças:
1965 - 1,3 million
2002 - 1 million

Batismos de Adultos (conversões):
1965 - 126.000
2002 - 80.000

Casamentos Católicos:
1965 - 352.000
2002 - 256.000

Anulamentos:
1965 - 338
2002 - 50.000

Presença Regular à Missa - estudo no.1:
1958 - 74% 74% dos Católicos (pesquisa Gallup)
1994 - 26.6% (estudo da Notre Dame)

Presença Regular à Missa - estudo da Fordham University:
1965 - 65% dos Católicos
2000 - 25%

Misc. (fonte, National Catholic Reporter)
77% acreditam que Católicos não precisam assistir à Missa aos Domingos
65% acreditam que Católicos possam se divorciar e casar novamente
53% acreditam que Católicos possam fazer aborto
10% acreditam no ensinamento da Igreja com relação ao controle de natalidade (fonte: pesquisa da Notre Dame)
70% acreditam que a Eucaristia seja uma "lembrança simbólica" de Nosso Senhor (pesquisa da New York Times)
gabriel_12#111
Se um evento b ocorre depois de um evento a, não significa necessariamente que a causou b.
janine#112
Questionando uma pessoa douta e santa acerca do Pacto de Metz, obtive a seguinte resposta: Nunca houve esse pacto de Metz assinado pela Igreja; ela tem os seus Núncios Apostólicos que podem dialogar com os adversários, sem precisar acordos desse tipo. Quem acusa a Igreja, deve mostrar os dados desse acordo.
cristiano_9#113
Não minha opinião, posso estar certo como errado... no caso do CVII não houve uma conspiração judaica e sim, uma conspiração dos illuminati que se infiltraram na maçonaria, que por sua vez se infiltrou na cúria romana... os illuminati criaram o comunismo e o usam como um instrumento de coerção para os seus desígnios escusos...

Na verdade, o eleito no conclave de 1958 foi o cardeal "conservador" Giuseppe Siri mas, a este foi imputado a renúncia durante o conclave, por receio que os cristãos em países comunistas, sofressem retaliações por trás da cortina de ferro.

Inclusive, o cardeal Siri havia escolhido o nome papal, seria Gregório 17 e até soltaram a fumaça branca, que indica que o cardeal Siri foi eleito... porém, logo após a fumaça branca já soltaram a fumaça preta, negando o fim do conclave...

Coincidência?

Não existem coincidências... quem é cético quanto a isso, ou pertence a alguma sociedade secreta, é inimigo da Igreja ou é ingênuo mesmo...
lusguilherme#114
Cristiano, o pacto de Metz é uma hipótese séria. A ação de iluminatti e maçons no CV2 (a meu ver, seria melhor dizer "no pós-concílio") também. Já a suposta eleição de Giuseppe Siri é teoria da conspiração sem nenhum fundamento. Assim como os motivos da morte de JPI.

Devo trazer em breve (talvez só no fim de semana) meus argumentos na nossa discussão a respeito do CV2 que começou no tópico "Metz".

Antes disso, gostaria de fazer uma pequena observação. Alguém para me contestar disse que o resultado do CV2 foi ruim! Eu concordo com isso, mas com algumas ressalvas! Continuo depois!
tiago_6#115
Jean Guitton relata uma anedota que saiu dos labios do cardeal Tisserant:

"Me mostra uma foto... na qual se via seis ou sete purpurados ao redor do presidente, que é Tissrant. 'Esta foto é histórica, ou melho simbólica. É a reunião que tivemos antes da abertura do Concílio, na qual decidimos bloquear a primeira sessão, rachaçando as regras tirânicas estabelecidas por João XXII'" (Jean Gutton, Paul VI secret, p.123, citado no livro Cien Años de Modernismo).

Essa ação foi feita para evitar para que os membros conservadores fossem membros da Comissão preparatória. E também com a ação do cardeal Linéart conseguiram dar um golpe conseguindo influência preponderante no Concílio.

Ralph Wiltgem no livro El Rin desemboca en el Tiber (recentemente editado pela Permanência) diz que em 16 de outubro de 1962 a Aliança européia tem a maioria no controle das Comissões conciliares. No dia 22 se examina o esquema liberal sobre a liturgia antes de qualquer outro, este dará o tom para os demais textos conciliares.

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