eu não entendi...gostaria que alguem me explicasse este comentário feito no ultimo programa.... como assim a religião não é questão de fé? como assim esta + do que provado?
gostaria que alguem me explicasse , mas 10 tirar sarro.
A razão pura pode levar você até determinado ponto, em suma.
Se você for uma pessoa racionalmente bem-dotada, a razão te levará longe - mas mesmo a razão maior possível tem um limite. A partir desse limite, só se você engatar uma primeira e passar a fazer uso de sua consciência.
O motivo é muito simples: sua razão não pode provar qualquer coisa cujos atributos ela desconhece. Deus não é "como" NADA. Ele "é" o que qualquer coisa "não é".
De forma que, a rigor, você não pode prová-lo como SER através só da razão, porque você estaria querendo provar Aquilo que você não sabe o que é, nem como é !
Mas a razão pode, sozinha, te fornecer evidências de alguns atributos de Deus, da seguinte forma (fazendo como fez meu querido Santo Tomás, que era um craque na razão, além de mais muitas coisas): se Deus é o que nenhuma outra coisa é, quando você encontrar um atributo que nenhuma outra coisa tem, possivelmente este será um atributo de Deus. Se "nada" tem o atributo de ser a causa primeira, eis um atributo de Deus - o de ser a inevitável causa primeira! Tem outros: Se "nada" é infinito - como nada é, Deus é o inevitável infinito! Assim, modestamente, vamos conhecendo Deus através da razão, conforme é de nossa natureza.
A consciência, que eu considero uma ponte direta, age diferente - e intui Deus de uma forma ABSOLUTA.
A razão nos fornece a percepção de que "nada" é absoluto, e poderíamos então dizer que Deus é o inevitável "absoluto" - mas eis que a mesma razão nos dá um novo conceito: a consciência humana funciona, sim, em termos absolutos! O que quer então dizer isso?
Bom, a minha explicação não é que sejamos exatamente "donos de um atributo divino" - mas que tenhamos embutida em nós uma ponte para Deus, e tenhamos a possibilidade de estar em contato com Ele!
A razão, mais uma vez, encalha no mesmo lugar: ela não pode provar a consciência da mesma forma que não pode, lá atrás, provar Deus - mas pode reconhecer as evidências de sua existência.
A própria razão, na minha opinião, é a primeira que é capaz de negar a autoria de diversas coisas... A inspiração, manifestada na arte verdadeira, é uma delas. A intuição, essa percepção inexplicável - e geralmente súbita - de uma verdade, também não é racional.
Há toneladas de evidências que demonstram a consciência - a ponte para o Transcendente - se assim não fosse, e tivéssemos apenas a capacidade da razão e mais nenhuma outra coisa, seria apenas uma questão de tempo para que se construísse um super-computador que fosse exatamente o que somos.
Se possível, leiam a Filosofia Concreta, de Mário Ferreira dos Santos.
É uma obra relativamente fácil de se encontrar e nela o grande filósofo brasileiro demonstra apodicticamente a existência de Deus, de um modo simplesmente maravilhoso.
Pedro,
Faça as contas:
Para escrever 100, o Nildo tem que digitar apenas três vezes. É muito melhor e menos cansativo do que escrever "sem".
Nildo, ninguém reconhece a sua genialidade!
Provar a existência de Deus é possível sim. E para quem já estudou o assunto, sabe que nem é tão complicado assim. O que eu percebo as vezes é que as pessoas acham que as provas da existência de Deus vão provar a existência da concepção particular que elas têm de Deus. Não é bem assim...
Na verdade as pessoas esperam que, ao lerem provas do conhecimento de Deus, tenham algum tipo de epifania ou algum tipo de acontecimento mágico que confirme que Deus realmente existe.
Para alguns, Deus só existiria se fizesse uma aparição por entre raios e trovões. Mas aí essas mesmas pessoas diriam: "OK. Deus existe. Mas é espalhafatoso e arrogante!".
As manifestações simples não servem, mas as grandiosas que eles gostariam de ver o condenariam...
césar, você vem aqui e diz que é fácil, o Olavo diz que já está mais do que provado, outros dizem que há toneladas de provas, mas ninguém parece disposto a apresentar umazinha só que seja.
Pra vc ver como é fácil. Aliás, é tão fácil que ninguém se dá ao trabalho...
Exatamente, Marcelo. Mas eu acho que é bom separar os que precisam ter alguma prova que ainda não viram, dos que jamais acreditarão, e nem querem acreditar. Antes de se discutir esse tipo de coisa, pra mim, tem que se saber quem é quem. Porque alguns simplesmente estarão de provocação.
Nem estou falando de alguém aqui, mas sabemos como isso existe. Para alguns, se Deus se manifestasse pela brisa, diriam que "que Deus é esse que se manifesta por uma brisinha?". Ou se ocorresse a tal aparição com raios e trovões, diria que "os raios e trovões podem ter sido provocados por uma mistura do arco-íris, com os ventos do sudoeste e mais um furacão que passou no local. As vozes foram causadas pelo vento passando pelas montanhas numa inclinação e velocidade únicos, e o entendimento foi alucinação coletiva, ou sugestão dos crentes boçais!".
Por essas e outras, não tento provar a existência de Deus para ninguém. Deixo eles tentando me provar que não existe. Porque apesar de dizerem que o ônus da prova é meu, parecem perder uma estúpida quantidade de tempo tentando fazê-lo.
Desculpe-me se te ofendi de alguma maneira. Mas a prova é relativamente fácil mesmo. Olhando rapidamente o tópico, já citaram Sto. Tomás de Aquino, Mário Ferreira dos Santos (que é realmente 10) e tem a referência do Pedro à causa primeira de Aristóteles.
Eu posso até tentar fazer um resumo sobre o assunto para você, mas realmente não tenho muito tempo pois meu trabalho está me consumindo demais nos últimos meses. Mas digo que 7 anos atrás eu estava na mesma situação que você e simplesmente estudei o assunto e consegui. Não tive nenhuma iluminação divina, foi tudo racional. Eu entendo o seu dilema e creio que você vai se deparar com os mesmo problemas que eu tive. É fácil? Depois que a gente entende, qualquer coisa parece mais fácil. Quando eu estava no dilema eu achava complicado, mas depois...
Adriano,
Feynmann contava (se não me engano, o nome do livro é "You surely must be joking, Mr. Feynmann!", mas cito de cabeça, posso estar enganado) que costumava implicar com matemáticos conhecidos seus porque a matemática só provava coisas triviais...
Provas da existência de Deus existem, mas não são tão fáceis assim de seguir.
Sto. Tomás é imbatível aí, como em muitos outros campos.
Sua primeira prova é a do "motor imóvel", se não me engano.
1) Tudo o que se move, é movido por alguma outra coisa (movimento, aqui, quer dizer MUDANÇA).
2) O que move o movido deve ter ele mesmo, em ato, o que move o movido, que possui a mesma propriedade em potência.
3) O que move é movido por sua vez por alguma outra coisa. Assim, todas as coisas são movidas por outras, que possuem em ato a propriedade que está em potência no movido.
4) Assim, ou a "corrente" formada é infinita ou finita.
5) Se infinita, não há o ato primeiro. Assim, não há o ato. Assim, não pode ser infinita.
6) Se finita, o motor primeiro deve ser imóvel, porque não pode ser algo em potência. Logo, o motor primeiro é imóvel e ato puro.
A esse ser, que é inicial, gerou todas as coisas, é ato puro e imutável, chama-se costumeiramente Deus.
Existem explicações melhores ( estou como sempre escrevendo sem tempo e desta vez, com fome e com pouco sono), mas essa vai.
Vale lembrar o que já foi dito. As provas - todas - te dizem que há um Ser, infinito, eterno, imutável, absoluto, simples e independente. Não dizem que ele fecundou Maria nem que mandou um anjo ditar um livro a Moisés.
Um abraço.
PS.: Acho que você já mostrou algumas vezes aqui que não é nem um pouco burro...
"Mateus, eu acho que tentar provar que Deus não existe seria uma perda de tempo maior ainda. Não tem como provar isso e essa parte é fácil de entender."
Olha Adriano, mas o que tem de gente por aí tentando fazer isso todo dia, mesmo negando...
"A questão aqui é provar que ele existe, sim. Eu acho que deve existir, mas não consigo achar nada que possa ser usado como prova disso."
Eu realmente não posso te ajudar nisso. Nunca me disse apto, e nem diria. Mas desejo sinceramente que você possa achar sua fé em Deus e em Nosso Senhor Jesus Cristo. Humildemente, é o melhor que posso fazer por você.
Seria conveniente lembrar que São Tomás já foi refutado por Kant e tantos outros...
E essa "prova do motor móvel" é prá lá de furada pois já parte de pressupostos, ou seja, toma diversos aspectos como certos sem questionar/provar que os mesmos são certos. Sem falar que toda essa linha de pensamento é baseada no senso comum de movimento/imobilidade/inércia (ou seja, tipicamente Newtoniana) e ignora completamente as implicações da relatividade e mecânica quântica. (partículas subatômicas não exigem interação para alterar seu comportamento, por exemplo)
Marco,
Essa é apenas uma das cinco provas de Sto. Tomás, que não foi o único a provar.
Quais são os aspectos que a prova toma "como certos sem questionar/provar que os mesmos são certos"?
O movimento aqui não é o do "senso comum de movimento/imobilidade/inércia (ou seja, tipicamente Newtoniana)".
Sto. Tomás usa movimento no sentido aristotélico (ele está falando de qualquer tipo de alteração) e o argumento é anterior ao NASCIMENTO de Newton.
Claro, que Sto. Tomás "ignora completamente as implicações da relatividade e mecânica quântica". Ele até estudou astrologia, mas não era tão bom assim para prever o futuro . Mas eu não entendi o que uma coisa tem a ver com a outra. Sério, não estou provocando, eu não percebi mesmo. Explica melhor.
O movimento aqui não é o do "senso comum de movimento/imobilidade/inércia (ou seja, tipicamente Newtoniana)".
Sto. Tomás usa movimento no sentido aristotélico (ele está falando de qualquer tipo de alteração) e o argumento é anterior ao NASCIMENTO de Newton.
Claro que é anterior (vários séculos aliás ), apenas citei Newton pois serve como uma analogia (e nada mais que isso!) à noção aristotélica de movimento/mudança/alteração: Em ambas há noção de espaço e tempo absolutos e não há brecha para a aleatoriedade e incerteza.
possível graças à observação de que a velocidade da luz é, em certos termos, absoluta, não é
Absoluta somente em relação a dois observadores. A velocidade da luz varia MUITO de acordo com o meio (vácuo, ar, água, sólido -um vidro transparente, por exemplo-)
A física einsteniana toma como unidade absoluta a velocidade da luz no vácuo.
Quanto às provas... vou tergiversar um pouco com base no que estou lendo aqui. é preciso ter em mente "a quem" queremos provar, e que critérios convalidam uma prova. O direito estabelece, por exemplo, que tipos de fatos são aceitos como prova num processo, rejeitando (normalmente) considerações metafísicas ou depoimentos paranormais. Não quer dizer que não sejam provas, mas que não são aceitas no contexto jurídico.
Quando se fala da existência de Deus, estamos fora desse campo. Mas o recorte dos critérios pode tornar até mesmo impossível provar o assunto. Por exemplo, se adotarmos critérios atinentes ao empirismo, no qual a demonstração se dá por meio de experiências científicas demonstrativas, o objeto de estudo se perde e se torna incomprovável.
Há um outro aspecto. Quem prova a quem? Quem são os sujeitos da prova? A prova é objeto da minha reflexão e das minhas experiências, e portanto quero provar a mim a existência, ou estou diante de um suposto observador imparcial a quem devo demonstrar uma tese?
Nesse sentido, para ser "quântico" (rs) a existência de Deus foi e não foi provada. Foi provada para quem teve a experiência ou a conclusão de Deus, para si mesmo; foi provada para quem adotou critérios que permitissem percebê-la (que neste ponto me parece mesmo uma questão de fé); mas não o foi para quem recorta a realidade observável e exige provas de acordo com critérios mais limitantes. A ciência experimental se enquadra nesse ponto.
A física einsteniana toma como unidade absoluta a velocidade da luz no vácuo.
Não é exatamente isso. Einsten disse que:
"A velocidade da luz em qualquer sistema de referência tem o mesmo valor, independente do movimento do referencial".
2o Postulado da Teoria da Relatividade Especial de Albert Einstein
Dizer que a velocidade da luz especificamente NO VÁCUO é a unidade absoluta seria tecnicamente incorreto, pois a referência pode ser em qualquer meio, não importa (vácuo, água, ar, sólido, etc). Enfim, o que interessa é que a velocidade é a MESMA EM RELAÇÃO A DIFERENTES OBSERVADORES, não interessa qual seja essa velocidade e em qual meio.
Assim sendo, para dois mergulhadores debaixo da água, por exemplo, a velocidade da luz será a referência absoluta (seja qual for - digamos 250 mil kms por segundo).
Há um outro aspecto. Quem prova a quem? Quem são os sujeitos da prova? A prova é objeto da minha reflexão e das minhas experiências, e portanto quero provar a mim a existência, ou estou diante de um suposto observador imparcial a quem devo demonstrar uma tese?
Eu ainda completaria dizendo: PRA QUE PROVAR OU DESPROVAR?
Faz diferença pra deus, pra mim, pra você ou para qq coisa no universo se alguém provar ou desprovar que ele existe? Ele vai existir ou deixar de existir por isso? os crentes deixarão de acreditar ou os descrentes passarão a acreditar? O planeta vai deixar de girar, o sol vai deixar de nascer, seu filho vai deixar de sorrir pra você e suas contas deixarão de ser pagas por isso?
Mas se eles provarem vão conseguir me converter. E isso é importante pra mim. Porém nada me convence da existencia de Deus até agora, porque se Deus é/está em tudo, ele é matéria tambem, portanto sujeito à comprovação científica. Se a "materialialidade do divino" for comprovada poderemos teorizar sobre sua porção não-material.
Aliás, se não me engano, um dos motivos para Deus ter se tornado carne(Jesus) foi comprovar materialmente sua Divindade.
¨Boa parte do estudo da Matemática até a era moderna foi uma busca por Deus, por uma compreensão maior da ordem da realidade. Através dela podemos encontrar uma prova empírica.¨
Grande parte da matematica moderna deve-se a Descartes.
Porque será que um matemático da envergadura de Descartes não fez o que o racionalismo moderno tenta irracionalmente fazer?
Para ele, os princípios fundamentais que regem o universo são verdade eternas baseado em Duns Scott.Essas verdades contingenciais ou seja não existem por si só devem ter sido criadas pelo criador.
Neste raciocínio contingencial, a razão humana tbem é criada, mas com finutude. Ele quer dizer com isso de certa forma que a razão não é absoluta em todos os aspectos, então querer um Deus matemático deve ser uma delas.
Suas provas da existencia de Deus tbem tem cunho filosófico e nao seria e nem será de outra.
Nascerao Sagam, Dawkins ¨et caterva¨ e só a filosofia poderá dar conteudo e essas indagaçoes.
SIMPLES ASSIM.
Mas Descartes é de outra época, estava sob a vigilancia da igreja,tinha sido advertido etc..etc..etc..etc.. ja conheço isso.
Uma das pessoas que mais advogou isso foi justamente o ateu militante Carl Sagan, como o argumento dos números transcendentais. Se um criador quisesse estabelecer contato conosco, teria de ser de uma forma incontestável e passível de demonstração para todos, como uma mensagem "embutida" em uma constante universal.
Exato, e no romance "Contato", descobre-se que Deus existe exatamente dessa forma: Deus inseriu uma mensagem no número pi.
Aliás, muitos estranharam o fato de, nesse romance, Sagan, um ateu, provar a existência de Deus. Acontece que Sagan não é o que pode-se chamar de ateu "militante", pois ele não advoga a NÃO existência de Deus.
um debate muito bem regrado...incrivel como nenhuma pessoa que temonivel de argumentos daki(algumas) não foram debater la (não falem mal da str como entidade...eles são justos o debate é regrado e fazem isto de forma respeitosa) portanto , eu gostaria se possivel , que achassem o tal sujeito e fizessem um debate organizado , acho que seria muito útil.
Quando eu falava de prova, eu falava das provas filosóficas (metafísica). Essas provas mostram a necessidade de Deus. Desconheço qualquer prova de Deus dentro da ciência empírica.
Quando li, gostei muito da “seqüência” de provas de Mário Ferreira dos Santos em Filosofia Concreta (3 volumes), que explica também várias das características de Deus (infinito, eterno, etc).
As provas de Sto. Tomás são muito boas também e não foram refutadas como alguns afirmaram aqui. Primeiro que é pura loucura refutar uma prova alegando falta de formalismo. Isso no máximo se configura como uma repreensão ao formato da exposição, mas não invalida a prova. Eu já discuti a refutação de Kant com outras pessoas e o que me apresentaram não tinha consistência nenhuma. Alguém falou que Hegel provou a existência de Deus. Não lembro disso não. Eu lembro que li um dia que Hegel refutava a refutação de Kant, mas nunca fui atrás.
Só completando o seu raciocínio sobre as provas 1 e 3.
Vamos então considerar a hipótese de que existem diversos princípios não causados. Daí já temos que admitir pelo menos a existência de deuses.
Mas se existem diversos deuses, eles necessariamente se distinguem, ou seja, cada um possui algo que o outro não tem. Se são distintos, não são absolutamente perfeitos pois o grau de perfeição máximo de algum aspecto tem de faltar em todos eles, e portanto, esta perfeição que falta está necessariamente em outro. Mas aquilo que não é perfeito, é passível de corrupção e portanto muda. Se muda, tem movimento (no sentido Aristotélico). Se tem movimento não pode ser não-causado pois o movimento foi causado por outro. Logo nenhum deles é Deus. Portanto, tem de existir um Deus único, perfeito, não-causado, imóvel, etc.
Há uma aula em que o Olavo fala justamente disso que você falou.
Aluna: [Mas a questão da forma substancialpressupõe que essa coisa da inteligência não ser, como você falou...Se tudo é sensível, pressupõe uma materialização daquilo que está sendo chamado de forma substancial, o que é uma impossibilidade.]
Olavo: "Claro que é possibilidade, porque, por exemplo, se você disser 'Deus é puro espírito sem matéria", digo: 'Mas se não tem matéria em Deus como é que tem aqui?'."
Para aqueles que objetarem dizendo que isso é panteísmo, o Olavo responde:
"Não, isso é o inverso de panteísmo. Porque o panteísmo vai dizer que tudo é Deus. Você diz: 'Vocês inverteram, Deus é tudo mais alguma coisa', porque a matéria que não existe também está nele."
Uma das pessoas que mais advogou isso foi justamente o ateu militante Carl Sagan, como o argumento dos números transcendentais. Se um criador quisesse estabelecer contato conosco, teria de ser de uma forma incontestável e passível de demonstração para todos, como uma mensagem "embutida" em uma constante universal""""
- Mas Ele estabeleceu esse contato. A sua palavra escrita, " A BIBLIA SAGRADA" possui todos os referenciais desse contato, um Deus transcedente, com inumeros contatos sobrenaturais, estabelecendo assim, uma relaçao com suas criaturas e com a historia humana. existencia.
- O sacrificio na Cruz. Outra vez de uma forma unica na historia humana, Deus atraves de seu filho manda toda uma mensagem á raça humana:
Eu amo voces!
Eu perdôo voces!
De facil e simples assimilaçao, visualizaçao e compreenssao, tanto para pequenos, quanto para grandes, tanto para intelectuais quanto para parvos.
Isaías 30:8 Vai, pois, escreve isso numa tabuinha perante eles, escreve-o num livro, para que fique registrado para os dias vindouros, para sempre, perpetuamente.
Jeremias 30:2 Assim fala o SENHOR, Deus de Israel: escreve num livro todas as palavras que eu disse.
Habacuque 2:2 O SENHOR me respondeu e disse: escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo
Creio que este debate deveria seguir as providências que o Mário Ferreira dos Santos propõe no livro "O homem perante o infinito", no artigo 15, "As provas de Duns Scot", as quais providências eu vou transcrever abaixo:
"1°) provar a procedência do conceito de ser infinito;
2°) que o ser infinito existe;
3°) que o ser infinito é Deus.
Conseqüentemente seria uma prova da existência de Deus.
Sem caracterizar devidamente o conceito de ser infinito, não podemos justificar a sua procedência. A pergunta, portanto, que se coloca em primeiro lugar é esta: o que se entende por ser infinito?
Depois de respondida esta pergunta, devemos mostrar a sua validez. Em terceiro lugar, provar, inequívoca e apoditicamente, a existência do ser infinito. Finalmente, demonstrar que o que se concebe por Deus é este ser infinito, demonstrando, assim, a sua existência, apoditicamente."
Aliás, muitos estranharam o fato de, nesse romance, Sagan, um ateu, provar a existência de Deus. Acontece que Sagan não é o que pode-se chamar de ateu "militante", pois ele não advoga a NÃO existência de Deus. """"""
Na verdade, creio que nesse livro, claramente, Sagan demonstra nao ser ateu(na verdade creio que o ateismo sempre estara relacionado a uma oposiçao ao Deus Judaico - Cristao), pois nesse mesmo livro, a personagem principal , após todo seu Homerico Ateismo, termina tendo um encontro com seu pai(que ja estava morto), entrando assiam no campo do espiritismo, ou seja Sagan faz um truque em seu livro, provando atraves da personagem, que seu ceticismo é justificavel embora, o fim seja o mesmo de sempre, alguem querendo provar um deus diferente.
É nesta linha que vai o pensamento do Olavo, só que no sentido da fé, e não no da efetiva prova da existência de Deus, que demanda providências filosóficas e metafísicas. Quando Cristo nos diz que é o Filho de Deus e faz os milagres que estão relatados nos evangelhos, confiamos nEle e naqueles que dEle deram testemunho. Do ponto de vista histórico, confiamos nos textos dos evangelhos por aquilo que os filósofos chamam de "evidentia in attestante". Mas aqui, neste debate, parece-me que se trata de um outro tipo de evidência: a apodítica, de que Fala o Mário Ferreira.
E pelo jeito você não leu o livro, só viu o filme. Ela não encontra o pai e não tem nada a ver com espiritismo... é descrito claramente que manifestar-se na forma do pai foi a forma escolhida pelos extraterrestres da estória para estabelecer contato com ela.
Realmente nao li o livro, mas sei que Zemeckis consegue traduzir bem o que le. Piora ainda mais, a situaçao do Sagan a relaçao com ET´s pois é impossivel(cientificamente falando) a existencia de seres fora da terra, entao ele esconde seu ateismo judaico cristao, e chuta para as raias do relativismo cosmologico, na verdade Sagan é o deus de si mesmo, nao passa de um panteista disfarçado.
Você está certo em afirmar que as experiências místicas em si não provam a existência de Deus, contudo não é porque "O grau de alteração da realidade durante elas não é diferente do experimentado por usuários de drogas alucinógenas ou portadores de doenças mentais" que elas não possam ser autênticas em certos casos. Veja como responde Ken Wilber à sua objeção:
Entrevistador: Muy bien. Pero a menudo he escuchado que la visión mística bien podría tratarse de una patología esquizofrénica ¿Cómo contestarías a esa acusación?Ken Wilber:No creo que nadie ponga en duda que ciertos místicos presentan rasgos
esquizofrénicos y aun que haya esquizofrénicos que experimentan intuiciones místicas. Pero desconozco a cualquier autoridad en la materia que crea que las experiencias místicas son básicas y primordialmente alucinaciones esquizofrénicas.
Está claro que también conozco a muchas personas no cualificadas que así lo piensan, y que resultaría difícil convencerlas de lo contrario en el breve espacio de este entrevista. Diré, tan solo, que las prácticas espirituales y contemplativas utilizadas por los místicos- como la oración contemplativa o la meditación- pueden ser muy poderosas pero no lo suficiente como para atraer a un montón de hombres y mujeres normales, sanos y adultos y, en el curso de unos pocos años, convertirlos en esquizofrénicos delirantes. El Maestro de Zen Hakuin transmitió su enseñanza a ochenta y tres discípulos que se encargaron de revitalizar y organizar el Zen japonés. Ochenta y tres esquizofrénicos alucinados no podrían ponerse de acuerdo ni siquiera para ir al baño...¿Qué habría pasado con el Zen japonés si éste hubiera sido el caso?
Experiências supostamente sobrenaturais não são prova alguma. O grau de alteração da realidade durante elas não é diferente do experimentado por usuários de drogas alucinógenas ou portadores de doenças mentais.
Na verdade a biblia nao é sobrenatural (sobrenaturais sao as intervençoes de um Deus transcdente)na verdade a biblia é um livro: Historico, Arqueologico, geografico , matematico, evidencialista e altamente cientifico, as alucinaçoes jamais coseguiriam suplantar essas evidentes contestaçoes biblicas.
A biblia é o maior livro de todos!
Em se tratando de experiências místicas verdadeiras, vale a pena ver o que o Ken Wilber tem a dizer quanto à evidência e de como se a alcança. O entrevistador faz uma objeção dizendo que não se pode comunicar esta experiência por palavras e Ken Wilber responde como eu acho que o Olavo responderia, ou seja, você tem que fazer a experiência, passar por ela. Mas como os agnósticos trabalham com "a priori", dão por suposto que não é possível e pronto. Além de se furtarem à experiência, lançando mão do "a priori", entram de cheio no campo da metafísica ao afirmarem a não possibilidade de tal experiência.
Entrevistador: Pero ¿qué hay del argumento de la experiencia mística no es un conocimiento válido porque es inefable y por consiguiente incomunicable?.Ken Wilber:Ciertamente la experiencia mística es inefable y no puede traducirse enteramente en palabras, pero lo mismo ocurre con cualquier otra experiencia, ya se trate de una puesta de sol, el sabor de un trozo de tarta o la armonía de una fuga de Bach.
En cualquiera de estos casos debemos haber tenido la experiencia real para saber de que se trata. Pero no por ello se debe concluir que la puesta de sol, la tarta o la música no existen o son experiencias no válidas. Además, aunque la experiencia mística sea, en gran medida, inefable, puede ser comunicada o transmitida. Así, por ejemplo, de la misma manera que la danza se puede enseñar aunque no se pueda transmitir con palabras, también es posible aprender una determinada práctica espiritual bajo la tutela de un determinado maestro espiritual.
Em "Contato" há uma passagemn interessante. O pastor está conversando com a dr. Arroway, protagonista da história. Lá pelas tantas, ela diz que não acredita em Deus, que não existem provas sobre isso, que considera tudo uma superstição ou coisa que o valha. No que o pastor pergunta:
- Você amava seu pai, não amava?
A doutora, indignada, responde que sim. Amava o pai mais do que tudo, é um absurdo que pensem o contrário etc.
E o pastor:
- Prove.
A doutora:
- Prove o quê?
- Que você amava seu pai.
Ela não consegue. Porém, seu amor pelo pai não deixava de ser verdadeiro.
Cito de memória. Não sei se este pedaço está no livro ou no filme. Mas que é bacana, é.
(Uma observação: com isso não quero provar nada. Acredito em Deus e ponto final.)
Para quem tem estômago para a Verdade, leia um texto belíssimo de Xavier Zubiri, onde ele revela os problemas do entendimento humano acerca da Verdade, de Deus e da Filosofia. Pra quem nem tem paciência, não leia, e então continue sem acreditar em Deus e esqueça a filsofia e continue em novelas baratas. O texto é um clássico do autor: "Sobre el problema de la Filosofía".
Nas provas 1 a 3 desse texto, pressupõe-se que para tudo há um começo, e como nada pode começar do nada, então o começo de tudo é Deus.
Essa é a questão: Parte-se de pressupostos, e as premissas também derivam destes pressupostos. E assumindo a priori pressupostos e premissas convenientes, prova-se QUALQUER coisa em filosofia.
É por isso que diz-se que o depto de filosofia é o mais econômico de qualquer faculdade, pois não precisa nem de borracha, nem de lata de lixo