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existencia de deus foi provada?

Iniciado por nildo_2 em 04/04/2007 · 170 mensagens · página 4 de 4

marco_13#151
Intuição não é a obtenção de conhecimento a partir “do nada” ou de um “sopro divino”. Por intuição, entendemos a capacidade da mente humana de processar grandes volumes de dados, em níveis de consciência mais baixos, e obter rapidamente uma resposta, aparentemente automática.

Exato. Intuição é um processo cognitivo, portanto, e não um treco mágico ou divino. A prova disso é que, sem algum conhecimento prévio, não podemos ter insight ou intuição sobre algo específico.

Exemplo: Um mecânico, seja por anos de conhecimento prático ou por estudo teórico, pode intuir rapidamente acerca do defeito em uma máquina muito complexa, e em muitos casos pode estar certo (e em outros, não). Mas quem não tem um pingo de cultura em mecânica não vai conseguir intuir ABSOLUTAMENTE NADA.

O mesmo vale para qualquer outro profissional. Eu por exemplo, enquanto profissional de TI, algumas vezes tenho um "estalo", uma solução ou pelo menos caminho me vêm espontaneamente à cabeça, com pouquíssima análise do problema, mas acontece que tenho anos e anos de bagagem prática e tórica acumulada, e simplesmente o cérebro "enxerga" um atalho para uma solução.
breno_2#152
Um detalhe: a consciência percebe o que existe e não apenas o ente existente que a possui. Quanto a sua concepção de consciência, você deixa dúvidas importantes no ar: quais são as coisas que percebemos "que transcendem a razão, ou que, pra falar mais explicadamente, você não conseguiria perceber através somente do uso da razão"? (ou entender?)

Gostaria de dizer-lhe que não vejo como discutir filosofia honestamente, mesmo no Orkut, sem "escrevação".

Em uma coisa parece que concordamos: o ser humano é dotado de uma maravilhosa e ilimitada capacidade para compreender o mundo! Sabendo disso, a humanidade pode e deve assumir a responsabilidade de utilizar esse poder e encarar confiantemente a existência.

Fico feliz em saber que tenha gostado dos meus posts.

Murilo
A existência é tudo que existe e é absoluta. A existência tem primazia sobre a consciência. A razão, como ferramenta epistemológica, também é absoluta. Nada há na existência que evidencie Deus. Não temos qualquer motivo para nele acreditar. O conceito de Deus não passa de uma contradição. O ônus da prova é de quem afirma que Deus existe. Basicamente, foram essas as idéias que defendi em meus posts.
breno_2#153
Seus comentários são ótimos! Por mais fantástica que seja a capacidade humana da intuição, nada há nela que exija uma explicação divina.
adermir#154
Há duas coisas que fiquei pensando dos seus posts. Num deles vc afirma que se alguém diz que algo é incognoscível, se contradiz, porque afirma conhecer o incognoscível. Não concordo com isso. Dizer que algo é incognoscível é afirmar algo sobre os limites do cognoscível, e não sobre o que está além.
Vejo, também, do "conjunto da obra", uma certa postura que toma a razão como potencialmente capaz de chegar ao absoluto. Mas a razão nada mais é do que uma forma de representação linguística da realidade que não é diretamente apreensível. Ela não tem como se tornar nem se equiparar ao Real, a única característica que a valida é a condição de estabelecer correlações lógicas entre os fatos representados na mente; pela razão verificamos a coerência dos próprios pensamentos e representações, apreendemos linguisticamente o mundo, nos acercamos do absoluto e do Real, mas apenas o tangenciamos, não é possível racionalmente tocar a realidade, porque se trata de planos de existência diferentes.
breno_2#155
Não podemos chegar ao conhecimento absoluto, ao infinito, pois aí seríamos oniscientes. Explicarei-me de outra forma:

Não somos oniscientes. Certeza é a falta de dúvidas. Se temos certeza de algo, mas a ciência lança uma dúvida fundamentada sobre esse algo, então não temos mais certeza, temos uma dúvida. Ainda assim, não quer dizer que nada mais poderemos saber. O conhecimento é hierárquico. Se algo parece incompreensível para nós, é por que provavelmente precisamos de um conhecimento que ainda não possuímos para entendê-lo. Não vejo como afirmar que o limite está na nossa capacidade de conhecimento. O Agnosticismo, a defesa da dúvida permanente, a negação de conhecimento ao homem, a invalidação da razão e da a mente humana, é a essência do mal. Mesmo que especulações científicas venham a defendê-lo, eu mesmo, jamais o defenderei. Afinal, a ciência é um método e não o padrão da verdade. A humanidade jamais vencerá o infinito, mas ele, também, jamais vencerá a humanidade. Dia a dia, vamos descobrindo hoje mais do que sabíamos ontem.
adermir#156
Obrigado por responder. Mesmo quando sua opinião é divergente da minha, é exposta com elegância e respeito, o que é uma qualidade admirável. Afinal, como você mesmo disse, não somos oniscientes, e a descoberta da verdade passa pela percepção do Outro.
Mas eu não me referia propriamente à possibilidade da razão abarcar todo conhecimento, mas sim à sua possibilidade de tocar o real em si. Ela será sempre uma estrutura de linguagem, e portanto, uma representação mais ou menos fiel da realidade que quer retratar. A crítica racional necessariamente vai verificar a consistência interna do raciocínio (sua lógica intrínseca) e a externa (sua correspondência no mundo fenomênico). Mas a resultante vai ser sempre um discurso acerca do real, não mais.
Mantenho minha discordância de que afirmar a incognoscibilidade de algo não equivale a afirmar o conhecimento do incognoscível.
Quanto ao tema do tópico, continuo achando que não é possível pelo método empirista chegar a uma conclusão, de modo que a existência de Deus, dentro desses estreitos limites, é incomprovável. Mas isso não quer dizer que não seja demonstrável, como o fez. S. Tomas. Assim, para fechar o pensamento com uma frase retórica, diria que a existência de Deus é improvável, mas sua inexistência é impossível.
Abraços.
marco_13#157
A matéria é uma ilusão criada por Deus, que é o único ser absolutamente real que existe.

Que filme é esse?
uriel#158
.

Obrigado pela correcao, Caio
breno_2#159
Obrigado pelo elogio. As generalizações da realidade nos permitem criar conceitos, e assim trabalhar diretamente com eles, ao invés de a todo momento buscarmos “tocar” o real. A capacidade de formar conceitos, longe de ser uma limitação, nos é benéfica, por que permite a ampliação do nosso conhecimento, formando novos conceitos a partir de outros.

Excetuando a demonstração da existência divina, não vejo muitas divergências entre nós. Se considerarmos todo o contexto dos meus posts, e não apenas frases soltas, lidas num único sentido, defendi que o conhecimento da realidade está ao alcance do homem, que o conhecimento humano sempre pode ser ampliado, que a razão é suprema como ferramenta epistemológica.

O termo incognoscível, literalmente, significa: o que não pode ser conhecido. Nesse sentido, ninguém pode dizer que conhece o incognoscível. Mas, se empregamos o termo em sentido aproximado ou figurado, sua frase é válida.

Abraços!
breno_2#160
De uma maneira geral, fakes não merecem respeito. Menos ainda, os indivíduos escondidos por trás deles, [url]/CommEvent.aspx?cmm=9009222&crt=5387435&dat=1199062800[/url].

A existência é absoluta por que se algo existe, então faz parte dela. A existência tem primazia sobre a consciência por que consciência requer existência e não há consciência sem existência. A razão é absoluta como ferramenta de conhecimento, será que além de covarde você é analfabeto, Leonardo?

Como todo covarde é desonesto, você inverte a responsabilidade das provas em todas as suas afirmações. É você que tem que mostrar o que o homem não pode conhecer, para que nós assim o conheçamos, não eu! Como medroso e desonesto, o que você fala dos outros não merece crédito, assim como você mesmo. Aliás, muito me surpreenderia se um indivíduo repugnante pudesse explicar o amor. Nenhuma pessoa digna ama um mau-caráter ou aceita o “amor” de um. Um amor racional é algo além do seu alcance.

Uma pena que o todo poderoso Deus não tenha lhe dado um pouquinho de coragem: mostre seu nome e sua cara, medrosão! Mas você não pode fazer isso. O que você exibe, por trás de um fake, é a sua verdadeira personalidade, a qual mantém escondida na vida real, para não causar o repúdio de todos. Continuar essa farsa aqui no Orkut seria insuportável demais para você, Leonardo.

De indivíduos desonestos nada temos a ganhar, a não ser mantendo distância.
breno_2#161
Não. Por que ilimitado denota inexistência de limitações, denota algo que sempre pode ser ampliado e conhecimento absoluto é uma contradição que nem a Deus atribuo.

Murilo
Pare de tagarelar e mostre como podemos ter a percepção direta de Deus sem utilizar a razão.
catia#162
“Em 485 a.C., quando conquistada pelos babilônicos, Israel era uma terra árida, onde os poucos camponeses que a habitavam, davam duro para sobreviver. Esta era a terra que Deus havia prometido para Abraão, Isaque e Jacó e aos seus descendentes para sempre ‘toda a terra que você está vendo darei a você, Abraão, e à sua descendência para sempre” (Gênesis 13:15). ‘a terra não poderá ser vendida definitivamente, porque ela é minha’ (Levítico 25:23)
O povo que orgulhosamente ocupava a terra prometida foi dizimado, espalhado e levado paa a Babilônia, onde passou 70 anos, conforme predito por Jeremias ‘Toda esta terra se tornará uma ruína desolada, e (...) [vocês] estarão sujeitos ao rei da Babilônia durante setenta anos’ (Jeremias 25.11). Muitos judeus haviam voltado a Jerusalém para reerguer o templo, mas o resto da cidade estava em ruínas, suas paredes derrubadas e portões queimados. Em meio à desolação, Deus inspirou o profeta Zacarias a proferir uma das profecias mais notáveis já registradas. Ela predizia o período bíblico conhecido como os últimos dias ‘Farei de Jerusalém uma taça que embriague todos os povos ao seu redor (...) farei de Jerusalém uma pedra pesada para todas as nações’ (Zacarias 12:2-3). O cumprimento dessa profecia, após o admirável nascimento de Israel, em 1948, é constatado pelo mundo todo e, exatamente como previsto na Bíblia, ao invés de Nova York, Pequim ou Moscou, a pequenina Jerusalém é o fardo maior dos países do mundo.
catia#163
O peso que ela tem é tal que o Conselho de Segurança das Nações Unidas dedicou quase 1/3 de suas deliberações a Israel, que representa apenas um milésimo da população mundial. Jerusalém na seria o problema numero um das Nações Unidas, se a nação de Israel fosse facilmente intimidada, mas os seus militares são os melhores do mundo. ‘Naquele dia farei que os líderes de Judá sejam semelhantes a um braseiro...Eles consumirão...todos os povos ao redor. O Senhor protegerá os que vivem em Jerusalém’. (Zacarias 12:6,8). E, exatamente como previsto, Israel tem devorado como uma praga, vencendo todas as guerras, apesar de enormes desvantagens.
O anjo Gabriel revelou a Daniel que Jerusalém seria reconstruída e que após 483 anos viria o Messias e que seu próprio povo, o povo de Israel o rejeitaria e o crucificaria, que a cidade e o templo ficariam outra vez em ruínas, e foi assim que aconteceu. ‘Depois o Ungido será morto, e já não haverá lugar para ele. A cidade e o Lugar Santo serão destruídos pelo povo do governante que virá’ (Daniel 9:26). Jesus entrou em Jerusalém no dia certo da profecia, sendo proclamado como Messias e depois rejeitado. Jesus mesmo profetizou ‘Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas’ (Mateus 24:2)
‘E serão levados como prisioneiros para todas as nações’ (Lucas 21:24).
catia#164
No ano 70 d.C., exatamente como Cristo previu, os exércitos romanos, sob Tito, saquearam Jerusalém, derrubaram o templo de Herodes e não deixaram pedra sobre pedra, mais de um milhão de judeus foram mortos, e os demais, espalhados pelas nações. ‘Vocês serão desarraigados da terra em que estão entrando para dela tomar posse. Então o Senhor os espalhará pelas nações, de um lado a outro da terra...’ (Deuteronômio 28:63-64)
Os profetas de Israel também previram o anti-semitismo que perseguiria os judeus por toda parte ‘Vocês serão motivo de horror e objeto de zombaria e de riso para todas as nações’ (Deuteronômio 28:37; Jeremias 29:18).
Espalhados entre as nações, os judeus têm sido odiados, perseguidos como nenhum outro povo, enquanto a estéril terra de Israel permaneceu de luto.
Após sua visita, em 1767, o escritor Mark Twain escreveu ‘Belém...a terra em que os anjos cantaram, não é habitada por criatura alguma...A Palestina se recobre de pano de saco e cinzas...desolada e sem beleza...’
catia#165
Em outra de suas profecias admiráveis, Jesus declarou ‘Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos deles se cumpram’ (Lucas 21:24)
Jerusalém foi disputada por todos os grandes povos da história. Babilônios a dominaram, depois os medo-persas, Alexandre o Grande tomou a Palestina para os gregos em cerca de 300 a.C., depois foram os egípcios, seguidos pelos assírios e depois os romanos.
Invasores islâmicos se apoderaram dela, mas foram depostos nas Cruzadas. Mais tarde, os mamelucos islâmicos do Egito a tomaram. Depois os turco-otomanos reinaram pro quatro séculos, e, ao longo desses séculos, os judeus ali viveram e sofreram. O pleno cumprimento das profecias bíblicas sobre Israel e Jerusalém e os judeus é a prova incontestável da existência de Deus e da veracidade bíblica." (Dave Hunt)
breno_2#166
Fica difícil por que seria começar outra discussão.

Marcos
Sim. Quando você descobre algo que ainda não sabia.

Murilo
Você precisará da razão para identificar ou entender o que percebe. Nada muda. A razão ainda é suprema.
breno_2#167
Intuir não é o mesmo que perceber. A intuição não é um processo separado da razão. A razão utiliza a percepção, mas essa é não é superior àquela como ferramenta de conhecimento. Precisamos da razão para interpretar precisamente o que percebemos.
breno_2#168
Sem dúvida. O ser humano foge dessa patinação pela capacidade de abstrair, generalizar e de formar conceitos. Sem essa capacidade toda entidade pareceria inteiramente nova e diferente das demais.

Talvez não estejamos nos entendendo na terminologia. Boa noite.
daniel_16#169
Existe a frase do Olavo, que ele gostava de repetir em sala de aula: "um ser necessário existe necessariamente." Isso não é uma prova exatamente, é um juízo auto-evidente. Porém, para descobrir o seu significado e validade, para entendê-lo, é preciso ter experiência de vida, e esse ponto era ressaltado pelo Olavo. Não adianta dizer isso para um garoto de 17 anos. Eu tenho 23, venho entendendo aos poucos. O argumento é uma simplificação do argumento ontológico de Santo Anselmo. Pense no ser maior que existe, não há nada de maior que você possa pensar além deste ser, este ser em que você pensou é Deus. O argumento ontológico foi bem explicado pelo Mário Ferreira dos Santos no livro O homem em busca do infinito.
daniel_16#170
Deixo aqui também uma passagem do Livro de Urântia sobre o tema:
"The existence of God can never be proved by scientif experiment or by the pure reason of logical deduction. God can be realized only in the realms of human experience; nevertheless, the true concept of the reality of God is reasonable to logic, plausible to philosophy, essential to religion, and indispensable to any hope of personality survival." ( Part 1, Paper 1 ).

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