Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

[Fixo] Ditadura no Brasil

Iniciado por lus_orkut em 29/04/2011 · 166 mensagens · página 2 de 4

riscardo#51
20 de outubro de 2011 (quinta-feira)

18:30 às 20:30
MESA 3: Pelo buraco da fechadura: o acesso as informações e às fontes. (os arquivos dos DOPS – RJ e SP).

Prof. Dra. Beatriz Kushnir. (Diretora-Geral do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro)

Moderadora: Margarete Farias de Moraes (APEES)

20:30
Lançamento de livros

*********************************************

LOCAL: Auditório Manoel Vereza – Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas - Universidade Federal do Espírito Santo.

DIAS: 18, 19 e 20 de outubro de 2011.

INSCRIÇÕES: O interessado deve enviar o nome completo, instituição ao qual está vinculado e contato telefônico para o e.mail colarq.ufes.ccje,volta e meia em,gmail.com.

* Vagas limitadas conforme a capacidade do auditório.

*VALOR DAS INSCRIÇÕES:

Profissional
R$ 15,00 e uma lata de leite em pó.

Profissional Associado a AARQES
R$ 10,00 e uma lata de leite em pó.

Estudante
R$ 5,00 e uma lata de leite em pó.

* O pagamento será realizado no local do evento e o participante deve levar no primeiro dia uma *lata de leite em pó*, que será doada para uma Instituição de Caridade da cidade de Vitória-ES.
orkut_5#52
Esse cara da ALP está dando entrevista pra qual documentário?
milton#53
Alguém consegue me explicar o que os três patetas estão fazendo fantasiados com quepes da Marinha do Brasil?

[img]/orkut/photos/PQAAAAn2MK-virq2LlPfvhXyrbTkC7ehbHPSr_ArdVlOhxoq0V9uqBidTp-9Bo9ww3qHDpYobEy8WQZWRgGMzDSZ8N4Am1T1UB55C2kL06QovP2pxzrl_PAb3mej.jpg[/img]
[url]/orkut/photos/PQAAAAn2MK-virq2LlPfvhXyrbTkC7ehbHPSr_ArdVlOhxoq0V9uqBidTp-9Bo9ww3qHDpYobEy8WQZWRgGMzDSZ8N4Am1T1UB55C2kL06QovP2pxzrl_PAb3mej.jpg[/url]

.

http://www.gabeira.com.br/index.php/2011/09/20/copa-…tra-feriado/
rorschach_2#54
Rio de Janeiro > Maravilha.

Inferno> grandioso

Afeganistão> esplendoroso.
julio_8#55
http://www.gwu.edu/~nsarchiv/NSAEBB/NSAEBB118/index.htm#2

Notem o estilo de escrever do autor. Veja como ela adequa o texto sub-repticiamente para sugerir uma "clara", "aberta" intervenção americana no golpe de 64. Depois olhem a conclusão e as datas dos telegramas e vejam se houve realmente uma "participação ativa" dos E.U.A no golpe só levando em conta esses documentos (e foram só esses os documentos abertos).
riscardo#56
Indenização a Geraldo Azevedo abre espaço para outros cantores censurados durante a ditadura também pedirem a reparação financeira. O custo já chega a R$ 3 bilhões

Na semana passada, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça indenizou 21 pernambucanos perseguidos politicamente durante os anos de chumbo. Entre eles estava o cantor e compositor Geraldo Azevedo. Ele alegou que foi preso duas vezes e teve uma composição, “Canção da Despedida”, em parceria com Geraldo Vandré, censurada pelo regime militar. Embora a Lei da Anistia também ampare prejuízos pela produção intelectual, entre os quase 70 mil requerimentos que deram entrada até hoje são muito raros os casos em que se usou a censura como justificativa para a indenização. “Esse valor é simbólico. Não há dinheiro que pague a prisão, o sofrimento de quem passou pela humilhação”, diz Azevedo, que receberá uma única parcela de R$ 100 mil. O valor pode ser pequeno se comparado às indenizações bilionárias dos primeiros anos de aplicação da lei, mas abriu um precedente que pode ampliar o universo das reparações. E se todos os cantores e intérpretes que tiveram músicas censuradas durante os anos de chumbo resolverem requerer cada um a sua bolsa-ditadura?[http://www.istoe.com.br/reportagens/166441_OS+LUCROS+DO+SILENCIO]
herbert#57
Tava muito mais pra DitaMole que DitaDura.
Se fosse tão dura assim, teríamos que nos perguntar por que toda a petralhada está viva, saudável, positiva e roubante (operante é uma expressão que uso pra quem trabalha).
solange#58
Roda Viva com “Cabo” Anselmo

Assistam hoje (17/10) , às 22 horas, ao programa Roda Viva, na Rede Brasil, apresentado por Mario Sérgio Conti.
O entrevistado é José Anselmo dos Santos, o “Cabo” Anselmo.
O famoso personagem da Mal Contada História do Brasil pedirá a Dilma sua Carteira de Identidade, Anistia e Aposentadoria.
Anselmo tem bagagem teórica para meter o pau na tal Nova Ordem Mundial, o que pode tornar o programa eletrizante, já que o tema é tabu em nossa mídia.
(Jorge Serrão que é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: http://www.alertatotal.net/. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos, participará do programa, apresentado por Mario Sérgio Conti, na bancada dos “perguntadores”.
riscardo#59
Obrigado por postar essa notícia.
eduardo_24#60
'
A insistência com que os derrotados de ontem procuram esconder a verdade histórica

sobre os anos vividos desde 64 pelo Brasil merece mais uma contestação. Em

primeiro lugar, o combate aos governos autoritários e não ditadura deve ser dividido

de forma clara em dois campos distintos e inquestionáveis.

No Congresso Nacional, na imprensa, nas entidades civis, havia os liberais – alguns

com tendências de esquerda; outros, não. Foi um grupo de homens públicos de alto

nível, como Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, Franco Montoro, José Aparecido de

Oliveira, J G de Araújo Jorge, José Frejat, Paulo Brossard, Barbosa Lima Sobrinho,

Carlos Heitor Coni, Helio Fernandes, Marcos Freire, Fernando Lira e Teotônio Vilela.

Isso para ficarmos nos mais conhecidos, e de diferentes regiões do país. Nas eleições

de 66, 70, 74 e 78, estiveram abrigados na legenda do MDB, partido que, em 74,

chegou a lançar como candidato de oposição um militar, o general Euler Bentes

Monteiro com Ulisses de vice. Em 85, em plena abertura democrática, comandada

pelo presidente João Figueiredo, esta oposição chegou ao poder com a chapa

Tancredo-Sarney no Colégio Eleitoral.

Em outro campo, velhos militantes comunistas conseguiram captar o idealismo de

parte da mocidade e os lançar na aventura da luta armada, que nada tinha de

democrática ou liberal. Queriam apenas trocar o regime autoritário dos militares pela

ditadura do proletariado.
Eram comunistas de diferentes tendências e se

dedicaram a ações revolucionárias, como sequestros de diplomatas – embaixadores

dos EUA, Suíça e Alemanha – assaltos a bancos, focos de guerrilha em São Paulo, na

divisa com o Paraná e, depois, no Araguaia.
...
Aristóteles Drummond

http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com…3&Itemid=106
leonardo_2#61
Livro revela envolvimento de Dilma no maior assalto da ditadura

.......

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI54…itadura.html
eduardo_24#62
'
General Newton Cruz

Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=u53-leAPZfw

General Leônidas Pires Gonçalves

Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=phaaMHcfAjo
solideogloria#63
 Eu,
de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade, e
contar tudo: eu era uma subversivazinha medíocre e, tão logo fui
aliciada, já 'caí' (jargão entre militantes para quem foi preso), com as
mãos cheias de material comprometedor.      

      
Despreparada e 'festiva', eu não tivera nem o cuidado de esconder os
jornais da organização clandestina a que eu pertencia, eles estavam no
meio dos livros numa estante, daquelas improvisadas, de tijolos e
tábuas, que existia em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília
naquele ano de 1973.
 
       Já relatei o que eu fazia como militante http://bit.ly/vNUwyb.
Quase nada. A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim,
competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE 30
ANOS!

       Repeti e escrevi a mentira de que eu tinha tomado choques elétricos 
(por pudor, limitei-me a dizer que foram poucos, é verdade), que
me interrogaram com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando
voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC (eu ouvia
conversas maliciosas e tolas dos agentes) e que eu ficavam ouvindo
"gritos assombrosos" de outros presos sendo torturados (aconteceu uma
única vez, por um curto período de tempo: ouvi gritos e alguém me disse
que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram - achei, depois,
que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve
um único fio de cabelo tocado).
 
      Eu também menti dizendo que meus 'algozes', diversas vezes, se
divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar
pelos degraus, alguém me amparava (inventei um 'trauma de escadas",
imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no
subsolo do Ministério do Exército, na Esplanada dos Ministérios, onde
éramos interrogados, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes
que eu caísse.
 
solideogloria#64
Quanto aos socos e empurrões
de que eu fui alvo durante os dias de prisão, não houve violência que
chegasse a machucar; nada mais que um gesto irritado de qualquer dos
'inquisidores'; afinal, eu os levava à loucura, com meu 'enrolation'.
Sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de
florear o discurso. Um deles repetia sempre: "Você é muito inteligente.
Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto".
 
 
    Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles
dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a
marca de "vítima da repressão". A impressão, pelo relato, é de que
aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta
hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem
do que eu estou falando. Havia, sim, muita ameaça, muito grito,
interrogatórios intermináveis e, principalmente, muito medo (meu,
claro).

 
    Ma va! Torturada?! Eu?! As palmadas que dei na bunda de meus filhos
podem ser consideradas 'tortura inumana' se comparadas ao que (não)
sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI.
 
Que
teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós
que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido 'barbaramente
torturados' falávamos a verdade?

      Não, não é verdade. Noventa e nove por cento das 'barbaridades e
torturas' eram pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! 
Ninguém
apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos 'barbaramente
torturados' e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei,
técnica de torturadores. Não, técnica de 'torturado', ou seja, mentira.
Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: "quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre."
solideogloria#65
A
pior coisa que podia nos acontecer naqueles "anos de chumbo" era não
ser preso. Como assim todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava
currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos,
ameaça ao regime, comunistas de verdade!
 Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.
 
     Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saíamos com a aura de
hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira?
Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito
burguês, Lênin já tinha nos ensinado o que fazer.
 
 
     E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as
patifarias e 'amarelões' que nos acometiam quando ficávamos cara a cara
com os "ômi". Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater.
Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.

      Quando um dia, durante um interrogatório, perguntaram-me  se eu
queria conhecer a 'marieta', pensei que fosse uma torturadora braba. Mas
era choque elétrico (parece que 'marieta' era uma corruptela de
'maritaca' (nome que se dava à maquininha que rodava e dava choque
elétrico). Eu não a quis conhecer. Abri o bico, de novo.
 
 
    Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei
a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha
lido): "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o
Brasil conheça", escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra.
Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de 'verdade
sufocada"? Vou conferir.
solideogloria#66
riscardo#67
Os arquivos secretos da Marinha

ÉPOCA teve acesso a documentos inéditos produzidos pelo Cenimar, o serviço de informações da força naval. Eles revelam o submundo da repressão às organizações de esquerda durante a ditadura militar

http://revistaepoca.globo.com/tempo/noticia/2011/11/…marinha.html
antnioluiz#68
ayrton#69
up
josfaccin#70
[url]/Main#Profile?uid=8634426743682906348[/url]:
Eles fizeram a maior revolução industrial do século XX. Pegaram um país com o 45º PIB do mundo, e 21 anos depois, entregaram aos civis o 7º PIB do mundo.
.
Outras coisinhas que eles fizeram:
.
- Restabelecimento da autoridade por 21 anos;
- Criação de 13 milhões de empregos;
- A Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo;
- Estruturação das grandes construtoras nacionais;
- Crescimento do PIB de 14%;
- Construção de 4 portos e recuperação de outros 20;
- Criação da Eletrobrás;
- Implantação do Programa Nuclear -- Criação da Nuclebrás e subsidiárias;
- Criação da Embratel e Telebrás; antes não havia orelhões nas ruas nem se falava por telefone entre os Estados
- Construção das Usinas Angra I e Angra II;
- Desenvolvimento das Industrias Aeronáutica e Naval (em 1971 o Brasil foi o 2º maior construtor de navios do mundo);
- Implantação do Pró-álcool em 1976 - em 1982, 95% dos carros no país rodavam a álcool;
- Construídas as maiores hidrelétricas do MUNDO: Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu;
- Brutal incremento das exportações, que crescem de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões; o país ficou menos dependente do café, cujo valor das exportações passa de mais de 60% para menos de 20% do total;
- Rede de rodovias asfaltadas passa de 3mil para 45 mil KM;
- Redução da inflação galopante com a criação da Correção Monetária, sem controle de preços e sem massacre do funcionalismo público;
- Fomento e financiamento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES;
- Aumento dos cursos de mestrado e doutorado;
.
Continua.
[url]/Main#CommMsgs?cmm=6657263&tid=5267270676949504202[/url]
Cara parabéns pela postagem.. muito informativa!!!  Sabia de algumas informações mas todas estas realmente bem detalhadas!
thiago_7#71
o regime militar pode ser considerado uma ditadura, mas o termo regime é mais cabível. havia eleições com oposição no regime, ainda que eles tenham fechado o congresso e ditado atos institucioinais, desdizendo a própria constituiçã (do ai 5 em diante)
thiago_7#72
até o ai 4 eles tinham plena lkegitimidade de ditar atos institucionais, o probemaera o conteúdo dos atos, enão a forma.
riscardo#73
eric_2#74
fui ao cinema ontem e esse filme ainda irá estrear
riscardo#75
Eric, já estreou aqui em Vitória-ES. Aqui os cinemas estão com preços ótimos por causa do carnaval. Estou querendo aproveitar as promoções para ver filmes em 3D, mas fiquei curioso para ver esse filme agora.
eric_2#76
ontem eu fui ver o motoqueiro fantasma e esse filme ainda nao estreou.

guilherme_10#77
também quero ver qual é a desse filme,mas com Seu Jorge,já da pra imaginar o que vem por ai
leonardo_2#78
Um tal de Leonardo Sakamoto , blogueiro petista

http://interstitial?u=http://blogdosakamoto.blogosfe…LwAAAAAAAAAA



“Eles
que Venham. Por Aqui Não Passarão” é o título de uma nota divulgada
ontem, por 98 militares da reserva, criticando a Comissão da Verdade –
criada para esclarecer quem foram os responsáveis por mortes, torturas e
desaparecimentos na ditadura, mas sem poder de punição. Eles reafirmam
outro manifesto que havia sido divulgado anteriormente, em que 
reconhecem que a comissão é um “ato inconsequente de revanchismo
explícito e de afronta à Lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável,
do atual governo”.

Minha crítica à Comissão da Verdade é exatamente o contrário: ela foi aprovada em versão light, sem a força que deveria ter.

Pouco
me importa o que pensam os verde-oliva da reserva. Eles podem reclamar
até se engasgar com o chá da tarde no Clube Militar. A meu ver,
demonstrações de afeto a um período autoritário são peça de museu,
pertencentes a um tempo que, se não fizermos nenhuma besteira, nunca
mais vai se repetir. Vivemos em uma democracia e, por isso, e só por
isso, qualquer um (inclusive eles) podem se manifestar à vontade. O
problema são as consequências da permanência de uma forma de pensar na
sociedade, que é passada sem questionamento para as gerações mais
jovens, tornando a dignidade humana algo relativo e flexível.

Para
isso, gostaria de tomar a liberdade e reproduzir um texto que já postei
aqui há um bom tempo – atualizado, é claro, com informações novas:

Não
conheço pessoa que, tendo amado intensamente ou vivido uma dor muito
forte, não pensou, pelo uma vez, na possibilidade de ter suas memórias
arrancadas fora em um passe de mágicas. Considerando que deve levar um
tempinho ainda até que desenvolvam um aparelho como o do filme “Brilho
Eterno de uma Mente sem Lembranças”, perguntei a uma médica-amiga se já
haviam inventado remédio para acentuar o esquecimento. E, em caso
positivo, se ela poderia me deixar receitadas uma ou duas caixas – nada
demais, apenas para as intempéries do dia-a-dia. Ora, por que não?
Inventam pílulas para tudo, de ereção prolongada até suadouro nas mãos!
Com um sorriso, ela me lembrou que tal remédio já existe e é consumido
pela humanidade desde que o primeiro hominídio percebeu que comida
fermentada dá barato.

É claro que todos os percalços fazem parte
da caminhada de cada um e da grande marcha de uma sociedade e que,
portanto, são importantes no processo de aprendizado. Mas e quando a
lição já foi entendida e a lembrança, não resolvida, continua a martelar
nosso cotidiano?

Dia desses, trouxe aqui a história de Maria
Francisca Cruz, uma “quase” viúva. Seu marido foi trabalhar na Amazônia,
deixando para trás sete filhos e o silêncio. Enveredou-se por outro
colo? Está preso? Tem medo de voltar? Falam que morreu tentando fugir de
uma fazenda… Quem sabe? Dor maior não é saber que acabou. É não ter
certeza disso.

Acordar de manhã sem alguns pressupostos básicos é
angustiante. Imagine, então, aguardar o retorno de alguém que nunca
aparece. Conheço gente cujos pais foram sumidos pela Gloriosa dos
Verde-Oliva. A família parou no tempo, porta-retratos não saem do mesmo
lugar em que estavam desde quando ainda éramos 90 milhões em ação. Até a
poeira do relógio de pulso aguardando o dono é a mesma, sofrendo em
silêncio.

O governo brasileiro resolveu não mais tentar buscar a
revisão da Lei da Anistia. Mais do que punir torturadores, seria uma
ótima forma de colocar pontos-finais em muitas das histórias em aberto e
fazer com que pessoas tivessem, pela primeira vez em décadas, uma noite
de sono inteira. A Presidência da República resolveu investir suas
fichas na Comissão da Verdade, criada pelo Congresso Nacional. Até
agora, o governo insiste em manter trancados a sete chaves documentos
considerados ultrassecretos, além de inventar desculpa atrás de desculpa
para não vomitar todos os arquivos da ditadura. Garantindo que
representantes daquele tempo, como o Coronel Brilhante Ustra, possam
continuar reinventando a história como quiserem, uma vez que a prova dos
nove está encaixotada em algum lugar.

(Carlos Alberto Brilhante
Ustra foi acusado pela família do jornalista Luiz Eduardo Merlino,
torturado e assassinado no Doi-Codi, em São Paulo, em 1971. Pede-se o
reconhecimento público da responsabilidade do coronel pela morte de
Merlino. Ustra era comandante do Doi-Codi e diversas testemunhas – entre
elas o ex-ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da
Presidência da República, Paulo Vannuchi, preso no local na mesma época –
afirmam ter visto Merlino em estado gravíssimo após sessões de
tortura.)

Em nome de uma suposta estabilidade institucional, o
passado não resolvido permanece nos assombrando. E incomodando através
de um olhar perdido da mãe de um amigo que, da janela, permanece a
esperar.

Isso tudo com a ajuda de colegas jornalistas que
esqueceram que a função primeira da profissão não é ajudar restolhos da
ditadura sob a justificativa de garantir essa estabilidade, mas trazer à
tona o que está submerso. Repetem ad nauseam: “Não é hora de mexer
nesse assunto”.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos
concluiu que o Brasil é responsável pelo desaparecimento de 62 pessoas
entre os anos de 1972 e 1974, durante a Guerrilha do Araguaia. Disse que
a Lei da Anistia impede o acesso à verdade dos fatos e pediu que ela
fosse revista. Nesse caso, o Supremo Tribunal Federal, que vem sendo
sensível em decisões sobre a dignidade humana, deu de ombros.

Uma
pesquisa do Datafolha em 2010 apontou que 45% da população era
contrária à punição de agentes que torturaram presos políticos durante a
ditadura militar contra 40% a favor. Agarro-me desesperadamente à
esperança de que o pessoal não entendeu exatamente do que se tratava.

Em
enquete realizada este ano por este humilde blog, o resultado foi o
contrário, com a grande maioria apoiando a punição contra quem torturou
durante a Gloriosa. Orgulho dos meus leitores que, contudo, não
representam a posição do restante da sociedade.

O impacto de não
resolvermos o nosso passado se faz sentir no dia-a-dia dos distritos
policiais, nas salas de interrogatórios, nas periferias das grandes
cidades, nos grotões da zona rural, com o Estado aterrorizando parte da
população (normalmente mais pobre) com a anuência da outra parte (quase
sempre mais rica). A ponto de ser banalizada em filmes como Tropa de
Elite, em que parte de nós torceu para os mocinhos que usavam o mesmo
tipo de método dos bandidos no afã de arrancar a “verdade”.


leonardo_2#79
A
justificativa é a mesma usada nos anos de chumbo brasileiros ou nas
prisões no Iraque e em Guantánamo, em Cuba: estamos em guerra. Ninguém
explicou, contudo que essa guerra é contra os valores que nos fazem
humanos e que, a cada batalha, vamos deixando um pouco para trás. Esse é
o problema de sermos o país do “deixa disso” ou mesmo do “esquece, não
vamos criar caso, o que passou, passou” e ainda do “você vai comprar
briga por isso? Ninguém gosta de briguentos”. Enquanto não acertarmos as
contas com nossa história, não teremos capacidade de entender qual foi a
herança deixada por ela – na qual estamos afundados até o pescoço e que
nos define.

A verdade é que não queremos olhar para o retrovisor
não por ele mostrar o que está lá atrás, mas por nos revelar qual a
nossa cara hoje. E muitos de nós não suportarão isso.

O presidente do Senado chegou a defender o sigilo dos documentos da ditadura da qual fez parte.

Mas, e agora José? O que eu faço para esquecer?

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/02/…#comentarios
fortunatta#80
O Leonardo Saca moco , é muito FDP !!!!Provavelmente recebe um por fora para escrever tantas M!
riscardo#81
Se o governo estivesse interessado na verdade sobre o
período do regime militar, ele simplesmente promoveria o acesso
facilitado e irrestrito ao acervo que já está sob a guarda do Arquivo Nacional, fomentaria
pesquisas e ampliaria o financiamento de mestrados e doutorados. Não precisa ser gênio para perceber que o objetivo da criação da chamada "Comissão da Verdade" é fazer propaganda ideológica
descaradamente.
luciano_5#82
Não tão somente propaganda ideológica, como também perseguição revanchista sobre os militares - em especial os que foram testemunhas oculares do fato. Tal falácia de "verdade" mostra, no fim das contas, um intento de obscurecer o período de 64-85. Se não fosse esse golpe, certamente os comunas teriam transformado o Brasil no quintal da finada URSS. Vale ressaltar que à época quem pediu auxílio militar foi a ala conservadora - inclusive alguns Bispos católicos, amparados pela Constituição em vigor desde 1946.
.
Até hoje os políticos que lutaram contra a Ditadura reclamam de abusos a serem (financeiramente) compensados. Mas como o abuso não tolhe o uso, azar o deles. Dentre os maiores erros estão a demora na entrega no poder, e a falta de combate aos comunistas nos
meios intelectuais, pois não adiantava só prender, exilar e sumir com os revolucionários e terroristas travestidos de políticos, era preciso
aproveitar a situação para impedir a revolução cultural, o que não foi
feito; por causa disto, muitos dos revolucionários daquela época são políticos e "intelectuais" que ocupam postos estratégicos no governo federal. Outro equívoco foi ter certas sanhas
nacional-desenvolvimentistas e concentração estatal na economia, por cuja situação muitos (especialmente civis) lucraram.
.
Para início de papo, até onde eu saiba, ninguém era preso pelo simples fato de discordar do governo (ao menos até o AI-5), mas quem atuava em guerrilha armadaurbana e rural, para trocar o governo por uma ditadura comunista. Esm outras palavras, eles queriam implantar um
regime totalitário vermelho por aqui aos moldes do ocorrido da URSS sob o braço de ferro de Stalin.

Os caras assaltavam,
seqüestravam, jogavam bombas, faziam guerrilhas na selva, e ainda tem intelectualoide que acha só estavam "discordando do governo"!!!

Em tempo, ninguém está
justificando as torturas, que, aliás, eram bem menos freqüentes do que
se noticia, e SEM o apoio do governo.
cesar#83
leonardo soca tudo.
leonardo_2#84

Procurador reabre casos de desaparecidos na ditadura

Rubens Paiva, Mário Alves de Souza, Stuart Angel Jones e Carlos Alberto
Soares de Freitas foram presos pelos órgãos de segurança em 1971 e
desapareceram. Os dois primeiros, segundo testemunhas, foram torturados e
mortos no DOI-Codi, na Rua Barão de Mesquita. Stuart Angel foi
espancado e arrastado por um carro com a boca no cano de escape na Base
Aérea do Galeão. Carlos Alberto, o Beto, morreu na Casa da Morte, centro
de tortura clandestino das Forças Armadas em Petrópolis, na Região
Serrana do Rio. Os corpos nunca apareceram. Os quatro casos estão entre
os 39 do Rio e do Espírito Santo reabertos no Rio pelo promotor da
Justiça Militar Otávio Bravo. Ele achou um novo caminho jurídico.



- O Supremo Tribunal Federal equiparou o desaparecimento forçado,
quando é feito por agentes do Estado, ao crime de sequestro, que
permanece. Só se encerra quando aparece a pessoa ou o corpo. O crime
aconteceu antes de 1979, mas será que terminou antes de 79? Como essas
pessoas, inclusive Rubens Paiva, continuam desaparecidas, o raciocínio
jurídico é que o sequestro continua em curso. Se o corpo aparecer, então
é crime de ocultação de cadáver.

Ele sustenta, com base nisso,
que nesses casos não se aplica a Lei da Anistia, que encerrou os crimes
praticados antes de 1979. Bravo está tentando recuperar no Supremo
Tribunal Militar arquivos antigos, como o inquérito de 1986 sobre o caso
Rubens Paiva. Ele foi aberto logo após a redemocratização. Os militares
pressionaram e, por decisão da Procuradoria Geral Militar na época, o
inquérito foi arquivado. Bravo ainda não obteve os originais desse
inquérito.

Procurador quer documentos das Forças Armadas

Para
apurar o caso de Carlos Alberto, o Beto, o promotor ouviu como
testemunha Inês Etienne Romeu, que, milagrosamente, sobreviveu à Casa da
Morte e, depois, conseguiu localizar o imóvel. Ela declarou que ouviu
dos militares que estavam lá que Beto desapareceu na Casa.

-
Mandei um documento aos comandos militares pedindo informações e todos
os documentos existentes sobre a Casa da Morte. Os comandantes militares
entendem que ainda têm status de ministros e me informaram que eu não
podia requisitar. Encaminhei o pedido à Procuradora Geral da Justiça
Militar, que enviou o pedido. Eles responderam que não há informação -
diz o procurador.

O promotor acha que há documentos dentro das
Forças Armadas sobre esses fatos ou, pelo menos, informação sobre como
foram destruídos.

- O militar destruir documento é crime. Quando um militar destrói um documento, ele tem que fazer um termo explicando a decisão.

Bravo
foi a primeira autoridade a ouvir, após 40 anos, Eliana Paiva, uma das
filhas de Rubens, que, aos 15 anos, foi presa, agredida e interrogada no
DOI-Codi, no dia seguinte à prisão do pai. Portanto, testemunha-chave.

- Nem no IPM de 1986 a Eliana foi ouvida. Isso é inacreditável - comenta o promotor.

Bravo
lamenta que o Brasil tenha a “mácula” de ser o único país da América
Latina que não investigou crimes do regime de exceção, mas diz estar
confiante com a instalação da Comissão da Verdade. O promotor de 43
anos, filho e neto de militares, rejeita o argumento de que há dois
lados a serem investigados.

O programa “Espaço Aberto” sobre
Rubens Paiva, exibido nesta quinta-feira na Globo News, será
reapresentado nesta sexta-feira às 16h05m; sábado às 0h30m e domingo às
19h05m.



leonardo_2#85
leonardo_2#86
O promotor de 43
anos, filho e neto de militares, rejeita o argumento de que há dois
lados a serem investigados.


Rejeita porque ? Cadê a justificativa , palhaço ?
geraldo_3#87
eduardo_24#88

"Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática."

- Daniel Aarão Reis, ex-militante do MR-8, professor da UFF

http://direitasja.wordpress.com/2012/01/12/a-mentira…ia-vermelha/

riscardo#89

O general jantou legal a jornalista. Ela catou meia dúzia de clichês sobre o regime militar na Wikipedia e em algum DCE ou CA , foi pra entrevista com o general achando que ia abafar, e foi elegantemente humilhada.


Com o AI-5, o regime se aprofundou e aumentou, portanto, os casos de desaparecidos e os casos de mortos, o caso Rubens Paiva, por exemplo, acontece em 71. O senhor fez a carreira nessa época, nunca ouviu sequer falar que havia tortura dentro dos...


ROCHA PAIVA: Miriam, sempre se falou. Agora, me diz uma coisa: quando é que não houve tortura no Brasil? Houve tortura em Getúlio? Houve. Houve tortura no tempo da democracia? Houve. Houve tortura no regime militar? Houve. Está havendo tortura agora? Está. O Brasil é condenado na ONU, ou é acusado na ONU, por violação de direitos humanos por agentes do Estado, do Estado democrático de direito. A senhora quer fazer um cálculo comigo? A senhora pega o livro "Brasil, nunca mais". Arquidiocese de São Paulo. Insuspeita. Arquidiocese de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns. Fizeram pesquisas nos arquivos do STM. Levantaram, antes de 1995, portanto antes da lei de indenização Bolsa-ditadura. Levantaram 1.918 torturados. Se a senhora dividir isso por dez anos, e eu só estou considerando o tempo da luta armada, porque se for 20 anos é muito menos. Dez anos de luta armada, doze meses no ano e trinta dias, a senhora vai ter menos de um torturado por dia. Aí, a senhora vai para depois de 1995, o livro do Chievenatto, em 2004, aí já tinha saído a Bolsa-ditadura. Portanto, todo mundo que entrou em Doi-Codi, tá certo?, Até pra prestar um depoimento, por ser testemunha está dizendo que foi torturado. Aí esse número de 1918, depois que sai o Bolsa-ditadura, sobe pra 20 mil torturados. Se a senhora fizer essa mesma conta que eu fiz, a senhora vai chegar a seis torturados por dia. Então uma média de meio torturado por dia, se é que se pode se dizer assim, e seis. A senhora vai ter em torno de quatro torturados por dia por conta da luta armada. Miriam, se nós formos, agora, em qualquer presídio nesse Brasil inteiro, vamos encontrar muito mais gente sendo torturada agora. Por que ninguém se sensibiliza com isso? Sabe por quê? Por que quem está sendo preso agora, está sendo torturado não defende ideia marxista-leninista, não é da classe média, não é filho de deputado, não é artista. A esquerda radical, revanchista, hipócrita e incoerente se solidariza com esse pessoal do outro tempo. E olham que eram quatro por dia, no máximo, tá certo? Eu não estou tirando a hediondez do crime! Eu estou mostrando que isso está acontecendo agora, e ninguém se incomoda. Esses que estão sendo agora torturados, não vão ser indenizados, como foram aqueles que foram presos no tempo do regime militar. Então, isso é injustiça.
riscardo#90

"Stuart Angel foi espancado e arrastado por um carro com a boca no cano de escape na Base Aérea do Galeão."


Se a motivação do procurador fosse realmente descobrir a verdade, até que seria uma ótima notícia a reabertura do caso do desaparecimento do Stuart Angel. 


Toda a famosa história sobre a morte do Stuart Angel, então membro do MR-8, está fundamentada exclusivamente em um único depoimento: o de Alex Polari, então membro da VPR.


O integrante do MR-8 teria sido arrastado com a boca no cano de descarga de um jipe no pátio da base do Galeão, na frente dos pelotões, mas curiosamente a única testemunha dessa história amplamente divulgada como fato inconteste é justamente o integrante da VPR que afirma que estava trancafiado em uma cela na base e teria observado tudo por uma janelinha. 

leonardo_2#91

Hildegard Angel, irmã do vagabundinho Stuart


imagem
http://lh4.ggpht.com/-Ci-UXxJXuXI/T1bbG5H2iNI/AAAAAA…0/s600/z.png
alexandre_20#92
Reparei nisso esses tempos e fui pesquisar quem é esse Polari.

O cara é biruta total.
leonardo_2#93
Esse Polari é metido com o Santo Daime
alexandre_20#94
Sim, pode-se inclusive encontrar o perfil da testemunha na página do 
Centro Eclético da Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra (CEFLURIS) (!?) - http://www.santodaime.org/origens/alex.htm
riscardo#95

Entrevista com o general Rocha Paiva no YouTube. O general, de forma honesta, inteligente e elegante, desmonta os clichês da Miriam Leitão e a deixa com cara de tacho.


Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=-grGxHWRSWA&feature=player_embedded

aluisio#96
General que escreveu manifesto não teme ser punido por Amorim

http://oglobo.globo.com/pais/general-que-escreveu-ma…xzz1odRnoeR6
jeferson#97
Galera alguém poderia mandar fontes, documentos sobre o envolvimento brasileiro na Angola ajudando a MPLA????
leonardo_2#98
Invadiram o escritório do Coronel Pedro Ivo


Oficial que coordenou manifesto “Alerta à nação” foi arrombado na madrugada de ontem.

Segundo
o delegado que investiga o caso, Reinaldo Vilar, documentos estavam
revirados, mas objetos de valor não foram levados. "Havia jóias,
diamantes, ouro e dinheiro nos cofres abertos, mas nada foi levado",
relata.


A polícia já tem suspeitos, mas aguarda o resultado da
perícia, que deve sair hoje, para divulgar novas informações. O coronel
Pedro Ivo acredita que o crime tem "motivações políticas".
"É um recado de que eu estou dando trabalho",
sustenta. O coronel enumera, além do manifesto que desagradou o
Planalto, três ações que protagonizou como motivos para "incomodar".


Ele
entrou com duas ações questionando a lei que cria a Comissão da Verdade
e, ontem, ingressou no Ministério Público com uma representação para
que o órgão investigue se houve crime de responsabilidade do ministro
Celso Amorim e da presidente da República na interferência que culminou
com a suspensão da nota publicada pelo Clube Militar. O Ministério da
Defesa não quis se manifestar sobre o tema. Por
Junior Gama – Correio Braziliense

lllljulian#99
Quem diria o Lezão ops,,Lobão palpitando contra a esquerdalha. Eles estão chiando como abelhas.kkk

Isso foi em  2011,mas está sendo divulgado pelas mídias sociais, esse é site esquerdalha da porra  .

Entre aplausos e vaias, o egocêntrico classificou a esquerda
brasileira de “gente rancorosa e invejosa” e diz que torturadores
arrancaram “apenas umas unhazinhas”

Lobão pirou de vez. De crítico da indústria da música e do regime
militar, no passado, ele hoje se converteu num direitista bravateiro.
Até parece que faz as suas declarações bombásticas para atrair os
holofotes. Mas agora ele exagerou.

Durante o Festival da Mantiqueira, ocorrido na cidade de São
Francisco Xavier (SP), ele criticou o cantor João Gilberto – que “virou
um ser sagrado e nós temos que destronar tudo o que é sagrado” –, atacou Chico Buarque e ainda afirmou que “a MPB é de uma mediocridade galopante”.

“Torturadores arrancaram umas unhazinhas“

Entre aplausos e vaias, o egocêntrico classificou a esquerda
brasileira de “gente rancorosa e invejosa”. No auge das suas baboseiras
reacionárias, Lobão afirmou que há “um excesso de vitimização na cultura
brasileira… Essa tendência esquerdista vem da época da ditadura. Hoje,
dão indenização para quem seqüestrou embaixadores e crucificam os
torturadores que arrancaram umas unhazinhas”.

Lamentável. O que não se faz por dinheiro e por alguns minutos de fama na mídia brasileira.

Leia abaixo a fala de Lobão:

“” A gente tinha que repensar a
ditadura militar. Por que as pessoas acham… Essa Comissão da Verdade que
tem agora. Por que que é isso? Que loucura que é isso? Aí tem que ter
anistia pros caras de esquerda que sequestraram o embaixador, e pros
caras que torturavam, arrancavam umas unhazinhas, não [risos]. Essa foi
horrível [risos]. Mas é, é bem isso. Quem é que vai falar isso? Quem é
que vai ter o colhão de achar que bunda de pinto não é escovinha? Porque
não é. Não é. Então é o seguinte: a gente viveu uma guerra. As pessoas
não estavam lutando por uma democracia, as pessoas estavam lutando por
uma ditadura de proletariado. As pessoas queriam botar um Cuba no
Brasil, ia ser uma merda pra gente. Enquanto os militares foram lá e
defenderam nossa soberania.
“”


http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/06/cantor…litar-e.html
riscardo#100

STF decide se crimes da ditadura foram anistiados

O
Supremo Tribunal Federal (STF) vai ter de decidir se os responsáveis
por desaparecimentos na ditadura militar ainda podem ser processados.
Está previsto para a próxima quinta-feira, 22, o julgamento de um
recurso no qual a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sustenta que esses
crimes não foram anistiados.

A OAB argumenta que os sequestros de
desaparecidos são crimes permanentes já que as vítimas nunca foram
encontradas. Dessa forma, os responsáveis não podem ser beneficiados
pela Lei de Anistia, que perdoou os crimes cometidos até 15 de agosto de
1979.

A entidade recorreu de uma decisão tomada em 2010 pelo
plenário do STF. Na ocasião, o tribunal reconheceu a validade ampla,
geral e irrestrita da Lei de Anistia. O entendimento foi de que a lei
perdoou os opositores ao regime militar que cometeram crimes e também os
agentes de Estado acusados de violações a direitos humanos.

No
entanto, para a OAB, o Supremo foi omisso em relação à tese de que os
sequestros não poderiam ser perdoados já que são crimes permanentes. A
entidade também observa que a Assembleia das Nações Unidas confirmou que
são considerados crimes contra a humanidade assassinatos, extermínios e
todos atos desumanos cometidos contra a população civil por autoridades
estatais. Segundo a Ordem, esses crimes não podem ser anistiados por
leis nacionais.

A OAB cita no recurso decisão tomada em 2009 pelo
STF autorizando a extradição para a Argentina do major uruguaio Manuel
Juan Cordeiro Piacentini. Ele foi acusado de participar da Operação
Condor, que nos anos 70 reprimiu os opositores a regimes militares da
América do Sul.

No processo analisado pelo tribunal, o militar era
acusado de envolvimento no desaparecimento de uma criança de 10 anos.
No julgamento, o relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski, disse
que o crime de sequestro tem caráter permanente já que a vítima não
apareceu.


Fonte: http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/stf-decid…m-anistiados

‹ Voltar para a lista de tópicos