[Fixo] Ditadura no Brasil
Como estava o Brasil antes do golpe de 1964
Manifestantes protestam em frente à casa do ex-chefe do SNI em Porto Alegre
Ação contra impunidade ocorreu na capital gaúcha e em outros cinco Estados
Jovens integrantes do Levante Popular da Juventude protestaram na manhã
desta segunda-feira em frente à casa do coronel Carlos Alberto Ponzi,
ex-chefe do Serviço Nacional de Informações de Porto Alegre. O ato
integrou uma manifestação nacional para expor publicamente ex-militares e
policiais acusados de tortura, abusos sexuais e homicídios durante a
ditadura militar (1964-1985).
Os atos ocorreram em frente à casa ou no local de trabalho dos acusados.
Além do Rio Grande do Sul, ocorreram ações em São Paulo, Minas Gerais,
Santa Catarina, Pará e Ceará.
De acordo com Rafael Coelho,
estudante e integrante do Levante Popular em Porto Alegre, as
manifestações ocorrem em defesa da criação da Comissão da Verdade —
incumbida de investigar e documentar as violações de direitos humanos
ocorridas no Brasil entre 1946 e 1988.
Identificamos os locais de trabalho dos acusados e onde eles moram para
denunciar à sociedade que eles continuam vivos e impunes — afirmou
Coelho.
O Coronel Carlos Alberto Ponzi é um dos 13 brasileiros
acusados pela Justiça Italiana pelo desaparecimento do militante
político Lorenzo Ismael Viñas em Uruguaina (RS), no ano de 1980. Os
cerca de cem manifestantes colocaram faixas em frente ao prédio onde ele
mora, na capital gaúcha, e picharam na calçada as frases "Aqui mora um
torturador" e "Carlos Alberto Ponzi, torturador".
Em São Paulo, o
alvo dos protestos foi a sede da empresa de segurança privada Dacala,
do delegado aposentado do antigo Departamento de Ordem Política e Social
(Dops), David dos Santos Araujo. Cerca de 200 pessoas — com cartazes
que traziam estampados os rostos de presos políticos mortos durante a
ditadura — denunciaram a participação do ex-delegado em assassinatos e
tortura durante o regime.
O ex-delegado Santos Araujo é acusado
pelo Ministério Público Federal (MPF) de participar da tortura e do
assassinato, em abril de 1971, do ativista político Joaquim Alencar de
Seixas. De acordo com o MPF, o ex-delegado foi reconhecido por parentes
da vítima. Em 30 de agosto de 2010, o MPF moveu ação pública para que
Araujo fosse pessoalmente responsabilizado pelas práticas criminosas.
Segundo
o relato do atual presidente do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa
Humana de São Paulo, Ivan Seixas, preso aos 16 anos, junto com o pai,
Joaquim Alencar de Seixas, David dos Santos Araujo, o "capitão Lisboa",
estava entre os torturadores.
O Levante Popular da Juventude
surgiu em 2006 no Rio Grande do Sul, com jovens de universidades, das
periferias das cidades e do campo. Hoje conta com aproximadamente 200
militantes no país. Também participaram do ato em São Paulo membros do
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Consulta Popular e
do Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça.
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2012/03/ma…3706932.html
Ato Contra a Comemoração do Golpe de 64 - 29/03/2012
( que cretinice!)
Essa gente é feita de geleca mesmo!
Manifestantes protestam em frente à casa do ex-chefe do SNI em Porto Alegre
[url]/Main#Profile?uid=6051608035854380439[/url]:
http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com…8&Itemid=106
Comemoração de militares termina em pancadaria no Centro do Rio
RIO - A comemoração pela passagem dos 48 anos do golpe que culminou
em 21 anos de ditadura no Brasil, organizada por militares da reserva,
nesta quinta-feira, no Centro do Rio, terminou com uma grande confusão.
Cerca de 350 pessoas, entre eles representantes do PT, PCB, PCdoB, Psol,
PDT e outros movimentos sociais de esquerda, bloquearam a entrada
principal do Clube Militar, na esquina da Avenida Rio Branco com Rua
Santa Luzia, e tumulturam a chegada dos convidados para o evento. O
tempo todo gritavam palavras de ordem, chamando os militares de
torturadores, assassinos e covardes. Cada militar que chegava ao local
era cercado, xingado e só conseguia entrar no prédio sob escolta da PM.
Um
dos militares revidou ao xingamento, pegou o celular de um
manifestante, que reagiu. Houve empurra-empurra e o estudante de
Ciências Sociais Antônio Canha, de 20 anos, acabou sendo atingido por um
tiro de descarga elétrica de uma pistola Taser. Os manifestantes também
derramaram um balde de tinta vermelha nas escadarias do Clube Militar,
representando o sangue derramado durante a ditadura, e atingiram um
segurança do local com ovos.
Nas ruas próximas, vários cartazes
com frases como "Ditadura não é revolução", "Onde estão nossos mortos e
desaparecidos do Araguaia?", além de fotografias de desaparecidos
durante os anos de chumbo. Parentes de desaparecidos compareceram ao
protesto, como Maria Cristina Capistrano, filha do David Capistrano,
jornalista e ex-ativista do PCB.
- Em 1974, ele foi levado para o
DOPS no Rio de Janeiro e depois para a casa da morte, em Petrópolis.
Desde então nunca mais tivemos notícias dele. Devido a casos como este
do meu pai, acho importante este tipo de mobilização.
O
polciamento do local foi feito pela tropa de choque da PM, que cercou a
entrada do Clube. Uma pessoa foi presa após se desentender com um
militar. A confusão começou com xingamentos e acabou em socos e pontapés
e com o manifestante sendo levado pela PM num camburão, o que provocou
mais revolta dos manifestantes. No momento em que o jovem foi colocado
no camburão, várias pessoas tentaram impedir que ele fosse levado,
cercando o veículo. A PM, então, usou de spray de pimenta para dispersar
a aglomeração. Os manifestantes fecharam a Avenida Rio Branco por dez
minutos e só liberaram o trânsito após os policiais usarem bombas de
efeito moral, cujos estilhaços feriram na barriga a manifestante Miriam
Caetano, de 33 anos.
Os militares, que ficaram o tempo todo
acuados dentro do prédio, foram saindo aos poucos do local. Uns pela
porta dos fundos e outros, escoltados pela PM até uma estação do metrô
que fica em frente ao Clube ou até conseguirem um táxi.
e com o manifestante sendo levado pela PM num camburão, o que provocou
mais revolta dos manifestantes. No momento em que o jovem foi colocado
no camburão, várias pessoas tentaram impedir que ele fosse levado,
cercando o veículo.
[url]/Main#Profile?uid=10095963584682316524[/url]:Agora o PT tem a sua ``JUVENTUDE HITLERISTA`` tambem , agora a esquerda brasuka nao tera mais este motivo pra invejar os nazi
Manifestantes protestam em frente à casa do ex-chefe do SNI em Porto Alegre
já passaram muito do limite esses nazistas de merda
***
Leiam todos os comentários abaixo da matéria e vejam como a população reprova estes atos!!!
Também da matéria da comemoração dos 48 anos do 31 de março.
[url]/orkut/photos/RAAAAL6N_EG4TSviVRH2jlCw82tTbZ-M-Ab13cg9YoKRgFCziuzeAwlNQWwSgAzfcXYshVS9RFJtRpUNzm4p122Gbv_D_W0qnRAocsfEQPWvtA41AJtU9VDwFtnkJFoGxJSTDyiUK--XmsqM5w.jpg[/url]
.
Dezenas de
militares da reserva que assistiram ao debate “1964 - A Verdade” ficaram
sitiados no prédio do Clube Militar, na Cinelândia, no centro do Rio,
na tarde desta quinta-feira, 29. O prédio foi cercado por manifestantes
que impediram o trânsito pelas duas entradas do imóvel.
O evento
marcou o aniversário do golpe militar de 1964 e reuniu militares
contrários à Comissão da Verdade. Ao fim do evento, eles tentaram sair,
mas foram impedidos por militantes do PC do B, do PT, do PDT e de outros
movimentos organizados que protestavam contra o evento.
“Tortura,
assassinato, não esquecemos 64″, gritavam os manifestantes. “Milico,
covarde, queremos a verdade”, diziam outros. Velas foram acesas na
frente da entrada lateral do centenário do Clube Militar, na Avenida Rio
Branco, representando mortos e desaparecidos durante a ditadura
militar. Homens que saíam do prédio foram hostilizados com gritos de
“assassino”. Tinta vermelha e ovos foram jogados na calçada, sem atingir
ninguém.
Homens do
Batalhão de Choque foram ao local e lançaram spray de pimenta e bombas
de efeito moral contra o grupo, que revidou com ovos. Um dos
manifestantes foi imobilizado por policiais e liberado em seguida após
ser atingido supostamente por uma pistola de choque, e outro foi detido e
algemado.
Os militares
foram orientados a sair em pequenos grupos por uma porta lateral, na
rua Santa Luzia, mas tiveram que recuar por conta do forte cheiro de gás
de pimenta que tomou o térreo do clube. A Polícia Militar tenta conter
os manifestantes e chegou a liberar a saída de algumas pessoas pela
porta principal, mas por medida de segurança voltou a impedir a saída.
Um grupo que
saiu sob proteção do Batalhão de Choque da Polícia Militar foi alvo de
xingamentos. Os manifestantes também chamaram os militares de
“assassinos” e “porcos”. Mais tarde, a saída dos militares da reserva
foi liberada por meio de um corredor criado por PMs entre o prédio até a
entrada do metrô, na estação Cinelândia, a poucos metros do Clube
Militar.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/eis-a-g…os%e2%80%9d/
Maria do
Rosário, a ministra dos Direitos Humanos, e Dilma Rousseff, a presidente
que a nomeou para a pasta, estão começando a colher os frutos, quem
sabe esperados, de suas ações.
O Brasil
passou os últimos 33 anos — desde a Lei da Anistia, em 1979 —
construindo a democracia e o estado de direito. Agora, há grupos
firmemente empenhados em fazer o país marchar para trás. Ou para o lado:
aquele da revanche, do pega pra capar, da violência. Questões que
haviam sido superadas, ou que estavam justamente adormecidas, são
reavivadas com paixão cruenta.
O incentivo à
revanche está em toda parte. Se Dilma acha que está no bom caminho, que
continue a dar corda a seus radicais. Leiam o que informam Wilson Tosta
e Heloísa Aruth Sturm, no http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,militare…855126,0.htm. Volto no próximo post.
Reinaldo Azevedo
QUANTO TEMPO FALTA PARA A IMPLANTAÇÃO DA DITADURA NO BRASIL/AMERICA LATINA DE ESTILO STALINISTA COMO NA COREIA DO NORTE?
Esse tipo de regime, ou até mesmo os mais lights como o chavismo, hoje servem como puro espantalho para enganar os trouxas desse jeito: "olha, aquilo lá, e só aquilo lá que existe naqueles estados-museus é o comunismo".
Porque hoje em dia existem meios de controle muito mais sutis e eficientes que podem e são aplicados dentro de um ambiente de aparência democrática. Já é assim no Brasil, nos EUA e etc.
Não se preocupe. Você ainda não vai ser preso, não vai para um campo de concentração nem para o paredão. Só vai ter sua vida, em todos os aspectos, inclusive no mais íntimo da consciência, controlado pela mídia e pelo governo ou, em caso negativo, ser boitcotado por ela de forma a parecer um ser antissocial e perigoso perante o público.
[url]/orkut/photos/QQAAAL6N_EG4TSviVRH2jlCw82sW1WK7CZggyqRIh4A3028cwzZJSy1JI-qUSYf25CZt7ObyMK3IRKKVZKdF5tsNxxF6yXDRNhlT4dU9iyQ8aCRHAJtU9VCgnJWLoD7XzRvl-cwx7tfF8NPmcw.jpg[/url]
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Essa notícia merece um tópico:
[FIXO] -----> "PQ A GRANDE MÍDIA NÃO NOTICIOU?"
fica a dica aí moderação[imagem do Orkut]
Mais informações: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-05-02/c…mgarten.html
Coronéis Juarez e Ustra prometem processar ex-delegado Cláudio Guerra
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-05-02/c…udio-gu.html
[url]/Main#Profile?uid=8137400938306428338[/url]:
Coronéis Juarez e Ustra prometem processar ex-delegado Cláudio Guerra
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-05-02/c…udio-gu.html
Boa !
Guerra rebate críticas sobre livro e pede acareação com coronel
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-05-04/g…coronel.html
Claudio Guerra quer ser acareado também com o Coronel Ustra
http://memoriasdeumaguerrasuja.com.br/claudio-guerra…l-ustra.html
http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com…7&Itemid=107
“Na minha opinião, foi bom para o país que os militares tenham vencido aquela guerra suja dos anos 1970. O Brasil hoje é melhor do que se nós – o outro lado – os tivéssemos derrotado.
Mas não eram necessários tantos crimes bárbaros, tanta violência, tanta tortura, tanta gente morta.
Por pouco não cruzei com Cláudio Guerra no final de 1972, quando ele estava começando a matar para os militares e eu indo para a cadeia, de onde só mais de um ano depois. Estávamos na mesma área daquele conflito clandestino. Sempre digo que tive sorte na vida. Ainda mais agora que conheço tão bem o seu passado.
Não é nenhuma síndrome de Estocolmo.
Muita gente viveu e sabe como foram, de verdade, aqueles tempos. Do nosso lado muitos tiram proveito pessoal ainda hoje, de maneira absurda, se promovendo, se aproveitado e construindo o seu ganha-pão, imerecidamente. Talvez a maioria não saiba como foi. Tenho vergonha, também, de algumas ‘corajosas’, verbalizações de revanchismo.
Passei algum tempo em pronto-socorro, em sala de cirurgia, estudando urgência médica, me preparando para lutar e para matar. Pratiquei pequenos roubos como preparação para assaltos maiores. Dormi em quartos recheados de bombas. Discuti a explosão de duas pontes. Planejei o assassinato de pessoas.
Fui um ambicioso projeto de criminoso político. Hoje tudo está envolvido numa névoa de mistério e romantismo, mas estávamos falando sério e feio. Foi bom termos perdido.
(...)
A luta clandestina gerou desnecessárias barbaridades. É feio para um militar de carreira torturar e matar um inimigo já preso e desprotegido. É indigno.
(...)
Os militares não devem ter medo de conviver com os erros de um passado que acabou levando, por caminhos tortos, a um Brasil melhor. Aquilo foi uma guerra nojenta. Inteligente será aprender com as indignidades cometidas.
Os esquerdistas, que se locupletam arrotando atos heróicos que nunca praticaram, deveriam botar a viola no saco e ir trabalhar. Os militares estão ajudando o país mais do que eles.”(Marcelo Netto)
http://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2012/05/…o-clipe.html
Militantes de grupos de luta armada criaram um discurso eficaz. Quem questiona "vira" adepto da ditadura. Assim, evitam o debate
A LUTA armada, de tempos em tempos, reaparece no noticiário. Nos últimos anos, foi se consolidando uma versão da história de que os guerrilheiros combateram a ditadura em defesa da liberdade. Os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heróicas ações. Em um país sem memória, é muito fácil reescrever a história. É urgente enfrentarmos essa falácia. A luta armada não passou de ações isoladas de assaltos a bancos, seqüestros, ataques a instalações militares e só. Apoio popular? Nenhum. O regime militar acabou por outras razões.
Argumentam que não havia outro meio de resistir à ditadura, a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos dos grupos existiam antes de 1964 e outros foram criados logo depois, quando ainda havia espaço democrático (basta ver a ampla atividade cultural de 1964-1968). Ou seja, a opção pela luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema político e a simpatia pelo foquismo guevarista antecedem o AI-5 (dezembro de 1968), quando, de fato, houve o fechamento do regime.
O terrorismo desses pequenos grupos deu munição (sem trocadilho) para o terrorismo de Estado e acabou usado pela extrema-direita como pretexto para justificar o injustificável: a barbárie repressiva.
Todos os grupos de luta armada defendiam a ditadura do proletariado. As eventuais menções à democracia estavam ligadas à "fase burguesa da revolução". Uma espécie de caminho penoso, uma concessão momentânea rumo à ditadura de partido único.
Quem contribuiu mais para a restauração da democracia: o articulador de um ato terrorista ou o deputado federal emedebista Lisâneas Maciel, defensor dos direitos humanos, que acabou sendo cassado pelo regime militar em 1976? A ação do MDB, especialmente dos parlamentares da "ala autêntica", precisa ser relembrada. Não foi nada fácil ser oposição nas eleições na década de 1970.
Os militantes dos grupos de luta armada construíram um discurso eficaz. Quem questiona é tachado de adepto da ditadura. Assim, ficam protegidos de qualquer crítica e evitam o que tanto temem: o debate, a divergência, a pluralidade, enfim, a democracia. Mais: transformam a discussão política em questão pessoal, como se a discordância fosse uma espécie de desconsideração dos sofrimentos da prisão. Não há relação entre uma coisa e outra: criticar a luta armada não legitima o terrorismo de Estado.
Precisamos romper o círculo de ferro construído, ainda em 1964, pelos inimigos da democracia, tanto à esquerda como à direita. Não podemos ser reféns, historicamente falando, daqueles que transformaram o adversário, em inimigo; o espaço da política, em espaço de guerra.
Um bom caminho para o país seria a abertura dos arquivos do regime militar. Dessa forma, tanto a ação contrária ao regime como a dos "defensores da ordem" poderiam ser estudadas, debatidas e analisadas. Parece, porém, que o governo não quer. Optou por uma espécie de "cala-boca" financeiro. Rentável, é verdade.
Injusto, também é verdade. Tanto pelo pagamento de indenizações milionárias a privilegiados como pelo abandono de centenas de perseguidos que até hoje não receberam nenhuma compensação. É fundamental não só rever as indenizações já aprovadas como estabelecer critérios rigorosos para os próximos processos. Enfim, precisamos romper os tabus construídos nas últimas quatro décadas: criticar a luta armada não é apoiar a tortura, assim como atacar a selvagem repressão do regime militar não é defender o terrorismo.
O pagamento das indenizações não pode servir como cortina de fumaça para encobrir a história do Brasil. Por que o governo teme a abertura dos arquivos? Abrir os arquivos não significa revanchismo ou coisa que o valha.
O desinteresse do governo pelo tema é tão grande que nem sequer sabe onde estão os arquivos das Forças Armadas e dos órgãos civis de repressão.
Mantê-los fechados só aumenta os boatos e as versões fantasiosas.
Comissão de Anistia nega indenização a Cabo Anselmo
Fonte: jornal Valor Econômico
A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça negou ontem o pedido de
anistia e indenização feito por José Anselmo dos Santos, conhecido como
Cabo Anselmo. Foi a primeira vez que os conselheiros decidiram sobre um
caso de agente duplo, pois o pedido foi feito por uma pessoa que alega
ter atuado na resistência à ditadura, mas que também trabalhou a favor
do regime militar.
Ex-militar da Marinha, Cabo Anselmo pediu uma indenização de R$ 100 mil
pelo período em que, segundo ele, foi perseguido, preso e exilado
político pelo regime ditatorial, durante a década de 1960.
No início da década de 1970, ele passou a colaborar com os militares,
inclusive delatando antigos conhecidos. Há registros de que informações
fornecidas por ele contribuíram para a morte de mais de 200 opositores
do regime, informou o Ministério da Justiça. Em 2004, Anselmo protocolou
pedido de anistia na comissão.
O relator do processo, ex-ministro de Direitos Humanos Nilmário
Miranda, disse que a perseguição a Anselmo não foi comprovada e que ele
mudou de situação, pois de eventual perseguido passou a ser perseguidor.
Segundo ele, a simples dúvida de que o Anselmo tenha sido infiltrado
[na militância] desde sempre impede que sejam concedidas a anistia e a
reparação, ou seja, indenização, que é uma despesa pública. Aplaudido, o
ex-ministro de Direitos Humanos declarou que negava o pedido de anistia
e todos os outros conselheiros acompanharam o voto.
Durante a reunião, a comissão ouviu ainda pessoas que conheceram o
delator ou que foram afetadas pelas ações de Anselmo. Nos depoimentos,
foi dito que é um absurdo dar indenização a uma pessoa que contribuiu
com a barbárie. Anselmo não participou da sessão e foi representado pelo
seu advogado, Luciano Blandy.
Ao falar em democracia, Blandy disse que o cabo foi coagido a atuar
pró-regime ditatorial. Por mais dicotômico que possa parecer, é
exatamente isso que estou buscando fazer aqui hoje. Preservar um regime
em que a lei vale para todos sem exceção, disse. Ele está enquadrado no
rol de hipóteses que permite ser um anistiado político, completou.
O advogado questionou ainda a informação de que Anselmo causou mais de
200 mortes, ao entregar militantes. O relator do caso, no entanto,
rebateu que o próprio Cabo Anselmo confirmou esse número, em documentos
coletados no processo. O relator também encontrou indícios de que a
prisão de Anselmo teria sido armada para dar suporte à farsa do agente
do regime militar.
Ainda cabe recurso da decisão na Comissão de Anistia. Mas o advogado
não sabe se vai recorrer, pois, segundo ele, não consegue falar com
Anselmo desde novembro. O contato é feito por meio de amigos do
ex-marinheiro. Blandy explicou também que, com a anistia, Anselmo seria
aceito de volta à Marinha e, assim, conseguiria registros ainda não
obtidos, como carteira de identidade.
A comissão concedeu anistia a Anivaldo Padilha, pai do atual ministro
da Saúde, Alexandre Padilha. Ele receberá uma indenização de R$ 2,4 mil
por mês. Como a decisão é retroativa, ele receberá também um acumulado
de R$ 229,4 mil.
Protestante da Igreja Metodista, Anivaldo Padilha articulava uma rede
internacional de apoio a presos e perseguidos políticos, além de
denunciar torturas cometidas pela ditadura militar (1964-1985). O então
militante procurava abrigos no exterior a essas pessoas, o que
possibilitou, segundo ele, a fuga de centenas de prisioneiros e de
perseguidos pelo regime.
Ele foi preso em fevereiro de 1970, após ser delatado por pessoas da
igreja. Anivaldo Padilha depôs durante a sessão da comissão. Emocionado,
contou que se sentia impotente diante dos torturadores. Passei por um
momento em que a única forma que encontrei de evitar colaborar com os
torturadores foi cometer o suicídio e, segundo ele, tentou parar de
respirar na cela.
Superado esse momento, o homem franzino e fraco, como descreveu a si
mesmo, passou a se sentir mais forte que todos os torturadores. Mesmo
com os 53 quilos que tinha na época da prisão, Anivaldo Padilha contou
que oito torturadores chegaram a se reunir para tirar informação dele.
Se precisa de tanta violência e de tanta pessoa para me torturar, é que
eu sou mais forte, declarou. Ao sair da prisão, a perseguição continuou e
ele teve que se exilar em 1971, pouco tempo antes do nascimento do
ministro Alexandre Padilha. Ele só pôde conhecer o filho em 1979.
Após o depoimento, os conselheiros decidiram, por unanimidade, declarar
Anivaldo Padilha como anistiado político brasileiro e pedir desculpas
formais pela perseguição, exílio, privações e todos os erros cometidos
pelo Estado no passado.
A pedido de Padilha, a Comissão de Anistia vai enviar também os nomes
dos torturadores à Comissão da Verdade e ao Ministério Público. No fim
do julgamento, o anistiado declarou que seria capaz de reconhecer os
autores das torturas. Ele defendeu ainda a revisão da Lei de Anistia.
Essa lei foi imposta pelos militares. Ela é de autoanistia, disse.
| LINK PARA DOWNLOAD DO ORVIL, NO FINAL DO ARTIGO |
Pela editoria do site http://www.averdadesufocada.com/
O fim do regime militar e a Lei da Anistia não trouxeram a pacificação
desejada. Crédulos, os militares voltaram às suas atribuições,
confiantes na reconciliação de todos os brasileiros. As mãos foram
estendidas em sinal de paz, por um dos lados - as mãos dos vencedores da
luta armada -, porém, para os vencidos, o combate continuou. Os
derrotados trocaram as armas pelas palavras, fazendo questão de não
deixar cicatrizar as feridas que procuram manter abertas até os dias de
hoje.
http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com…37&Itemid=78
.
http://www.alepe.pe.gov.br/sistemas/perfil/parlament…/foto08.html
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Espalhem esta foto antes que sumam com ela.
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Se bem que, esquerdista é tão burro ou tão cara de pau, que eu fui parar nesta foto por meio de artigos acadêmicos escritos por comunistas. Esse pessoal que, por meio de seus vários artigos e estudos que publicam, confessam que já existia guerrilha no Brasil desde 1961 organizada por agentes estrangeiros, não se dão conta da gravidade do que estão falando. Para eles, tudo bem que existia guerrilha, que era Cuba quem patrocinava e que o presidente João Goulart sabia disso e nada fazia.. o golpe de 64 ainda foi injustificado.
Wadih apoia ‘escracho’ a torturadores
Torturador rompe silêncio de 41 anos sobre Casa da Morte
| ____________________ 'Eu organizei o lugar', disse Malhães |
http://globotv.globo.com/globo-news/globo-news-dossi…iro/2020170/
A INCRÍVEL HISTÓRIA DO GUERRILHEIRO QUE RECRUTOU A MÃE PARA A LUTA ARMADA, PARTICIPOU DE “JUSTIÇAMENTO” E DEU AULA DE MÚSICA A CRIANÇAS: É HORA DE “JOGAR LUZ” NOS PORÕES
http://g1.globo.com/platb/geneton/2012/07/02/a-incri…-nos-poroes/
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2012/06/22…u-451850.asp
O jornalista Ancelmo Gois, meu chefe, vai para o outro lado do
balcão. Ele é o entrevistado do programa Espelho (Canal Brasil) na
próxima segunda-feira, às 21h30m. O entrevistador é o grande ator Lázaro
Ramos, apresentador do programa. Gois vai revelar que, durante sua
militância no PCB, esteve sob a proteção da KGB para cursar a
universidade em Moscou, durante a ditadura.
-- Por isso que o comunismo acabou -- brinca o colunista do GLOBO.
Podem me chamar de puxa-saco, mas eu não vou perder.
Dá uma olhada só num trecho da entrevista
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2012/06/22…u-451850.asp
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Lista oficial de mortos pela ditadura pode ser ampliada
Fonte: jornal Folha de S. Paulo
Estudo inédito do governo federal propõe quase triplicar a lista
oficial de mortos e desaparecidos políticos vítimas da ditadura militar.
São camponeses, sindicalistas, líderes rurais e religiosos, padres,
advogados e ambientalistas mortos nos grotões do país entre 1961 e 1988.
A maioria morreu na região amazônica durante os 21 anos de regime
militar (1964-1985).
A reportagem é de Lucas Ferraz e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 01-08-2012.
Dentre os mais de 1.200 nomes analisados, o estudo detalha a morte ou
desaparecimento de ao menos 600 pessoas hoje não relacionados na lista
oficial de 357 mortos (familiares contam 426). Os novos casos, para a
Secretaria de Direitos Humanos, têm relação direta ou indireta com a
repressão da ditadura.
O documento, que ainda sem endosso do governo, será encaminhado à
Comissão da Verdade e à Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos
Políticos, que ficarão responsáveis pela decisão de elevar ou não o
número de mortos do período.
Não há relação entre o reconhecimento dessas vítimas e a concessão de
indenizações a seus familiares -o pedido precisa ser requerido.
O estudo é polêmico, admite o autor, Gilney Viana, coordenador do
projeto Direito à Memória e à Verdade da Secretaria de Direitos Humanos
da Presidência. Principalmente no que diz respeito à relação das mortes
com os crimes praticados pela repressão. Comprovar a ligação é
fundamental para o reconhecimento oficial dos nomes como vítimas da
ditadura.
Apesar de a ditadura ter ido de 1964 a 1985, o estudo considera
formalmente o período iniciado em 1961 com base na anistia política
prevista na Constituição de 1988.
Ex-preso político e ex-deputado do PT, Gilney afirma que o objetivo "é
incluir o nome dessas vítimas na Justiça de transição, com o devido
reconhecimento do Estado".
Mortes no campo
O reconhecimento de parte dessas 600 vítimas é uma antiga reivindicação
de organizações como Comissão Pastoral da Terra e Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem-Terra. Muitos foram assassinados a mando de
fazendeiros ou políticos que tinham ligações com o regime.
Um exemplo é o que ocorreu no sul do Pará e hoje norte do Tocantins
após a Guerrilha do Araguaia (1972-1974), quando mateiros, camponeses e
ativistas foram assassinados -muitos por ex-agentes e militares- sob o
pretexto de "limpeza" da área ou para apagar vestígios dos conflitos com
os guerrilheiros do PC do B.
Alguns dos casos são emblemáticos, como a execução do advogado Paulo
Fonteles, no Pará, em 1987. Envolvido em disputas de terras na região,
sua morte contou com a participação de um ex-agente do SNI (Serviço
Nacional de Informações).
Outro assassinato citado no estudo é o do padre João Bosco Burnier, em Mato Grosso, em outubro de 1976.
O autor do crime foi um policial militar que acertou a pessoa errada - o
alvo era dom Pedro Casaldáliga, um dos principais expoentes da Teologia
da Libertação na Igreja Católica e perseguido pelos militares, que
estava ao lado de Burnier.
O estudo da Secretaria de Direitos Humanos não aborda a matança de
índios na ditadura (alguns pesquisadores estimam mais de 2.000 vítimas
indígenas), tema de uma outra investigação que organismos de direitos
humanos querem levar para a Comissão da Verdade.
"São vítimas da repressão e da opressão", afirmou à Folha o frade
dominicano Frei Betto sobre o estudo do governo federal: "É uma lista
até tímida perto do que a gente sabe que de fato aconteceu. E não só
entre o povo do campo. Índios, por exemplo, foram exterminados na
construção da Transamazônica".
Por unanimidade, Justiça condena o coronel Ustra como torturador da ditadura
http://www.viomundo.com.br/denuncias/amelinha-teles-…militar.html
Agnaldo Timóteo, brucutu da canção popular
http://br.noticias.yahoo.com/blogs/blog-ultrapop/agn…1115110.html



