Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

''Pela Total Liberalização de Todas as Drogas''.

Iniciado por vtor em 23/05/2011 · 279 mensagens · página 2 de 6

rafael_2#51
Algumas questões devem ser lembradas quando se fala em legalização de drogas:

1. Quer as pessoas queiram ou não, a lei reflete um parâmetro moral. Um número incalculável de pessoas jamais experimentou drogas porque não quiseram adotar uma conduta que significasse uma transgressão. Dessa decisão de não experimentar, inegavelmente evitaram uma provável dependência, com todas as suas nefastas e muitas vezes irreversíveis consequências.

2. O alcoolismo não está estabilizado, ao contrário do que se acredita. O número de dependentes de álcool vem aumentando, especialmente entre adolescentes.

3. O álcool faz mais dependentes do que qualquer outra droga simplesmente porque sua venda é permitida, sendo sua aquisição possível em absolutamente qualquer esquina das cidades.

4. O argumento que a liberação das drogas gerará mais arrecadação, disponibilizando portanto mais dinheiro para tratamento dos dependentes é desmentido pela realidade dos hospitais públicos brasileiros. Busque tratamento para alcoolismo e depois me diga se o dinheiro arrecadado com a venda de bebida garante tratamento para algum dependente.

5. O álccol tem sua venda regulamentada e nem por isto menores de idade deixam de beber. Aliás, há legiões de adolescentes abusando severamente de álcool, o que joga por terra a crença infantilíssima de que se as drogas forem liberadas bastará regulamentar seu uso para evitar males maiores.
rafael_2#52
ayrton#53
O debate estava até bom, porém detectei algumas imprecisões; alguns pontos não ficaram bem claros. Por exemplo:

1 - Você é a favor de liberar o crack e a heroína também? Nesse caso, o estado deveria fornecer as seringas, ou deixa os caras morrerem de AIDS?

2- Você accredita mesmo no liberalismo (no sentido usado no Brasil) TOTAL? Isso aí não seria anarquia?
eric_2#54
O que falta para vcs libertários assumirem que são anarquistas de corpo e alma? Talvez sentem-se mal por que o anarquismo estigmatizou?
É isso?
gabriel_10#55
Quero ver como alguém vai educar molecada sem personalidade formada de 14 anos a ter a real noção do perigo que é usar drogas se qualquer maior de idade pode se drogar quando bem entende.
Quem está por trás desses movimentos de legalização das drogas como o Soros são pessoas que sabem que isso vai estragar as novas gerações, já que, poucos adultos vão resolver virar drogado pq agora pode usar droga. Todo mundo que fuma e bebe, como eu, começou com essa merda antes dos 18 anos porque é ridiculo ter acesso ao cigarro e a birita (se meus amigos molques de 18 anos podiam, pq aos 15 eu não podia beber e fumar com meus amigos?).
Apoiar a mesma causa que o Soros e as FARC não me parece coerente com quem realmente repudia o socialismo.
filipe#56
Não, Eric, defendemos a liberalização de TODAS AS DROGAS, sem excessão. Não porque sou simpatizante das drogas ou algo do tipo, mas sim porque o indivíduo pode fazer o que bem entender com seu corpo e agir com responsabilidade, ele só vai aprender o significado da liberdade responsável quando usar sua liberdade com más escolhas, pois só aprendendo com os erros que o indivíduo vá crescer e se responsabilizar.

O ato de usar drogas não estará prejudicando ninguém a não ser o próprio usuário. O estado não precisa punir, a natureza por si só vai puní-lo sem necessidade do estado. O usuário compulsivo de drogas provavelmente se prejudicará e aprenderá com isso. Do mesmo modo funciona a economia, um agente econômico toma decisões erradas ele será punido naturalmente com prejuízos. Naturalmente ele aprenderá com seus erros.

Não tô dizendo que o libertarianismo virá de uma forma fácil, temos muitos desafios por aí, eu apenas defendo o que é ideal para uma sociedade. Defendo o que trará uma prosperidade, pois só respeitando a propriedade privada e liberdade individual que um país alcançará a prosperidade.
filipe#57
1 - Você é a favor de liberar o crack e a heroína também? Nesse caso, o estado deveria fornecer as seringas, ou deixa os caras morrerem de AIDS?

Eles é quem comprem suas próprias seringas e cuidem de suas vidas. O estado não é papai de ninguém.

2- Você accredita mesmo no liberalismo (no sentido usado no Brasil) TOTAL? Isso aí não seria anarquia?


Anarquia é abolição do estado e da propriedade privada. Eu sou contra apenas ao estado.
wellington_4#58
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"O ato de usar drogas não estará prejudicando ninguém a não ser o próprio usuário" (Filipe Altamir)
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E quando o usuário de drogas não tiver mais dinheiro e começar a agredir os outros indivíduos (furtos, assaltos, homicídios, etc..) para alimentar o vício?
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carlos_9#59
A incompetência, irresponsabilidade e inabilidade do Governador de São Paulo com seu partido, a dezessete anos no Palácio dos Bandeirantes.
É explícita aos dotados com o mínimo de discernimento remanescentes no referido pujante Estado que certamente, não subscreveram a nociva permanência do citado político no comando do Executivo Estadual.
Ao contrário dos milhões de alienados e iletrados que a cinco mandatos consecutivos premiam, os delinquentes de uma mesma sigla partidária.
Que acomodados, soberbos e prepotentes a muito deixaram(Se é que um dia fizeram) de fazer os investimentos e melhorias, que nosso Estado tanto necessita e faz jus.
O que vemos é uma avalanche de propagandas mentirosas superfaturadas veiculados em horários nobres na grande mídia, mostrando melhorias principalmente nas áreas prioritárias(Saúde, educação e segurança públicas) fictícias.
De enormes impactos teóricos e nenhum prático!
Mas lamentavelmente o sadomasoquismo e anencefalia de expressivo percentual dos eleitores de São Paulo, permitem que politiquinhos nefastos como Alckimin e diversos outros tanto do seu partido quanto de aliados meretrizes.
Se perpetuem nos altos cargos públicos para a desgraça do Estado e da população.
Com relação ao afastamento dos Oficiais PMs que atuaram na vergonhosa marcha da maconha, fiquem tranquilos foram apenas pantomimas e pirotecnias.
Para dar uma rápida satisfação a imprensa e opinião pública como corriqueiramente, os politiqueiros profissionais fazem em suas permanentes campanhas políticas.
Todos estão numa lista de transferências solicitados pelos próprios para unidades de suas escolhas, como corriqueiramente acontece principalmente no horrível Governo Alckimin.
Caso fossem Praças com certeza teriam sido recolhidos para o Romão Gomes e após os contaminados PDS, demitidos arbitrariamente e ditatorialmente como rotineiramente acontece.
Geraldo Dissimulado Alckimin nunca mais!!!
gabriel_10#60
Esquerdista é contra todas as liberdades e são a favor de legalizar as drogas. Nenhum libertário se perguntou o por quê disso? Ainda não perceberam que as drogas são uma forma de quebrar a moral e assim que colocarem em prática o governo socialista os drogados vão estar na fila dos que vão ser descartados?
Tem muita gente precisando ver o vídeo do Yuri Bezmenov que está na página inicial do Mídia Sem Máscara para entender porque esquerdista gosta tanto de querer liberar droga.
gabriel_10#61
filipe#62
E quando o usuário de drogas não tiver mais dinheiro e começar a agredir os outros indivíduos (furtos, assaltos, homicídios, etc..) para alimentar o vício?

Ai ele vai ser punido, meu Amigo!!! Putz...
filipe#63
O indivíduo não pode "fazer o que bem entender com o próprio corpo", pois antes de o corpo pertencer a ele, é de obra e autoria de DEUS. Sendo assim, o indivíduo deve satisfação a Nosso Senhor no que corresponde a utilização de seu próprio corpo. Resumindo: "Poder fazer o que bem entender com o próprio corpo pode, mas não deve proceder deste modo nunca!"

E os espíritas, agnósticos, ateus, budistas? Vocês têm que ter consciência de que há várias culturas e crenças num país. A religião de vocês não é a absoluta.

Se o indivíduo vier a agredir a propriedade alheia por consequência do uso, ele será punido. Vocês tem uma mentalidade infantilizada demais. Vai haver muito mais violência e homicídios se a droga for proibida...
gabriel_10#64
"Vai haver muito mais violência e homicídios se a droga for proibida..."??? O PCC e o CV vão devolver as armas se legalizarem as drogas? Os assaltantes vão parar de assaltar? Os seqüestradores vão parar de seqüestrar? O viciados vão parar de roubar para alimentar o vício? Eles vão parar de morrer porque droga legalizada não mata?
Respeito muito o Friedman e já li inúmeros materiais dele, mas quando um policial não puder mais reprimir esses bostas é porque estaremos no fundo do poço sem volta.
Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=bvRCJdwtppM
ayrton#65
É isso aí, Pedro. Vamos trabalhar e estudar que agente ganha mais.

Quem tiver paciência que ensine um pouco dos fatos da vida para o rapaz, mas sem usar argumentos religiosos (porque isso vai causar uma argumentação circular, pô!), apenas lógicos.

Indiquem textos ou vídeos do professor também, para poder esclarecer um pouco da realidade para ele, que parece ser uma boa pessoa.

Boa noite a todos.
eric_2#66
Não expulsem ele por favor ...precisamos treinar a argumentação e iremos usar o Filipe ...
anderson_3#67
'Ai ele vai ser punido, meu Amigo!!! Putz...
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E como um viciado vai ser punido, meu querido?
Você vai punir? A "puliça"? A vovozinha?
Ou você vai fazer todo o jogo de punir, auxiliar as famílias dos drogados e/ou os próprios drogados ou até mais cadeias para abrigar a legião de zumbis drogados que estão a solto nas ruas?
anderson_3#68
''apenas defendo o que é ideal para uma sociedade. Defendo o que trará uma prosperidade, pois só respeitando a propriedade privada e liberdade individual que um país alcançará a prosperidade.
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Moleque acha que liberdade individual é saindo por aí fazendo o que bem entender.
Penso que um sujeito desses só pode viver dentro de uma gaiolinha de ouro, criado pela avó à base de todinho e Orkut - além do mais é um raciocínio circular.
O que isso tem a ver com a liberdade um sujeito viciado que é mal para a sociedade?
Talvez quando um usuário apontar uma arma ou até faca para mim, pedindo-me 5 míseros reais para comprar duas pedras, eu deva pensar na "liberdade individual" do viciado e na propriedade que isso vai acarretar para uma sociedade melhor.
O governo não tem sequer controle dos cigarros e das bebidas, com as drogas legalizadas, aumenta-se duas coisas: usuários e por conseqüência e a criminalidade, por parte dos viciados.
Fora a demanda de pequenos traficantes que compraram à droga já legalizada transformando em novo mercado paralelo.
No mais, é bobagem refutar esse guri de apartamento.
O cara vive numa vidinha cor de rosa, típica de libertários juvenis.
octvio#69
O Estado ''mínimo'' defendido pelos liberais é cousa do demônio. Tem de se averiguar bem esse ''mínimo''. Tem de ser no mínimo* suficiente para ser um Estado!
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Não quero um estado usurpador, totalitário, universal. Mas quero que ele fique páreo com a economia. Não quero trocar um regime político por um regime econômico.
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A liberalização é imoral e não deve acontecer. Isso seria desmoralizar toda a nossa base de tradição, cultura e etc.

Até já admirei mais esses MISESBRASIL, mas hoje em dia o crédito dele está bem baixo... Ideias anarquistas, imorais e desestabilizadoras da ordem imperam por lá.
gabriel_10#70
Pra quê xingar o cara? Deixe ele argumentar, quem achar que está errado que faça um contra-argumento.
gabriel_10#71
gabriel_10#72
Gostei!
"Rafael
Algumas questões devem ser lembradas quando se fala em legalização de drogas:

1. Quer as pessoas queiram ou não, a lei reflete um parâmetro moral. Um número incalculável de pessoas jamais experimentou drogas porque não quiseram adotar uma conduta que significasse uma transgressão. Dessa decisão de não experimentar, inegavelmente evitaram uma provável dependência, com todas as suas nefastas e muitas vezes irreversíveis consequências.
4. O argumento que a liberação das drogas gerará mais arrecadação, disponibilizando portanto mais dinheiro para tratamento dos dependentes é desmentido pela realidade dos hospitais públicos brasileiros. Busque tratamento para alcoolismo e depois me diga se o dinheiro arrecadado com a venda de bebida garante tratamento para algum dependente."
clvi#73
Tem um vídeo propaganda da descriminalização das drogas no youtube de quase uma hora e meia. O FHC aparece bastante. Eu, Clóvis, sou contra, nunca usei e nem tive interesse. Pra mim, se é psicotrópico e altera o estado psiquico normal de uma pessoa, usar, incentivar, produzir, comercializar, fazer apologia é crime e deve ser regulamentado. É muita idiotice. Vou deixar o video aí só para verem os argumentos desse pessoal, já que é apologia do ínicio ao fim.

Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=RAnFiyqcMb0
clvi#74
O nome do documentário acima é "Cortina de Fumaça Você Precisa Ouvir o Que Eles Tem a Dizer".
filipe#75
A livre concorrência de comercialização das drogas desmancharia o monopólio das FARC. E como eu já disse, drogados que vierem a ameaçar a propriedade privada alheia serão punidos mesmo. A liberdade dele termina quando ele viola a propriedade de terceiros. No Brasil é proibido as drogas e olha só a merda que tá... Como eu falei, um grande exemplo de que proibição só trás males, é o episódio da lei seca nos EUA.

Qual a solução de vocês? Soltar uma bomba em cada favela do país?
filipe#76
Moleque acha que liberdade individual é saindo por aí fazendo o que bem entender.
Penso que um sujeito desses só pode viver dentro de uma gaiolinha de ouro, criado pela avó à base de todinho e Orkut - além do mais é um raciocínio circular.
O que isso tem a ver com a liberdade um sujeito viciado que é mal para a sociedade?
Talvez quando um usuário apontar uma arma ou até faca para mim, pedindo-me 5 míseros reais para comprar duas pedras, eu deva pensar na "liberdade individual" do viciado e na propriedade que isso vai acarretar para uma sociedade melhor.
O governo não tem sequer controle dos cigarros e das bebidas, com as drogas legalizadas, aumenta-se duas coisas: usuários e por conseqüência e a criminalidade, por parte dos viciados.
Fora a demanda de pequenos traficantes que compraram à droga já legalizada transformando em novo mercado paralelo.
No mais, é bobagem refutar esse guri de apartamento.
O cara vive numa vidinha cor de rosa, típica de libertários juvenis.


Liberdade individual é você fazer o que quiser com seu corpo, desde que não venha a agredir a propriedade alheia, ou restringir a liberdade dos outros. Quantas vezes tenho que explicar isso para os cons cons de orkut?

Enquanto as provocações, me recuso até de responder, vi que não tem capacidade nem de desenvolver um argumento sem partir pra apelação. Tô aqui de boa discutindo com vocês e tô nessa comunidade porque também gosto do Olavo, mas não concordo com tudo que ele diz. O que vejo nessa comu são várias pessoas papagaiando o que ele fala.

Enquanto ao outro moleque que falou que estado mínimo é coisa do demônio, eu só tenho a lamentar. Lembro até de um programa que eu ouvi de Olavo de Carvalho no qual ele declarou "É claro, eu sou totalmente a favor da economia austríaca!".
mafiusus#77
Este pessoal do Mises Brasil eles tem uma clara agenda e ela a rigor é afinada com a agenda Esquerdista. Uma coisa que eles não se tocam é que a legalização das drogas ou sua liberação no final das contas, é a estatização das drogas, no mesmo Mises Brasil vc encontra artigos falando da regulamentação do setor farmaceutico e outros e dae eles ficam falando aquele bla bla bla bla de sempre. É um discurso amplamente contraditório e esquizofrênico e sem nenhuma coerência. Hoje, o tráfico de drogas é feito totalmente livre realmente pelo mercado que eles tanto falam. Dae eles querem que as drogas sejam regulamentadas e fiscalizadas pelo Estado que tb tanto satanizam. Ou seja, são verdadeiros panacas e planfetários de quinta.
wellington_4#78
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"O ópio e a morfina são certamente drogas nocivas que geram dependência. Mas, uma vez que se admita que é dever do governo proteger o indivíduo contra sua própria insensatez, nenhuma objeção séria pode ser apresentada contra outras intervenções. Não faltariam razões para justificar a proibição de consumo de álcool e nicotina. E por que limitar-se apenas à proteção do corpo? Por acaso os males que um homem pode infringir à sua mente e à sua alma não são mais graves do que os danos corporais? Por que não impedi-lo de ler maus livros e de assistir a maus espetáculos, de contemplar pinturas e esculturas ruins e de ouvir música de má qualidade? As conseqüências causadas por ideologias nocivas são, certamente, muito mais perniciosas, tanto para o indivíduo como para a sociedade, do que as causadas pelo uso de drogas. Essas preocupações não são apenas espectros imaginários que apavoraram pensadores solitários. É um fato inegável o de que nenhum governo paternalista, antigo ou moderno, jamais hesitou em regulamentar as idéias, crenças e opiniões de seus súditos. Se for abolida a liberdade de o homem determinar o seu próprio consumo, todas as outras liberdades também serão abolidas. Os que ingenuamente defendem a intervenção do governo no consumo iludem-se ao negligenciar o que desdenhosamente chamam de aspecto filosófico do problema. Contribuem inadvertidamente para o estabelecimento da censura, da inquisição, da intolerância religiosa e da perseguição aos dissidentes" (Mises, Ação Humana, pp. 1007-1008).
gabriel_10#79
Da mesma forma que você não concorda com tudo que o Olavo fala (eu também não), eu não concordo com tudo que a escola de Chicago ou a Austríaca pregam.
Sou fã tanto do Olavo quanto do Friedman, e nesse caso das drogas, acho os argumentos do Olavo mais coerentes, já que, todo lugar em que as drogas são liberadas, várias merdas com drogados que não existiam antes ou existia em pequena quantidade, passam a virar um grande problema (em Vancouver, Zurich, Amsterdã...). É o efeito prático desmontando a teoria (é o mesmo que acontece com o comunismo, na hora de ser colocado o ideal lindo e maravilhoso em prática, só acontecem merdas e mortes).
Mais uma vez eu repito que não é a toa que esquerdistas atacam tudo quanto é liberdade e promovem legalização de drogas, eles sabem que drogas ferram as novas gerações e não adultos com personalidade formada.
bruno_15#80
Mas, uma vez que se admita que é dever do governo proteger o indivíduo contra sua própria insensatez, nenhuma objeção séria pode ser apresentada contra outras intervenções.

O Mises está equivocado, há vários crimes que não causam lesão a qualquer bem jurídico mas continuam sendo crimes em qualquer lugar do mundo. Exemplo: ato obsceno.

O fato do Estado regular uma ou outra conduta não imputa a necessidade dele controlar todas as outras de todos os âmbitos. Isso é reductio ad absurdum. Todo fato social terá um valor e da interação de ambos será produzida uma norma, que dirá ser ato ilícito com a suposição criminosa. O narcotráfico encaixa-se nessa tridimensionalidade: o mercado de drogas, dentre todas suas formas, é valorado socialmente como imoral, pois conduz à insensatez humana e estimula as paixões materialistas que afetam não só ao indivíduo consumidor, mas também a harmonia e o bem-estar social. Daí surge sua proibição, pois a criminologia deve se atentar à proteção dos bens jurídicos não só materiais, mas também morais.

Penso que Mises cometeu a imprudência de ter uma coerência fundamentalista na questão, mas sua distração poderia ser licenciada pelo argumento de que o pensador austríaco não viveu para presenciar a expansão do consumo de drogas e do movimento droguista.
anderson_3#81
"é você fazer o que quiser com seu corpo, desde que não venha a agredir a propriedade alheia, ou restringir a liberdade dos outros. Quantas vezes tenho que explicar isso para os cons cons de orkut?
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Meu querido, um viciado em droga não estraga apenas o seu corpo, mas como uma harmonia moral e social em sua volta.
Um drogado... ou melhor: um viciado em cocaína, por exemplo, invade sim, a propriedade alheia para conseguir sustentar mais o seus vício, da mesma forma que o mesmo acaba com a liberdade dos demais. Um viciado, meu caro intectualzinho de Orkut, não tem consciência de liberdade e muitos menos de "propriedade alheia" e/ou todas essas bobagens que te ensinaram na escola.
Os viciados não possuem consciência de nada... a não a consciência de fomentar o seu vício quase que inrreversível.
Mas faça o seguinte: Leve esse teu discurso de grêmio estudantil para uma família destruída pelas drogas, para uma mãe, para um pai e até para os próprios viciados que querem sair dessa vida e também os que não querem.
eric_2#82
Refute:

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O Instituto Mises Brasil (IMB) foi tomado de assalto e ocupado por anarquistas e libertários [da mesma forma que a Wikipédia foi tomada e ocupada por eles], e eles estão tentando MUDAR O QUE MISES FALOU, estão tentando transformar Mises em libertário e defensor da liberalização das drogas.

E para atingir esse objetivo, da mesma forma que marxistas agem, estão maquiando e desconstruindo o texto de Mises.

O que está acontecendo no IMB é um descalabro e uma ofensa a obra de Mises...

Sei por experiência anterior que será praticamente impossível reverter isso, pois qdo essa turma invade uma instituição eles formam panelas e bloqueiam qq tentativa de retira-los do comando, mas, denunciar isso podemos.

Vou relatar a a seguir a alegação de um deles, colocando uma frase de Mises maquiando-a como se tivesse sido uma afirmação de Mises no livro "Liberalism".
Para refuta-lo eu coloquei todo o texto onde a frase está inserida.

Na introdução e no final tb fiz comentários.

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eric_2#83
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Frase colocada como argumento:

"Mises disse:
"The alcoholic and the drug addict harm only themselves by their behavior; the person who violates the rules of morality governing mans life in society harms not only himself, but everyone.""

Minha resposta:

Você só leu essa frase colocada por trapaceiros na Internet mas não o livro inteiro !

Essa frase é uma das 4 possibilidades que Mises coloca para análise com respeito ao que a sociedade deve fazer em relação ao alcoolismo e drogas.
A conclusão de Mises qto a isso está mais abaixo no texto.
Já q vc só leu essa frase eu vou colocar o texto completo de Mises no livro para aclarar tuas idéias - leia e tome conhecimento do que Mises dizia:

"What concerns us here is something quite different, namely, the question whether people whose actions endanger the continued existence of society should be compelled to refrain from doing so.

- The alcoholic and the drug addict harm only themselves by their behavior; the person who violates the rules of morality governing man's life in society harms not only himself, but everyone.
- Life in society would be quite impossible if the people who desire its continued existence and who conduct themselves accordingly had to forgo the use of force and compulsion against those who are prepared to undermine society by their behavior.
- A small number of antisocial individuals, i.e., persons who are not willing or able to make the temporary sacrifices that society demands of them, could make all society impossible.
- Without the application of compulsion and coercion against the enemies of society, there could not be any life in society.

We call the social apparatus of compulsion and coercion that induces people to abide by the rules of life in society, the state; the rules according to which the state proceeds, law; and the organs charged with the responsibility of administering the apparatus of compulsion, government.

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eric_2#84
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There is, to be sure, a sect that believes that one could quite safely dispense with every form of compulsion and base society entirely on the voluntary observance of the moral code. The anarchists consider state, law, and government as superfluous institutions in a social order that would really serve the good of all, and not just the special interests of a privileged few.
Only because the present social order is based on private ownership of the means of production is it necessary to resort to compulsion and coercion in its defense. If private property were abolished, then everyone, without exception, would spontaneously observe the rules demanded by social cooperation.

It has already been pointed out that this doctrine is mistaken in so far as it concerns the character of private ownership of the means of production. But even apart from this, it is altogether untenable.
The anarchist, rightly enough, does not deny that every form of human cooperation in a society based on the division of labor demands the observance of some rules of conduct that are not always agreeable to the individual, since they impose on him a sacrifice, only temporary, it is true, but, for all that, at least for the moment, painful.

But the anarchist is mistaken in assuming that everyone, without exception, will be willing to observe these rules voluntarily.
There are dyspeptics who, though they know very well that indulgence in a certain food will, after a short time, cause them severe, even scarcely bearable pains, are nevertheless unable to forgo the enjoyment of the delectable dish.

Now the interrelationships of life in society are not as easy to trace as the physiological effects of a food, nor do the consequences follow so quickly and, above all, so palpably for the evildoer.

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eric_2#85
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Can it, then, be assumed, without falling completely into absurdity, that, in spite of all this, every individual in an anarchist society will have greater foresight and will power than a gluttonous dyspeptic? In an anarchist society is the possibility entirely to be excluded that someone may negligently throw away a lighted match and start a fire or, in a fit of anger, jealousy, or revenge, inflict injury on his fellow man? Anarchism misunderstands the real nature of man. It would be practicable only in a world of angels and saints.

Liberalism is not anarchism, nor has it anything whatsoever to do with anarchism.

The liberal understands quite clearly that without resort to compulsion, the existence of society would be endangered and that behind the rules of conduct whose observance is necessary to assure peaceful human cooperation must stand the threat of force if the whole edifice of society is not to be continually at the mercy of any one of its members.
One must be in a position to compel the person who will not respect the lives, health, personal freedom, or private property of others to acquiesce in the rules of life in society."

TRADUÇÃO

"A questão da compulsão realmente responde o propósito, nestes casos, deve reservar para posterior consideração.
O que nos interessa aqui é algo completamente diferente, ou seja, a questão de saber se as pessoas cujas ações põem em perigo a sobrevivência da sociedade devem ser compelido a se abster de fazê-lo.

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eric_2#86
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- O alcoólatra e viciado em drogas prejudicam apenas a si mesmos pelo seu comportamento, a pessoa que viole as regras da moralidade que regem a vida do homem na sociedade, não só prejudica a si mesmo, mas todos.
- Vida em sociedade seria impossível se as pessoas que desejam a sua existência e que têm uma conduta em conformidade teve de renunciar ao uso da força e da coação contra aqueles que estão dispostos a minar a sociedade pelo seu comportamento.
- Um pequeno número de indivíduos anti-sociais, ou seja, pessoas que não desejam ou são capazes de fazer os sacrifícios temporários que a sociedade exige delas, poderia fazer toda a sociedade impossível.
- Sem a aplicação de compulsão e coerção contra os inimigos da sociedade, não poderia haver qualquer vida em sociedade.

Chamamos o aparato social de compulsão e coerção que induz as pessoas a respeitar as regras da vida em sociedade, ao Estado, as regras segundo as quais as receitas do Estado, Direito e os órgãos com a responsabilidade de administrar o aparelho de compulsão, governo.

Há, com certeza, uma seita que acredita que se pode com bastante segurança dispensar toda a forma de compulsão na sociedade e base inteiramente no cumprimento voluntário do código de moral.
Os anarquistas consideram o estado, direito e instituições do governo como supérfluos em uma ordem social que serve realmente o bem de todos, e não apenas os interesses especiais de uns poucos privilegiados.
Só porque a atual ordem social baseada na propriedade privada dos meios de produção é necessário recorrer a compulsão e coerção em sua defesa.
Se a propriedade privada fosse abolida, então todos, sem exceção, teriam espontaneamente observar as normas exigidas pela cooperação social.

Já foi apontado que esta doutrina é errada na medida em que se trata do caráter da propriedade privada dos meios de produção.
Mas, mesmo para além deste, é completamente insustentável.

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eric_2#87
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O anarquista, com razão não nega que toda forma de cooperação humana em uma sociedade baseada na divisão do trabalho exige a observância de algumas regras de conduta que nem sempre são agradáveis ao indivíduo, pois impõe-lhe um sacrifício, só temporária, é verdade, mas, para todos os que, pelo menos para o momento, doloroso.

Mas o anarquismo está enganado ao supor que todos, sem exceção, estarão dispostos a observar essas regras voluntariamente.
Há dispépticos que, embora saibam muito bem que a indulgência de um determinado alimento irá, após um curto período de tempo, causar-lhes graves, até mesmo dores mal suportável, são, todavia, incapaz de renunciar à fruição do prato delicioso.

Agora, as inter-relações da vida em sociedade não são tão fáceis de rastrear como os efeitos fisiológicos de um alimento, nem as consequências daí tanta rapidez e, acima de tudo, de modo palpável para o malfeitor.

Pode, então, ser assumida, sem cair completamente no absurdo, que, apesar de tudo isso, cada indivíduo em uma sociedade anarquista terá maior visão e força de vontade que um dispépticos gulosa?
Em uma sociedade anarquista é a possibilidade de ser inteiramente de excluir que alguém possa negligência jogar fora um fósforo aceso e iniciar um incêndio, ou, num acesso de raiva, inveja ou vingança, infligir ferimentos em seu companheiro?

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eric_2#88
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O anarquismo não entende a verdadeira natureza do homem.
seria possível apenas em um mundo de anjos e santos.

Liberalismo não é anarquismo, nem tem absolutamente nada a ver com o anarquismo.

O liberal entende claramente que, sem recorrer à compulsão, a existência da sociedade estaria em perigo e que por trás das regras de conduta cuja observância é necessária para assegurar a cooperação humana pacífica deve permanecer a ameaça da força, se todo o edifício da sociedade não está a ser continuamente à mercê de qualquer um dos seus membros.

Ele deve estar em uma posição para obrigar a pessoa que não respeita a vida, a saúde, a liberdade pessoal ou a propriedade privada dos outros a concordar com as regras da vida em sociedade.
Ludwig von Mises, Liberalism.
eric_2#89
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Era isso o que Mises dizia.
E o que VOCÊ prega aqui no Instituto que leva o nome dele É UMA OFENSA a obra de Mises.

Um Instituto que era para ser LIBERAL - DA FORMA QUE MISES ENTENDIA O QUE É SER LIBERAL - não o é, foi tomado de assalto por anarquistas e libertarios que nada tem a ver com a obra de Mises.

Isso que estão fazendo aqui no IMB é um descalabro - estão DESVIRTUANDO A OBRA DE MISES - estão tentando passar a informação que Mises era libertário !

Eu acabei de colocar a palavra de Mises:

LIBERALISMO NÃO É ANARQUISMO, NEM TEM ABSOLUTAMENTE NADA A VER COM O ANARQUISMO.

O LIBERAL ENTENDE CLARAMENTE QUE, SEM RECORRER À COMPULSÃO, A EXISTÊNCIA DA SOCIEDADE ESTARIA EM PERIGO E QUE POR TRÁS DAS REGRAS DE CONDUTA CUJA OBSERVÂNCIA É NECESSÁRIA PARA ASSEGURAR A COOPERAÇÃO HUMANA PACÍFICA DEVE PERMANECER A AMEAÇA DA FORÇA

Essa era a opinião de Mises.
E o "pessoal daqui" do IMB está tentando mudar isso e colocando opiniões QUE NÃO SÃO DE MISES aqui neste local.
Isto é uma ofensa a Mises.

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Fonte: [url]/Main#CommMsgs?cmm=47930640&tid=5611475081675413259[/url]

Refute isto por favor ???
bruno_15#90
Que boa parte do IMB distorce a obra de Mises já está claro há muito tempo. Em "As seis lições", livro forjado trinta anos depois de "Ação humana", Mises defendia abertamente a existência do Estado e sua função primordial de promover segurança. A guerra contra as drogas (supondo que ela exista) visa exatamente isto: promover a segurança e o bem-estar da população.
priscila#91
Tudo aquilo que remeta ao aumento de controle por parte dos dirigentes é estimulado; tudo aquilo que não tenha relação com o aumento de controle é proibido. Isto é uma máxima que dita uma estratégia inteira.

Drogas psicoalteradoras são o mais poderoso instrumento de controle de massa existente; o estímulo ao seu uso é evidentemente importantíssimo para os controladores. Isto sem falar do monumental lucro que a droga dá, e que não apenas promove a riqueza pessoal e o poder dos dirigentes como ainda financia os outros projetos. E ainda serve para matar rapidamente muita gente.

Eu não tenho dúvida nenhuma de que a liberação total de todas as drogas VÁ ser conseguida: é a arma mais poderosa da NWO. Será um fator fundamental para o "caos controlado", que é uma meta ÓBVIA - um genocídio inteiramente programado.

Com a diferença essencial de que os que vão morrer são precisamente os que estão pedindo para que esse instrumento que os matará seja "liberado".

Realmente, o Huxley tinha completa razão: chegará o tempo em que as populações vão estar tão imbecilizadas que vão QUERER a sua própria escravização. E seu extermínio, também.
priscila#92
Eu até acho que existe, Bruno: mas não em esferas mais altas do poder. Então essa guerra contra as drogas não tem chance nenhuma - os controladores deixam que ela exista para manter uma certa "fachada", porque estão ainda " avaliando" as coisas, avaliando o tamanho da reação à liberação. Os camaradas também não sabem tudo - eles fazem "ensaios" antes de dar cada passo. Se a reação for maior do que a esperada, eles recuam temporariamente, para fazer a coisa mais tarde.

Estão esperando até que muitos imbecis sejam a favor da liberação: como esperaram que muitos imbecis fossem a favor da tal lei anti-homofobia, etc.

Aí vieram com a tal "cartilha" - mas a cartilha foi uma jogada prematura, houve reação. Os camaradas voltaram atrás, para fazer de novo daqui a algum tempo. E assim vai, até que TODOS os ítens da agenda tenham sido cumpridos, um por um.
bernardo_3#93
A resposta é muito simples:

1) O IMB é inspirado em Mises, não é idólatra de Mises. Entende essa diferença? Por exemplo, Mises é utilitarista e kantiano. Os misesianos têm de ser, NECESSARIAMENTE, os dois? Na sua cabeça, sim. Mas isso é na sua cabeça, meu caro. O principal aluno de Mises (aluno pessoal mesmo, que conviveu com ele por vários e vários anos) nos EUA foi Murray N. Rothbard. Rothbard concordava com quase tudo que Mises dizia, mas divergia nesses pontos: Rothbard preferia a tradição aristotélico-tomista à kantiana, defendia um sistema jusnaturalista (explicitamente condenado por Mises) e, também, defendia a anarquia (que NÃO era condenada por Mises).

2) A última frase que eu coloquei deve ter lhe deixado confuso. Afinal, Mises não disse explicitamente que liberalismo não é anarquia? Como eu posso afirmar exatamente o contrário?

E, novamente, a resposta é muito simples: o que Mises entende por anarquia? Para ele, a doutrina anarquista é segundo a qual a convivência em sociedade independe de qualquer forma de coação e coerção. E é contra isso que argumenta.

Agora, todas as teorias anarquistas dizem isso? Não! A doutrina anarco-capitalista, inspirada antes de mais nada num artigo de Gustave de Molinari (1848), não defende a ausência de compulsão e coerção. Ela defende a ausência de INICIAÇÃO de compulsão e coerção. Consegue entender essa diferença?

Se alguém tenta roubá-lo, isso seria INICIAÇÃO de coerção. Se você se defende, isso NÃO é iniciação, isso é defesa. Ou seja, os anarco-capitalistas defendem que a ninguém deve ser dado o direito de iniciar agressões à vida e à propriedade. Ponto final.

Pergunta: isso se encaixa na definição de anarquia dada por Mises? Resposta: é óbvio que não! Porque, nesse caso, há aparatos de coerção e compulsão. Mas -- e esse é o ponto fundamental -- esses aparatos NÃO são fundamentados e coerção e compulsão, exatamente o contrário do que acontece com o Estado.
eric_2#94
Tudo que posso dizer e conclui é que os anarquistas de ontem são os libertários de hj.
bernardo_3#95
"3. Em moral, sou anarquista. Acredito que há princípios morais universais, permanentes, que a inteligência discerne por baixo da variação acidental das normas e costumes, e acredito, enfim, que há o certo e o errado. Mas, por isso mesmo, impor o certo é errado, a não ser em caso de vida ou morte. O sujeito que faz o certo só por obediência e sem compreendê-lo acaba por transformá-lo no errado. "Experimentai de tudo e ficai com o que é bom", recomendava S. Paulo Apóstolo, meu amado guru. É uma questão de viver e aprender. Mas como podemos aprender, se um tirano paternalista nos proíbe de errar? Por isto deve haver a mais ampla liberdade de escolha e de conduta, e a autoridade religiosa deve se limitar a ensinar o certo, com toda a paciência, sem tentar expulsar o pecado do mundo à força. E se nem os religiosos, que por sua dedicação à vida interior têm autoridade para falar dessas coisas, devem impor regras morais à força, muito menos deve fazê-lo o Estado, que afinal não passa de uma gerência administrativa, a coisa mais mundana e prosaica que existe. As leis devem fundar-se apenas em considerações práticas de ordem, segurança e interesse coletivo, muito corriqueiras, e jamais em motivos pretensamente elevados de ética, que terminam por fazer da burocracia estatal um novo clero, e do Código Penal um novo Decálogo. A coisa mais nojenta que existe é a metafísica estatal."

http://www.olavodecarvalho.org/textos/compideo.htm

A única diferença entre o que está dito acima e o pensamento anarcocapitalista é justamente a idéia de que NÃO É necessário o Estado para a criação da ordem, segurança e do ambiente necessário para levar ao "interesse coletivo".

O conservadorismo NÃO se opõe ao anarco-capitalismo. Aliás, é precisamente o conjunto das ações ESTATAIS que está levando ao fim das tradições cristãs. A verdadeira oposição se dá entre o Reino de Deus e o Reino de César.
vtor#96
Se o CONSERVADORISMO não se opõe ao anarco-capitalismo, então o anarco-capitalismo deveria ser uma ideia universal, oras... Que maior contraposição deve existir a uma ideia tão escandalosa, renovadora, se não o CONSERVADORISMO? Acredito que haja uma confusão de conceitos aqui.

Essa história de experimentar de tudo e ficar com o "bom", só cola para quem já fez muita merda; para quem quer legitimar as burradas imorais que cometeu. Não digo que não se aprenda errando, mas digo que não se deve levar esse pensamento adiante: pode-se aprender não errando, e isso deve, sim, ser ensinado.

O Liberalismo está flertando demais com as ideias de esquerda. Eis aqui mais um artigo à lá ANARQUISTA ( anarco-capitalista nada! é anarquista mesmo!) soltado pelo IMB: DEMOCRACIA - O DEUS QUE FALHOU!http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=139

( Escrito pelo novo "guru", pela nova encarnação do Mises na visão dos liberais, o senhor Hoppe)
vtor#97
OBS.: Esses artigos são de anos anteriores. Mas o IMB os está soltando via facebook. Isso é muito estranho até, esse ''resgate'' às drogas, ao anarquismo, nas circunstâncias atuais. Fica aí a reflexão.
vtor#98
Bruno, você falou algo que concordo: os livros e escritos do Mises estão sendo manipulados.
Li as Seis Lições e vi muita contradição nele. Li a edição publicada pela http://ordemlivre.org/ ( a mesma organização que vi fazendo um vídeo em defesa da legalização das drogas recentemente). Ora Mises parecia defender a existência de um estado para a manutenção da ordem liberal, ora ele parecia um anarquista pregando contra o estado.
A quebra de raciocínio era visível. Tenho certeza que mudaram alguma coisa, que manipularam.
vtor#99
Só para esclarecer: no primeiro post, quando falo "Esse artigo do Mises foi relançado" quis falar do Instituo Mises, e não que o artigo era do L.V.Mises. Espero que isso não tenha gerado nenhuma confusão.
orkut_7#100
Chamada de matéria do programa Fantástico (Rede Globo) de domingo próximo: A Liberação das Drogas [prós e contras, imagino eu]. Um dos entrevistados é FHC, apareceu também uma imagem do ex-presidente Bill Clinton. A conferir, para quem interessar possa.

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