DROGAS/Portugal – UM FRACASSO ROTUNDO
Um relatório recentemente encomendado pelo IDT AO Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) DA Universidade Católica Portuguesa, baseado em entrevistas diretas, sobre as atitudes dos portugueses relativas à toxicodependencia (que estranhamente nunca foi divulgado), revela que 83,7% considera que o número de viciados aumentou em Portugal nos últimos quatro anos, 66,8% consideram que a acessibilidade às drogas nos seus bairros foi fácil ou muito fácil e 77,3% consideram que o crime relacionado com a droga aumentou.
A lei da descriminalização da droga em Portugal, e a descriminalização do consumo, da posse e da aquisição para o consumo, em vigor desde julho de 2001, permite que qualquer cidadão possa deter em sua posse qualquer tipo de droga, desde as ditas leves como haxixe, até as chamadas drogas duras como a heroína ou cocaína, até dez doses.
“ O governo socialista português faz propaganda do sucesso da discriminalização da droga desde 2001, mas aumentou o número de mortes por overdose, aumentou o númro de usuários de drogas injetáveis. A percentagem de pessoas que alguma vez na vida consumiram drogas passou de 7,8% em 2001 para 12% em 2007, (IDT – Instituto da Droga e da Toxicodependencia portugues, 2008).
Em Portugal, desde que a descriminalização foi implatada, o número de homicídios relacionados com a droga aumentou 4-%. “Foi o único país europeu a evidenciar um aumento significativo entre 2001 6 2006.
Portugal, apesar dospésssimos resultados obtidos, continua despudoradamente os toxicómanos durantes anos a fio a suas expensas, dando-lhes drogas que imitam os efeitos da heróina. Transmite-se assim, perversamente, a mensagem à população que a toxicodependencia dificilmente poderá ser ultrapassada.
Acaso a droga pode tratar a droga? E, ainda por cima, a metadona é um opiáceo que produz uma sídrome de privação tão grave ou pior que a própria heroína. É responsável por 11% das internações nos centros de recuperação e por 5% das mortes no uiverso da população toxicodependente, de acordo com um relatório do Instituto de Medicina Legal.
O objetivo principal da política da redução de danos é diminuir os riscos sanitários e sociais que o consumo de drogas como a heróina necessariamente implica. Só que a redução de riscos e danos, quando se torna um modelo de gestão do conjuntos de problemas levantados pela toxicodependencia, leva à banalização que, por sua vez, vai incitar pouco ou nada os viciados a mudar.
Quando o discurso não incentiva a mudança, a procura toma o mesmo caminho. A atuaç estratégia de confundir deliberadamente o conceito de tratamento com o conecito de conrtole social consubstância uma atitude incorreta. Convencer viciados, que tem o metabolismo desiquilibrado e que têm de se manter dependentes de um veneno como a metadona em vez de lutar pela autonomia, é enganar as pessoas. E, em termos éticos, colocar uma franja da sociedade na situação de derrota e de incapacidade para vencer, deve ser considerado um ato enganoso.
Como diz Amaral Dias: “
a História encarregar-se-á de desfazer o equívoco gigantesco da fala contemporânea sobre as drogas”
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