Vejo essa discussão constante na comunidade. Eu me considero um liberal, mas sou contra o aborto. Liberal é aquele que acredita na liberdade sob todas as formas. Pensa que a única coisa em que um Estado deve atuar é quando um cidadão interfere na liberdade do outro. Ou seja, assassinar outra pessoa é interferir brutalmente na liberdade do outro. Por isso, eu sou um liberal contrário à legalização do aborto.
Os liberais com sentimentos morais são contrários ao aborto.
Os liberais com sentimentos morais são contrários ao aborto.
Não acho que a questão seja essa. Acho que liberais anti-aborto são aqueles que entendem que o feto não é parte do corpo da mulher, mas um indivíduo que está dentro do corpo da mulher.
Eu, libertário, sou a favor de deixar a lei como está - possibilitando o aborto em caso de estupro ou risco da mulher.
Marcando posição: eu, Priscila, sou contra o aborto em qualquer circunstância e estamos conversados.
Como sou a favor da pena de morte para assassinos de inocentes, por extensão sou a favor de pena de morte para quem pratica o aborto, seja a mãe, seja o médico, seja qualquer cúmplice do assassinato.
Sem exceção alguma e sem discussão alguma.
Todos os anti-abortistas que conheço têm, basicamente, essa mesma postura, Jeovah. Só alguns poucos se opõem ao aborto no caso de estupro.
Eu sei.
Jeová, você é católico?
Sim.
Aliás, eu gostaria de esclarecer a opinião dos conservadores e da Igreja sobre como deve ser a lei do aborto. Eu sei que a Igreja abomina o aborto sob qualquer circunstância, mas a Igreja é favorável a uma lei que condena o aborto sob qualquer circunstância ? E vocês ? Quem acha que, mesmo em casos de estupro e risco de vida à gestante, o aborto deve ser proibido ?
PS: Alguém aqui é contra a lei que dá direito ao divórcio ?
“A cooperação formal para um aborto constitui uma falta grave. A Igreja sanciona com uma pena canônica de excomunhão este delito contra a vida humana. “Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae” (CDC, cân. 1398) “pelo próprio fato de cometer o delito” (CDC, cân. 1314) e nas condições previstas pelo Direito (CDC, cân 1323-1324). Com isso a Igreja não quer restringir o campo da misericórdia. Manifesta, sim, a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente morto, a seus pais e a toda sociedade.” (CIC §2272)
Jeová, como você é católico, sinto-lhe informar que ao defender o aborto (pouco importando as circunstâncias) caiu em falta gravíssima, se não excomunhão amém. Indico que procure um bom Padre para se confessar, além de ter ofendido a Cristo, estará indigno de se aproximar da Eucaristia.
Jeová, como você é católico, sinto-lhe informar que ao defender o aborto (pouco importando as circunstâncias) caiu em falta gravíssima, se não excomunhão amém. Indico que procure um bom Padre para se confessar, além de ter ofendido a Cristo, estará indigno de se aproximar da Eucaristia.
Pedro, sinto-lhe informar que o documento da Igreja condena apenas quem provoca o aborto ou ajuda a provocá-lo, não importando as circunstâncias - o que não é o meu caso. Indico que procure um professor de português para que você aprenda a interpretar textos e a usar os termos se não e senão de forma correta.
Aprenda também a diferença entre defender uma prática e defender que uma prática seja legalizada.
Qualquer pessoa que defende o aborto cai em falta grave. Os deputados mexicanos que eram defensores da legalização foram ameçados de excomunhão, e não sei informar, mas creio que acabaram sendo excomungados.
Ah, para constar, o Jeová em seu momento Fernando Jorge pretendeu me derrubar apontando um erro de português na minha frase. Ora, até onde eu sei senão = caso contrário; de outro modo, "mas sim" e se não = condição; incerteza; "ou".
Uma coisa é fato: ser contra uma coisa não significa ser a favor da lei que a proíba.
Sou contrário ao aborto e a favor de leis que o proíbam em todos os casos (à exceção dos casos em que a morte do feto é conseqüência previsível mas não-intencional de uma operação para salvar a vida da mãe, caso no qual é permitido moralmente). Mas, não é só porque alguém é contra a proibição de um ato em todos os casos que ele seja favorável, ou preste auxílio, ao ato em questão.
Primeiro você diz que ser contra uma coisa não significa ser a favor da lei que a proíba.
Depois você admite que é contra o aborto e a favor da lei que o proibe (como eu, por exemplo).
Como é possível conciliar isso com a a sua tese inicial?
Seria possível ser contra o aborto e contra a lei que o proibe?
Ou a favor do aborto e a favor da lei que o proibe?
A terceira hipótese nesse grupo de combinações é que a pessoa seja a favor do aborto e contra a lei que o proibe, mas aí faz sentido, é claro.
As outras duas possibilidades só se a pessoa for doida de pedra, não? Ou se estiver fingindo, em algum ponto da história!
O que você vai fazer se eu não calar a boca ? Macumba ? Bruxaria ? Os dois ?
Qualquer pessoa que defende o aborto cai em falta grave. Os deputados mexicanos que eram defensores da legalização foram ameçados de excomunhão, e não sei informar, mas creio que acabaram sendo excomungados.
Os deputados mexicanos defenderam a legalização do aborto - mesmo não sendo em caso de estupro ou de risco à gestante. Eu só defendo o aborto em casos de estupro ou de risco à gestante.
Priscila,
Eu, por exemplo, acho que a lei deve permitir à gestante que corre risco de vida abortar a criança; mas, se eu fosse mulher, não abortaria meu filho se eu estivesse correndo risco de vida.
A pessoa pode ser contra uma prática, mas não desejar que ela seja proibida.
Ah, para constar, o Jeová em seu momento Fernando Jorge pretendeu me derrubar apontando um erro de português na minha frase. Ora, até onde eu sei senão = caso contrário; de outro modo, "mas sim" e se não = condição; incerteza; "ou".
Você estava certo, pois o seu se não tinha o significado de caso não. Eu pensei erradamente que o seu se não tivesse o irônico significado de a não ser.
Eu só defendo o aborto em casos de estupro ou de risco à gestante.
E...? Mesmo sendo "só" nesses casos, já é passível de excomunhão, cometendo falta gravíssima.
A pessoa pode ser contra uma prática, mas não desejar que ela seja proibida.
Isso não existe para um católico. Sou crente na vida privada, e na pública não? Quem usa muito desse papo é Lula, ao dizer que pessoalmente é contra o aborto, mas como presidente é favorável.
Assumo que também não entendi o pensamento do Joel.
OBS: Já perceberam que nada disso ocorreria se os não-católicos, ditos "não-praticantes", parassem de se considerar como católicos? Não me refiro especialmente ao Jeová, mas aos vários conservadores e até liberais que usam a Igreja apenas como fachada para endossar o discurso (moral e ético), mesmo que na verdade, e na prática diária, não sejam católicos. Isso é tão absurdo quanto os "católicos" socialistas.
E...? Mesmo sendo "só" nesses casos, já é passível de excomunhão, cometendo falta gravíssima.
Faz é tempo que eu to pedindo um documento religioso dizendo isso.
Isso não existe para um católico. Sou crente na vida privada, e na pública não? Quem usa muito desse papo é Lula, ao dizer que pessoalmente é contra o aborto, mas como presidente é favorável.
Não ???? Foi por isso que você foi bem educado no último post ??? Sequer ameaçou minha saúde...
Não é necessário que se omita opinião sobre o que não se estudou. Você mesmo diz que desconhece os documentos da Igreja a cerca do tema, portanto não está habilitado para dar pitaco nestes assuntos.
1) É acerca, e não a cerca.
2) Eu não tentando refutar o pensamento da Igreja. Não estou dizendo que ela está errada ao condenar quem faz aborto em qualquer circunstância.
Como me vejo como um conservador, considero que o aborto deva ser proibido em todas as circunstâncias, inclusive em caso de estupro!!
É muito fácil resolver o problema do estupro - ou o resultado dele, no caso, a gravidez indesejada - punindo a vida gerada.
A única situação em que o aborto até pode ser discutido é no caso de ameaça de vida da mãe. E ainda assim, justamente por estar no ventre e incapaz de falar por si, ela já estará em desvantagem quando a discussão do aborto for levada em consideração.
"Nada nem ninguém pode autorizar a morte de um ser humano inocente, seja feto ou embrião, criança ou adulto, idoso, enfermo incurável ou agonizante. Além disso, ninguém pode requerer tal gesto homicida para si mesmo ou para alguém confiado à sua responsabilidade, nem pode aprová-lo explícita ou implicitamente. Nenhuma autoridade pode legitimamente impô-lo ou permiti-lo". (Declaração sobre a eutanásia, Iura et Bona, 2)
"A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida." (§ 2270)
"A cooperação formal para um aborto constitui uma falta grave. A Igreja sanciona com uma pena canônica de excomunhão este delito contra a vida humana. "Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae" "pelo próprio fato de cometer o delito" e nas condições previstas pelo Direito. Com isso, a Igreja não quer restringir o campo da misericórdia. Manifesta, sim, a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao 'inocente morto, a seus pais e a toda a sociedade." (
§ 2272)
A Igreja nem abre um parêntese para falar do estupro ou da gravidez de alto-risco. A vida deve ser respeitada em toda a sua dignidade, e não é a criança que irá pagar o preço do estuprador, muito menos o médico, ou qualquer outra instância humana, que se passando por Deus irá optar por uma vida em detrimento de outra.
Minha posição foi fortemente influenciada por esse artigo
Destaco este trecho:
O ato sexual é uma escolha quase sempre voluntária e livre. Portanto, a responsabilidade individual a ela inerente não pode ser recusada, isentada ou transferida. A liberdade de escolha tem como contrapartida a responsabilidade irrestrita e desta o agente não pode fugir, muito menos quando estão envolvidos direitos de outros seres humanos, ainda que nascituros.
Pergunta a todos:
Se você/sua companheira fosse estuprada e engravidasse, o que vocês faria ? Abortaria, teria o bebê e o colocaria na adoção ou teria o bebê e o criaria ?
Mas por que não se vê qualquer movimentação da Igreja para mudar a atual lei do aborto, que prevê que ele é legal em caso de estupro ou de risco à mãe ?
boa parte do Cristianismo não condena o aborto em caso de risco efetivo de vida da mãe. São inúmeras as igrejas protestantes que assinalam desta forma (não me refiro às aberrações neo-pentecostais macedianas da vida, que são partidários do liberou geral a chacina de bebês. Falo de instituições com compromisso com a Palavra.)
Inclusive, o pastor pentecostal Silas Malafaia, deixou isso mais que claro no programa "Canal Livre" da Bandeirantes, ao debater o aborto. http://youtube.com/watch?v=3lLKiJqD0B0
Isso por uma razão muito simples. Trata-se da proteção de uma vida. Uma escolha dura entre duas vidas, onde uma precisa ser salva. Se você resolve protejer a vida da mãe, assina a sentença de morte do feto. Se resolve protejer o feto, assina a sentença de morte da mãe. Entretanto, protejer o feto, condenando a mãe à morte, pode acabar levando à morte também o feto, dado as circunstâncias delicadas de um parto como este.
Sou contra o aborto em qualquer circunstância, exceto esta em que se tem que optar por uma vida. E nesse caso eu defenderia a vida da mãe.
No caso do estupro, sou radicalmente contra, na linha dos valores judaico-cristãos, já que aí não se está salvando vida alguma, não se está fazendo uma opção de vida e pela vida e sim uma opção de morte.
Enfim, você disse que defende o ABORTO em caso de estupro. E defende pq é certo ou pq é errado? Ou você está a cima do certo e do errado, como a maioria dos palpiteiros?
Eu defendo porque acredito que uma mulher que não praticou de livre e espontânea vontade um ato em que ela se arrisca a ter um filho não deve ser obrigada a ter essa filho, caso ele tenha sido gerado.
Não sei se isso é certo ou errado, mas considero que ela deve ter o direito de fazer isso.
Sobre a confusão com as categorias exemplificadas na carne de porco, em breve, espero, você mesmo poderá responder a esta pergunta.
Imagine que você mora em um lugar cheio de batistas. Os batistas consideram imoral matar - mesmo que em legítima defesa, o que é um direito deles. O que você, católico, acharia se os batistas, baseados nisso, proibissem um indivíduo de matar outro, mesmo que em legítima defesa ?
O ponto pelo que entendi girou em torno do seguinte:Se o católico defende o aborto,em qualquer circunstância,ele está excomungado.
Não que seja absolutamente imoral defender o direito ao aborto em caso de estupro,o Olavo recentemente declarou que a legislação brasileira sobre o aborto é boa do jeito que está.
Mas é impossivel defende-lo em qualquer caso pela ótica da doutrina da Igreja.
Só lembrando a diferença entre ser a favor da liberação do aborto em caso de estupro quando ele é proibido e considera-lo toleravel no caso da descriminalização ser já um fato.
Tive informações de que no Brasil aborto em caso de estupro é crime,só que a mulher que pratica é perdoada.
No caso é um crime cuja pena não se aplica,mas não tenho certeza,me corrijam se eu estiver errado.
Os cidadãos católicos devem repudiar toda e qualquer forma de aborto. O estado tem a obrigação moral de proibir esse infanticídio, podendo até irrelevar os motivos religiosos e usar apenas a não condescendência com o assassinato de inocentes.
É errado acabar com uma vida humana, mais ainda uma inocente!
Mas se minha mulher fosse estuprada não sei se agüentaria, teria de ser muito melhor do que eu sou hoje pra não matar a criança e muitíssimo melhor para tendo a chance não matar o estuprador.
Esse é o sentimento do Brasil hoje, por todos os cantos e as leis são somente um reflexo desse sentimento.
Que eu seja excomungado, tantos cruzados e reis também já não foram?
A literatura médica (embriologia) afirma que o início de uma nova vida se dá com a fecundação.
Qualquer ato que impessa o desenvolvimento desse novo ser, desde o seu primórdio, isto é, desde a primeira célula, trata-se de eliminar a vida de um novo ser humano.
Mesmo se o pai for um estuprador, a criança não deve pagar pelo crime do pai com a própria vida.
Sou favorável ao aborto apenas em casos onde há grande risco de morte para a mãe, pois, se for minha mãe que estiver numa gestação de alto risco, eu não iria defender a morte de minha mãe.
Entre minha mãe e meu irmãozinho(a), fico com a minha mãe.
Com relação ao problema da excomunhão automática, é simples resolver esse problema: é só convocar um novo Concílio e definir como aceitável o aborto em caso de risco para a mãe. Assim estaremos todos "desexcomungados" automaticamente, isto é, aqueles que defendem esse caso exepcional.
E, lembrem-se, excomunhão não deixa de salvar ou "desalvar" ninguém. A salvação se obtém pela fé em Jesus Cristo e nada mais.
Com relação ao problema da excomunhão automática, é simples resolver esse problema: é só convocar um novo Concílio e definir como aceitável o aborto em caso de risco para a mãe. Assim estaremos todos "desexcomungados" automaticamente, isto é, aqueles que defendem esse caso exepcional.
E, lembrem-se, excomunhão não deixa de salvar ou "desalvar" ninguém. A salvação se obtém pela fé em Jesus Cristo e nada mais.
Qual a pena que a igreja católica coloca sobre os padres que estupram?
O perdão?
Qual a pena de quem faz o errado, reconhecendo e pedindo perdão a Deus?
Excomunhão!
A igreja lutaria melhor pela alma humana reconhecendo as limitações da mesma e aceitando gradações mais bem definidas de maus maiores e menores.
Nenhum ser humano pode atentar contra a vida de outro ser humano.
A vida começa com a fecundação segundo a embriologia e a genética.
Logo...
A partir da concepção não pode ocorrer interrupção da vida que não seja considerada atentado contra a vida humana (do concepto, seja ele ovo, mórula, blástula, embrião ou feto).
Toda qualquer outra consideração é secundária. As circunstâncias da geração - o amor ou a violência - não interfere no direito do ser humano gerado. Ele continua existindo. A doença da genitora também não pode abolir o direito à vida do concepto.
Finalmente, há que se lembrar que os seres humanos não trazidos à luz ainda têm uma particularidade: são inermes. Atentar contra suas vidas é, além de assassinato, ato de covardia extrema.
"A doença da genitora também não pode abolir o direito à vida do concepto."
Realmente, Marcelo, você tem razão. O risco da mãe não elimina o direito à vida do feto. Você está correto!
A questão que levanto, para ser mais claro, não é a que vc levanta, mas é a seguinte.
Num caso exepcional desses, em que fosse minha mãe, de grande risco para minha própria mãe, tenho duas escolhas, apenas: defender a morte de minha mãe ou defender a morte de um irmão que ainda sequer conheço e, portanto, não possuo afeição a ele.
Sem nenhuma dúvida, num caso desses, eu defenderia a vida de minha mãe, ainda que isso custasse defender a morte de meu irmãozinho(a).
Nem todas as questões da fé são imutáveis, porque, como já disse, é o Espírito que move a Igreja, não os homens.
Até um dia desses a Igreja afirmava que as crianças mortas ainda muito novas iam para o "limbo", mas o Papa Bento, movido pelo Espírito, reconheceu que não há limbo e que essas crianças vão diretamente para o céu.