Você fala da “Teoria da Evolução por Seleção Natural”. Vamos ver o que é a tal seleção natural que estabelece que os mais aptos sobrevivem. Você consegue enunciar para mim um experimento para falsear essa proposição?
Olha só: A teoria do evolucionismo é usada exatamente como substituta de uma lei inexistente. É uma teoria, digamos, "órfã", portanto (o que concordo que é uma fonte de confusão).
Tem sentido?
A idéia de que vai poder existir uma lei do evolucionismo é justamente impossibilitada porque não se pode analisar os efeitos de um processo cujo fim (não tendo acontecido) impede que se saiba quais são esses tais efeitos!
No comment!!
Como a ciência poderia analisar o que ela não sabe o que é, ora bolas?!
É, se sabemos sabemos, se não sabemos nunca saberemos. Fala sério.
Não sou anti-evolucionista. Mas sei (não é "acho", é "sei") que o evolucionismo não é uma lei científica, porque depende de pressupostos metafísicos pra se sustentar como idéia.
Não é Lei mesmo, é Teoria, aliás já explicaram o q é cada uma e as diferenças entre elas.
QUAIS SÃO os pressupostos metafísicos q sustentam a idéia da Evolução? É uma pergunta simples e direta!
Se quer criticar a TE faça isso com certeza, disposição e argumentos lógicos, caso contrário, continuará sendo burra.
"Uma vez postei sobre uma afirmativa um tanto irresponsável, reducionista e ideologizada..."
o advogado do Darwin respondeu:
"Desculpas aceitas. "
uhahuauhauthauhtuhauhautht
o MANÉ, me referia ao biólogo e seu trabalho reducionista (que reduz o ser humano a fatores biologicos apenas)
irresponsavel:Que ao declarar que estupro é algo natural comtete um crime educativot-preventitvo, alem de fornecer argumentos para adveogados defenderem estupradores.
Ideologizada: Pois a VISEIRA da TE impede as pessoas de enxergarem amplamente o ser humano
Entendeu agora..não pedi desculpa alguma, agravei mais a situação ptatra quem sabe vc se animar a me processar
Tomei a liberdade de verificar o pdf com a lista dos 500 cientistas que afirmam um certo descrédito quanto à Teoria da Evolução. Disponível pelo Center for Scince & Culture, intitulado "A Scientific Dissent From Darwinism" e colocado aqui pela Cláudia.
Dos quinhentos cientistas apenas 75 estão diretamente relacionados à Biologia, restando uma diferença de 425 que não são, por assim dizer, biólogos. É importante levar em consideração que a Biologia é ampla e muitos destes 75 profissionais, aí colocados como "biologists", não são cientistas da "Biologic Evolution"... como o Dobzhansky (Genetics and Evolution), Mayr (Evolutionary Synthesis) e o brasileiro Dalton de Souza Amorim (Sistemática Filogenética), para citar um exemplo aqui do Brasil... entre tantos pelo mundo.
Dos cientistas da referida lista, apenas 1 trabalha com evolução, porém há um problema grave... este é o Colin R. Reeves (Operation Research - Evolutionary Algorithms)... isto é, não tem nada a ver com Evolução conforme o escopo da discussão.
Listei alguns exemplos da lista (dos muitos)de cientistas cujo descrédito parte certamente de questões pessoais e não científicas:
A. Cordell Perkes - Science Education;
Joha Hey - Familiar Medicine;
David Berlisk - Philosophy;
John Bordelon - Electrical Engineering
Gary Achtemeir -Meteorology
Willian Harris - Nutrional biochemistry
Neil Broom - Chemical & Materials Engineering
Apenas uma única pessoa, que é a Anne Dambricourt-Malassé que trabalha com "Paleoanthropology", que estaria mais próximo, dentre todos da lista, da Biologia Evolutiva pôs ali sua assinatura... dos 500, apenas uma assinatura supostamente válida!
Entretanto, não existe ali questionamento algum que seja realmente válido, seja no Fact Sheet: Microevolution vs. Macroevolution; ou no Fact Sheet: The Cambrian Explosion e mesmo no The Survival of the Fakest... que ponha alguma argumentação forte que invalide a Teoria da Evolução. Assim, postar aqui esta lista para questionar as idéias da evolução biológica é, eufemicamente falando, ridícula e não merece crédito algum.
Ah, bom. Então. Pois é.
Pedro, eu também acho você inteligente, claro. Mas, palavra de honra, nesse caso você há de convir que não há mesmo lei do evolucionismo. O que a gente vai ficar fazendo é andar em círculos, o que não interessa a nenhum de nós. Como estou indo trabalhar agora, mais tarde respondo com mais calma.
Tenha um bom dia!
Garanto que você não vai conseguir um experimento para falsear a seleção natural. É impossível pela natureza da proposição. O problema é que pelo critério de Popper existe a necessidade de se estabelecer um experimento para falsear a proposição para que essa seja considerada científica. Mas isso não invalida a teoria da evolução. Leia o post seguinte que escreverei para o Roberto.
Exatamente. A seleção natural não atende à definição de Popper do que é ciência. Fui no link em que já conversamos sobre o assunto. Lembrei daquele seu post que, desculpe-me, considerei muito confuso. Reli, continuei achando confuso, mas se você estava querendo dizer o que pôs nesse novo post, ok. Vamos lá.
Para começar, eu já percebi que você não entende que eu não sou contra a teoria da evolução e isso torra um pouco o saco. Só acho que ela é bem mais limitada que a maioria coloca. Entendeu o meu ponto? Peço o seguinte: por favor, pare de postar coisas com o pressuposto de que eu estou querendo detonar a teoria da evolução. Só quero colocar ela nos limites dela, o qual é muito menor do que os evolucionistas de fé andam propagando. Se você não sabe como a teoria da evolução sobreviveria à idéia popperiana de ciência, eu sei. Pelo visto o mais evolucionista entre nós dois sou eu, não é mesmo?
Sobre Duhem-Quine, Lakatos et al., eles não mudaram em nada a definição popperiana. No seu último post dá a impressão de que existem diversas definições do que é científico ou não em vigência no “mercado”. Não existe.
Quanto a Duhem-Quine, tudo bem. Óbvio que proposições não-científicas podem fazer parte de uma teoria. Várias proposições auto-evidentes são necessárias e utilizadas em qualquer teoria. Mas ninguém sai por aí dizendo: “mostre que A=A está errado que eu admito que minha teoria está errada”. Agora eu já estou cansado de ver gente pedindo: “mostre que a seleção natural está errada que eu admito que a teoria da evolução está errada”. E para piorar fica comemorando que postou um argumento imbatível por não ver a própria idiotice. Se a seleção natural, que é o mecanismo que define quem fica e quem morre não pode ser falseada, obviamente não importa se eu propuser um mecanismo de seleção A, B ou C, a teoria da evolução vai continuar valendo. Isso só significa que ela não trata diretamente desse ponto, e simplesmente enuncia um “frame” para que outras teorias possas ser desenvolvidas.
(cont...) Quanto a Lakatos, no que se refere à nossa discussão, o que ele diz é que as proposições auto-evidentes são verdadeiras e podem ser utilizadas portanto, como pressupostos científicos com segurança (aliás, só como referência, o próprio homenageado desse site, Olavo de Carvalho, tem um trabalho muito interessante sobre isso http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/identidade.htm ). E quando eu disse o contrário? Aliás, de onde você concluiu que eu penso diferente disso? Quem geralmente é chegado em expurgar princípios auto-evidentes são os cientistas de fé, não eu. Não é verdade?
A seleção natural pode ser estabelecida como verdadeira, mas não é proposição científica em si porque não é falseável. Uma teoria, como a da evolução, pode utilizá-la quanto quiser, mas quem a defende não pode ficar garganteando por aí que ninguém consegue derrubar a teoria da evolução nesse ponto. É simplesmente ridículo. Aliás, note que qualquer experimento ou mecanismo proposto nessa “área de seleção natural” não corrobora a teoria da evolução. Não corrobora e não refuta. Vai me dizer que você nunca viu gente falando de experimentos de seleção natural que “provam” que a teoria da evolução está correta?
Eu ainda tenho mais alguns pontos problemáticos da teoria da evolução que eu gostaria de discutir, mas deixa pra lá. Em outra ocasião quem sabe.
Relendo o seu post, esse experimento por você proposto poderia ser utilizado para falsear a seleção natural se a seleção natural estabelecesse à priori quem vai e quem não vai sobreviver. Mas não é assim. Se sobreviver um grupo, eu digo que eles eram os mais aptos, afinal eles é que sobreviveram. Se sobreviver outro grupo, eu digo a mesma coisa. Ou seja, não importa quem sobreviva ou quem morra, a única certeza é que a seleção natural sempre sobrevive.
“Sobre Duhem-Quine, Lakatos et al., eles não mudaram em nada a definição popperiana.”
Para evitar polêmica, a versão inicial de Popper realmente foi mudada, mas continua existindo a necessidade de, no corpo da teoria científica, existir algo falseável.
Seria interessante (para vc's, membros da Olavo de Carvalho) que estudassem antes o q estão criticando. Vi aq erros grosseiros sobre o q é a Teoria da Evolução, erros que crianças do 2º grau não cometem. Se vc's têm motivos de crenças sobrenaturais e metafísicas tudo bem, mas então não critiquem a ciência q é uma coisa realmente séria. Evolução está aí para quem quiser derrubá-la, podem falseá-la à vontade, aliás é isso que outras linhas da ciência fazem sem êxito, pois evolução é FATO, é realidade. Mas vc's não se dão nem ao trabalho de se instruírem minimamente sobre questões básicas de biologia e científicas.
Sinceramente, vi comentários contra a TE ridículos por aí. É lamentável ver pessoas q se dizem cultas falarem tanta merda.
Qdo quiserem discutir sobre evolução apareçam nas inúmeras comunidades existentes por aí, mas procurem saber o q estão criticando para não serem vistos como ignorantes.
Estou boquiaberto com tanta besteira!
Acho que tem-se concedido títulos de doutor a muita gente sem qualificação.
Eu procuro ser mais criterioso antes de aprovar a tese de algum candidato.
Isto quer dizer: se você tem alguma idéia estranha, digo, idiota e sem sentido, não me chame para a banca!
César não estava me referindo as suas argumentações.
Eu sempre tento mostrar a meus alunos que teorias não são dogmas, elas não estão engessadas. O fato de 500 cientistas não acreditarem na teoria da evolução, não é estatisticamente relevante em face do universo existente. Mesmo porque cientista é uma generalização de muitas atividades ligadas ao conhecimento. Percebe-se uma tendência de supervalorizar teorias e transforma-las em religiões. Parece que "algum conhecimento" só gera crendice a observação e a reflexão podem gerar alguma sabedoria.
Ok Carlos. Desculpe-me pelo mal juízo. Concordo plenamente que arrebanhar gente não significa nada. Aliás, também concordo que tem muita gente ganhando título de doutor sem qualificação para tal.
é nessas hrs que me sinto triste, em perceber que as pessoas destróem trabalhos alheios sem nem saber do q estão falando...
triste..
pra quem não sabe, Einstein não "destruiu" nada... ele "simplesmente" transformou as leis existentes para que funcionassem no mundo microscópico, acertou alguns ponteiros da gravidade...
senão, ninguém veria NEWTON na escola não ??
¬¬ além do mais, falando ainda da Física ( nem vou me dar ao trabalho de refutar tais "idiotisses" ditas aqui sobre a TE )
não existem Leis.. nenhum tipo de Lei que se aplique a tudoooooooooooo no universo.. entenderam o básico agora??
é tão dificil assim entender a afirmação de Einstein que TUDO É RELATIVO. ...
mas deixa prá lá. que do jeito que o povo é, vão querer contestar as teorias de Einstein tbm
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Video Girl, estude mais. Einstein foi o maior oposicinista da mecânica quântica!! Disse ele: Deus nâo joga dados. Logo ele apesar de gênio, foi contra uma teoria que hoje é usada para as mais diversas previsões científicas. Seria pura vaidade dele?
Não, eu não tenho a mais remota intenção de falsear nada! Gostei muito de seus posts em resposta ao Pedro - mas acho que esse debate foi meio que uma conversa de surdos...
Eu sei que o que todo mundo gostaria é que existisse uma lei com o seguinte postulado: "As espécies se transformam no sentido da menor para a maior adaptabilidade, segundo um mecanismo de mutação aleatória e seleção natural".
Como dizia um personagem do Jô Soares (pelo menos pra isso o homem serve...), "querias...". Porque não tem essa lei. É impossível, na minha opinião - que ela exista científicamente, justamente por causa dos pressupostos que ela envolve! A própria noção de que a mutação é aleatória - só pra citar um exemplo - já é, no mínimo, complicada: os designistas inteligentistas (à falta de melhor termo), dirão que digitus Dei est hic - e há outros dedos que também podem influir nisso, só pra dar a palavra à física quântica. Enfim, isso é o que eu penso. O processo todo, sem os pressupostos metafísicos, não fica científicamente em pé, mesmo escorado numa pilha de "provas"!
Claro que, se em TODAS as postagens que eu fiz, a palavra "evolucionismo" for substituída por "criacionismo" ou "design inteligente" - dá rigorosamente no mesmo - e eu assino embaixo de TODAS!!!!!
Concordo que cansa ter o tempo todo que explicar que não sou criacionista. Bom, noblesse oblige (é, essa foi arrogante...).
Enfim, gostei muito da sua postagem.
Você continua vascaíno, criatura?!
Abraços rubro-negros!
A seleção natural não é falseável. Pegue o experimento das pragas resistentes a venenos. No experimento NÃO definimos à priori quem vai sobreviver. Não existe nenhuma definição antes do experimento qual tipo de praga vai resistir ou não ao veneno. O que se observa é que algumas resistiram e outras morreram. Não importa quem sobrevive. As pragas que sobreviveram sempre serão chamadas de mais aptas. Entendeu? Olha... devo dizer que não foi muito fácil eu entender isso. Quando um cara explicou isso para mim eu passei uns 2 meses tentando falsear a coisa e tentando entender que raio de proposição era essa. Ela é tautológica. Não pode ser falseada experimentalmente pela sua própria estrutura.
Poucos cientistas são popperianos? Sei não... Eu pessoalmente não gosto muito da definição de Popper, mas pelo motivo inverso ao que você tem apresentado. Acho que é uma definição muito abrangente que insere muita coisa que, na minha opinião, não deveria ser considerado científica no sentido moderno. Gosto mais das restrições de Bacon-Descartes-Galileu. Mas a minha opinião sobre isso não interessa agora.
Quanto ao que você está resumindo sobre Lakatos: se o que você colocou é o que vale hoje como ciência,
“uma idéia que não é estritamente falseável pode ainda assim corroborada ou refutada de acordo com a sua capacidade de gerar frutos, promover sínteses e apontar para novas direções.”
, estamos perto de integrar metafísica com ciência, se é que já não o fizemos. Essa definição é funcionalmente muito próxima, se não for igual (eu teria que analisar com mais calma para ter certeza) por aquela admitida pelos gregos onde a metafísica era a ciência superior. Sei lá... Acho que você está exagerando...
De qualquer forma, não sei se você se convenceu da não falseabilidade da seleção natural. Espero que sim. Eu realmente não sei nem se consigo explicar de uma forma diferente. De fato vou tentar explicar daqui a pouco para o Pedro. Pelo jeito ele também não entendeu o meu argumento. Mas espero que você leve em consideração o que eu falei, o que parece que vai acontecer.
Obrigado pelo papo e se tiver algum livro ou artigo que fundamente essa nova definição de ciência que você colocou, eu agradeceria muito.
Só para finalizar, eu ainda tenho mais dois “probleminhas” com a teoria da evolução. Mas eu não aguento mais uma discussão sobre o assunto. Está me consumindo muito tempo. Tenho a convicção que a TE tem o seu aspecto científico, mas não é a super teoria que os crentes darwinistas ficam garganteando por aí.
Obrigado pelas considerações.
Quanto ao rótulo de criacionista, se acostume... Se você fizer uma alusão de que Darwin era gay numa piada a igreja da teoria da evolução vai te chamar de criacionista. Aliás o único argumento dos caras é te chamar de criacionista e ficar combatendo o criacionismo como se estivessem combatendo os seus argumentos.
Quanto ao Vasco... Óbvio que sim. Isso é certeza absoluta. Sempre fui e sempre serei.
Mas fique tranqüila. Entre meus melhores amigos estão vários urubus. Para você ver que eu não tenho nenhum filtro de qualidade para escolher amigos, tem até uns petistas (essa é para provocar a outra igreja ), mas esses estão escasseando, o que é bom. Mas infelizmente aumentam as fileiras do Psol.
A seleção natural NÃO estabelece quem vai sobreviver a priori. Não tem nada de probabilístico ou determinístico na jogada. Ninguém precisa estabelecer quem vai sobreviver antes do experimento. Simplesmente uns morrem, outros sobrevivem, e quem sobrevive é chamado de mais apto. Não existe de antemão a definição do grupo com maior probabilidade de sobreviver.
O experimento que você está propondo para falsear alguma coisa, falseia apenas a hipótese de que tal grupo é ou não o mais apto. Mas não falseia a proposição de que os mais aptos sobrevivem. Entendeu?
Outra coisa, quero deixar claro que eu estou falando apenas da seleção natural que é parte da teoria da evolução e em nenhum momento eu disse que a TE não é falseável. Pelo contrário. Deixei claro em pelo menos 2 posts para o Roberto que eu sei onde a TE era falseável, o que a sustenta como científica. Só estou dizendo que a seleção natural não é falseável.
Glenwood me despertou a curiosidade de procurar as comunidades ligadas ao evolucionismo e criacionismo. Fiquei surpreso com o número delas. Tomei corágem e comecei a ler alguns tópicos e seus conteúdos. Etahh!!!!
César você acertou na mosca, T.E. é uma questão de fé, os caras creem e pronto. Acho que virou uma religião. Confundem a presença de alguma evidencias, com a solução verdadeira e única para tudo.
Socorro, livrem-me dos fanáticos!!!
Não posso! Vou precisar de TODOS pras eleições! Já me avisaram que vai faltar... Compra logo os teus!!!!!
Sem contar que eu já tomei vários por causa dessas discussões, também...
Agora eu vi a palestra do Lakatos. Dei uma lida rápida. Se entendi bem, dentre outras coisas é pseudo ciência o que se adapta aos fatos. É ciência o que tem a capacidade de prever novos fatos, fatos nem sequer sonhados que inclusive contradizem com a teoria rival anterior.
Entretanto, à primeira vista, eu não acho que da maneira como o Lakatos estabelece que isso vá ajudar muito a teoria da evolução, pelo contrário. Mas, vai demorar para fazer uma análise precisa.
Aliás Roberto, ao contrário do que você disse, a impressão que me deu é que a definição de Lakatos sobre ciência é mais restritiva do que o conceito de Popper. O “corte” é muito maior que a “inclusão”. Não vi nada lá sobre a possibilidade de abrir a porteira para que tautologias isoladas sejam consideradas científicas. Aliás, nem acredito que isso seja adequado.
Eu sei que dá nó na cabeça, mas infelizmente a seleção natural não estabelece quem vai sobreviver. A sua hipótese: “há plantas que resistem melhor ao veneno e estas plantas tornam-se majoritárias em meios com veneno” não é a hipótese da seleção natural. A hipótese da seleção natural é “os mais aptos sobrevivem”. E essa não é falseável.
Ela é enunciada arbitrariamente porque essa é apenas a definição do que é mais apto. “Quem é mais apto sobrevive”. É o mesmo que definir que “quem for mais rápido ganha a corrida”. Sim, claro! Se ele não fosse o mais rápido teria perdido a corrida. Entendeu?
Quanto a Lakatos, antes de tudo, obrigado pela referência. Vou atrás mesmo. Parece muito interessante.
Adaptação não é o mesmo que aptidão. Eu falei que seleção natural enunciada como “os mais aptos sobrevivem” enuncia uma tautologia porque ser o sobrevivente e ser o mais apto (no sentido mais genérico do termo) são coisas iguais. Não tem nada com a adaptação que ocorreu antes. A adaptação está associada com o mecanismo de geração de variabilidade e não com a seleção natural.
Quando você fala que “você pode estabelecer claramente quem são os prováveis mais bem sucedidos num experimento e compará-lo com os resultados”, concordo !! Você pode fazer isso, mas isso não falseia a Seleção Natural. “Mutação, Recombinação Genética, Isolamento Reprodutivo...” são geradores de variabilidade e só tem ligação com a seleção natural no sentido de oferecer um espectro de variabilidade para a “seleção”.
eu já tava com um post pronto para te responder sobre o texto do Popper. Mas me veio uma idéia que eu acho que resolve essa questão da falseabilidade da seleção natural. Quando ficar pronto eu coloco aqui. Mas acho que não vou conseguir fechar hoje.
Os mecanismos de variabilidade, adaptam o indivídio para que obtenha aptidões específicas. A aptidão do enunciado da seleção natural é no sentido genérico. Na frase “Os mais aptos sobrevivem”, não importa no que eles são mais aptos especificamente.
Eu gostaria de uma referência que explique porque o Popper mudou de opinião, em suma, qual o enunciado do experimento que possibilita falsear a seleção natural. O link que você postou não fala qual é esse enunciado. Só diz que ele mudou de opinião, mas não porque. Você tem?
Vou dormir. Amanhã eu leio com calma.
Mas pode ter certeza que se eu estou fazendo confusão faço sem intenção. Não sei, acho que a sua definição "mínima" de teoria da evolução vai cair no mesmo problema. Mas realmente já estou sem cabeça para pensar nisso hoje.
Abraços.
Entendi o seu ponto. Admito a confusão dos termos. A insistência no erro foi em decorrência do cansaço, mas realmente eu estava falando de outra coisa. Eu voltei uns posts e a confusão começou faz tempo.
Note que para mim, a definição “Os mais aptos sobrevivem” era que estava em discussão e eu estava assumindo como correta e aceita por todos, inclusive por você.
Só lamento não ter percebido isso mais cedo. Teria poupado bastante tempo.
A definição que você colocou é falseável. O que não é falseável era a definição que eu estava analisando. O pior é que isso é exatamente o que eu defendo, que a teoria da evolução não é falseável na adaptação (o que eu estava chamando de seleção natural), mas é no conjunto.
É... Sabendo do erro, vejo agora porque o diálogo foi por esse caminho.
Desde as primeiras séries de nossos estudos vimos sendo familiarizados com
uma explicação - no mínimo estranha - sobre a origem da vida: a teoria da
evolução de Charles Darwin, soberana nos manuais de colégio.
No entanto, um grande número de escolas norte-americanas está excluindo de
seus currículos o ensino do darwinismo. O motivo? Um fato certamente de
pouca importância - e talvez por isso nunca seja mencionado no Brasil - : a
evolução das espécies jamais foi provada cientificamente.
Paleontologia: faltam evidências
São extraordinárias as falhas e incongruências da teoria darwiniana. Há
muito, ela deixou de ser unânime entre os pesquisadores, pois carece de
métodos científicos e vem sendo desmentida por vários ramos da ciência. A
paleontologia é atualmente o principal argumento contra tal teoria.
Observando o documento fóssil, fica claro a existência de uma sucessão
hierárquica das formas de vida ao longo do tempo. Quanto mais antigos os
estratos fósseis, mais inferiores são as espécies da escala biológica.
Esse aumento da complexidade das formas de vida no decorrer da história é
bastante utilizado pelos evolucionístas como uma argumento a favor de suas
hipóteses. Coloca-se esses animais em seqüência e tem-se a impressão de que
uns descendem dos outros, como se constituíssem um filão genealógico, desde
as formas de vida mais simples, até as atuais.
Mas há um problema que não pode ser ignorado: se a evolução de uma ameba,
ao longo da história, deu-se de modo a resultar em seres mais complexos até
chegarmos à vastidão infindável de organismos que temos hoje, então seria
imprescindível que tenham existido milhares de formas de transição dos
seres, passando de uma espécie até se tornarem outra, sucessivamente.
No que dependesse de Darwin seria assim. Entretanto, nunca foram
encontrados esses animais de transição ¾ os elos perdidos ¾ entre as
espécies.
Essa descontinuidade no registro fóssil é tão contundente para o
evolucionismo, que o próprio Darwin afirmou que "talvez fosse a objeção mais
óbvia e mais séria" à sua teoria. A confirmação da hipótese evolucionista
ficou condicionada ao encontro dos elos perdidos. Mas passaram-se dois
séculos e ainda continuam perdidos.
Quando vemos o aparecimento de novidades evolutivas, ou seja, o
aparecimento de novos grupos de plantas e animais, isso ocorre como um
estrondo, isto é abruptamente. Não há evidências de que haja ligações entre
esses novos grupos e seus antecessores. Até porque, em alguns casos, esses
animais estão separados por grandes intervalos de até mais de 100 milhões de
anos.
O Dr. G. Sermont, especialista em genética dos microorganismos, diretor da
Escola Internacional de Genética Geral e professor da Universidade de
Peruggia e R. Fondi, professor de paleontologia da Universidade de Siena, no
livro Dopo Darwin. Critica all' evoluzionismo, afirmam nesse sentido que: "é
se constrangido a reconhecer que os fósseis não dão mostras de fenômeno
evolutivo nenhum... Cada vez que se estuda uma categoria qualquer de
organismos e se acompanha sua história paleontológica... acaba-se sempre,
mais cedo ou mais tarde, por encontrar uma repentina interrupção exatamente
no ponto onde ¾ segundo a hipótese evolucionista ¾ deveríamos ter a conexão
genealógica com uma cepa progenitora mais primitiva. A partir do momento em
que isso acontece, sempre e sistematicamente, este fato não pode ser
interpretado como algo secundário, antes deve ser considerado como um
fenômeno primordial da natureza."
O exemplo mais gritante de descontinuidade no registro fóssil é o que
encontramos na passagem do Pré-Cambriano (primeira era geológica), para o
Cambriano. No primeiro encontramos uma certa variedade de microorganismos:
bactérias, algas azuis etc. Já no Cambriano, repentinamente, o que surge é
uma infinidade de invertebrados, muito complexos: ouriços-do-mar,
crustáceos, medusas, moluscos... Esse fenômeno é tão extraordinário que
ficou conhecido como "explosão cambriana".
Ora, se a evolução fosse uma realidade, o surgimento dessa vasta gama de
espécies do Cambriano deveria imprescindivelmente estar precedida de uma
série de formas de transição entre os seres unicelulares do Pré-Cambriano e
os invertebrados do Cambriano. Nunca foi encontrado nada no registro fóssil.
Esse é, aliás, um ponto que nenhum evolucionista ignora.
Outro fato é que os organismos sempre permanecem os mesmos, desde quando
surgem, até a sua extinção e quando muito, apresentam variações dentro da
própria espécie.
Ainda mesmo que um animal apresentasse características de dois grupos
diferentes, não poderia ser tratado como um elo real enquanto os demais
estágios intermediários não fossem descobertos.
A riqueza das informações fósseis vem servindo contra os postulados
evolucionístas. Várias hipóteses de seqüências evolutivas foram descartadas
ou modificadas, por se tratarem de alterações no registro fóssil (tal como a
evolução do cavalo na América do Norte).
O próprio pai da paleontologia, o Barão de Couvier, vislumbrou, nessa
sucessão hierárquica do dos seres vivos, ao invés de uma evolução, uma
confirmação da idéia bíblica da criação sucessiva. As grandes durações da
história geológica, que à primeira vista parecem favorecer as especulações
dos evolucionístas, fornecem, muito pelo contrário, objeções.
Cabe lembrar que Santo Agostinho, analisando a criação em seis dias no
Gênesis, tem o cuidado de não interpretar dia como intervalo de 24 horas. O
Santo Doutor interpreta dia como sendo luz, e luz dos anjos testemunhando a
criação de Deus. Os seis dias falam de uma ordem na criação, e não
propriamente de uma medida de tempo.