O segundo e o terceiro artigos do Decretum Contra Communismumnão dizem que o cristão que apoia o comunismo está excomungado, mas que está impedido de receber os sacramentos. O que ocorre com todos que cometem pecado grave [pecado mortal]. E estes cristãos podem voltar à comunhão com a Igreja mediante o arrependimento e confissão.
Excomunhão reservada à Santa Sé é para os que declaram abertamente a doutrina materialista e anticristã típica do comunismo [quarto artigo]. Não conheço [pessoalmente] nenhum bispo materialista e ateu. Muito menos, um bispo anticristão. Conheço bispo burro, que repete igual a um papagaio aquilo que ouviu nem sei onde [na imprensa, nos jornais, nas universidades, etc.].
E não é verdade que muitos bispos discordam mas ficam calados, como Olavo disse no último programa. Há bispos que discordam e não aparecem na televisão ou nos jornais, o que é bem diferente.
Eu já assisti a uma reunião de bispos [na serra da Piedade] em que a discussão chegou num ponto em que um bispo jogou uma cadeira na cabeça do outro, encerrando uma gritaria histérica que dominava todo o recinto [que era, a propósito, a Igreja nova da serra, e o Santíssimo Sacramento lá, assistindo tudo]. "Quase" que o "pau comeu".
O Olavo tem que tomar cuidado sim com as generalizações. Como ele não acompanha a Igreja no Brasil, por dentro, não sabe o que está acontecendo.
***
Mas, e se um fiel [ou bispo] não é materialista, nem ateu, mas defende "plataformas de esquerda"? Dependendo da "plataforma de esquerda" que ele defende, não está nem mesmo proíbido de receber os sacramentos. Já se apoia o aborto, por exemplo, está excomungado "automaticamente".
Devemos tomar cuidado para não endeusar a política, como se fosse a vocação mor da Igreja, combater o comunismo. Em primeiro lugar, o Reino de Deus, o resto vem por acréscimo.
Já os bispos emburrecidos, por caridade, devem ser orientados. Isso eu já fiz pessoalmente em duas ocasiões. Os bispos "maldosos", "infiltrados", eu ainda não tive o desprazer de conhecer. E a CNBB vai mudar de rumo. Isso já está acontecendo. A aparência de que está tudo bem, é devido ao fato que apenas os "acordos finais" aparecem. Por dentro, a briga é acirrada.
O decreto contra o comunismo é ab-rogado pelo Cân. 6 do Codex Iuris Canonici de 1983, promulgado sob pontificado de João Paulo II.
Quando perguntei a um monsenhor da Cúria Romana, que trabalha na comissão para a interpretação dos textos legislativos, ele confirmou que está ab-rogado.
Portanto, para que seja excomungando, um comunista tem que ser herege, com uma heresia que esteja de acordo com o determinado no Cân. 751 do CIC. Uma vez herege, o comunista -- ou qualquer outro -- incorre em excomunhão latae sententiae de acordo com o Cân. 1364.
Há que atentar especialmente para o que diz o Cân. 751, levando sempre em conta a pertinácia do delituoso. Para que se configure delito punido pelo cân. 751, a heresia deve se manifestar externamente, por atos e palavras.
Parece que sim. Se ele se declarar materialista e ateu.
Se um comunista acredita que os meios de produção definem toda a estrutura social (inclusive a Igreja)
Se ele acreditar que apenas os meios de produção definem a Igreja, cai em heresia.
ou acredita no advento do proletariado em uma espécie de "juízo final terrestre trazido pelo homem", não está negando verdades cristãs?
Se ele acreditar que esse advento substitui o advento de Nosso Senhor, sim. Se ele acreditar que é um outro tipo de advento, que não anula e nem contraria o advento de Nosso Senhor, creio que não.
”O cristianismo sempre foi uma realidade microscópica ao longo da história, mesmo quando a Europa inteira achava que era cristã. Na verdade, as pessoas que realmente davam a vida por Jesus, os verdadeiros cristãos, sempre foram poucos na história do universo”.
lá no céu nós vamos ser todos católicos. Até os evangélicos serão católicos. Serão parte da única Igreja de Cristo. No céu todo mundo é da Igreja inteira, da Igreja plena. Eu amo os irmãos evangélicos, mas jogaram tanta coisa fora. Não podem dizer que são da Igreja inteira. Jogaram fora a Eucaristia, a sucessão apostólica, os sacramentos, alguns livros da Bíblia. Mas graças a Deus não jogaram tudo fora.
“se é verdade que Deus quer que todos sejam salvos, não é o como Ele vai salvar a todos que importa. Faremos nossa parte de levar o Evangelho, mas se a nossa parte ainda não é suficiente, isso é com Deus. Como Ele vai fazer, não sabemos. A pergunta não é essa. Se todos podem receber uma chance de entrar no céu, como o bom ladrão, a pergunta é: Por quê ser católico? Por quê passar pela porta estreita? Por quê ler Bíblia, ir à Missa, receber sacramentos, meditar o terço?
Deus quer salvar o mundo e vai usar a sua vida, seu sacrifício, a sua fé, para isso.
Deus é como aquele rei que preparou um banquete. Os convidados não foram e entã mandou chamou a todos pela rua. E passando no meio desses que foram convidados na última hora, vê que um não estava com a veste nupcial. E ele foi lançado fora.
Para compreender a parábola, precisamos entender a cultura judaica. Os convidados recebiam na porta um chale, uma veste nupcial, um dom, um presente. E a pessoa precisa aceitar. Se a pessoa senta-se à mesa sem aceitar o presente, é porque ela está fechada à graça. Não a aceitou.
Você sabe quem vão ser os empregados que estarão na porta entregando a veste nupcial? Nós! Nós batizados vamos colaborar para a salvação das pessoas. Aqui está a alegria de ser batizado, de ser de Deus. Nós participaremos da salvação desse mundo.
Encontrei a pouco , uma explicação de como
as pessoas entende o que esta escrito na bíblia
as distraidas , as superficiais , e as distorcem mesmo
o leem , nao por maldade mas por outras causas ...
quem explica tudo de forma bem didática e precisa e
novamente o pe Paulo Ricardo
ouçam....
Todo escritor ou formador de opinião tem o direito de presumir que seus leitores são capazes de distinguir entre figuras de linguagem - metáfora, hipérbole, metonímia etc. -- e o JUÍZO FORMAL que expressam. No Brasil, essa expectativa vem falhando cada vez mais. E a vontade geral de opinar e julgar aumenta na mesma proporção da incapacidade de leitura.
A distância entre discurso figurado e juízo explícito é maior ainda na expressão oral, e a percepção disto pelos ouvintes deveria ser quase instintiva. Mas, novamente, a expectativa falha, mesmo entre leitores e ouvintes que se imaginam cultos e conhecedores do assunto em causa.
Falar e escrever, no Brasil, está se tornando cada vez mais perigoso.
Para excluir um sujeito dos sacramentos, não é preciso nenhuma sentença individualizada da Santa Sé. Qualquer bispo pode fazer isso. O indivíduo atingido pela proibição pode, é claro, recorrer à Santa Sé, mas isso é outra coisa.
O que, sim, precisa de sentença explícita e individualizada da Santa Sé é a abrogação de qualquer decreto papal. E não existe nenhuma sentença da Santa Sé que abrogue explicitamente o Decreto Contra o Comunismo. Dizer que o Cânone 6 o abrogou é uma simples opinião individual.
Vocês estão, em suma, invertendo a hierarquia natural das coisas -- exigindo uma sentença da Santa Sé onde ela é desnecessária e dispensando-a onde é indispensável.
Quanta confusão mental -- e misturada a quanta presunção, meu Deus!
O erro de leitura reflete-se na impropriedade da linguagem com que a interpretação errada se expressa. Como posso ter "exagerado nas críticas à Igreja Católica" se não fiz crítica nenhuma à Igreja Católica? Acusar alguém de trair a Igreja não é criticar a Igreja - e isto deveria ser auto-evidente para qualquer leitor ou ouvinte.
Seria bom se as opiniões se formassem com base em realidades percebidas claramente em vez de palavras erroneamente compreendidas. E seria bom que as pessoas se esforçassem em compreender mais e opinar menos.
Todo escritor ou formador de opinião tem o direito de presumir que seus leitores são capazes de distinguir entre figuras de linguagem - metáfora, hipérbole, metonímia etc. -- e o JUÍZO FORMAL que expressam.
Sim Olavo. Alguns membros da comunidade já chamaram a atenção, de forma correta a meu ver, para esse fato.
Para excluir um sujeito dos sacramentos, não é preciso nenhuma sentença individualizada da Santa Sé. Qualquer bispo pode fazer isso.
Não só o bispo. Mas qualquer sacerdote ou diácono. E até mesmo leigos podem denunciar pessoas que não estão em condições de receber os sacramentos [não com rancor, mas com zelo].
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Quando escutei seu programa, me senti muito mal. A primeira menssagem desse tópico, que escrevi logo após ter ouvido à gravação do programa, revela esse mal estar.
Agora que tempo passou, relendo minha primeira menssagem, e levando em cosideração observações posteriores dos membros da comunidade, vejo que grande parte do mal estar foi devido à forma como você falou, que interpretei mal, devido a falha natureza humana, da qual não estou livre.
O que sobrou de substâncial desse desvio todo, é:
a) a excomunhão
b) a CNBB
Quanto ao ponto a, dizer que o cânone 6 ab-roga o decreto contra o comunismo é uma interpretação pessoal, parece não ser verdade. Consultei um especialista do Instituto Santo Inácio em CDC e ele confirmou a interpretação dada por um outro membro desta comunidade. Nesse ponto, estou confiando em outras pessoas.
Por outro lado, um ateu materialista está excomungado, de forma automática, por apostasia. Sendo ele comunista ou não. Isso eu sei.
Se alguém é "esquerdista" mas não é ateu e nem materialista, não está excomungado. [E nem deve ser excluído do sacramentos se o decreto estiver, de fato, ab-rogado].
Ser excluído dos sacramentos não é o mesmo que ser excomungado. Até onde sei.
A CNBB possui uma estrutura complexa. Essa estrutura deve ser melhor compreendida para que um juízo mais verdadeiro possa ser formado. Eu tento fazer isso. Fico observando. E já vi brigas de bispos, o que demonstra que não há uma "unidade" dentro dessa instituição.
Se você comparar as últimas "campanhas da fraternidade" com as que eram feitas na década de 80, verá que a teologia da libertação já perdeu muito de sua força. E perde cada vez mais. Isso eu sei, pois possuo os livros e os comparo. [Apesar de já ter notado que a mudança é lenta].
Sobre esse assunto, eu conversei pessoalmente com o Cardeal Ratzinger no começo da década de 90, quando ele veio a Belo Horizonte. Ficamos a sós por umas 3 horas e a conversa foi bem produtiva.
Ao perguntar sobre a orientação política da CNBB ao Cardeal, ele me falou que as Conferências Episcopais não fazem parte da hierarquia da Igreja, como essa foi desejada por Cristo. Portanto, são dispensáveis. Elas podem ser úteis quando ajudam as Igrejas particulares se unirem a Roma [e essa é sua função]. Se estiverem atrapalhando mais do que ajudando, podem ser dissolvidas. E nenhum Católico tem a obrigação de seguir as decissões dessas conferências. Apesar de dever obediência ao bispo.
Até onde consigo enxergar, a CNBB não prejudica a união da Igreja no Brasil com Roma. Mas como é uma instituição multifacetada, fica difícil de fazer uma análise precisa. As comissões funcionam de forma independente, fazendo que tenhamos diversas instituições sob uma mesma sigla. Umas ajudam, outras atrapalham.
A CPT é um exemplo. Aquilo ali é uma vergonha. Mas não devemos jogar as demais comissões no mesmo balaio.
A ab-rogação do decreto contra o comunismo seria mais um fruto do Vaticano II?
Alguém me explique qual benefício nos traz uma ab-rogação dessas. Claro, o Vaticano II que fez o pacto prévio com o comunismo também fez às pressas um Novo Código de Direito Canônico. Também fez um Novo Catecismo e uma Nova Missa. Tudo novo...
Neste tópico vimos o encontro entre sedevacantismo e liberalismo. O sedevacantista diagnostica o mesmo problema que a FSSPX diagnostica, mas dá uma solução
diferente. Já o liberal vê o problema como “fruto” e, por incrível que pareça, culpa a ínfima minoria dos tradicionalistas da crise que eles mesmos causaram!
O Gabriel disse que a definição faz a verdade. Também, segundo ele, o cume faria a montanha.
Dom Richard Williamson demonstrou esse encontro entre sedevacantismo e liberalismo muito bem, explicando as premissas das quais os dois partem:
Maior : o papa é infalível.
Menor: ora, os últimos papas são liberais.
Conclusões: - (liberal) então é preciso fazer-se liberal
-(sedevacantista) então estes últimos “papas” não são verdadeiros papas.
(Fonte: http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2005-6d-encontro…0sedevac.htm )
E o Gabriel se faz liberal com o papa e diz: Você é mais santo que João Paulo II? A isto se poderia responder com este versículo: "Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema". (Gl 1,8) Isso já serve para ir contra os “grandes teólogos” como Karl Rahner, Von Balthasar e outros inovadores.
Um modo de fugir das grandes verdades é procurar dentro delas pequenas especificidades que as desmintam. É a inversão que toma a exceção como o todo.
Eu não li o livro, mas, se o Olavo se baseia na CNBB para dizer que não existe moral religiosa no Brasil ele esta totalmente equivocado.
Até porque o Olavo, como a maioria das pessoas, realmente não entende o que se passa dentro da CNBB (ainda que o Olavo possa entender qual o resultado da atuação da CNBB no Brasil, o que são outros quinhetos).
O Papa, ao contrário do Olavo, sabe muito bem o que se passa dentro da CNBB e esta fazendo de tudo para que isso mude. Mas, vai demorar para que a atuação do Papa de algum resultado... Infelizmente.
Curioso é que muitos aqui afirmam por trás (ups...), ou por insinuações nada discretas, mas fogem de assumir que consideram o Trono de Pedro vacante hoje.
A invasão dos "Fedeletes" continua. Que cheiro de enxofre...
A maior habilidade deles, sem dúvida, é a de colocar várias citações fora de contexto e deturpá-las. E a destreza no ctrl-c, ctrl-v. Essa é inigualável.
A maior desgraça que ocorreu com a Igreja Católica, foi este maldito concílio vaticano II. Que vem destruindo a Igreja por dentro, é só ver o estado do clero, ou é carismático dando pulinhos no altar, ou é marxistóide.
Essa do Papa João Paulo II é o cúmulo, viu? Mas é assim mesmo. O pessoal da TL dizia que ele era o mais feroz conservador. Os ultra-radicais que ele era um modernista vendido. Não é difícil enxergar que a verdade está entre essas duas porcarias.
O que chateia são as distorções sujas usadas.
P.S. - O "Dominus Iesus", e a beatificação de Pio IX, por João Paulo II, na época, eram considerados "o cúmulo do radicalismo e da intolerância religiosa" por alguns. Os ultra-radicais devem achar que foi muito "liberal".
P.S.2 - Pio X, em sua Condenação ao Silonismo, deixa claro que o problema não é "fraternidade, igualdade e liberdade", mas sim acreditar que COM a Igreja isso não é possível, e que a Igreja não ofereceria isso. Ou seja, o Papa JPII falar os termos consagrados como mote na Revolução Francesa não quer dizer que ele a aprovava, ou que não se deve mais falar em fraternidade, liberdade... é querer demais distorcer as coisas, ou apenas é a repetição doentia sem nenhuma interpretação.
P.S.3 - aliás, o Papa JPII fez uma pesada crítica ao secularismo francês, justamente pela confusão entre governo secular, e secularismo. E ele foi além, dizendo que o governo deveria reconhecer que a sociedade não se mantém coesa apenas pela economia ou política, mas também pela fé. E lembrou que, na Europa, o cristianismo é responsável pelos alicerces das nações.
David.
Meu caro, a minha boca pode até ser suja, sou um pecador, mas sempre vou defender a verdadeira Igreja Católica Romana. E outra coisa, use argumentos tá, o olhudo!
Aruan, o que houve? Você não havia falado nos que apoiam o Fedeli e em Sedevacantistas como se fossem "outros"? Por que se sentiu ofendido então? A carapuça serviu?
És muito macho atrás do teclado. Curioso é que, aliás, como muitos Fedeletes que eu já vi.
Engraçado é que, até agora, o único que se portou sem nenhuma humildade, pelo contrário, até com uma violência arrogante aqui, Aruan, foi você. Mas se te faz dormir melhor acreditando que eu que penso saber tudo, beleza. Não quero acabar com suas ilusões.
Francamente, Fernando? Lamentável. Você pegou minha resposta, que nenhuma ofensa teve, e sim foi uma resposta até muito educada para uma ofensa grave, e pede tratamento igual? Eu disse a verdade. Vocês partem para pesadas ofensas porque estão atrás do teclado. E ainda exigem que os outros subam o nível. Na frente o senhor não teria essa "coragem".
Isso é bom pra saber o tipo de igualdade nos termos que vocês exigem.
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Aruan:
heheheheheh quando eu usava uma foto segurando um copo de cerveja, logo partiam para o "bêbado" e etc. Depois teve outra, um desenho, mas também partiam para algo assim. Agora eu me divirto porque, invariavelmente, os que apelam falam de "se esconder atrás do Darth Vader", ou "que eu tenho ele como mentor" (seja lá como é isso).
O negócio é que vocês não "argumentam", você acham que "definem". Quando eu falei que vocês não interpretam, apenas copiam e jogam coisas assim, inclusive pela lamentável citação caluniosa feita contra o Papa JPII, em que nenhuma interpretação foi usada, apenas se jogou uma frase e se exigiu que o condenasse, você fugiu. Cadê a honestidade para virar pro seu amiguinho e dizer: "ei, essa do Papa JPII não tem nada a ver" (ainda que você não o considere Papa). Ou então contra-argumentar? Se não faz nada disso, é risível que peça seriedade no debate.
Pessoal, o sedevacantismo não é heresia (um período prolongado sem papa é possível), nem cisma (não trata-se de negar o papado, mas apenas que x ou y são papas verdadeiros). O sedevacantismo, segundo o ponto de vista que adoto, é um erro teológico. Os amigos da comunidade APOLOGÉTICA CATÓLICA explicaram a questão.
Quanto aos papas desde João XIII, é evidente que eles cometeram muitos erros, embora isso não seja contraditório com a fé na infalibilidade papal. Por exemplo, João Paulo II praticava o ecumenismo abertamente e de maneira até escandalosa. A reação contra D. Lefebvre foi injusta - muito rigorosa, enquanto para um monte de hereges notórios, destruidores da fé e da liturgia, as medidas eram sempre mais brandas, ou nem sequer haviam medidas.
Agora Bento XVI, apesar de suas origens modernistas, está cada vez mais dando sinais de que tem a intenção de restaurar a Tradição. É preciso ter prudência, como diz N. S. Jesus, para não cortar o trigo junto com o joio. Embora, é claro, todos os católicos sinceros estão querendo muito mais...
se submetam a autoridade da Igreja ; o pecado de vcs é o mesmo dos teólogos marxistas ;vcs querem apenas aceitar o que lhes convém e não toda a história da igreja incluindo o vaticanoII; o papa já afirmou que ele se insere numa continuidade eclesial e que portanto é válido; invalidá-lo seria contestar a autoridade que o validou seria não cumprir o que Jeusus disse a respeito dos apóstolos e seus sucessores-"Quem vos ouve a mim ouve"; se a sé está vacante então satanás venceu; a palavra de Cristo falhou , ele errou quando disse que as porta do inferno não prevaleceriam sobre ela !!!
Não se esqueçam que o IBP possui autorização para criticar construtivamente o Concílio Vaticano II, e seus membros dizem explicitamente e publicamente que o Concílio possui erros, pontos "textualmente" em contradição com o magistério precedente. O próprio Paulo VI reconheceu que o Concílio evitou proclamações solenes "dotadas de infalibilidade". Ou seja, o Concílio deve ser aceito, pois é um legítimo Concílio da Igreja Católica. Mas aceito tal qual sua natureza: como pastoral e falível.
A posição sedevacantista não é nem a mais lógica nem a mais defensável; ela é apenas a resposta mais simplista que se pode dar à atual crise da Igreja. Ela se justifica apoiando-se sobre o seguinte silogismo: 1) o Papa é sempre infalível; 2) o Papa se engana; 3) logo ele não é Papa.
(...)
Todos os textos de teologia católica, além disso, (...) distinguem o magistério pontifical infalível do magistério pontifical simplesmente autêntico (...), e portanto, distinguem o assentimento absoluto, incondicional, sem exame (...), devido ao magistério infalível, do assentimento que se deve ao magistério “mere authenticum”: assentimento relativo, condicionado, em que o exame é permitido, e portanto também a eventual suspensão ou eventual recusa do próprio assentimento. Os sedevacantistas pularam essa página da teologia católica. Com que direito?
Além do mais: a questão do “Papa herético” é ainda uma questão controvertida, sobre a qual teólogos (e canonistas) estão longe de entrar num acordo e sobre a qual a própria Igreja não se pronunciou.
Assim, certos teólogos competentes excluem o fato de que o Papa, como “pessoa privada” (...) possa cair em heresia, outros teólogos tão competentes quanto os anteriores sustentam o contrário, enquanto que outros ainda levam em consideração as duas hipóteses. Quase todos os teólogos autorizados sustentam que o Papa herético é destituído de seu pontificado, mas outros, como Bouix, afirmam o contrário, e mesmo dentro do primeiro grupo há divergência: alguns pensam que o Papa herético perde seu pontificado no mesmo momento em que cai na heresia, outros pensam que ele o perde quando sua heresia torna-se manifesta (...)
Resumimos tudo isso rapidamente [...] mas é o suficiente para podermos indagar: é lógica e defensável uma posição cujo fundamento, em matéria tão grave, está numa hipótese (e não numa doutrina) teológica ainda controvertida?
Além de tudo, o senhor próprio escreve que para poder falar de um “Papa herético” é necessário que ele seja formalmente herético. Portanto, é preciso que ele professe um erro contrário à fé (heresia material) e também, consciente e deliberadamente, sustente a heresia com obstinação, o que constitui propriamente a essência, a forma da heresia. Ora, podemos afirmar com certeza que os últimos Papas sejam Papas formalmente heréticos? Não poderiam ser eles – e esta é nossa modesta opinião – Papas teologicamente mal formados e, sobretudo, fascinados pela ilusão ecumênica, em que eles não percebem plenamente todas as implicações heréticas?
Antes de mais nada eu quero deixar bem claro que o que me inspira aqui não é um sentido de polêmica mas a profunda estima que tenho pelos rapazes de Volta Redonda que acredito sinceros em seu amor à Santa Igreja. E também o desejo de ajudar a todos os outros que queiram entender a questão. Eu a estudo desde os 13 anos de idade e carrego mais de 40 nas costas.
A questão de sedevacantismo, aqui entendido como " o papa não é papa", começou na França bem no início da década de 70. Um padre de nome Barbará, não sei se escrevi certo, fez uma homilía em uma missa campal para milhares de fiéis dizendo que Paulo VI não era papa e elencando uma série de razões com as quais procurava justificar as suas declarações. O recente Novus Ordus de Paulo VI, pouquíssimo questionado no Brasil, mas odiado por um enorme percentual de católicos na França, não lhe angariava simpatias e pessoas começaram a se perguntar se Paulo VI seria mesmo papa. Uma delas foi o Abbé de Nantes, que não era abade de lugar nenhum, mas simples sacerdote diocesano. Abbé em francês quer dizer sacerdote. Esse inquieto sacerdote montou um enorme processo canônico, de pouco sabor jurídico mas impressionante pelo conteúdo, acusando Giovanni Battista Montini ( Paulo VI) de heresia. E remeteu o processo para a Rota Romana para ser julgado por Paulo VI, autoridade competente para tal. A resposta que obteve foi uma suspensão " a divinis"
tendo sido proibido de atuar como sacerdote. Mas muitos vieram em sua defesa. Dois homens da Igreja se interessaram por ele. Um foi o Arcebispo de Dakar, Assistente do Sólio(Trono) Pontifício, ex- superior dos Padres do Santo Espírito, Monsenhor Marcel Lefèbvre, amigo do Cardeal Ottaviani, então à testa do Santo Ofício, e que criticara fortemente a dita Missa de Paulo VI. O outro foi um bispo mais modesto. Fora Vigário Geral da maior arquidiocese do mundo, São Paulo, mas considerado intransigente fora transferido para uma pequena paróquia num subúrbio de São Paulo. E foi na pequena paróquia de São José que o padre
Antônio de Castro Mayer soube q o Papa Pio XII, de saudosa memória, desse ninguém duvida, o alçara a Bispo Diocesano de Campos dos Goytacases, aqui no estado do Rio. Depois, enfim o Concílio, e os dois prelados ficaram amigos, ou melhor irmãos. Vcs me desculpem mas esses dois homens foram muito santos, os dois " excomungados" só podem estar juntos no céu.
Por volta de 1960, um ex-deputado da LEC (Liga Eleitoral Católica), por São Paulo, o advogado e professor Plínio Correia de Oliveira, egresso de O Legionário, jornal da Arquidiocese de São Paulo, funda a TFP, sociedade civil que teria considerável influência junto a ambientes católicos conservadores em São Paulo e em Minas Gerias.
A agitação causada pelas reformas radicais, promovidas por Paulo VI, levaram o professor a solicitar a um de seus colaboradores, Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira, que escrevesse sobre a Missa Nova e sobre a possibilidade de um papa herético. Tais trabalhos circularam intramuros e pessoas como eu, de fora da TFP, a eles não tinham acesso. Mas eu tinha um amigo monarquista ( sempre defendi o Altar e o Trono) e ele
me deixou ver alguns textos me pedindo sigilo absoluto. Curiosamente pouco tempo depois, em Paris, passando pela Maison Bleue ( pena, não existe mais, era a melhor livraria católica da cidade, ficava bem em frente à Igreja de NS das Vitórias, uma das mais antigas da França) me deparei com a edição francesa dos 2 trabalhos expostas na vitrine. Comprei e li. De volta ao Brasil, liguei para a TFP e perguntei o porquê de tanto mistério. Fui informado de que o prof. Plínio dissera q o povo brasileiro ainda não estava preparado para tais leituras. Pois é. Os livros valem pela riqueza de conteúdo muito mais do que pelas conclusões.
Enquanto isso Dom Marcel Lefèvre funda o Seminário Internacional de Ecône, na diocese de Friburgo, com a aprovação do bispo local, na Suiça. Curiosamente seria o primeiro seminário internacional, prática essa proposta no CVII, e prontamente levada em frente pelo Arcebispo. Do corpo de professores
fazia parte o conhecidíssimo teólogo dominicano ( terciário dominicano, eu sempre falo da minha Ordem) o Frei Guérard de Lauriers, OP. A pedido do Santo Papa Pio XII, ele participara ativamente dos trabalhos que levariam à promulgação do dogma da Assunção de Nossa Senhora aos céus. Professor no seminário, ele a todos atraía pela lucidez do seu raciocínio e a inteligência de suas reflexões. Mas pouco a pouco se afastava de Mons. Lefèbvre. Seus estudos sobre a heresia formal ( relativo a essência, a substância de uma realidade qualquer) e material ( q concerne ao aspecto exterior, visível) o levavam defender uma tese que Mons. Lefèbvre não aceitava. A de que o papa não era papa. Essa tese era inaceitável para Mons. Lefébvre e eles se separaram. O Frei dominicano procurou então sagração episcopal sendo sagrado pelo Arcebispo Thuc, antigo Arcebispo de Saigon, excomungado por Paulo VI e que sagrara Clemente, o papa de Palmar de Troya.
Mas como perguntava o Arcebispo, com que autoridade pode alguém dizer que o papa não é papa? Quem tem tal competência se não outro papa? E tal é a realidade histórica. O Santo Papa Pio XII morreu há 50 anos. A barca de Pedro à deriva? Verdade que Paulo VI disse q por uma fissura a fumaça de Satanás entrara n a Igreja. Ele por certo nos fará entender isso melhor no juízo final.
Não existe precedente histórico para meio século de sedevacante. Seriam então todos os atos dos últimos papas inválidos? E quem poria fim a tal estado de coisas? Nosso Senhor? Alguns sedevacantistas são acusados de promoverem conclaves, de querer eleger um papa. Mas com que autoridade fariam tal coisa? Aliás já há alguns "papas" espalhados pela Europa e pelos EUA. E cada vez há mais bispos da estirpe do Arc. Thuc, alguns com apenas algumas dezenas de seguidores. E vêm ordenando sacerdotes casados, alegando que há falta de padres. Diz-se que o Dr. Homero Johas teria sido um candidato e q D. Ruth, sua esposa, teria fincado o pé no chão e proibido. Ela que frequenta a Missa Nova. Enfim...
Na verdade nós somos muito poucos. Muito poucos. E oq é pior desunidos e brigando uns com os outros. Eu acredito que esses rapazes sejam católicos. Eu conheço alguns deles pessoalmente e tive deles a melhor das impressões. Mas eles são muito jovens. Um grupo de rapazes muito jovens em torno de um professor muito velho. É uma triste realidade brasileira. Aqui leigos viram profetas, e se formam grupos em torno desse ou daquele professor, que logo passa a ser visto como infalível ou inerrante e seu grupo como se tivesse direito exclusivo ao céu. E tudo é muitas vzs feito com enorme arrogância. mas rezemos uns pelos outros. Nessa, que é a época da Paixão da Igreja, vamos todos subir como Cirineu ajuadando a Nosso Senhor a carregar a Santa Cruz.
Gabriel, isso é o que mais me incomoda.
O Olavo 1) Diz que o movimento Lefevbriano foi controlado pelos perenialistas.
2) diz que, em assuntos desta natureza, a gente fica trinta, quarenta anos matutando o que viu/leu/ouviu antes de abrir a boca.
3) Me chama de carola de merda e puxa saco de comunista porque eu não agi do modo "2)" com relação à Igreja Católica.
4) Aliás, ele tem muito mais cuidado no falar sobre os perenialistas do que sobre a Igreja Católica EM BLOCO.
Na verdade nós somos muito poucos. Muito poucos. E oq é pior desunidos e brigando uns com os outros. Eu acredito que esses rapazes sejam católicos. Eu conheço alguns deles pessoalmente e tive deles a melhor das impressões. Mas eles são muito jovens. Um grupo de rapazes muito jovens em torno de um professor muito velho. É uma triste realidade brasileira. Aqui leigos viram profetas, e se formam grupos em torno desse ou daquele professor, que logo passa a ser visto como infalível ou inerrante e seu grupo como se tivesse direito exclusivo ao céu. E tudo é muitas vzs feito com enorme arrogância. mas rezemos uns pelos outros. Nessa, que é a época da Paixão da Igreja, vamos todos subir como Cirineu ajuadando a Nosso Senhor a carregar a Santa Cruz. (2)
Maravilhoso texto!
Concordo em tudo!.
Vivemos tempos difíceis. Creio que é pior de quando jesus morreu na cruz e
havia muita incredulidade . Estes diante do anuncio ou da manifestação do senhor
abriam seus coracoes e mentes eo aceitavam como SENHOR .
Hoje alem da incredulidade , ha o erro a mentira ,Trevestidos DE VERDADE
MAIS a
incapacidade de reconhecer o sobrenatural , o divino ...ai so a Misericórdia
de Jesus para tira-los das trevas.