.
(o site LewRockwell é recomendado pelo Prof. Olavo...)
.
.
começo linkando esse artigo: http://www.lewrockwell.com/lind/lind103.html
.
The Prussian Monarchy Stuff
by William S. Lind
.
.
E agora traduzo (tradução livre e resumida) alguns trechos:
.
.
(...)
. Eu sou um monarquista, é claro, como todos os verdadeiros conservadores. O universo não é uma República.
Minha ligação específica com a Casa de Hohenzollern desenvolveu-se quando comecei a entender a maneira Prussiana-germânica de guerrear, e sua imensa diferença em relação à abordagem Franco/Americana. (...)
Mas é mais do que isso: sendo tanto um conservador culturalmente quando historiador, eu entendo que a última chance de sobrevivência de nossa civilização cristã ocidental pode ter sido uma vitória das Potências Centrais na Primeira Guerra Mundial.
.
Para a maioria dos que não são historiadores a Primeira Guerra Mundial pode ser apenas uma memória vaga e distante e imagens de fotografias em preto e branco de sujeitos entrincheirados na lama. Na verdade a Primeira Guerra foi um dos dois grandes desastres da Civilização Ocidental no período Moderno (o outro foi a Revolução Francesa). Em 1914 o Ocidentou apontou uma arma para sua Cabeça coletiva e estoirou os miolos.
Não, não me refiro à queda do Kaiser Wilhelm II, o qual tem sido retratado de forma injusta pela História Como escreveu o Coronel House para o Presidente Woodrow Wilson depois de se encontrar com o Kaiser em 1915, está claro que ele nem esperava a guerra e nem a desejava. Uma guerra mundial se tornou inevitável quando o Czar Nicoulau II. E não o Kaiser Wilhelm, muito relutantemente atendeu às recomendações e exigências de seus Ministros da Guerra e de Relações Exteriores e então declarou uma mobilização geral ao invés de uma mobilização contra a Áustria apenas.
.
.
.
.
Uma vez que a guerra ocorreu, e o fracasso do Plano Schlieffen garantiu que iria ser uma guerra longa, o desastre para a civilização ocidental se tornou inevitável. Ainda assim, se as Potências Centrais tivessem ganho no final, a destruição da civilização talvez não teria sido tão completa. Não teria havido comunismo nenhum, e nem a República na Rússia; uma Alemanha vitoriosa não toleraria isso , e diferentemente dos Aliados ocidentais, a Alemanha estava geograficamente em posição para fazer algo a respeito. Hitler nunca teria passado de um zé-ninguém. Antes da Primeira Guerra Mundial, os melhor e principais países para os judeus viverem eram a Alemanha e a Áustria; o Kaiser Wilhelm nunca teria permitido um caso Dreyfus na Alemanha. As enormes comunidades judaicas da Europa Central e Leste Europal teria mantido seu lugar tradicional em Impérios multi-nacionais ao invés de se tornarem estrangeiros em novos Estados-Nações. Não deve surpreender ninguém que na Primeira Guerra Mundial os judeus americanos tenham tentando levantar um regimento para lutar pela Alemanha.
.
.
.
E mais importante ainda: o conservadorismo cristão (ou talvez seja mais correto falar em tradicionalismo cristão) representado pelas Potências Centrais teria sido enormemente fortalecido pela vitória das potências centrais. Ao invés disso, a queda das monarquias alemã, austro-húngara e russa abriu o espaço para que os venenos da Revolução Francesa se espalhassem pelo Ocidente e pelo mundo.
.
.
.
.
O historiador marxista Arno Mayer está correto quando afirma que em 1914 os EUA representavam (como um República, juntamente com a França), a Esquerda Internacional, enquanto que em 1919 os mesmos EUA já estavam organizando a Direita Internacional. Não foram os EUA que mudaram; foi o espectro político mundial que se deslocou para a esquerda.
.
Assim, quando americanos e europeus hoje se indagam o porquê de o Ocidente ter perdido sua cultura histórica, moral e religião, a resposta definitiva é: a vitória dos Aliados em 1918 Mais uma vez, o fato da Primeira Guerra Mundial ter ocorrido já é em si um desastre. Mas uma vez que ela acabou ocorrendo, a última chance do Ocidente ter mantido sua cultura tradicional era uma vitória das Potências Centrais.
.
.
.
A questão não é o porquê de eu, como conservador culturalmente, permanecer fiel à memória dos dois Kaisers, Wilhelm II e Franz Jose, mas sim como um conservador de verdade poderia agir de outra forma.
E tampouco pode-se dizer que isso tudo seja História, seja passado. Assim como a derrota das Potências Centrais em 1918 marcou a longa descida abismo abaixo da civilização ocidental e o verdadeiro início do sangrento Século Vinte, da mesma forma eventos no Oriente Médio hoje marcam o início do Século Vinte e Um, e nem tanto a morte do Ocidente, a qual já ocorreu, mas sim o seu sepultamento.
As sombras de 1914 e 1918 são sem dúvida imensas e elas terminam na Antiga Noite Escura.
2 de Agosto de 2006
WILLIAM S. LIND.
.
FONTE:
. http://www.lewrockwell.com/lind/lind103.html
.
========
Mais artigo do Lind (traduzidos para o português):
.
"As origens do politicamente correto"
. http://pmdb-rs.org.br/imprensa.php?id=3384&tipo=a
. http://diretoaopontox.blogspot.com/2007/10/as-origen…correto.html
.
=======
veja também (de outro autor):
.
"As elites naturais, os intelectuais, e o estado"
Por Hans-Hermann Hoppe
. http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=82
veja também esse tópico e artigo (sobre a queda das monarquias européias e a ascensão dos EUA como grande potência mundial):
.
/Main#CommMsgs.aspx?cmm=44668&tid=5270815163119335378
. http://www.elmanifiesto.com/articulos.asp?idarticulo=2868
.
.
"Todos sabemos cómo el Imperio de siete siglos de los Habsburgo, en Europa central, fue desmembrado sin piedad por parte de las potencias aliadas, durante la Primera Guerra Mundial y las consecuencias directas fueron cincuenta años de totalitarismos en la región y una desestabilización total que ha llegado hasta nuestros días."
.
. El Archiduque de Austria, Otto de Habsburgo-Lorena,
en su 96.º aniversario
Do artigo que traduzi (parcialmente) destaco o seguinte trecho:
.
.
"O historiador marxista Arno Mayer está correto quando afirma que em 1914 os EUA representavam (como um República, juntamente com a França), a Esquerda Internacional, enquanto que em 1919 os mesmos EUA já estavam organizando a Direita Internacional. Não foram os EUA que mudaram; foi o espectro político mundial que se deslocou para a esquerda."
.
.
Considero-o (Wiliam Lind) um conservador de verdade.
.
(vide também o Jardim das Aflições de Olavo de Carvalho)
.
.
Na atual conjuntura internacional, posso ver os EUA no máximo como uma espécie de "mal menor". E assim também vejo sua atuação durante a Guerra Fria e contra a URSS.
.
Entendem agora porque não sou tão americanófilo empolgado? (mas sem cair no outro extremo: o anti-americanismo primário e histérico)
.
Mas para o Nadir e Antonio Luiz, eu sou "de esquerda". Para mim, eles é que são esquerdistas. Eles e todos vocês!
.
Tomem tenência, Modernos!
.
Excelente!!!!!!!!
Como voce,o Lind tbem aplica silogismos fora dos princípios da escolástica.
Tenha critérios no seu control V.. control C....
Levando em consideraçao que postou texto traduzido, melhorou muito.
Assim parece que voce está mais proximo, e dá até pra tabular opinioes.
É hora também de questionar esse mito da eterna amizade entre Brasil e EUA.
José Joaquim Maia visitou o maldito Thomas Jefferson em Paris pra pedir-lhe ajuda para o movimento da Inconfidência (os inconfidentes eram uma corja de agiotas, contrabandistas de diamantes e traficantes de escravos).
Durante a Guerra Civil americana, o Império do Brasil recebeu migrantes e asilados dos Estados do Sul e deu-lhes acesso a portos etc. A cidade do interior de SP chamada Americana foi, salvo engano, povoada por Confederados.
A grande amizade entre EUA e Brasil só surge de fato após a proclamação da República.
Questionável também é a actuação do Barão do Rio Branco! (vide a questão do Acre e do Panamá)
A única coisa de que eu discordo é o comentário "será que ninguém entende que liberalismo e iluminismo, etc". Eu acho que, por aqui pelo menos, a maioria justamente ENTENDE isso - e por isto mesmo é tão criticada.
Muito bom! [4]
Mas eu não posso deixar de ver alguns possíveis "furos" na idéia de que a vitória dos impérios centrais teria sido a última chance de vitória militar da concepção cristã de Estado, que eu gostaria que os estudiosos do assunto comentassem:
Não sei onde a Áustria se encaixa no espectro político, mas a Alemanha pós-bismarckiana já era um "Estado moderno" em toda a linha, fundando em uma ideologia romântica doentiamente nacional desde a reunificação. É interessante notar que há quem sustente que, no final do II Império (por uma enorme ironia histórica) a França estava voltando a ser uma monarquia católica na prática, apesar do "mito fundador" napoleônico (e talvez graças à Imperatriz Eugênia). (Como a França Imperial poderia ter se tornado um país institucionalmente católico, com valores cristãos, com uma democracia entendida como método de governo, não como fundamento ou objetivo do governo, com atenção às doutrinas sociais da Igreja &c. é um outro tópico interressante do estudo de "história alternativa".) Em todo caso, a Guerra Franco-Prussiana, que é uma das principais causas "ocidentais" da Grande Guerra, claramente não foi um conflito entre a França revolucionária e a Alemanha cristã.
Por outro lado, eu não conheço a dinâmica da política interna russa e não sei até que ponto o interesse em proteger e/ou libertar a Sérvia era uma solidariedade legítima ou uma ideologia, mas vale lembrar também que quem efetivamente trouxe a França, o Reino Unido e, depois, os EUA para a Grande Guerra foi a Rússia Czarista, a própria Atlântida dos conservadores orkutianos, a julgar pelo meu amigo Matheus ().
O Olavo certa vez falou no TrueOutSpeak que a Igreja se fortaleceu com o advento da República pois os Imperadores eram Maçons e por essa razão restringiam muitas das ações da Igreja no Brasil.
Disse que não se pemitia a abertura de ordens religiosas e que quando o imperio foi derrubado só havia 8 monges no Brasil.
Uma vez o Olavo comentava o livro Rites of Spring de Modris Eksteins quando disse que o autor mostrou que a mentalidade alemã na ocasião da Primeira Guerra se apresentava como mais modernista e revolucionária em comparação com a inglesa, e para ilustrar essa idéia afirmou que o movimento gay surgiu na alemnha do inicio do século.
Ele disse também que o livro mostra que a mentalidade alemã estava dominada pelo romantismo que é um tipo de mentalidade revolucionária.
Mas isso já faz tempo então o trecho acima pode conter algumas imprecisões, mas ainda que seja o caso as minhas colocações não estão muito longe do que foi dito no programa.
Então também se encaixam nesse quadro não somente os comunistas, anarquistas socialistas, mas também maçons, iluministas, liberalistas progressistas e cia.
Tem muita gente nessa comunidade que ''se diz católico'' e conservador, e ao mesmo tempo fica apoiando a maçonaria e ''libertalóides'' revolucionários.
Veja bem, eu(meu caso) não tenho a opinião que o conservadorismo Anglo-Saxão é diferente apenas no gosto(que loucura) do conservadorismo Ibérico, afinal de contas, o conservadorismo Ibérico, Continental, seja lá o nome que deêm a ele, nunca foi implementado por inteiro na península ibérica, e também pq teve pensadores não ibérico(Italianos, franceses, austríacos, sei -lá).
A diferença do conservadorismo "Ibérico" é que ele é católico.
-----------
E no fundo o conservadorismo Saxão(estou falando dos americanos atuais) é uma bela merda.
E mesmo o conservadorismo Liberal de Adam Smith já tem erros, erros que foram aproveitados em Marx, e ainda é emotivo e democrático, e desligado das fontes civilizacionais mais altas que ele mesmo. Não tem como defender a Revolução Protestante, ela já é revolucionária, e já traz em gérmen o materialismo e o ateísmo.
Por outro lado, eu não conheço a dinâmica da política interna russa e não sei até que ponto o interesse em proteger e/ou libertar a Sérvia era uma solidariedade legítima ou uma ideologia
Era e é solidariedade, são povos irmãos.
mas vale lembrar também que quem efetivamente trouxe a França, o Reino Unido e, depois, os EUA para a Grande Guerra foi a Rússia Czarista, a própria Atlântida dos conservadores orkutianos, a julgar pelo meu amigo Matheus.
Sim, trouxe pois haviam assinado tratados, quem assina tem que cumprir.
Às vezes o critério parece ser: ser tradicionalista e adepto incondicional da cultura ibérica e ibero-americana. Contrários são revolucionários e "olavetes".²
Sim, [a Rússia Imperial] trouxe [a França e a Inglaterra para a Primeira Guerra Mundial] pois haviam assinado tratados, quem assina tem que cumprir.
Perfeito. Mas, nesse caso, o numenoriano Império Russo seria, então, ao menos parcialmente culpado pela destruição do "que restava do "ancien régime"?
Nada contra o Império Russo, nem o Austríaco. Só uma tentativa de levar às últimas conseqüências o nosso exerciciozinho de "História alternativa"... =)
Querem importar-nos um conservadorismo alienígena anglo-saxão e made in USA.
.
Isso em si próprio já é anti-conservador, assim como é anti-conservador achar que o modelo da democracia pode ser "exportado" - com sucesso - a outros países com culturas tão diferentes (como os do Oriente Médio por exemplo).
.
Ora, se a mentalidade conservadora/reacionária é justamente aquela que desconfia de "modelos" e planejamentos de sociedade, receitas, utopias etc!
O problema é que a palavra "conservadorismo" pode se referir a duas coisas diferentes: a uma "ciência" e a uma "tecnologia".
O conservadorismo como tecnologia é uma ideologia como todas as outras, uma "receita" de organização da sociedade política. Talvez seja uma ideologia melhorzinha, porque mais próxima da realidade, mas, mesmo assim, é uma utopia, cujo sentido, quando existe, é localizado no espaço e transitório no tempo. Nessa acepção, há um "conservadorismo anglo-saxão" paralelo (e alienígena) em relação ao ao "latino" e faz todo o sentido rejeitá-lo, como faz sentido, a título de "projeto de poder" tentar exportá-lo. Esse "conservadorismo" merece todas as críticas do post do Uriel acima.
Por outro lado, há um conservadorismo como ciência, ou, em outras palavras, a "filosofia da política". Nessa acepção, mesmo o que se aprende a partir de casos isolados pode ter valor universal e atemporal, na medida em que colhe a essência da sociedade política, em que descreve conforme a realidade a natureza do dever-ser da pólis. E, nesse sentido, claro, falar de "conservadorismo anglo-saxão" ou "latino" faz tanto sentido quanto falar de "química judaica" ou de "lógica espanhola". E ensinar (e aprender) essas coisas ao próximo (no caso, ao povo próximo) é um dever de caridade do mesmo gênero (mas, claro, nem de longe do mesmo nível) do de espalhar a Fé. Trata-se de "conservar", de evitar que se percam (ou de restaurar, em certa medida) aqueles traços naturais da politéia que a queda (potencializada pela revolução e pela ideologia) ainda não inviabilizou completamente (ou para que o Espírito Santo abre espaço).
Com certeza Nadir, respeito verdadeiro a eles e aos protestantes, vou dizer algo:
Enquanto eu defendo a Igreja Católica, percebo que ela morre, e quanto mais eu quero ter de esperança, mais ela se esvai.
Não acho que exista esperança pela mão humana, acho que tudo será resolvido na noite que durará 3 dias, para meu desespero, que Deus tenha piedade de vocês e de mim!
Excepcional tópico, Uriel. Faço minhas as suas palavras com a ressalva que não vejo nos Estados Unidos um mal menor, mas sim o maior, mais eficiente e abrangente poder revolucionário da história conhecida.
Quanto a Guerra Fria, concordo com o Olavo de Carvalho n'O Jardim das Aflições: foi etapa da expansão da o império laico do qual os EUA são a principal expressão e agente.
O historiador marxista Arno Mayer está correto quando afirma que em 1914 os EUA representavam (como um República, juntamente com a França), a Esquerda Internacional, enquanto que em 1919 os mesmos EUA já estavam organizando a Direita Internacional. Não foram os EUA que mudaram; foi o espectro político mundial que se deslocou para a esquerda.
Exato, os Estados Unidos, fundados no iluminismo, nos princípios maçônicos e liberais, são, no máximo, "a direita da esquerda", como muitos na comunidade gostam de se referir ao PSDB quando falam do espectro político brasileiro.
Assim como a derrota das Potências Centrais em 1918 marcou a longa descida abismo abaixo da civilização ocidental e o verdadeiro início do sangrento Século Vinte, da mesma forma eventos no Oriente Médio hoje marcam o início do Século Vinte e Um, e nem tanto a morte do Ocidente, a qual já ocorreu, mas sim o seu sepultamento. [2]
Querem importar-nos um conservadorismo alienígena anglo-saxão e made in USA.
.
Isso em si próprio já é anti-conservador, assim como é anti-conservador achar que o modelo da democracia pode ser "exportado" - com sucesso - a outros países com culturas tão diferentes (como os do Oriente Médio por exemplo).
Sim, também não entendo porque se abdica, no Brasil, de um tradicionalismo fundado no catolicismo para apostar em um modelo anglo-saxão sem raízes no Brasil. Ainda mais quando esse modelo é revolucionário em relação a essas mesmas raízes.
Pra que houvesse um tradicionalismo fundado no Catolicismo, primeiramente seria necessário resgastar o Catolicismo Tradicional no Brasil...
Mãos à obra, então. Que seja fortalecido, no Brasil, o tradiconalismo católico. Não há razão pra se abdicar disso em prol de modelos revolucinários e até mesmo incompatíveis com o catolicismo-romano.
"(A)CNBB peita até as diretrizes mais conservadoras do Vaticano"
E o Vaticano também é modernista e de esquerda, hahá! A CNBB é a esqueda da esquerda religiosa, e o Vaticano a direita da esquerda, GAME OVER!
A esperança mesmo eram os EUA, e julgar os EUA mais revolucionários que a Rússia é ridículo(o que a nossa senhora disse?), os EUA ainda tem(ou tinham) muito de hierarquia, ordem, verdade, moralidade, amor ao próximo, leis, democracia verdadeira, liberdade, o André Luís é com certeza mais gnóstico e revolucionário que a sociedade americana jamais foi e mais anti cristão também.
minhas razões: Perenialista, anti Moralidade, Volta ao passado, Pro-Faraó(doido)!
Qualquer protestante é menos herege que isso.
Isso é verdade e o Nadir tem certa razão.
.
Se não fossem os EUA durante a Guerra Fria, a URSS provavelmente teria dominado a Europa inteira e mais meio mundo.
.
.
.
Por outro lado, sem os EUA não existiria nem a ONU, nem a União Européia, nem o nazismo nem a União Soviética.
.
"Porque pra começar nem o Catolicismo no Brasil tem absolutamente nada de CONSERVADOR."
Olavetes superestimam a teologia da libertação e são incapazes de dizer o nome de um bispo não-comunista.
Em primeiro lugar, Doutrina Social da Igreja pra liberalóide já é "esquerdismo" e "patrimonialismo".
Ademais, não têm consciência histórica.
vide Jesuítas´(desde a colonização), Marcha da Família com Deus pela Liberdade, movimento Integralista, Gustavo Corção etc etc.
De repente, trinta anos de agitação pró-socialista anulam toda essa história.
Toda a gente sabe que a Teologia da Libertação no Brasil está decadente e reduzida.
"O importante, para mim, é dar uma surra nos terroristas e genocidas."
Curiosamente as sociedades em que os modernos tanto insistem em "importar" seus "valores e justiça" são aquelas que ainda mantém - mesmo que de forma nublada - o tradicionalismo. E nessa de entrar p'ra pegar terrorista, destrói o que ainda há de tradição em cada uma delas. Além claro, de boa parte também se utilizar de práticas terroristas e levarem de brinde algo insignificante como petróleo.
Essa cousa de transformar o catolicismo em sinônimo de comunismo no Brasil é desculpa esfarrapada pra poder defender o liberalismo anglo-saxão de consciência limpa.
O fato é que, mesmo que a influência socialista no clero fosse um terço do que se diz que ela é (além de fingir que ela não existe em nenhum outro lugar ou denominação cristã), ainda assim não haveria porque abdicar da formação de um movimento conservador fundado no catolicismo em prol de uma aliaça com revolucionários maçons, liberais, iluministas etc.
O Nadir é do Sul como eu. Aqui só tem padres comunistas, mesmo se não se consideram comunistas.
O bispo de Porto Alegre é maçom.
O bispo daqui (Caxias do Sul) é da TL. Ninguém vira padre sem aceitar a TL nos seminários aqui.
Os gaúchos católicos de Porto Alegre, de Caxias do Sul e demais cidades, encontram refúgio no Priorado da FSSPX na cidade de Santa Maria. (Notem que Santa Maria foi a cidade do progressista Dom José Ivo Lorscheiter...)
Caramba, sem entrar na questão do exagero que é dizer que a Igreja no Brasil está toda ela tomada pelo marxismo: e daí que há padres formados pela TL? O catolicismo-romano se resume a esse ou aquele seminário, a este ou aquele sacerdote? No que isto impossibilita a fundação de um movimento conservador nos princípios católico-romanos e em nossa herança cultural?
Quer dizer que a boa gente católico-romana tem de apoiar o liberalismo, o laicismo, o republicanismo, os princípios maçônicos e a revolução contra nossas raízes só porque o Leonardo Boff existe?
Tampouco é necessariamente a escolha pelo mal menor, como alguns querem fazer parecer para poderem abrir, sorrindo, a perna para americanos maçons, liberais e laicistas.
É apenas a constatação simples de que, para além do exagero e da falsidade de que é dizer que a Igreja no Brasil é marxista, não há impedimento para que um movimento conservador no Brasil esteja baseado em princípios católico-romanos e em nossa herança cultural em vez de na mentalidade iluminista.
A não ser que se ache que estes princípios e esta herança não prestam e que bom mesmo é o estupro.
Olha, acho que o pessoal aqui gosta de ver TL onde não existe.
Que trechos dos documentos de Puebla e Medellín se poderiam identificar como "teelistas"?
Se se trata da coisa da "opção preferencial pelos pobres", isso é DOUTRINA DA IGREJA e não, em absoluto, TL.
O problema é que o neo-"conservadorismo" brasileiro está infestado do individualismo liberal, que vê em qualquer ação assistencial traços de "ideologia coletivista". A função social da propriedade, por exemplo, é outro item que esse pessoal tem uma imensa dificuldade de engolir. Mas é, da mesma forma, DOUTRINA DA IGREJA.
A Igreja sempre se opôs ao Liberalismo como ideologia e filosofia política. Não se escandalizem: a tradição da Igreja é unânime em ver o Socialismo como uma tentativa de dar uma solução às mazelas criadas pelos abusos do Capitalismo liberal. Só acontece que é um caso em que a solução proposta é pior (e muito!) do que o problema.
Como foi dito aqui: sem Capitalismo, não haveria Comunismo.
Ou, nas palavras do historiador (católico) Christopher Dawson: "O Comunismo é a reductio ad absurdum do Liberalismo".
...
Outro artigo interessante pra acrescentar a esse tópico: [http://www.worldandi.com/public/1986/october/mt10.cfm]
.
. It is largely, if not wholly, true that European conservatism is defined by its attitude to the Enlightenment. This is one important reason why it differs from American conservatism. The latter refers always to the American founding, but that Founding was itself largely a product of the Enlightenment. It is difficult to identify more characteristic achievements of the human political reason glorified by the Enlightenment thinkers than the Declaration of Independence and the U.S. Constitution. One might even say that traditional American conservatism seeks to preserve the Enlightenment while discarding the unpleasant radicalism of the French Revolution.
Ah, e a CNBB pode dar ainda suas escorregadas (e preparem-se: a próxima Campanha da Fraternidade é uma delas), mas é fato que a coisa tem melhorado muito, e a TL tem, sim, perdido muito de sua força (embora possa retê-la em certos pontos, e embora não se ensaie de forma muito consistente e conspícua uma reação inequívoca contra ela).
Quanto à RCC, embora haja abusos claros da parte de muitos de seus adeptos, comunidades etc., não há, em seus estatutos, vestígio de heterodoxia. Goste ou não, você pode até esperar uma atitude de correção disciplinar, mas não uma condenação expressa. Aliás, o "gosto" pessoal tem muito pouco a fazer nesse plano.
One of the greatest differences between European conservative thinking and American conservatism is the case of individualism. In the American context, individualism is taken as autonomy of citizenship and within strong communities; I could say America has had individualism as a basic autonomic culture from its beginning.
In Europe, in contrast, individualism is defended by those of radical enlightenment, those that you would call ‘liberals,’ cultural leftists. Within the French counter-revolutionary tradition there has always been a great hatred towards individualism because in the European context, individualism was a threat to tradition and religion; in America this was not the case and therefore American conservatives promote that individualism within community. In Europe that isn’t possible.
So why is it that leftist thinkers defend individualism in Europe? Because individualism is a means to impose a bigger government and a Marxist cultural revolution upon Europe. In Europe, individualism has never been a part of the traditional order or culture. The European culture has always been defined as a communitarian, limited government society where the local and regional communities, and institutions like the family, were the basis of European traditional culture; individualism has always been alien to our culture. European leftists chose individualism as a means to wipe out the traditional European social hierarchy.