Que 'patrulhamento ideológico', cara Jenna?
Você não precisa gostar de um certo tipo de celebração, e tem todo o direito de não freqüentá-la.
Só que o fato é que o canto popular em vernáculo e o uso de instrumentos como o violão não necessariamente corrompem o rito da Missa, mas certamente o fazem os ritos frenéticos, as batucadas dançantes etc. Você pode achar de péssimo gosto substituir o canto gregoriano por músicas do Padre Zezinho. Mas dado que nada haja de inapropriado nestas, tampouco pode condená-las.
É claro que você tem toda a razão em condenar as "missas afro".
É claro que os católicos têm toda a razão para velar pelas grandes tradições artísticas que compõem parte do grande patrimônio da nossa fé.
É claro que o canto gregoriano é a mais pura e legítima expressão dessa tradição, no que se refere à música litúrgica, e não por acaso é recomendado como a música litúrgica por excelência.
É claro que há diversos abusos da liturgia que vão muito além de uma mera violência ao bom gosto, e que ofendem a própria fé da Igreja. É claro que há pregações heréticas dos púlpitos, freqüentemente infectadas pelos germes do modernismo e da TL.
Em tudo isso eu já mostrei que concordo com você, e se você me ler direitinho, vai perceber que eu vinha falando isso o tempo todo.
Apenas ressaltei que não se pode, por uma questão de gosto, condenar como moralmente errado aquilo que não o é (a exemplo do canto popular - SÓBRIO - em vernáculo).
Sua indignação não tem procedência.
Só cabe salientar que aqui estamos a léguas de distância do assunto deste tópico.
Acontece que não é lícito a um católico associar-se a uma "paróquia" cismática, ainda que julgue que lá estão mais bem preservados os ritos tradicionais da Igreja.
Acontece que muito menos é lícito a um católico, para fugir a uma heresia modernista (a TL), aderir a uma outra (o liberalismo), MESMO QUE esta última seja em si mesma menos hostil à fé cristã (como eu já vinha dizendo). Uma tal posição DEFINITIVAMENTE NÃO é tradicionalista, nem "mais coerente" com os ensinamentos da Igreja, nem uma "reação justificada" à infiltração comunista da Igreja.
A Igreja já passou por muitas crises morais antes, algumas tão ou até mais graves do que a presente, e a solução NUNCA FOI o cisma.
A Igreja não tem culpa, pois é infalível, santa, imaculada, sem mancha e sem ruga.
Os pastores, sim, podem ter culpa.
Mas dizer que os quadros da Igreja (ainda no Brasil, que se dirá no mundo!) estão totalmente dominados pela TL e pelo modernismo não só é um exagero como uma tremenda injustiça àqueles pastores que realmente zelam pela salvação de seus rebanhos.
defendo sim aqueles católicos que por se cansarem desses abusos com vistas grossas das autoridades eclesiásticas deram jeito de cair fora e procurar outros meios.
O propósito é jogar fumaça no tópico. Ela quer dar a entender que, por causa da existência da TL e da esquerda na Igreja Romana (influência essa que ela exagera ao máximo), os católico-romanos devem se afastar da mesma e procurar outros meios.
Que meios seriam estes que a Jenna pensa que os católico-romanos devem buscar?
Ela não disse, mas já está mais do que nítido que o discurso é uma justificativa para apoiar o "conservadorismo anglo-saxão".
Como eu disse lá atrás, essa sinonimização de comunismo e catolicismo-romano serve apenas para que se defenda o iluminismo progressista de consciência pretensamente limpa.
O pequeno detalhe que a nossa cara Jenna quer varrer pra debaixo do tapete é que, mesmo que se combata a TL no Brasil por ser herética, mesmo que se combatam os desvios e abusos doutrinários e litúrgicos presentes na CNBB e paróquias pelo país afora, defender o modelo americanista não é solução, pois este é também anti-católico.
Agora, apliquemos o raciocínio de Jenna aos "conservadores" dos Estados Unidos. Será que eles não foram também infectados pelo vírus keynesiano, social-democrata, esquerdeiro enfim?
60% dos norte-americanos se dizem conservadores, e no entanto Obama foi eleito com mais da metade dos votos.
O CFR controla o planejamento de longo prazo dos USA, tanto as administrações de republicanos quanto de democratas estão associadas à esta organização e a seu globalismo.
Há vários indícios e evidências de influências de organizações suspeitas sobre a elite política norte-americana, não sendo a Skull and Bones a menos famosa delas.
As administrações norte-americanas sustentam a ONU, organização criada como instrumento da hegemonia do Tio Sam.
Os governos republicanos convivem com uma máquina estatal cada vez maior e mais pesada nos bolsos dos contribuintes, uma máquina perdulária e irresponsável em termos fiscais.
Esse Estado é também cada vez mais invasivo nas liberdades privadas e relações familiares, tal como Maria chamou a atenção em algum ponto do início desse tópico.
San Francisco é a capital gay do universo.
Dentre os líderes do Partido Republicano estão John McCain, Sarah Palin e Arnold Schwazenneger.
E ainda tem o Reverendo Moon...
A direita norte-americana, segundo os critérios da Jenna, representa muito mal até mesmo a "tradição" conservadora anglo-saxã. Talvez seja o caso da Jenna repensar o seu apoio a essa grande porcaria. Eu a defenderei se, como os paleoconservatives dos USA, ela se afastar do mainstream político do nosso grande irmão do norte.
A influência da esquerda na Igreja Romana deve ser combatida, é claro. Os debates em torno do Vaticano II não vão parar tão cedo.
Mas nada disso deve cegar ninguém para os seguintes fatos:
1) o iluminismo progressista e liberal representado pelo modelo americano não é solução para nenhum católico-romano, seja ele ou não tradicionalista, seja ele "pré" ou "pós" conciliar, seja ele simpático ou não à RCC, seja ele ou não fiel ao rito tridentino, prefira ele música popular ou canto gregoriano em suas paróquias.
2) as raízes do Brasil, profundas em todas as dimensões da nação, estão ligadas ao catolicismo-romano, e o modelo anglo-saxão é alienígena e progressista em relação a elas. Eu, que sou cristão ortodoxo, e portanto cismático na visão de qualquer bom católico-romano, sei reconhecer esse óbvio ululante.
É claro que não é lícito associar-se a heresias. É claro que as missas afro e a TL são ilícitas e condenadas pela Igreja. RCC é outro caso: embora haja abusos por parte dos fiéis, não há razão doutrinal para condená-la. Pode-se não gostar dela, mas aí a questão é outra.
De qualquer modo, André Luiz voltou ao fulcro da questão. E, até aqui, nenhuma resposta de Jenna ou de quem quer que se tenha oposto à posição defendida por Uriel e André Luiz sequer encostou no problema.
Invariavelmente desviaram-se para "aquilo que está errado na Igreja", como se isso fosse razão suficiente para abandonar a tradição católica e abraçar alegremente uma ideologia expressamente contrária à doutrina da Igreja de qualquer tempo.
Acontece que o "conservadorismo anglo-saxão" é em si uma ideologia revolucionária, que se propõe construir um novo modelo de civilização pautado em princípios iluministas.
Se esse é o "único conservadorismo que resta", parece que não resta nenhum.
Existe, contudo, um verdadeiro tradicionalismo (cristão, ocidental), que finca raízes na doutrina social da Igreja, e que é o responsável pela própria construção da identidade nacional brasileira (além da língua, a religião católica é o principal 'cimento social' que torna o Brasil, do Oiapoque ao Chuí, mais do que um Estado, uma Nação).
É isso que os "conservadores" brasileiros têm desprezado, algumas vezes sob o pretexto de que a Igreja no Brasil estaria irremediavelmente contaminada de comunismo, e de que a única solução neste caso é alinhar-se política e ideologicamente ao modelo norte-americano (que nunca foi o nosso e, portanto, não poderia em qualquer sentido ser "conservado").
"Não há cultura doméstica, tradições nacionais, símbolos de continuidade familiar."
E isso PRECISAMENTE PORQUE se perdeu nas brumas a verdadeira matriz católica e ibérica (conquanto miscigenada) de nossa cultura.
Justamente porque o Brasil voltou as costas ao verdadeiro conservadorismo católico que compôs a sua identidade, e que até princípios de séc. XX inúmeros pensadores de peso no mundo todo viam como verdadeira semente de um destino grandioso.
É claro que a infiltração comunista na Igreja brasileira é coisa gravíssima, e um de nossos principais problemas. Mas antes disso tivemos a dominação maçônico-iluminista de nossas instituições e da educação nacional, que muito serviu para propiciar a atual situação. Não se pode simplesmente olhar para uma coisa e fazer vistas grossas à outra.
Pois é, Josué. Mas eu, que sou reacionário, quero mesmo é reverter as tendências atuais; e não me acomodar em algum psdb da vida que porventura tenha se tornado mainstream.
Interessantíssimo debate, esse - parabéns às duas debatedoras, Jenna e Maria.
Eu vejo que ambas têm um ponto de razão - de que tamanho é o Mal que se instalou, e o que fazer para combatê-lo? Até que ponto há um comprometimento, quão generalizado ele é, até que ponto é possível revertê-lo, e como?
Vão em frente, meninas!
Eu realmente já me senti muitas vezes indecisa na hora de formar uma opinião. São muitos os cardeais espantosamente comprometidos com o Mal, e ao mesmo tempo eu também já senti a força da fé católica muitas vezes, em inúmeros lugares. Estou ansiosa para ver o que cada uma pensa a respeito, se a Igreja Católica Romana vai bem ou se vai mal, e quão bem e quão mal...
Em tempo: ainda temos a Fernanda participando, esqueci de mencionar.
Eu sou a menos feminista das criaturas, mas achei bom ver as mulheres da comunidade debatendo esse assunto, que eu acho muito importante.
Há um mundo cristão viável fora do Catolicismo Romano? O paradigma cristão pode ser mantido sem a força vital deste Catolicismo Romano?
Com debatedoras tão boas, eu creio que não preciso temer que o debate deixe de manter o seu bom nível. Normalmente eu evito estimular discussões religiosas, com medo de ofensas, mas em vocês eu confio.
O resumo disso tudo é que um posicionamento conservador no Brasil (e na América Latina) não precisa ser necessariamente americanófilo de forma incondicional.
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Todo o resto é histeria.
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Anti-americanismo histérico e americanismo entusiasmado não são as duas únicas alternativas possíveis.
Pode haver um pró-americanismo com reservas.
Pode haver um anti-americanismo cultural que só é pró-americano em geopolítica por motivos táticos ou pragmáticos.
Uma cousa é o posicionamento intelectual; outra as acções práticas.
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Esses direitistas daqui são americanizados demais e excessivamente puxa-sacos do Partido Republicano e do Bush.
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E é um exagero ridículo dizer que toda a Igreja Católica no Brasil é "comunista". Embora também seja burrice negar a penetração comunista e pró-comunista no clero.
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"É porque me lembrei dos maconheirinhos esquerdistas da ONG no filme "Tropa de Elite", que diziam que tinham "consciência social" para ficar bem com a malandragem."
Sim, eu percebi que sua referência foi o filme Tropa de Elite.
Mas sei que você estava só brincando.
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O problema, Caio, é que alguns acham realmente que ter consciência social é "coisa de esquerdista". Agora a esquerda tem o monopólio da consciência social!!?
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No filme, a moça da ONG que colaborava com o Comando Vermelho pede ajuda ao policial, quando os amigos dela são raptados pelos traficantes que antes eram "amigos" deles. O policial, que sabe que eles já devem estar mortos, responde com sarcasmo a moça, dizendo a ela que peça ajuda ao chefe do tráfico no morro (o "Bahiano"), pois ele [o Bahiano] deve ter "consciência social".
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A questão é que quando o policial (o Matias, não?) diz isso, ele está sendo IRÔNICO; pois ele sabe muito bem que o traficante Bahiano NÃO tem consciência social p*rra nenhuma e sim é um bandido.
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Ele, o policial, tem muito mais consciência social do que os alienados maconheiros da ONG e tem obviamente muito mais consciência social do que os traficantes do "Movimento".
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Mas a olavete assiste o filme e fica entendendo ao pé da letra que "ter consciência social é cousa de bandido e de esquerdista!" e que "consciência social = esquerda" e que portanto consciência social é ruim. (!)
"Pois a indefinição quanto às terminologias nesse debate tem me deixado zonzo. Seria humanamente possível pregar em Burke o rótulo de "iluminista"?"
Burke apoiou os colonos na revolução americana por motivos econômicos. Possivelmente depois quando em 1989-90 publicou as "Reflexões" com que todo aquele discurso de união com o passado, costumes, instituições, "espírito de um povo", condena à projetos de sociedades teoricamente perfeitas, consideraria os EUA algo similar à França.
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"Seria humanamente possível pregar em Burke o rótulo de "iluminista""
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Li pouco de Burke mas talvez. O conservadorismo britânico é em grande parte fruto do Liberalismo.
E Burke jovem era um anarquista.
vide
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. Edmund Burke, Anarchist
by Murray N. Rothbard
. http://www.lewrockwell.com/rothbard/rothbard11.html
"A Igreja já passou por muitas crises morais antes, algumas tão ou até mais graves do que a presente, e a solução NUNCA FOI o cisma."
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A Igreja na Europa sobreviveu ao RENASCIMENTO (além da Reforma) e à REVOLUÇÃO FRANCESA - e uns exaltados acham que a Igreja na América Latina "acabou" por causa da teologia da libertação... Isso sim é que é derrotismo.
A direita norte-americana, segundo os critérios da Jenna, representa muito mal até mesmo a "tradição" conservadora anglo-saxã. Talvez seja o caso da Jenna repensar o seu apoio a essa grande porcaria. Eu a defenderei se, como os paleoconservatives dos USA, ela se afastar do mainstream político do nosso grande irmão do norte.[2]
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Jenna Bush é mais Republicana do que conservadora.
E continuo perguntando: ela é bogus do Prof. Olavo ou da dona Roxana?
Pois é, Uriel. Burke criticava a tentativa dos franceses de aplicar os princípios da ciência à materia - nunca quantificável - da vida social, e mesmo assim mantinha relações curtas com a filosofia extremo-empirísta de Hume. Boa parte do "Reflexões" foi calcado no empirismo humeano.
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Falta à Jenna CONSCIÊNCIA HISTÓRICA, SENSO HISTÓRICO.
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Ela é mui apressada em dar o atestado de óbito à Igreja, às tradições latinas etc.
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Ora, a cristandade européia sobreviveu ao RENASCIMENTO (a Renascença).
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A Igreja e o conservadorismo na Polônia sobreviveram ao COMUNISMO. E seria estúpido dizer que o conservadorismo acabou na Polônia:
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vide . http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,AA1312800-5602,00.html
. http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,3669718,00.html
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Mas pouco tempo atrás aparentava ter morrido da mesma forma como afirmam hoje que a KGB ainda domina todo o leste europeu e portanto "tá tudo dominado" e não há esperança, pois isso seria irreversível etc.
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Quarenta anos de revolução cultural não é tempo suficiente para declarar como morta a Igreja nem o conservadorismo.
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VIVA FRANCO!
Foi dito aqui:
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"Eu apoio sim [o conservadorismo anglo-saxão] porque é o único que ainda sobreviveu."
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A premissa (de que é o único conservadorismo que sobreviveu) é discutível mas for the sake of argument (pelo bem da discussão) concedamo-lo e façamos de conta que é verdade.
. O único conservadorismo que sobreviveu é o anglo-saxão. Ok. Daí se segue então que devemos apoiá-lo (mesmo ele sendo Iluminista, incompatível com o catolicismo etc)????
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Bom, sim.
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Faz sentido.
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Faz sentido taticamente, pragmaticamente e geopoliticamente.
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Mas daí NÃO se segue que você DEVA apoiá-lo de coração.
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Daí NÃO se segue que você deva suspender toda crítica a ele.
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Daí NÃO se segue que você deva prostituir sua consciência e ADERIR a ele.
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Faz sentido (apoiá-lo) se você é um político e atua politicamente e procura uma aliança [contra um inimigo comum] com grupos conservadores anglo-saxões de expressão (por exemplo, o governo americano, os Republicanos etc).
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Mas se você não é político nem militante e é apenas um leitor ou espectador do mundo que apenas trabalha ou estuda e não tem actuação política, então você não tem porque apoiar essa merda e tem todo direito de continuar criticando e descendo o pau.
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"o que é o conservadorismo ibérico?
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É o conservadorismo que se baseia na Doutrina Social da Igreja - com "consciência social" e "opção preferencial pelos pobres" (por favor, segurem a ânsia de vômito, Liberais austríacos!)
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É o conservadorismo católico, pró-monarquia.
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É o conservadorismo atento às tradições culturais latinas e que não despreza nem odeia o homem latino (passional, supersticioso etc) e nem tenta transformá-lo em um inglês fleugmático ou em um americano WASP.
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É o conservadorismo que sabe que tradições e modelos anglo-saxões alienígenas não podem ser totalmente implementados em um país latino com sucesso. Que não vê no "patrimonalismo" e "personalismo" latino apenas um mal a ser extirpado (e substituído pelo modelo inglês) mas também um traço cultural que tem de ser levado em conta e com o qual tem necessariamente de se lidar (ligado a laços familiares).
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É o conservadorismo que não é anti-autoridade nem individualista. Que sabe que o individualismo é algo americano e não latino.
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É o conservadorismo que não odeia o Brasil e nem acha que os latinos sejam "gentinha".
É o conservadorismo de Suassuna, Antonio Conselheiro e também de Gustavo Corção.
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vide . http://www.permanencia.org.br/gustavocorcao/Artigos/suassuna.htm
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e . http://www.permanencia.org.br/gustavocorcao/Textos/suassuna.htm
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Monárquico, católico, anti-liberal, anti-protestante e anti-maçônico.
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(e, sim, Dom Pedro tomou atitudes anti-clericais inspiradas pelo seu compromisso maçônico. O Kaiser apoiou os bolcheviques para usá-los contra a Rússia. Não vejam por favor no pró-monarquismo nenhum personalismo ou idealização deste ou daquele monarca.
"Do que adianta lutar por uma causa que se sabe estar completamente perdida? "
QUEM É QUE ESTÁ LUTANDO POR ESTA OU AQUELA CAUSA? Você é político, Josué? É militante?
O facto de algo ser a tendência dominante hoje NÃO significa que eu seja obrigado a ser a favor dessa merda - só porque é a tendência dominante!
Pqp
O que dizer da TFP, Arautos do Evangelho, Montfort e cia?
O príncipe imperial D. Luís de Orleans e Bragança e seu irmão dinasta D. Bertrand de Orleans e Bragança são membros da TFP-Fundadores. Uma dissidência da TFP, que é ainda mais conservadora.
Creio que os Arautos e a FSSP(Fraternidade Sacerdotal São Pedro) são umas das poucas ordens instituições católicas em comunhão com a Igreja(vide FSSPX cismática) conservam a doutrina católica.
Bom de acordo com a definicao de conservadorismo iberico de Uriel acima, a america latina numca saira da miseria entao...por isso que uma mudanca cultural e importante pro brasil.
José Pedro Galvão de Sousa é um autor conhecido e respeitado... na Itália, na Espanha, em Portugal, na Argentina. Precisei estudar com um grande professor católico (Danilo Castellano) em Udine para ouvir falar dele.
"Ninguém vai deixar de ser monarquista, ou "conservador ibérico", se reconhecer que eventos e idéias apreciáveis e podem surgir em qualquer contexto. Basta não perder o "centro"."
Se fosse somente reconhecer idéias apreciáveis a discussão nem estaria acontecendo. O que se tem aqui é militância de algo que nunca experimentaram e só assistem de longe; a não ser aqueles que estudam e tiram uma base somente teórica ou os que vivem nos EUA e UK.
Uma coisa é abrir-se ao diálogo. Outra é se deixar assimilar. Nem sequer há a possibilidade de um diálogo proveitoso se não há, ao princípio, a formação de uma identidade própria.
Precisamente por isso foi possível e proveitoso ao pensamento cristão o contato com as idéias de matriz helênica, ou com as realizações da cultura árabe, para não falar da cristianização de Roma e da "canalização" dos valores dos povos bárbaros para a construção da Cristandade européia. Em nenhum dos casos, tratou-se de capitulação. Cumpre evitar um puritanismo estéril para saber aproveitar o que há de bom em cada cultura, e mesmo em sistemas filosóficos alheios, na sua origem, à nossa identidade religiosa e cultural.
Uma cultura se vivifica no contato com outras. Mas é preciso que se encontre firme em sua identidade, para que não corra o risco de se diluir num angu indigesto qualquer.
Por exemplo: colocou-se aqui a questão "tal 'conservadorismo ibérico' é compatível com o liberalismo econômico?". Se entendermos por "liberalismo econômico" a defesa da liberdade de comércio e da mínima intervenção estatal na economia, a resposta pode perfeitamente ser "sim", desde que seja esta uma via para a humanização das relações econômicas, para a restrição ao uso abusivo das prerrogativas do Estado etc. O que não se pode fazer é transformar a liberdade do mercado em princípio absoluto ou fim último da atividade econômica, visto que esta (a exemplo de qualquer outra atividade) deve estar orientada para o supremo bem do homem.
Da mesma forma com a Democracia: esta pode ser vista como meio legítimo de governo, mas não como fundamento último da autoridade temporal (como ocorre no Iluminismo). Lembremos ainda que "democracia" não é sinônimo de "república", e uma monarquia pode perfeitamente usar-se da democracia como instrumento de governo.
Sobre Burke, parece-me que ele faz parte de um movimento interno ao iluminismo inglês, que tenta contrabalancear a um racionalismo mais cru um apelo mais forte às emoções e à tradição estabelecida (sustentada com uma certa autoridade do equilíbrio e da adaptação). Neste ponto, aliás, ele muito se aproxima de Hume, que era também um "conservador" no sentido inglês do termo.
"a) Os 'frutos podres' não são do Vaticano II, são da má interpretação que fizeram de seus documentos, por terem uma linguagem ambígua.
b) Os abusos são condenáveis sim, mas não condene a Igreja junto e não culpe o Concílio da desobediência dos modernistas.Pois aqueles que propagam heresias não respondem pela Igreja e sim por si mesmos, já que a Igreja é infalível."[2]
e:
"A Igreja na Europa sobreviveu ao RENASCIMENTO (além da Reforma) e à REVOLUÇÃO FRANCESA - e uns exaltados acham que a Igreja na América Latina "acabou" por causa da teologia da libertação... Isso sim é que é derrotismo." [2]
"Sobre Burke, parece-me que ele faz parte de um movimento interno ao iluminismo inglês, que tenta contrabalancear a um racionalismo mais cru um apelo mais forte às emoções e à tradição estabelecida (sustentada com uma certa autoridade do equilíbrio e da adaptação). Neste ponto, aliás, ele muito se aproxima de Hume, que era também um "conservador" no sentido inglês do termo."
A única obra de Burke que li foi o "Reflexões"; obra que argumenta no campo puramente material, sentimental, e se resume na análise típica de um humeano de que não podemos predizer um fenômeno antes de vê-lo - referindo-se no caso, ao projeto que os revolucionários franceses ostentavam ser desenhadores. Pra americanófilo é um prato cheio pra "debater-refutar" materialismo histórico no orkut. Só.
"Bom de acordo com a definicao de conservadorismo iberico de Uriel acima, a america latina numca saira da miseria entao...por isso que uma mudanca cultural e importante pro brasil."
A primeira miséria a ser sanada é a espiritual, por conseqüência vem a cultural, social, e a econômica numa escala de valores com certeza não seria, acredito eu, pra um "conservador ibérico-latino", prioridade.
COMO, eu me pergunto, COMO é possível alguém ser simultaneamente modernista e fiel a Roma? Eis um belo exemplo de contradição em termos.
Jenna insiste em jogar fumaça no tópico, como bem apontou André Luiz. Evidentemente, posicionar-se CONTRA o erro moderno do liberalismo não implica em associar-se ao erro moderno do socialismo, aos abusos litúrgicos dos modernistas, à TL etc.
Com um pouco de humildade, cara Jenna, talvez você venha a entender isso.
Jenna também pensa que, se não julgarmos que Santa Igreja de Cristo (contra a qual Ele assegurou que as portas do inferno não prevaleceriam) está inteiramente destruída e arruinada pelas forças do mal, estaremos ipso facto comprometidos com essas mesmas forças malignas.
Caso você se dê o trabalho de observar, cara Jenna, ninguém está negando ou amenizando o fato de que HÁ elementos perniciosos, particularmente aqueles ligados ao comunismo, infiltrados nos quadros da Igreja, abusando da fé dos cristãos e promovendo a anarquia litúrgica. Ninguém está, tampouco, justificando-os, declarando-os fiéis a Roma, pregando a obediência do povo cristão a sacerdotes hereges.
Estamos tão-somente asseverando que, não obstante a existência de tais forças, isso não é e nunca será suficiente para destruir a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Além do que, HÁ inúmeros sacerdotes, bispos, comunidades religiosas que são fiéis à doutrina e à tradição da Igreja (e obedientes ao Papa, não cismáticos!), e que verdadeiramente zelam pela salvação de seus rebanhos, o que o seu catastrofismo a impede de reconhecer.
"A única obra de Burke que li foi o 'Reflexões'; obra que argumenta no campo puramente material, sentimental, e se resume na análise típica de um humeano de que não podemos predizer um fenômeno antes de vê-lo - referindo-se no caso, ao projeto que os revolucionários franceses ostentavam ser desenhadores. Pra americanófilo é um prato cheio pra "debater-refutar" materialismo histórico no orkut. Só."
É interessante notar que praticamente o mesmo argumento sustenta o "conservadorismo" de um Popper, tão querido aos liberais modernos e adepto do progressismo piecemeal.
Tal progressismo gradual, fundado sobretudo em razões epistemológicas e no "valor natural" das emoções humanas (e eventualmente corroborado por uma "religião natural"), parece ser o traço comum do "conservadorismo" anglo-saxão, e evidencia claramente suas raízes iluministas.
"Você está sendo excessivamente crítico com o "conservadorismo anglo-saxão", e demais indulgente com o que qualificou "conservadorismo ibérico"."
ênfase retórica da minha parte (acção e reacção).
Vocês em geral é que estão sendo "excessivamente críticos" com o conservadorismo ibérico (integrismo e catolicismo ultramontano) e "por demais indulgentes" com o conservadorismo anglo-saxão.
É que vocês só conhecem o conservadorismo via Olavo - e Olavo é o maior divulgador do conservadorismo americano no Brasil.
Não acho que o capitalismo industrial (que representa a proletarização da mulher, do artesão e do camponês) e o atual sistema financeiro internacional (da especulação, ações e usura) sejam modelos excelsos.
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Não acho que o modelo americano de altíssimo poder aquisitivo (onde qualquer entregador de pizza tem I-pod, TV de plasma e carrão) seja necessariamente justo ou desejável (ou mesmo imitável e sustentável em escala global).
Abomino o capitalismo made in china de itens descartáveis massificados produzidos em larga escala.
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Uma das cousas que destruiu o Brasil foi sua acelerada e irresponsável urbanização e industrialização (por isso odeio JK e Vargas).
. O poder aquisitivo e renda pode ter aumentado, mas outros frutos foram o êxodo rural, o desemprego, a prostituição, poluição, desestruturação da família e vida comunitária, destruição da cultura popular tradicional, piora do trânsito de veículos, favelização, o aumento da criminalidade e a queda da fertilidade/taxas de natalidade.
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Na Bíblia, o fundador da primeira cidade é o fraticida Caim. Isso deve ter algum significado.
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Sim, impostos abusivos (como os nossos) são tirania.
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Mas não acho que o capitalismo liberal americano seja exaltável apenas porque lá os tênis da Nike e os I-pods são mais baratos.
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Não vejo graça no American Way of Life.
O fast-food está arruinando a saúde daquela nação.
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(morei nos EUA; por cinco meses apenas, é verdade. E estudei em países anglófonos como a Austrália e Nova Zeilândia.
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Gosto mais da cultura de influência celta (e não só anglo-saxônica) que encontrei na Austrália e parte do Sul dos EUA, dos irlandeses etc. E ela tem mais afinidade com a cultura latina e meditterânea (a eslava também, por incrível que pareça).
Da minha parte, não fiz nenhuma conjectura sobre a sua pessoa. Somente observei a incoerência do que você pensa e defende precisamente por dar fé à sua sinceridade em pensá-lo e defendê-lo.
Quanto a Nandy, ele apenas emitiu o juízo de que, com base no que você tem escrito neste tópico, você não deveria ser levada a sério. Outra vez: não percebo as conjucturas a respeito da sua eminentíssima pessoa.
Isto é, a menos que você se arrogue como parte essencial da sua personalidade a necessidade intrínseca e absoluta de ser levada a sério ou de não incorrer em incoerências argumentativas.