"Quando vocês deixam de argumentar sobre a mensagem e passam a atacar diretamente o mensageiro, isso significa que esgotaram-se todos os argumentos razoáveis e cairam apenas no bla-bla-bla orkutiano que não leva a nada.
Então nem percam seu tempo em tecer conjecturas sobre o que acham ou deixam de achar sobre a minha pessoa."
Não é necessário argumentos muito consistentes contra uma incoerência tão descarada como é essa sua. E nessa postura que mantém, que não vê ou não quer ver, a única saidinha é se fazer de vítima mesmo.
''O orgulho leva ao ódio a toda superioridade, e, pois, à afirmação de que a desigualdade é em si mesma, em todos os planos, inclusive e principalmente nos planos metafísico e religioso, um mal. É o aspecto igualitário da Revolução.
A sensualidade, de si, tende a derrubar todas as barreiras. Ela não aceita freios e leva à revolta contra toda autoridade e toda lei, seja divina ou humana, eclesiástica ou civil. É o aspecto liberal da Revolução.
Ambos os aspectos, que têm em última análise um caráter metafísico, parecem contraditórios em muitas ocasiões, mas se conciliam na utopia marxista de uma paraíso anárquico em que uma humanidade altamente evoluída e "emancipada" de qualquer religião vivesse em ordem profunda sem autoridade política, e em uma liberdade total da qual entretanto não decorresse qualquer desigualdade.
A Pseudo-Reforma foi uma primeira Revolução. Ela implantou o espírito de dúvida, o liberalismo religioso e o igualitarismo eclesiástico, em medida variável aliás nas várias seitas a que deu origem.
Seguiu-se-lhe a Revolução Francesa, que foi o triunfo do igualitarismo em dois campos. No campo religioso, sob a forma do ateísmo, especiosamente rotulado de laicismo. E na esfera política, pela falsa máxima de que toda a desigualdade é uma injustiça, toda autoridade um perigo, e a liberdade o bem supremo.
O Comunismo é a transposição destas máximas para o campo social e econômico.
Estas três revoluções são episódios do uma só Revolução, dentro da qual o socialismo, o liturgicismo, a "politique de la main tendue" etc. são etapas de transição ou manifestações atenuadas.
Eu era pra ter postado esse primeiro: ''Este inimigo terrível tem um nome: ele se chama Revolução. Sua causa profunda é uma explosão de orgulho e sensualidade que inspirou, não diríamos um sistema, mas toda uma cadeia de sistemas ideológicos. De larga aceitação dada a estes no mundo inteiro, decorreram as três grandes revoluções da História do Ocidente: a Pseudo-Reforma, a Revolução Francesa e o Comunismo (cfr. Leão XIII, Encíclica "Parvenus à la Vingt-Cinquième Année", de 19-III-1902 -- "Bonne Presse", Paris, vol. VI, p. 279).''
A frase é de S. Pio X: “os verdadeiros amigos do povo não são revolucionários, nem inovadores, mas tradicionalistas.” (Notre charge apostolique).
É interessante o artigo do Contra Impugnantes chamado Um “quodlibet” antiliberal: http://contraimpugnantes.blogspot.com/2008/11/um-quo…liberal.html
"Gosto mais da cultura de influência celta (e não só anglo-saxônica) que encontrei na Austrália e parte do Sul dos EUA, dos irlandeses etc. E ela tem mais afinidade com a cultura latina e meditterânea (a eslava também, por incrível que pareça)."
Uriel,
teria alguma indicação de site ou livro sobre isso?
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Fui informado de que alguns membros desta comunidade procuram por "conservadorismo ibérico" (ipsis literis) no Google e, como nada encontraram, concluíram que tal cousa não existe, inaugurando assim um novo tipo de argumento - o argumento ad Google. (!! ah, esses jovens...)
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"Conservadorismo ibérico" foi obviamente apenas a minha forma de me referir a um pensamento e posicionamento "conservador" ou tradicionalista ou cristão que seja "nosso" e católico, em contraposição ao conservadorismo pragmático, liberal, protestante e individualista dos anglo-saxões (conservadorismo esse que não surgiu na cultura inglesa por acaso. A esquerda inglesa também é diferente da esquerda latina. A culinária também, vocês sabem...).
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Para os conservadores europeus do início do século XX os EUA representavam a esquerda internacional. Ou as forças progressistas. Hoje os EUA representam a direita. Não foram os EUA que mudaram tanto. Foi o mundo que deu uma guinada pra esquerda, de modo que o máximo de conservadorismo hoje "aceitável" no mainstream político é o pró-americanismo.
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Perguntem à Espanha e suas (ex) colônias.
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Pretendo postar algo mais aqui sobre isso se alguém interessar. Pedi ao Miguel, que entende disso, que postasse uma lista de "conservadores ibéricos" para conhecermos.
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Também quero aprender.
Miguel, pára de citar esses autores latinos mulatinhos esquerdistas! Vamos ler Ann Coulter e escutar Rush Limbaugh, Savage e Bill O´Reilly e ler a World Net Daily, que é mais importante!
En não proporia que nenhum católico abandonasse o Catolicismo para abraçar qualquer outra coisa - mas acho que a influência da TL e das comunidades de base como fator favorável à esquerdização não só do Brasil - mas de TODA a América Latina - foi e é inegável e monumental.
É claro como água que houve uma alteração profunda na Igreja Católica Romana desde João XXIII e Paulo VI - com o tal "foco no homem", e a tal "preocupação com o homem". Julgo FUNESTO, isso. O transcendente se subordina ao imanente e acaba sendo ANULADO por ele , e se isso não é o próprio CERNE da ideologia marxista, então não sei o que seja! TODA a doutrina marxista se fundamenta, se baseia, em que o homem é sua própria medida, começo, meio e fim. Suas circunstâncias materiais são TUDO o que interessa e TUDO o que existe - fora delas não há mais nada. E este imanentismo, com as minhas desculpas aos católicos, invadiu a Igreja Católica Romana de forma avassaladora e por um bocado de tempo. Quero crer que providências foram tomadas, e que há uma luta para recuperar o espaço perdido para tamanho mal - mas ele, o mal, está feito, infelizmente.
Me parece óbvio que todas as virtudes, a bondade, a caridade, a compaixão, o amor ao próximo - devem ser exaltadas e sinceramente praticadas - mas provêm todas da Transcendência, e como tal devem ser entendidas. Este é O PONTO para qualquer religião! Do momento em que se separa aquilo que é transcendente da Transcendência, todas essas coisas se transformam em "outra coisa" - e deixam de carregar, em si, a mensagem divina. É, repito, o transcendente anulado pelo imanente.
E é ESTA, precisamente, a revolução que eu vejo - aquela que devemos evitar a qualquer custo.
Perdão pela participação meio tardia e meio que "de paraquedas" no tópico, mas eu TINHA que dizer isto.
O imanentismo não pertence apenas aos marxistas: os liberais (no sentido usado aqui) também vivem sob este mesmo modelo de pensamento.
O que UNE um capitalista meta-globalista-mega-capitalista e um comunista convicto é PRECISAMENTE ISTO - a noção de que NADA existe fora das circunstâncias materiais. Pode parecer estranho que haja uma ligação entre esses globalistas do capital e esses esquerdistas, mas na verdade a ligação é ÓBVIA, é inquestionável, é mesmo ESPERADA! Pois se eles compartilham um mesmo modelo de pensamento, um mesmo entendimento, uma mesma crença neste imanentismo! Os George Soros deste mundo têm MUITO MAIS em comum com os esquerdistas do que comigo, ou com vocês!
Bom, enfim. A transcendência do homem como filho de Deus não pode ser perdida, e o homem não pode não saber quem é.
Qualquer "Nova Ordem" que traga em seu bojo esta idéia de que só as nossas circunstâncias materiais importam, por mais "bem-intencionada" e "boazinha" e "humanitária" que pareça, É, sem sombra de dúvida, fruto da mentalidade revolucionária - a inimiga, a destruidora do homem verdadeiro. Se a logomarca da coisa é uma foice e um martelo, um cifrão, ou seja lá o que for, não faz a menor diferença.