Ouvi a mensagem atentamente, não tem nada essencialmente novo dito ali, perpassa por tudo que o Olavo já disse nos artigos: "Brilhando no Youtube", "Como se tornar um gostosão intelectual" e "O gostosão intelectual: curso intensivo", embora com um toque de apelo aos seus alunos do SF de que não se deixem intimidar com tais acusações levianas. O professor chega a dizer que trata-se mesmo de uma estratégia: uma vez que não conseguem confrontar a sua obra, partem para sua desqualificação perante seus alunos e leitores, a fim de desacreditá-lo diante do seu público.
O Olavo deixa claro que não quer seguidores, isso exigiria um hierarquia, uma organização com deveres e direitos recíprocos, mas somente forma homens, o principal objetivo dos seus cursos é formar personalidades, caráteres nada mais que isso, e que cada um pese em que lhe serve tê-lo como professor e que faça bom uso daquilo que com ele podemos aprender.
Olavete é a união de um nome próprio com uma gíria para formar uma terceira palavra com significado próprio: Olavo + tiete (admirador, fã) ou seja, admirador/fã do Olavo de Carvalho. Isto não ten ou não teria um sentido pejorativo, mas...
Po eu gosto muito do Olavo, quería ter a honra de conhecê-lo pessoalmente um dia; mas eu achei desproporcional o jeito como ele descascou o Sidney Silveira, que, pode ter cometido um equivoco, mas é uma boa pessoa, um cristão interessado e não merecia aquele fatality.
Eu tenho a impressão que o Sidney Silveira usa esta tática: Recolhe alguns nomes elogiados pelo Olavo (como Husserl e René Girard) e os critica apenas para atacar o Olavo de forma indireta.
Não digo isto apenas pelo texto acima. Já tive a mesma impressão lendo outros textos.
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E continuo com a impressão de que há uma certa hipocrisia nos textos dele. Comparem as duas citações (o sublinhado é meu):
1 - "No caso de um inimigo desleal que acuse de forma insana o seu oponente, inventando teorias sofisticadíssimas sobre as suas supostas más intenções do coração (pelo amor de Deus, nem mesmo a Igreja julga o foro íntimo!), a coisa é tremenda, e o conselho prudencial é o seguinte:"
2 - "Pois muito bem, não sou professor de malícia. Mas isto não implica dizer que não tenha a clara visão dela, quando se apresenta à minha frente, num espetáculo aterrador."
Ou seja, quando o Olavo julga, "nem mesmo a Igreja julga o foro íntimo", quando o Sidney Silveira julga, isto é fruto de "clara visão".
"Repito: o meu interesse por esses conteúdos e por qualquer opinião sobre a minha pessoa é, matematicamente, o seguinte: zero menos nada. Até porque prefiro confiar na Providência Divina, em lugar dos estratagemas humanos."
Como ele é santo!
"Por um desses emails fiquei sabendo que sou um “pérfido inconsciente”, conceito autocontraditório com o qual fui agraciado pelo professor, idéia que, por decoro, prefiro não destrinchar por aqui. Basta apenas dizer que a perfídia, conforme aprendi numa prova cabal extraída da obra do Aquinate, pressupõe a plena consciência do malefício na ação. Logo, um pérfido inconsciente é algo tão possível quanto um círculo quadrado."
Além de “pérfido inconsciente”, é burro. Nem conhece uma das funções das aspas, que é dar um sentido não literal à expressão.
"Continuaremos o modesto trabalho do Contra Impugnantes; da editora Sétimo Selo (que acabou de lançar seu último livro, e está finalizando o próximo); do Instituto Angelicum (com os DVDs); do SPES; etc. E não digo “modesto” por falsa modéstia — a propósito, como afirmava Santa Teresa de Ávila, humildade é caminhar na verdade —, mas porque é isso mesmo: um quase nada que oferecemos como uma espécie de serviço teológico, neste momento de crise eclesiástica. Se é de fato um trabalho bom ou ruim, meritório ou demeritório, entregamos ao julgamento do Pai do céu."
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Eu que sublinhei.
É um sujeito "inconsciente" mesmo. Um trabalho importantíssimo realizado pela editora sétimo selo! Ele, Sidney Silveira, de forma mentirosa, chama de "modesto"! Não está caminhando na verdade por falsa modéstia.
Quem espera que façamos um circo deste lamentabilíssimo episódio, se decepcionará muito. É claro que as acusações amalucadas ou insustentáveis (como a da tal “perfídia inconsciente”) serão respondidas devidamente, no tempo e na forma que julgarmos adequados.
Ou seja, farão um circo no tempo e na forma que julgarem adequados.
em qual comunidade foi postado isso? ou foi diretamente para o Olavo?:
"Um de meus alunos publicou no Orkut uma breve antologia dessas insinuações perversas, mal camufladas sob a aparência caricatural de elevadíssimas discussões doutrinais. Não preciso, portanto, repeti-las aqui." ....OdeC.
Se, em algum momento, eu achei que o Olavo exagerou, após ler os dois textos do Sidney, eu revejo minha posição e acrescento: O Olavo é uma alma caridosa, pegou até leve demais!
É exatamente o que o Olavo disse "o sujeito usa uma linguagem untuosa para vir depois com uma palmatória na mão", abjeto esse senhor Silveira.
"Não é como puro "repetidor do magistério" que você pode compreender qualquer situação concreta. É como homem - no sentido de uma alma formada pela totalidade das influências culturais absorvidas e organizadas numa síntese pessoal. Ora, pensar como homem, mas fazê-lo com pleno senso de responsabilidade, é precisamente o que se denomina "filosofar.
Como não é possível filosofar sem incerteza, sem um senso atemorizante da falibilidade humana, é compreensível que algumas mentes covardes se recusem a fazê-lo e prefiram refugiar-se na segurança absoluta de "repetidoras do Magistério infalível".
Me perdoem aqueles que admiram o Nougue, eu admito que o ignorava completamente até surgir esse embate, mas, debatendo com alguém calibre do Olavo, você oferecer uma deixa dessas "sou um mero repetidor de magistério", é pedir pra tomar chute no saco!
Não deu outra, o Olavo destruiu o cidadão sem dó nem piedade!
"Se fiz tal convite, foi exatamente porque queria mostrar, diante dele mesmo e de quem quer que assistisse a tal debate, que Olavo de Carvalho não entende o tomismo.
Olavo de Carvalho nem sequer leu extensa e intensamente a Santo Tomás; se o leu, não o entendeu; e, se o entendeu, não o sabe expressar."
Só os papagaios do magistério infalível podem entender S. Tomas??!! Ohh Sujeitinho pretensioso sem vergonha. Depois de apanhar ainda vem com esse ar de virtude superior....
Eu já imaginava que a coisa ia terminar mais ou menos assim. Para a turma do Carlos Nogué, o que importa realmente, o centro de suas vidas e suas almas, é tão somente defender o tomismo. Defendê-lo como um ente superior que paira no ar, como se fosse o próprio Deus, de toda e qualquer mancha de incerteza sobre o que se pode pensar a respeito dele. A coisa não é que beira o fanatismo, já ultrapassou o fanatismo há milhas.
O Olavo, como sempre, defende o que vale a pena ser buscado, conquistado e defendido: a integridade do ser e a honestidade intelectual, sem a qual nenhuma virtude possui consistência. Perfeita a colocação dele no vídeo.
O Sidney Silveira fez de tudo para procurar briga, mas tão logo ela começou foi pedir socorro ao Carlos Nougué alegando excesso de truculência e desonestidade por parte de seu adversário.
"Sidney se arroga título de "filósofo" e praticamente afirma que o papel que cabia a hierarquia da Igreja até meados dos anos 60, agora cabe a teólogos e filósofos como ele."
mais uma "estocada" do Silveirinha, o 171 do tradicionalismo católico:
"É, pois, totalmente equivocada a idéia (de cariz liberal, condenada de forma solene pela Igreja [e não por nós, pobres zé-ninguéns]) de que o católico pode ser uma espécie de livre-pensador que, em suas especulações solitárias de gabinete, erige uma obra filosófica à margem de qualquer verdade da fé, e apenas reza para não se afastar do Magistério."
o círculo mental do Silveirinha é incrível. Ele sempre diz que tudo que ele fala " é uma mera repetição do magistério infalível":
"Pois bem, quanto ao filósofo boca-suja, que tanto parece tê-lo deixado "magoado", a ponto de o sujeito dizer claramente, por escrito e em vídeo, que o engoliu a seco e em silêncio por dois anos, digo o seguinte: tratou-se de um bem-humorado exercício dialético, e a respeito de uma questão nada desprezível (a saber, de que linguagem deve fazer uso um filósofo, em seu ofício?). Texto no qual, no entanto, ficou demonstrada a força que tinha a disputatio — o extraodinário procedimento levado por Santo Tomás de Aquino a uma inaudita perfeição. Quanto aos demais textos em que o caro Prof. "pescou" no Contra Impugnantes alusões à sua obra (mostrando-se um atentíssimo leitor deste miserável blog), na verdade apenas apontam para uma posição doutrinária consagrada pelo Magistério bimilenar da Igreja. Somente isso. Ocorre o seguinte: alguma dessas objeções foi respondida a não ser com palavrões, acusações e detrações ferinas? Aqui, relembro o seguinte: no caso do "boca-suja", não se tratava de um texto sobre o uso do palavrão em todos os casos, mas sim de sua absoluta ineficácia como instrumento filosófico, pelas várias razões apontadas: gnosiológicas, antropológicas, metafísicas, morais e escriturísticas (estas últimas, no SED CONTRA). A propósito, para quem não leu o texto, o seu título é: QUESTÃO DISPUTADA SOBRE O USO DE PALAVRAS TORPES POR PARTE DO FILÓSOFO)."
eu já começo a achar que esse sujeito é consciente do que faz e na verdade está defendendo um "nicho de mercado". Ele resolveu ser o representante dos "tradicionalistas" burros que nada estudam, nem leem porra nenhuma, mas acham que isso é "piedade" e "fidelidade" ao magistério.
Mande-nos qualquer texto com uma só obscenidade escrita por um Santo, e ganhe todos os livros da editora Sétimo Selo — assim como os “DVDs” da coleção A Síntese Tomista
Que palhaçada é essa? Esse sujeito perdeu completamente o senso do ridículo?
Ele vai insistir nesse argumento de que santo não fala palavrões? Tudo bem, digamos que seja verdade, o problema é: desde quando o Olavo pretende a santidade?
A Igreja se vê "disputada" pelos comunistas e pelos tariqueiros, pelo visto. De um lado, a corja da "teologia da Libertação"; de outro, os pretensos donos do "magistério infalível".
A Igreja se vê "disputada" pelos comunistas e pelos tariqueiros, pelo visto. De um lado, a corja da "teologia da Libertação"; de outro, os pretensos donos do "magistério infalível".
Sim, Priscila. A verdadeira Igreja Católica está entre duas heresias. De um lado, a "teologia da libertação", do outro, o "tradicionalismo", pois tariqa é coisa de muçulmano.
Para maiores informações:
RODRIGUES, Paulo. Igreja e anti-Igreja. São Paulo: T. A. Queiros, 1985.
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 02 de junho de 2008
"A conduta humana não se dirige por abstrações, mas pela percepção direta e sensível das situações. É preciso que você “veja” com seus próprios olhos o mal e o bem. Seres humanos não aprendem só por ouvir dizer – mesmo que a Palavra ouvida seja a de Deus: eles aprendem pela experiência, pela demorada, trabalhosa e dolorosa distinção entre o bem e o mal não em definições gerais simples, mas em situações alucinantemente complexas e ambíguas da vida real."
Acompanhava esse entrevero entre o prof. Olavo e o Sidney Silveira com um pé atrás, mas depois desse concurso "Santo Palavrão" acho sinceramente que esse sujeito não é digno da mínima atenção.
😄 - Eu sei, meu caro amigo, que tariqa "é coisa de muçulmano"- mas só no NOME, né mesmo? A IDÉIA da tariqa é exatamente a MESMA de QUALQUER grupo "secreto" que escala "eleitos" com o objetivo espúrio de galgar o poder...
É NESTE sentido que eu os chamo, sim, de "tariqueiros".
Há grupos da Maçonaria que são tariqas. Outros que talvez não sejam. A tariqa é, em última análise, um grupo montado no sentido de obter poder por vias sub-reptícias de forma a se tornar, ocultamente, o "mandador".
Lendo a história deste papa Luciani eu enveredei EXATAMENTE por esses caminhos, que corromperam a Igreja de uma forma que eu AINDA não entendi inteiramente, como gostaria: mas, assim como entendi o assassinato, TAMBÉM entenderei quem está posicionado AONDE, na Igreja. Quem fez o quê e quem faz o quê DENTRO da Igreja - como serpentes lutando entre si...
Eu JAMAIS fico sem resposta. Eu acabo sabendo TUDO o que eu pergunto. Já comecei a ver: de um lado a Teologia da Libertação - de outro, um "tradicionalismo" falso e hipócrita que é igualmente odioso.
Isso não me parece fazer sentido.
A cabeça de Janus se divide em comunistas e liberais.
Além de lutar contra os dois, a resistência tradicionalista não tem poder na Igreja.
E, se há grupos sectários nesta ala que a ele pretendem, isto está longe de se dar.
Os de outras alas tem feito mais.
Demais, por Teologia da Libertação entende-se apenas os comunistas na Igreja da América latina. Os sectários da ala progressista são mais que isso.
a razão de eu ter postado ele aqui é que o próprio Olavo divulgou esse texto HOJE no Facebook, eu já imaginava que muitos aqui já o conheciam, mas o tópico eu não conhecia, obrigado!
Achei muito pertinente a objeção do Olavo à crítica que Sidney costuma fazer da gnoseologia husserliana (ao menos a do "primeiro Husserl", das Investigações Lógicas*), crítica que sempre achei extremamente problemática.
Ao se pronunciar sobre a tal "intuição das essências", me parece que Sidney confunde intuitivo com imediato. De fato não é possível inteligirmos essências sem abstração, mas isso não significa que a abstração não se dê no ato mesmo de percebermos a coisa, e é esta fundamentalmente a contribuição de Husserl. É óbvio que a nota verdadeira – isto é, em que nosso intelecto seja adequado ao objeto – só pode ocorrer, como qualquer ato humano, após um determinado percurso no tempo. Mas a identificação das coisas apresentam-se imediatamente à inteligência. Posso não perceber este homem em sua plenitude, mas sei que é homem e não um asno ou uma pedra.
* Já notei que praticamente todas as menções do Sidney a Husserl referem-se ao Meditações Cartesianas, uma obra consideravelmente inferior ao Investigações Lógicas, mormente no trato da gnoseologia, onde ela se apresenta muito mais sofisticada e inclusive mais próxima do aristotelismo e de diversas outras teses escolásticas. Claro, não se pode negar uma certa proximidade aqui entre Husserl e Scotus, o qual os tomistas tanto abominam (a meu ver, com exagero e histeria).
Parece-me um erro considerar que a única maneira de se ter notícia da nobreza de um ente seja por meio do seu operar. Tal exclusivismo seria o equivalente a dizer que hinc et nunc, neste exato instante, não é possível termos a nota (sempre eidética) de absolutamente nenhuma criatura que atinja nossa percepção. Ora, se não captamos as nobrezas ontológicas aqui e agora, não a captaremos no instante seguinte. A própria noção de fluxo temporal desapareceria sem pelo menos alguma nota imediata da hierarquia dos seres. Nosso conhecimento pode ser nebulosíssimo, imperfeitíssimo, e podemos não ter capacidade nenhuma de colocar no discurso o que percebemos minimamente, mas mesmo então há a notícia básica de uma ordem perfeitamente real. Afirmar o contrário é afirmar a total incapacidade do homem para sequer viver neste mundo.
o Olavo atentou para o mesmo erro que você identificou em Silveira(inha):
"Também não estou informadíssimo sobre os mistérios e segredos do pensamento de seu irmão em armas, o Sr. Sidney Silveira, mas, confesso, o pouco que conheço a respeito não é de natureza a estimular minha curiosidade quanto ao restante.
Por exemplo (v., http://www.facebook.com/l/IAQDMZM8CAQAsZwrsD6b5d1Drh…=jKpFE1b8v98 ), ao contestar que possamos conhecer a essência de um objeto por intuição, ele proclama que nada sabemos ao certo "antes" que o intelecto intervenha e classifique o que foi apreendido pelos sentidos. Com isso ele dá um sentido de seqüência temporal ao que é, com toda a evidência, apenas a hierarquia lógica interna de um ato de cognição instantânea. É óbvio que os sentidos não nos dão, por si, a essência de nada.
Apreender essências é tarefa do intelecto. Mas isso não quer dizer que, entre a captação pelos sentidos e a entrada do intelecto em cena decorra um intervalo de tempo, muito menos uma separação material, e não apenas formal, entre ver um gato e perceber que é um gato. O ato de reconhecimento instantâneo pelo qual o intelecto apreende um gato naquilo que os sentidos lhe apresentam como gato é precisamente o que se denomina "intuição", ou, melhor ainda, "intelecção".
Prova suplementar da sua fulgurante inépcia ele nos dava em seguida, ao fornecer, como exemplo da impossibilidade da apreensão intuitiva de essências, o fato de que se alguém, em segredo, depositasse veneno no seu copo, ele não teria a apreensão intuitiva do copo envenenado."