"Percebam que os chamados "liberais" nos EUA, assim como a esquerda brasileira, defendem todas as acima. Coincidência? Vejamos."
Reconheça que há uma petição de princípio fundamentando esta sua proposição; mutatis mutandis sua sentença também poderia ser usada para afirmar uma ação cordenada de implementação da própria agenda por parte da direita internacional, heheheeh...
Esquerdismo, estatismo e globalismo são males, por si, muito menores que o abortismo. Claro que a desgraça é maior porque vem tudo num só pacote. Mas o mal maior em haver esquerdismo, estatismo e globalismo é justamente o favorecimento de políticas como a do abortismo, do ataque à família, da perseguição anti-religiosa etc. da maneira mais sistemática, coerciva e desleal.
Maus resultados econômicos (conquanto possam atentar seriamente contra a integridade e até, em certo sentido, contra a dignidade das pessoas) e a concessão de menor número de liberdades para que aja o indivíduo como melhor entender, são inteiramente secundários em face daqueles. O bem estar econômico e as liberdades civis não são fins em si, e afirmar que o sejam é o grande erro do liberalismo. Elas não são senão meios para a realização mais completa das verdadeiras potencialidades do homem em sociedade.
Por isso se vêem aí esses liberais abortistas e anti-religiosos, que muito mais interesse têm em promover (particularmente para si) uma maior amplitude de campo de ação para fazer o que bem entenderem (e eventualmente comprar mais barato) do que na salvaguarda de autênticos valores civilizacionais.
Eles são tão inimigos da civilização cristã e da cultura da vida (que são valores em si muito mais importantes do que os das "liberdades individuais") quanto os mais inflamados comunistas. E em certo sentido, ainda mais perigosos, porque muitas vezes se deseja crer que sejam aliados.
Acontece que o estatismoe o globalismo são bem mais difíceis de defender abertamente diante da população comum.
Então, a estratégia (gramsciana?) utilizada ´[e a de "comer pelas bordas", defendendo primeiro o que é mais fácil, atraes da "ocupação de espaços", da ocultação e deturpação de notícias, etc.
Inventar histórias sobre "abusos sistemáticos em orfanatos católicos" e divulgá-las à exaustão, por exemplo. A pártir daí, atacar a Igreja. A partir do ataque à igreja, atacar tudo o que Ela ensina, dentre outras coisas, a defesa da vida.
O ataque é pelos flancos, e não aberto.
De peito aberto, eles caem fácil demais, como bem demonstrou, na prática, o colega autor do tópico atual.
Mas o que eu vinha buscando ressaltar é que o mal do abortismo não é, em absoluto, dependente do projeto político-ideológico em cujo arcabouço se insere. É um mal em si, é absolutamente hediondo e efetivamente satânico (conotações religiosas à parte, não há palavra mais apropriada para descrevê-lo). Uma ordem anti-estatista, com economia de livre mercado e plenos direitos civis aos já nascidos, se favorecesse o aborto, seria já algo de terrivelmente odioso e moralmente repugnante, para falar em termos leves.
É verdade que há uma colaboração, mesmo inconsciente, que esse pessoal liberal presta à causa do esquerdismo, estatismo etc., à moda de inocentes úteis, sem dúvida. Mas não é isso que torna a defesa do aborto abominável. Pois, no fim, liberais secularistas defensores do aborto e esquerdistas defensores de uma plano de dominação global têm mais objetivos em comum do que costumam imaginar. Trabalham, afinal, em prol da mesma causa - a demolição da civilização cristã e seus valores - divergindo muito mais em termos de métodos. E o fato é que nem um grupo nem o outro sabe muito bem onde se chegará com isso. É como diz a canção dos Sex Pistols:
"don't know what I want but I know how to get it".
Isso é o que vocês merecem ler por ficarem tentando debater razoavelmente com o Ayn Rand boy. (2)
Nós avisamos: ler Ayn Rand faz mal à beça; o Breno não acredita, acabou se estrepando todo: acabou dando um exemplo típico - e por isso mesmo patético - de ignorantia invencibilis
Em nenhum momento afirmei que o caráter de "animal racional" é atribuído apenas a partir de manifestações externas. Você supôs ou inventou isso.
É óbvio que a potencialidade de embriões/fetos tornarem-se pessoas é qualificada. Nada mudará a sua identidade, o que eles são, ou o seu "princípio interno", mas tal princípio não se desdobrará por curso "ordinário", e sim através de processo muitíssimo específico, o qual não depende apenas da natureza do embrião/feto e o qual jamais poderá ser considerado direito moral do embrião/feto, que é o que se está considerando aqui, ou seja, a afirmação de que o aborto é uma violação dos direitos do embrião/feto.
Que embriões e fetos possuam direitos é um absurdo que muito poucos afirmariam. O que está por atrás da proibição do aborto, não é proteção dos "direitos" dos embriões/fetos, e sim uma determinada visão moral que impõe certas obrigações às pessoas. E isso é tudo!
Eu não ia mais postar nada neste tópico, mas como estou com insônia vou escrever alguma coisa. Deixem-me analisar o argumento do Breno:
Não existe petição de princípio. Embriões e fetos não são homens porque não são animais racionais. Não há como definí-los dessa maneira, e é a partir desse conceito que se deve estabelecer o critério de concessão de direitos.
Os exemplos referidos não são simplesmente subjetivos ou emocionais. Eles ajudam a melhor perceber que o nascimento é o fato objetivo a partir do qual se tem um novo indivíduo humano..
Então, vamos lá: Para ser homem é preciso ser racional. Eis o critério para a concessão de direitos. Já o nascimento é o fato objetivo a partir do qual nos deparamos com um novo indivíduo humano.
Mas pergunto: de que forma o nascimento torna alguém "racional"? O nascimento consiste na exteriorização do feto e no início da respiração espontânea do bebê. Sair do útero e respirar por conta própria infundem a racionalidade que antes faltava no feto? A racionalidade estava na atmosfera da sala do parto e o bebê, ao respirar pela primeria vez no meio exterior ao útero, passa a ser racional?
Finalizando o tópico... Assassinato só vale para pessoas, se for animal é crime contra a natureza, nem todos os bichos, só queles que achamos bonitinhos ou que estão em extinção. Mas tudo muda, veja: já existe casamento gay; comer criança não é mais pedofilia; aborto já está legalizado pelos Globalistas.
Então essa coisa de matar embrião, matar bebê que respira, seja ele racional ou burro pra cassete, tudo deve ser contextualizado... Matar Et de Varginha é assassinato; e se o Et for burro pra cassete - pois pra descer na Terra só podia? Enfim...
Então, Douglas, é precisamente nisso que está a petição de princípio. A semelhança das propostas das esquerdas ocidente afora não prova que se trata de uma "agenda coordenada", do contrário a semelhança das propostas da direita ocidente afora demonstraria igualmente uma ação sistematica e coordenada da direita, uma "internacional conservadora". E note que não entro no mérito ou não de haver estas ações sistemáticas de esquerda ou de direita, apenas aponto a petição de princípio no argumento do Adilson, tão evidente que ele mesmo não contestou isso.
"...não entro no mérito ou não de haver estas ações sistemáticas de esquerda ou de direita..."
ok, mas leia atentamente o seu post e verá que você afirmou haver uma unidade agendária de movimentos de direita no ocidente...
vejamos, para ver se eu li mal:
"...a semelhança das propostas da direita ocidente afora demonstraria igualmente uma ação sistematica e coordenada da direita, uma 'internacional conservadora".
Bom, isso eu não o noto seja em nível nacional ou internacional...Mas sabe que acabou de demonstrar uma petitio principii por outra petitio principii? A conclusão das figuras já se encontra em uma das figuras?
O tempo do verbo empregado(que eu destaquei) não desmerece ou desmente a totalidade do post...
É divertido jogar assim...mas eu pouco me lixo para o assunto em pauta, se quiserem aprovar um decreto civil(leia-se lei) para justificar moralmente o aborto( que já se encontra justificado na lei penal hodierna), só não aposte a salvação de sua alma e consciência aprovando isso.
Agora, não desminta uma petitio principii com outra. Tomara que eu esteja errado e que meus conceitos rudimentares de lógica estejam sendo mal empregados por mim...
Estão sendo mal empregados. E ao falar da "unidade da direita internacional", expus isso como conclusão inequívoca da petição de princípio empregada pelo Adilson. E, least but not last, desmenti a tal petitio principii em questão com uma reductio ad absurdum, hehehhe... 😄
Eu entindi o seu ponto Marcel... mas a redução ao absurdo não é auto-demonstrável...mas boa noite e vou continuar meu trabalho aqui para despejar uma ação de despejo....uma boa noite...
Breno ainda insiste em se humilhar. Isso já é masoquismo.
"Em nenhum momento afirmei que o caráter de "animal racional" é atribuído apenas a partir de manifestações externas. Você supôs ou inventou isso.
É óbvio que a potencialidade de embriões/fetos tornarem-se pessoas é qualificada. Nada mudará a sua identidade, o que eles são, ou o seu "princípio interno", mas tal princípio não se desdobrará por curso "ordinário", e sim através de processo muitíssimo específico, o qual não depende apenas da natureza do embrião/feto e o qual jamais poderá ser considerado direito moral do embrião/feto, que é o que se está considerando aqui, ou seja, a afirmação de que o aborto é uma violação dos direitos do embrião/feto.
Que embriões e fetos possuam direitos é um absurdo que muito poucos afirmariam. O que está por atrás da proibição do aborto, não é proteção dos "direitos" dos embriões/fetos, e sim uma determinada visão moral que impõe certas obrigações às pessoas. E isso é tudo! "
E se não é a partir de manidestações externas, é a partir de quê? Nem eu nego isso. Acontece que o processo se dá por inferência, e a sua inferência da ausência de racionalidade nos embriões pelo fato de eles não desempenharem atividades "racionais" naquele estágio é simplesmente arbitrária. No caso de fetos já mais desenvolvidos, trata-se de um contra-senso puro e simples.
Nenhum processo no interior de um organismo vivo depende exclusivamente "da natureza" desse mesmo organismo, pois mesmo sua auto-construção e organização, para não falar de sua própria condição cronotópica depende de fatores e seres externos. Todo indivíduo é gerado de outros e depende de outros para sua subsistência. O problema é que você está tomando um tipo particular de dependência e conferindo-lhe um estatuto completamente diferenciado tal que, quando se trata de justificá-lo, você não faz mais que trocar os pés pelas mãos.
Perceba que seu último parágrafo poderia ser inteiramente voltado contra você, se escrevêssemos:
Que embriões e fetos não possuam direitos é um absurdo que muito poucos afirmariam. O que está por atrás da defesa do aborto, não é proteção dos "direitos" das gesrantes, e sim uma determinada visão moral que exime de certas obrigações às pessoas. E isso é tudo!
Aliás, em nenhum momento você forneceu uma demonstração ou uma refutação, de modo que o oposto dialético se mantém. Ademais, os fatos claramente o contradizem, porque muitos - incluindo todo o ordenamento jurídico brasileiro - afirmam que embriões e fetos possuem direitos.
Bom, não era você mesmo que estava defendendo que os direitos devem recapitular a moral? É claro que a moral impõe obrigações às pessoas, ou não seria, em absoluto, moral.
Afirmar que "qualquer um percebe que fetos não são seres humanos" ou que "é um absurdo que poucos afirmariam que fetos possuem direitos", além de clarissimamente desmentido pelos fatos, não constitui em absoluto um argumento.
Mas a partir de tudo o que sabemos do homem o que podemos então chamar de sua essência? É a razão - a posse da faculdade racional. A qual embriões e fetos não possuem.
êpa! às câmaras de gás com os loucos, insanos e comatosos... ?