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off-7 coisas pra um fumante fazer

Iniciado por mari_2 em 22/11/2009 · 164 mensagens · página 4 de 4

thiago_7#151
´´Em outras palavras, pq vc, Tiago, se sente pessoalmente incomodado, as outras pessoas tem de ser forçadas, na base da violência governamental, a mudar de hábitos``
eu, só eu? até aí eu poderia criar o hábito de bater em pessoas que fumam perto de mim e pela sua teoria isto seria legítimo...
e se o hábito a que te referes é o de fumar não tem que mudar, mas se é o de obrigar que terceiros respirem aquele ar contaminado evidente que sim!
e o fato de trazer efetivo dano a terceiros parece que não lhe faz diferença, é algo como você se sente incomodado foda-se, vocÊ tem problçemas de saúde por isso foda-se, e Estado serve justamente para intervir no sentido de garantir direitos básicos, é um direito natural meu ficar livre da fumaça do cigarro, muitos fumantes parecem não ter mancômetro, fumam em qualqiuer lugar, lojas, centros comerciais, aviões, escolas, hospitais...
thiago_7#152
mas acagba por diminuir pois o fumante ativo fuma menos, não que este seja o objetivo de leis nesse sentido, mas é uma conseqüência.
mari_2#153
"RIO - Síndico é responsável pelo cumprimento da lei estadual antifumo desde o último dia 18, é proibido fumar em locais de uso coletivo, públicos ou privados, inclusive áreas comuns de condomínios, em todo o Estado do Rio de Janeiro. A lei 5.517/09, que foi sancionada em agosto pelo governador Sérgio Cabral, promete alguma polêmica entre vizinhos fumantes e não-fumantes.

A orientação do Secovi-Rio é de que os condomínios coloquem avisos de proibição nas suas áreas comuns, com indicação de telefone e endereço dos órgãos estaduais responsáveis pela vigilância sanitária e pela defesa do consumidor. No aviso, também deve constar a penalidade em caso de descumprimento, que varia entre R$ 3 mil e R$ 30 mil.

Penalidades devem constar do regulamento interno
O síndico, explica o Secovi-Rio, é o responsável pela fiscalização da lei, devendo advertir os infratores com relação à proibição. Se o morador insistir em fumar nas áreas comuns, o administrador do prédio poderá, inclusive, pedir o auxílio de força policial.

- Diante desse quadro, cabe ao síndico convocar uma assembleia geral extraordinária para aprovar a inclusão no regulamento interno das penalidades a serem aplicadas aos condôminos que desrespeitarem a lei. Estes assumirão a responsabilidade por infração cometidas por seus visitantes, no caso de condomínios residenciais, ou consumidores, nos comerciais - diz Solange Santos, gerente do Departamento Jurídico do sindicato. "
felipe_15#154
juro que só li agora a matéria que vem a seguir!!

Faculdade dos EUA recusa formatura a alunos obesos

Uma universidade dos Estados Unidos está provocando polêmica após anunciar que vai recusar a formatura de alunos obesos.

Em 2006, a Lincoln University, em Oxford, no Estado da Pensilvânia, havia obrigado os estudantes com índice de massa corpórea (IMC) acima de 30 - um indicador de obesidade - a praticar Educação Física três horas por semana.

O curso inclui atividades como hidroginástica, aeróbica e artes marciais.
Agora que a primeira turma está para se formar, os que não reduziram seu IMC correm o risco de não conseguirem se formar.

"Cerca de 15% de nossos alunos não conseguiram um IMC menor que 30, portanto, esperamos que dezenas deles não completem o curso", disse à BBC James L. DeBoy, chefe do departamento de Saúde, Educação Física e Recreação da universidade.

'Epidemia'

LeBoy defendeu a decisão da instituição, dizendo que "tempos drásticos requerem medidas drásticas".
"Estamos em meio a uma epidemia de obesidade nos Estados Unidos, e sabemos que a obesidade se associa a doenças do coração, diabetes, acidentes vasculares-cerebrais, câncer e problemas ósseos e musculares", afirmou.

Mas muitos alunos vieram a público para reclamar da universidade. "O requisito do IMC é ridículo", definiu Sharifa Riley, aluna de jornalismo, à BBC.

"Estou perfeitamente consciente de que a obesidade está se tornando um problema, principalmente para pessoas da nossa idade. Mas os estudantes vêm à universidade para receber uma educação", disse. "Para mim, trabalhar durante quatro anos para chegar ao final do meu curso e alguém me dizer que não posso me formar por causa do meu peso, não tem nada a ver."

Em entrevista à rede CNN, o professor de Direito David Kairys, da Universidade de Temple, também na Pensilvânia, disse que, do ponto-de-vista legal, a exigência da Lincoln parece "paternalista" e "intrusiva".

"O curso de fitness deveria ser uma escolha do estudante", concluiu.
felipe_15#155
mari_2#156
Depois que postei o video incestuoso do Serge Gainsbour la no topico pedofilo fui googlar pra ver que fim esse homem levou e vi isso: ele morreu ja faz tempo, e foi feito um filme sobre a vida dele cujos cartazes foram proibidos nos metros franceses e nao sei mais onde. Sabem por que????

Porque neles o Serge aparece com um cigarro na boca!!!!
thiago_7#157
o síndico é responsável...
em são paulo também, e acho que nas leis estaduais todas.
Auxílio policial pode usar, independentemente de a lei dizer isto, pois há uma lei proibindo que se fume nestas áreas, então a polícia pode, e no caso da lei deve, ser chamada.
felipe_15#158
texto perfeito do Chesterton:

Os americanos, que devem conhecer a América muito bem, estão entre alguns dos que, vez ou outra, divulgam a América como um exemplo de moralidade. De fato, há muitas virtudes tipicamente americanas, apesar desse tipo de divulgação dificilmente ser uma delas. Mas se alguém pretende conhecer a fragilidade do pensamento moral americano, que não pesquise os índices de criminalidade e nem repare nas pernas das dançarinas dos cabarés. É mais recomendável a leitura de críticas culturais. A senhorita Avis D. Carlson escreveu um artigo intitulado “Procurado: Um substituto para a virtude”. Por virtude, ela contempla, naturalmente, os tabus de New England. Ou seja, ela não sabe o que é virtude. Por dedução, ela explica que deveríamos admitir que “o modelo abstrato de certo e errado está moribundo”. Curiosamente, esta declaração soará menos insana se considerarmos o que o modelo de certo e errado significa no Estado da senhorita Carlson. Vislumbraremos um mundo incrível.
felipe_15#159
Ela analisa o caso de um jovem crescido “em um lar onde havia a tentativa de separação dogmática entre o certo e o errado”. E o que era esta separação dogmática? Os mais velhos ensinavam ao jovem que algumas coisas eram certas e outras coisas eram erradas; e por algum tempo ele aceitara esta estranha afirmação. Mas, assim que o jovem saiu de casa, ele descobriu que “pessoas aparentemente decentes faziam coisas que ele sempre foi levado a pensar que eram más atitudes”. Em seguida, a senhorita Carlson revela: “A amável garota que ele idealiza romanticamente fuma como uma diabólica personagem cinematográfica. Aquela por quem seu coração anseia toma bebidas destiladas, etc”. Isto é o que a escritora considera uma separação dogmática entre o certo e o errado!
felipe_15#160
Aparentemente, o modelo abstrato de certo e errado é isto. Uma garota que fuma um cigarro se faz viciada porque tal ação equivale à de uma vampira sexual. Um jovem que persiste em beber licor fermentado necessariamente é “mau” porque nega a existência da diferença entre o certo e o errado. Este é o “modelo abstrato de certo e errado” que aparentemente é ensinado nos lares americanos. Porém, é perfeitamente óbvio, em sua essência, de que não se trata de um modelo abstrato de certo ou errado. Pelo contrário: esta conceituação seria a última a ser feita por uma pessoa esclarecida, porque isto indica uma ignorância completa do significado de certo e errado. Não se trata de um modelo e não se trata de algo abstrato. Trata-se de uma associação caótica de sentimentos sociais, alguns esnobes e outros provincianos, mas acima de tudo, quase todos bem concretos, porque são relacionados a um preconceito materialista contra objetos particulares. Ter horror ao tabaco não é ter uma noção abstrata do que é certo; é exatamente o oposto. É não ter qualquer tipo de padrão do que vem a ser o certo. É, simplesmente, tornar gostos e desgostos como substitutos do certo e do errado. Não nos surpreenderemos se o jovem desrespeitar o veto
felipe_15#161
Se as novas gerações fossem confrontadas com dúvidas e dificuldades mais aprimoradas do que estas,não seria difícil reconciliá-las com as tradições de verdade e de justiça. Eu penso que o episódio citado é emblemático, porque lança um raio de luz na condição em que a moral se encontra na cultura americana, sob a decadência do puritanismo. E quando nos é contado que o idealismo americano almeja um “modelo” que funciona para a transformação da nossa Inglaterra, será bom lembrar o que querem dizer com seus modelos e ideais; sendo que a chama do idealismo parece acender e se apagar no ato de fumar.

Eu admito que posso testemunhar a respeito do curioso tabu sobre o tabaco. Claro que inúmeros americanos fumam inúmeros cigarros; sendo que muitos outros comem cigarros, o que me parece um prazer mais esotérico. Mas existe uma extraordinária ideia que a ética está envolvida no ato de fumar; e muitos fumantes desaprovam o hábito. Certa vez, eu me lembro de ter recebido dois repórteres americanos numa mesma tarde. Havia uma caixa de charutos na minha frente e eu ofereci um charuto para cada um deles. A reação dos jornalistas foi bem curiosa. Silenciosamente, o primeiro repórter endireitou sua postura e recusou o charuto friamente. Sua reação demonstrou que ele poderia ter passado sem a minha tentativa de corromper um homem honrado com uma infame indulgência; como se eu fosse o velho da montanha que oferecesse o haxixe que lhe transformaria num assassino. Porém, a segunda reação foi ainda mais notável. De início, o jornalista me olhou como se estivesse com dúvida, mas em seguida ele já me pareceu um tanto matreiro. Olhou desengonçado para os lados, como se quisesse certificar de que estávamos a sós para me confidenciar num sorriso cabisbaixo: “Bem, Sr. Chesterton, infelizmente eu tenho este hábito”.
felipe_15#162
Como eu também tenho o hábito, e nunca fui capaz de imaginar que ele pudesse estar relacionado à moralidade ou à imoralidade, naquele momento eu confesso ter mergulhado com o jornalista numa vida imoral. Porém, no decorrer de nossa conversa, eu descobri que ele era perfeitamente são. Tratava-se de alguém muito inteligente em assuntos como economia e arquitetura, mas seu senso moral parecia ter desaparecido completamente. Ele realmente acreditava que fumar era um ato mau. Não havia nele um “modelo abstrato de certo e errado” moribundo, pois isto já lhe estava aparentemente morto. Mas, de qualquer forma, este é um ponto de prova de fogo. Ninguém que possua um modelo abstrato de certo e errado pensará que fumar é errado. Mas ele tinha um modelo concreto e lapidado pelos costumes de uma tribo particular. Aqueles que dizem que os americanos são amplamente descendentes dos nativos americanos podem intuir que o horror místico às coisas materiais é amplamente um sentimento barbárico. Por vezes, a proibição é glorificada por sua simplicidade, sendo que ela também pode ser igualmente repudiada por sua selvageria. Mas, da minha parte, eu não digo algo tão absurdo como “os americanos são selvagens”; nem penso que seja muito importante a possibilidade deles serem descendentes de selvagens. A cultura importa mais do que a etnologia, e a cultura que importa aqui deriva indiretamente mais de New England do que da velha América. Mas, de onde quer que esta cultura derive, o que deve ser contado é que trata-se de um modelo que não parece entender as noções de certo e errado. Neste modelo, existe uma vaga noção sentimental de que certos hábitos não se adaptam às casas e às cidades. Existe uma vaga noção utilitária de que certos hábitos não condizem com as lojas modernas ou outros ambientes do mundo dos negócios. Se um jovem fuma um cachimbo, o fato de sua mãe ou de seu chefe desgostarem do hábito, tornam a ação dele um pecado; ou algo filosoficamente próximo disto. Um homem não faz dividendos ao seu chefe por fumar, mas ainda assim
felipe_15#163
fumar parece ser algo errado. Do que os grandes teólogos e filósofos morais definiram como vício, aqueles que condenam o ato de fumar são tão ignorantes como a criancinha que desconhece o que os toxicologistas já estudaram sobre o leite que ela bebe. A incompreensão que alguns têm do que vem a ser um vício soa, por vezes, como um inconveniente discurso orgulhoso. O homem que recusa um cigarro dizendo tolamente que não têm vícios, poderá não ter sequer a capaciade de compreender o que seria a inteligente réplica de um cardeal católico: “Não é um vício, caso contrário você o teria”. O cardeal sabe que não se trata de um vício, o que comprova a clareza de seu pensamento. Mas a falta de esclarecimento naqueles que pensam que fumar é um ato vicioso pode indicar o início de perigos e perseguições. blog7Meus dois jornalistas americanos, entre eles, podem ter êxito em adicionar o inadequado hábito de fumar a outras peculiaridades da Constituição americana.
felipe_15#164
Assim, eu me arriscaria a dizer para a senhorita Avis Carlson que o problema não está no fato dos puritanos yankees terem muita moralidade, mas em seu contrário. Não se trata de uma diferenciação rígida entre o certo e o errado e sim de uma distinção frágil. É um pensamento construído por associações e não por abstrações. Assim, considera-se o ato de fumar parecido com um vampirismo que corrompe a alma. Por isso, eu espero que alguns dos fundamentalistas sejam bem sucedidos em serem um pouco mais fundamentalistas. Supostamente, os homens do Tenessee estão ansiosos em forjarem uma linha divisória entre homens e macacos. Eles também parece estar muito interessados na construção de uma divisão entre homens brancos e pretos. Assim, será que eu poderia ter a esperança de que eles também tenham sucesso em ansiarem por uma distinção mais rígida e lógica entre homens bons e homens maus? Podemos comparar a dificuldade desses homens analisando a velha Klu Klux Klan e a nova Klu Klux Klan. A antiga sociedade secreta pode ou não ser justificada, mas ela tinha um objeto bem definido: era dirigida contra alguém. A nova sociedade secreta parece se dirigir contra ninguém; frequentemente contra alguém que bebeu; e em tempo, pelo que eu sei, contra qualquer um que tenha fumado. É este tipo de fanatismo disforme que se torna o grande perigo do temperamento americano; e vale insistir que se os homens devem perseguir, que eles persigam por causa de uma convicção bem esclarecida.

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