Mas ele pode punir quem me mata sem ter que recorrer à pena de morte. Esse é o ponto. De outra maneira, minha vida estaria à mercê de um erro estatal, coisa com a qual não posso concordar até por ser paranoico. Se tenho medo até de forjarem algo contra mim e me enfiarem numa cadeia, que dirá de ficar com a corda no pescoço, só esperando pela entidade que deveria cuidar do meu bem-estar cometer um deslize e pronto: Perdi minha vida, ou pior ainda, um parente meu perde a vida por nada.
O que exige equilíbrio entre o poder estatal e os meus direitos é o direito natural, em conjunto com os direitos humanos universais. O estado tem que respeitar esses direitos.
Erros judiciários são inevitaveis, em qualquer tipo de sistema. Não há nenhum sietam juridico humano que seja a prova de falhas. Basear a impossibilidade da pena de morte por conta disso é absurdo, e, aliás, a separação de poderes, a institucionalização de orgaos que se auto-fiscalizam serve JUSTAMENTE para diminuir a possibilidade de erros ou condenações injustas. Por outro lado, supor que o direito natural não se coaduna com a pena de morte, é tolice das grossas. Sto Tomás assinalava que eram plenamente conviviveis e não-excludentes. Prisão perpetua, para um pais que não consegue nem distribuir seus presos, é uma petição de principios, sem efeitos ou considerações reais.
JESUS CRISTO NÃO ENSINOU O OLHO POR OLHO DENTE POR DENTE!!!!!
PODEM AINDA SE REGENERAR ESPIRITUALMENTE....
MAS......TEM QUE PAGAR PELAS LEIS DOS HOMENS....
PARA CRIMES HEDIONDOS, ASSASSINOS EM SÉRIE, PEDÓFILOS E ESTUPRADORES, SOU A FAVOR DE PRISÃO PERPÉTUA EM COLONIA PENAL AGRÍCOLA, VÃO PLANTAR O QUE COMER E NÃO FICAR VIVENDO AS CUSTAS DO ESTADO, PAGO COM DINHEIRO PÚBLICO.
E AINDA SEREM COLOCADOS PRA TRABALHAR NO SERVIÇO PÚBLICO, NO SETOR DE CAPINA, CANALIZAÇÃO DE ESGOTOS, MAS COM TORNOZELEIRAS DE FERRO, UNIDOS UNS AOS OUTROS COMO ERA ANTIGAMENTE, ONDE VALIA A MÁXIMA DOS CINEMAS "O CRIME NÃO COMPENSA"....CHEGA DE REGALIAS PRA BANDIDOS!!!!!
E VOU ALÉM, NO CASO DE ESTUPRADORES E PEDÓFILOS, TEM QUE VIRAR EUNUCO, CASTRAÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!
A função do Estado é defender os direitos naturais do homem e, dentre eles, o direito à vida, em qualquer hipótese. Isso também entra de acordo com a oposição ao aborto e eutanásia.
E se é para se vingar do criminoso, enjaulem-o até o resto da vida e com obrigações trabalhistas perpétuas.
Não gosto de bandido, mas gosto menos ainda da idéia de atribuir ao Estado a prerrogativa de matar. Independentemente da justificativa. Ainda mais em um país esculhambado feito o Brasil.
Sou a favor da prisão perpétua, a pena máxima no Brasil é ridícula. Nessa aberração chamada Brasil existe bolsa-bandido. Sou a favor de trabalhos forçados, obviamente.
O raciocínio acerca da desumanidade da prisão perpétua sendo preferível a pena de morte é contraditório. Dizer que é mais digno (para o condenado) matá-lo, extirpar sua vida - mesmo depois do bandido urrar por anos no corredor da morte - não combina em nada com o discurso de que a sociedade tem que se vingar punitivamente do fdp e pronto.
prisão perpétua com trabalhos forçados é muito melhor, o cara é subtraído do convívio social para o qual era irremediavelmente nocivo, sem dar despesas ao Estado e ao povo e há uma vida inteira para se apurar e detectar erro judicial e revertê-lo, afinal na vida tem jeito pra tudo, exceto pra morte.
"Conforme já foi exposto [no artigo 1 da Q. 64] é lícito matar os animais brutos, enquanto eles são ordenados por natureza ao uso dos homens, como o imperfeito se ordena ao perfeito.
Pois toda a parte se ordena ao todo, como o imperfeito ao perfeito, e, por isso, cada parte existe naturalmente para o todo.
Assim, nós vemos que se fosse necessário para a saúde de todo o corpo humano a amputação de algum membro, por exemplo, se a parte está apodrecida e pode infeccionar as demais partes, tal amputação seria louvável e salutar.
Pois bem, cada pessoa singular se compara a toda a comunidade como a aparte para o todo. Portanto, se um um homem é perigoso para a sociedade e a corrompe por algum pecado, louvável e salutarmente se lhe tira a vida para a conservação do bem comum, pois como afirma São Paulo, "um pouco de fermento corrompe toda a massa".(Suma Teológica no Tratado da Justiça II)
Triste mania de vir com citações bíblicas e escolásticas em todo santo debate. Nós estamos no terceiro milênio, não no Império Romano, onde 99% das pessoas eram criminosas. Nós aprendemos com o cristianismo. O que acontece no Texas, por exemplo, não é a pena capital por justiça, mas simplesmente a arte de matar criminosos. É essa a intenção? É a vingança crua e fria? Vamos achar trechos sobre a retribuição do mal na Bíblia? Garanto que são vários.
E eu entendo por "eliminar" como tirar da sociedade. As prisões fazem exatamente isso.
Se é para ficar citando textos sagrados ou de ídolos ligados à crença divina, não precisamos divagar por tantos autores: Deus foi bem claro quando disse "não matarás".
Não admito colocarem a minha vida e a dos meus familiares na mão do estado dessa maneira. Isso não é parceria, é tirania. Ninguém é obrigado a pagar o pato só pra satisfazer uma sana assassina da população.
Não bastasse a falta de argumentos reais, todos de cunho paliativo e sentimental, o Daniel manifesta um medo recorrente de estar na berlinda, de forma automatica, caso a pena de morte seja adotada.Porque esse automatismo, se a pena de morte só seria reservada apenas a criminosos? Qual é, afinal, o grande "impeditivo" real de nosso sistema judiciario-policial que impede que alguém possa ser acusado injustamente? Não temos uma série de principios, mecanismos e garantias, justamente, para salvaguardar o devido processo legal? A meu ver isso é bobeira.
No mais, os abolicionistas da comu precisam ler, urgentemente, o livro do Padre Emilio Silva "pena de morte já", que elenca e defenestra estes e outros argumentos contra a pena de morte, inclusive, quanto a sua suposta irretratabilidade, desumanidade e desproporcionalidade. A pena de morte é uma sanção racional, justa e muitissimo bem aplicável em qualquer contexto, até mesmo no estado brasileiro.
Ah, nunca ninguém no Brasil foi condenado injustamente... Nosso sistema judiciário é perfeito. Temos uma série de princípios legais para EVITAR esse tipo de situação, e não suprimi-la totalmente. A hipótese de erro judicial tem uma relevância muito grande, porque eles ocorrem o tempo todo.
Como eu já disse antes, perfeito, nenhum sistema é. Daí a usar isso como "argumento", já são outros 500...
E quanto ao livro, um sujeito que diz que pena de morte não é irremediável não merece minha atenção.
Pior então, para você, que necessita urgentemente saber confrontar as diferenças sem se prender numa fôrma mental. Uma pessoa que declara que não quer conhecer sequer o lado contrário daquilo que defende é que nao merece nenhuma consideração por quem quer que seja.
E retórica pode conter algum tipo de sentimento, por que não? Até mesmo eles são levados em conta num tribunal.
Pois é, no teu caso é apenas retorica vazia, já que considera a opinião contrária como indigna de sua atenção ou consideração. Nenhum debate sério pode se basear única e exclusivamente no ponto de vista apenas de um dos debatedores, logo, vc é incapaz de dialetizar tensões.
Sugiro que o sr. dê um jeito em sua vida pra ficar menos agressivo e discordante no orkut, porque quem te vê debochadinho (sem-graça, btw) e cheio de alfinetadas pífias no oponente retórico não te fazem parecer fodão, coisa que dá pra perceber que você não é fazendo um paralelo entre seus comentários, suas comunidades e seu perfil. Só conseguem pensar "que cara chato", te garanto. Não é nossa culpa se você é um fracassado pra tu ficar agindo como uma mulher menstruada em todos os tópicos.
Além de incapaz de contrariedade, apela, de novo, a ataques pessoais e considerações vazias. Pensei que tinha aprendido a ser homenzinho. Nenhum comentario aqui foi feito de forma debochada, apenas, talvez, um pouco irônica, embora nem essa tivesse sido a intenção. Acho engraçado um sujeitinho que se diz baluarte do jusnaturalismo justificar de forma tão apelativa e sentimentaloide sua "tese", e ainda por cima, ser tão medroso, a ponto de achar que o PT vai te dar alguma importancia e te perseguir como inimigo politico. Quem vc é pra ter este status? Nem pra isso vc serve. Rs.
Aliás, eu DUVIDO que teria coragem de defender pena de morte dentro de uma cela com um preso que seja. Só mais um sinal de que você é um rambo do teclado.
Só me faltava essa. Porque diabos eu defenderia a pena de morte, ESTANDO PRESO? Ou perante um preso? É preciso tomar cianureto pra saber que ele mata? Só vejo um crianção batendo em uma tecla, sem capacidade de provar nada que vá alem de seu ponto de vista.
Honestidade intelectual. Isso refuta o argumento de que a pena de morte é aceitável porque erros de julgamento são minoria. Nenhum defensor da pena de morte aceitaria ficar calado nessa minoria, ele mudaria de idéia na hora, logo esse argumento é nulo para uma discussão racional sobre o assunto porque é desonesto desde o princípio. Retórica furada.
A questão não é essa, ele sugeriu que, entre os presos, eu tivesse de defender a pena de morte. Obviamente, defender a condenação de qualquer condenado, ENTRE os condenados, é como entrar num estádio com a camisa dum time, e ir pra arquibancada do time adversário, ninguém em sã consciência faz isso. Se vocês são assim tão honestos e virtuosos, então, experimentem ir para um presidio e dizer na cara dos condenados que eles estão ali porque merecem. Depois disso, sugiram que sou desonesnto.
Quando há um desequilíbrio nisso, quase sempre é para um Estado que pende mais para o totalitarismo. Ao dar a ele direito de decidir sobre a vida e morte, concede-se um poder absoluto em troca de absolutamente nenhum ganho adicional em segurança, e pior, em alguns casos até perdemos. Um Estado em que há um perfeito equilíbrio disso e que adota a pena de morte, passa simplesmente a pender para o totalitarismo sem qualquer benefício.
Onde e em que precisamente está este "desequilibrio"? Na simples existência da pena de morte? Na sua aplicação? No "poder" que o estado detém quando da aplicação da pena capital? Se assim fosse, o poder coercitivo para aplicar qualquer sanção seria excessivo, novamente, porque ninguém está impassível de erros judiciários. A simples existência da pena de morte não implica num poder maior ou menor do estado em uma proporção desmedida, porque direito é dar a cada um o que é seu, e o senso de proporção se ajusta aqui até para penas, e o que é de cada um segue um critério de igualdade proporcional; cometeu o crime máximo, pena máxima. E o ganho é evidente: assassinos e homicidas a menos, na sociedade, maior possibilidade de potenciais homicidas NÃO cometerem crimes, enfim, a segurança ganha.
Dizer que um estado simplesmente pende para o totalitarismo simplesmente porque adota pena de morte, então, não só é absurdo como inverificavel, ; não consta que os EUA sejam um estado policialesco ou totalitario, bem como os paises europeus que adotam a pena capital. Se se aceita que a pena de morte é um "direito absoluto", não só você esta absolutizando o direito á vida, sem sua necessária conjugação com outras vidas até, como inviabiliza o poder punitivo do estado, aí sim, a pena de morte é aplicada como vingança: por grupelhos marginais que praticam chacinas.
Por entender como cristão, que a lei do talião e o código de hamurabi, por exemplo são ultrapassados e é um retrocesso na civilização ocidental utilizar de qualquer um desses principios abolidos por Cristo e pelo Cristianismo no maior mandamento de todos que diz: "Amai-vos uns aos outros..." estendendo-se a qualquer ser humano...(Amai vossos inimigos, orai pelos que vos perseguem...)Dentro desse contexto a pena de morte torna-se contraditória a implantação e seguimento de valores cristãos pois dentro do evangelho de cristo até mesmo o pior dos assassinos, o criminoso mais ediondo, tem o direito ao arrependimento para o perdão de seus pecados e salvação. Todos os juizos devem ser feitos em observância a esses mandamentos. Isso é claro se tratarmos os valores Cristãos de forma clara e lógica, pois de outra forma onde entrarem ideologia e interesses politicos comete-se o erro da relativização onde ditos cristãos hipócritamente descartam algumas partes da biblia que não lhes convém e isolam outras para usarem em defesa de suas idéias.
Se assim for podemos defender qualquer bobagem utilizando para isso interpretações pessoais e tendenciosas da palavra de Deus e dessa forma não passaríamos de bons demagogos usando um falso principio de bondade cristã pra defender nossos interesses.
Já vi usarem a bíblia pra defender além da pena de morte, a reencarnação, o casamento gay, o aborto e (pasmem), a marcha da maconha, sendo que dessa forma se diziam conservadores dos valores cristãos.
Quem quer pregar ou até mesmo mencionar valor cristão, deve conhecer o evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Paz e Benção a todos.
Pelo contrário. Onde já foi implantada a pena de morte ficou patente que isso não ocorre. O criminoso passa justamente a não se importar depois que já cometeu um crime que irá levá-lo à pena de morte. O que vão fazer, matá-lo duas vezes?
Na verdade ela aumenta os indices de crimes pois uma vez condenado a morte ele só aceita ser pego morto, e daí vale tudo e ele fará o que tiver que fazer eliminando quem está no caminho.
É dever do estado defender a sociedade, e não o infrator. Acrescento que a pena deve ser imposta baseada na "Escala da Maldade", acredito que a partir do nível 7 a pena deva ser aplicada aos assassinos e também aos estupradores.
Delegar ao estado poder sobre a vida é abrir um perigoso precedente...além do que é zombar de Deus...
Examine os lugares onde o estado tem tamanho poder.
Dentro disso, o poder coercitivo para aplicar uma sanção é proporcional ao grau de liberdade que o cidadão se dispôs abrir mão e à segurança que o Estado é capaz de proporcionar com isso.
Isso não passa de petitio principi. Não é nem um pouco certo que exista uma relação direta entre sanção penal e "liberdades" civis que se possam abrir mão, ao menos, no Direito penal brasileiro. Se você quer situar sua discussão dentro dos quadros do contratualismo social, precisa provar antes essa tal "relação", que, até mesmo dentro dos autores da corrente contratualista, é pra lá de controvertida.
Pelo contrário. Onde já foi implantada a pena de morte ficou patente que isso não ocorre. O criminoso passa justamente a não se importar depois que já cometeu um crime que irá levá-lo à pena de morte. O que vão fazer, matá-lo duas vezes?
Antes de afirmar mentiras, dê uma olhadinha nos dados estatisticos, do departamento de estado dos EUA, por exemplo:
Vingancite pura e simples. O direito à vida existe antes do ser humano criar conflitos que gerem sede de revanche. Não é eliminando um direito natural que se conseguirá mantê-lo forte.
Vingancite pura e simples. O direito à vida existe antes do ser humano criar conflitos que gerem sede de revanche. Não é eliminando um direito natural que se conseguirá mantê-lo forte.
Bom, eu só quero deixar escrito aqui que eu não sou a favor da pena de morte por julgá-la "mais eficaz" do que outras penas, não. É REALMENTE por uma questão de reparação, de VINGANÇA, mesmo. So what is the problem? TODA a Justiça humana se baseia NISTO, na LEGITIMIDADE do direito à reparação, ou à vingança. Eu não vou nem discutir uma coisa tão óbvia! Não é por "prevenção" que se prende alguém: é por PUNIÇÃO, ora bolas!
Se assim não fosse, nem mesmo o casal Nardoni estaria preso: ou alguém acha que eles estão presos para que "se evite que eles matem outras crianças"? Eu, hein! Estão presos por CASTIGO, é claro! Para PAGAR, para serem PUNIDOS! Pelo legítimo direito à vingança!
O que se debate aqui é se é justo que a pena de morte seja incluída entre esses castigos; não a validade da idéia de PUNIÇÃO, ou a LEGITIMIDADE DA VINGANÇA! Porque é evidente que se trata de um direito LEGÍTIMO, não? Como eu disse, nele se baseia TODA a idéia de Justiça humana.
Seu primeiro parágrafo é pura erística. Você afirmou anteriormente que é irracional, mas não provou e tentou fugir com retórica. Agora depois de claro e sem chances para fingir mal-entendido, você assume aplica essa tautologia que te permite assumir que o argumento é falso e usa de desvio.
Claro que provei que a pena de morte é racional. A justiça se guia por critérios de proporcionalidade, a pena também deve ser, logo, não há nenhum impecilho, ab initio, na aplicação da pena de morte, por principios de Justiça, afinal, sua aplicação é confirmação da Justiça e do preceito de Ulpiano "Constam et perpetua voluntas ius suum cuiqm tribuendi" (Constante e perpétua vontade de dar a cada um seu di-
reito). Sto Tomás ainda comenta que este possessiovo, "seu", é: "aquilo que lhe é devido segundo uma igualdade de proporção", seja retribuição de um bem, seja castigo do mal.
A erística foi sua, ao usar uma petição de principio, amigo, que necessita de explicação e comprovação prévia.
É muita falta de educação chamar alguém de mentiroso gratuitamente apenas porque você discorda, e mais ainda se isso é infundado.
Não te chamei de mentiroso, disse que sua afirmação era uma mentira. E é.
Apresentar estatísticas globais para provar algo que ocorre nas partes é ou pura ignorância ou má-fé. Você quer provar que os homicídios caem devido à pena de morte mas inclui nas contas os estados onde ela não é aplicada?
Nos estados onde ela não é aplicada, existe a possibilidade de prisão perpétua, o que pode ser um dos motivos da diminuição da criminalidade. O fato é que não é verdade que nos lugares onde a pena de morte é aplicada, o crime aumentou. Just it.
TODA a Justiça humana se baseia NISTO, na LEGITIMIDADE do direito à reparação, ou à vingança. Eu não vou nem discutir uma coisa tão óbvia! Não é por "prevenção" que se prende alguém: é por PUNIÇÃO, ora bolas!
Eu diria, apenas, que esta vingança possui uma finalidade diferente, quando da análise de sua intenção, conforme Sto Tomás diz:
"Se se pretende sobretudo o mal para quem nos ofendeu ou maltratou, e por ele se alegra, isto é totalmente ilícito, porque alegrar-se pelo mal do próximo é ódio, oposto à caridade que com todos devemos ter, sem que nos chegue a desculpar que o outro lhe haja antes desferido um mal. Em troca, se a intenção de quem executa uma vingança é conseguir o bem do culpado, por meio do castigo, como o seria logrando sua emenda, ou, ao menos, sua inibição, tranquilidade dos demais e exercício da justiça e da honra devida a Deus, então pode ser lícita a vingança." (Sum. Teol., 2-2, a. 108 BAC, tomo IX, p. 479-480)
Não só é legitima a vingança, mas, quando corretamente aplicada, é permitida por Deus.
Achei que tu ia citar trechinhos carolas para combater meu argumento, mas tu resolveu grunhir feito veado? Por quê?
Você também é favorável a penas de morte dolorosas?
Os trechinhos carolas eu reservo para os mentalmente saudáveis, como visto acima. No seu caso, sou a favor de uma pena de pau de arara no olho do seu cu, quem sabe assim, você grunhe mais alto do que eu? No seu caso, porém, acho que ouvirei gemidos de satisfação, ao invés de grunhidos.🙂
Você não provou, você apenas usou de retórica e começou com desvios.
Primeiramente, acho que o senhor deveria ao menos consultar um ferrater mora para diferenciar retórica de raciocinio. Difícil dialogar com um sujeitinho que deve ter lido três linhas do Olavo,s e tanto, e chama tudo que os outros falam de "retórica", sem olhar o proprio esquema de desenvolvimento de suas idéias, se é que se pode chamá-las assim.
Portanto, serei didático, apenas esta vez. Sua petição de princípio é esta:
Dentro disso, o poder coercitivo para aplicar uma sanção é proporcional ao grau de liberdade que o cidadão se dispôs abrir mão e à segurança que o Estado é capaz de proporcionar com isso.
Isto não é verdade evidente, não é um fato, não é uma conclusão a partir de fatos. É uma suposição racional, uma idéia, uma disposição teórica. Afirmar que o poder de punir estatal só é proporcional ao número de liberdades individuais que as pessoas se dispõe a "abrir mão" é um enunciado que, inequivocamente, necessita de uma prova maior que sua mera afirmação. Porque diabos temos que assumir que o contrato social, base do seu raciocinio, é, por exemplo real?
Indo mais fundo ainda, a petição de princípio consiste em: A verdade da conclusão é assumida pelas premissas. Muitas vezes, a conclusão é apenas reafirmada nas premissas de uma forma ligeiramente diferente. Nos casos mais sutis, a premissa é conseqüência da conclusão.
sua premissa: a sanção juridica é proporcional ao quantum de liberdades cedidas pelos individuos numa sociedade.
Conclusão: A pena de morte é inviável, pois no quadro de liberdades cedidas originalmente, não se encontra a disposição de meu direito á vida.
Ou seja: Sua premissa carece de provas, é gratuita, no sentido de que podemos argumentar, mas quem disse que o pdoer estatal e a punição de formam por um acordo de vontades?
Não há proporcionalidade com a pena de morte justamente porque ela acaba com qualquer poder coercitivo que ainda exerça sobre alguém que cometeu um crime. Isso já foi falado anteriormente. Vai fazer o que com um assassino em série? Matá-lo várias vezes?
E o que fazer com quem rouba várias vezes? Ou você acha que o fato de alguém cometer delitos e ser privado de liberdade, ou sentenciado a pagar multa, ou alguma outra penalidade, não exaure a punibilidade?
Também há uma grande confusão aqui em torno da punibilidade e o ato criminoso. Não é porque ele se verifica sempre de uma conduta delituosa qualquer que ele tenha que ser confirmado aritimeticamente, um a um, como numa aglutinação. Pelo contrario, crimes semelhantes podem ser contados como "um", ao menos, na legislação penal brasileira.
Isso sim é um exemplo de retórica, furada. Não é porque um homicida comete vários atos sucessivos de matança que o poder "coercitivo" deve ser exercido um a um, pois do contrário, não se poderiam cumular penas. Não é porque existe pena capital que este poder é "suprimido", ao contrário, ele é reafirmado, de forma bem veemente.
Não tenta enfeitar as coisas. Você afirmou peremptoriamente que era mentira, e agora ainda repete mesmo depois que eu provei que não é. Você já passou do que poderia ser atribuído à ignorância e agora isso só pode ser má-fé
Tudo bem Pedro, você é um mentiroso então. feliz agora?
Obrigado por provar meu argumento então, ora. Se as estatísticas estaduais que eu mostrei comprovam que crimes violentos ocorrem muito mais nos estados com pena de morte do que sem, e as estatísticas nacionais que você enviou indicou que ela caiu em todo o país, com esse seu argumento isso então indica que a prisão perpétua é duplamente eficiente, pois não só foi suficiente para reduzir a criminalidade nos estados onde não há pena de morte, como a redução ainda foi drástica o bastante para compensar o aumento que houve nos estados que havia
Pelo contrário, ela só prova que os crimes violentos que NÃO são puniveis com pena capital se manifestam mais nos estados onde ela prevalece, o que é meio evidente, já que, se o meliante quer vislumbrar uma sobrevida, ele vai obviamente praticar crimes não puniveis com pena capital. Se a prisão perpétua é mais ou menos eficiente que a pena capital, já é outra discussão, eu pessoalmente discordo, já que se hoje em dia não se vê mais sentido em previdência social, como mais razão ainda, não podemos ter um sistema montado para sustentar bandidos. Prisão perpeuta é apenas delegar ao contribuinte uma responsabilidade e sustento muito maiores do que aos pobres velhinhos que se aposentaram às custas de trabalho árduo.
Sinto muito, mas, como retórico o senhor é bom cozinheiro. Da próxima vez, tente raciocinar um pouquim.
A pena de morte, num quadro de garantias, condições, etc, etc, etc é racional sim, oras. Ninguém está propondo que se mate, como nos tempos do codigo draconiano, qualquer um por qualquer coisa nem a qualquer tempo. O devido processo legal, mais as garantias são suficientes para uma racionalização mais que suficiente de toda e qualquer pena, inclusive pena de morte. Por outro lado, a reparação do bem com o bem, e do mal com o castigo é um preceito racional, do qual a pena de morte é um corolário. Nem os católicos discordam disso, e nem os autores da medievalidade.
Pelo jeito é, porque você precisa distorcer e enfiar afirmações onde eu não fiz nenhuma e usar de pedanteria para complicar um assunto simples e inserir brechas de onde você possa usar de erística. Você aplica esse desvio querendo levá-lo para discussão sobre validade do contrato social quando na verdade é simplesmente incapaz de refutá-lo na sua forma mais simples que independe disso
Explique então, dr. porque, NECESSARIAMENTE o poder de punir está ligado á cessão de liberdades individuais de forma proporcional. Pode ser?
Eu realmente levo tempo para entender teu "raciocinio" amigo, é que você faz um uso tão impróprio de termos juridicos, que minha mente fica como entorpecida ante as maluquices que eu leio. Me parece que, primeiramente, você pretenda que o poder coercitivo so pode ser exercido plenamente de forma continuada, não é mesmo? Bom, não é o que nenhum penalista diz. veja bem, numa multa, por exemplo, ela é sancionada, aplicada, paga, e o poder coercitivo esgotou-se. Qual é o problema disso?
Do mesmo modo, se opera a pena de morte, num máximo de sanção permitida, a morte, incorre-se na conduta criminógena, institui-se a sanção e aplica-se a pena. O poder Coercitivo se esgotou, de novo, não é incrível?
Essa definitivamente foi sua pérola-mor! Estou rindo até agora. Quer dizer então que bandidos praticam crimes de acordo com a pena? Qual é a próxima sua? Dizer que criminalidade é genética?
Por incrivel que pareça, a pena tem por função, além da óbvia punição, prevenir e intimidar os possiveis cometedores de delitos. Isto se chama prevenção geral. A teoria dialética unificada de roxin, por exemplo, situa a prevenção geral, justamente, como instituto que coíbe e previne os crimes na sociedade. Citando Platão, a Lei tem caráter pedagógico, também. Novamente, quanto mais dura a penalidade, segundo o principio da prevenção geral, maior intimidação e maior segurança para a sociedade.
Mais um chute seu nessa sua retórica furada interminável. Exceto em lugares onde obviamente há abuso, Irã, China, em todos os lugares onde foi implantada a pena de morte tem um custo maior para o contribuinte do que colocar o mesmo criminoso sob a prisão perpétua.
Chute no meu saco, quer dizer né? O exemplo é bem claro, comparei o corte nas aposentadorias, ou as mudanças na previdencia social, com o instituto da prisão perpetua, que é muito mais vantajoso, afinal, basta o cara cometer um crime, que ganha casa, comida e roupa lavada e SEM CONTRIBUIR. Não se trata de comparações aritimeticas entre quem gasta mais, e sim comparações entre dois grupos diferentes. Aprende a ler.
Eu não falei que está. Leia direito o que os outros escrevem antes de opinar. Eu falei que se não há um equilíbrio nisso e um Estado cerceia mais liberdades individuais do que oferece em troca ele obviamente pende para o totalitarismo. Difícil entender isso ou você agora quer que te prove que A é A?
Se houver um Estado perfeito um paraíso, em que há um equilíbrio perfeito, em que a polícia, as forças armadas e o judiciário são eficientes em garantir a segurança, ao apoiar a pena de morte um indivíduo abre mão do poder individual sobre a própria vida para o Estado sem receber absolutamente nada em troca, pelo contrário.
Não falou??? Mas então, porque vc parte do pressuposto de que existe esta relação direta Estado-concessão de liberdades? Isto não é uma suposição de fundo contratualista? porque vc acha que o estado CONCEDE direitos? Dá pra explicar?